Ciências sociais

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    • Cidadania

      O que significa "existir politicamente?", perguntam-se os teóricos do republicanismo1 na busca de saciar a curiosidade filosófica em torno da noção de cidadania. Em verdade, o "existir" de que nos ocupamos quer dizer ter cédula de plena cidadania , de uma relação de vida em que ter cédula de plena cidadania é ter voz e voto nas deliberações comuns, ter a capacidade para resistir a interferência arbitrária de outros (não somente do próprio Estado, mas também de todos os demais agentes sociais2 )e, em igual medida, para resistir (como o homem encrático de Aristóteles ) a interferência arbitrária do "inimigo" que todos nós levamos dentro : por isso que, para uma concepção republicana , não há cidadania sem virtude, sem autogoverno pessoal; o mero bourgeois está ainda muito longe do citoyen. E como uma ( e toda ) república é uma "república de razões", isso implica que todos os participantes na deliberação comum devem estar dispostos a cambiar suas preferências como resultado da deliberação. Todos devem ter, pois, e ao menos, a preferência de segunda ordem de modificar suas preferências de primeira ordem em caso de que os argumentos contrários resultem concludentes ; e devem ter também a força de vontade para lográ-lo, isto é, para conseguir que ao menos esta metapreferência se imponha as suas preferências de primeira ordem (Sunstein)4 .

      (Adicionado: 2ªf Nov 10 2008 | Visitas: 103 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra-revolução, trabalho e classes sociais

      A crise em que estamos mergulhados é tão profunda nas conseqüências e tão extensa no tempo, que se converteu em uma crise sui generis: ao invés dos pulsos destrutivos como na crise de 1929, temos o que Mészáros denomina de um continnum. Passou a ser a forma de reprodução do sistema do capital na época da "produção destrutiva"(Mészáros:1995). O nosso modo de vida, e a reprodução de nossa sociedade, incorporou a crise como se ela fosse um dado natural. O resultado dificilmente poderia ser outro: aos poucos nos tornamos insensíveis às suas conseqüências mais cruéis, à crescente perdularidade do sistema, à destruição voraz do planeta e ao embotamento da vida cotidiana de todos e de cada um de nós. Um quadro como este apenas é possível porque vivemos no período contrarevolucionário mais longo desde que as revoluções surgiram como fenômeno social – e isto não se deu há muito tempo. A primeira revolução foi a Inglesa do Século XVII, mas a primeira que mostrou ao mundo do que exatamente se tratava foi a Grande Revolução Francesa, que se estendeu de 1789 a 1815. Foi apenas a partir dela que os homens reconheceram, em escala social, a história como o resultado de suas ações. E foi este fato, ao fim e ao cabo, lembremos, que possibilitou a Hegel a descoberta da história enquanto processo e, a Marx, a descoberta do homem enquanto o demiurgo de sua própria história. Desde a Revolução Francesa, não houve nenhum outro período no qual o capital se tornou tão hegemônico e tão plasmado à vida cotidiana como nos últimos trinta anos. Nunca antes a humanidade se comportou tão homogeneamente como se "não houvesse alternativa" ao capital.

      (Adicionado: 2ªf Nov 10 2008 | Visitas: 63 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Documentário brasileiro: entre o modelo sociológico e o etnográfico

      O artigo analisa alguns documentários produzidos no Brasil, dos anos 60 aos 90, mostrando a utilização de um modelo de edição conhecido por "modelo sociológico" que do cinema foi adotado pela mídia televisiva como padrão de reportagem. O trabalho sugere, por outro lado, a existência de um modelo, que se mantém paralelamente em documentários reconhecidos como alternativos ou inovadores, não marcado pela voz off, que pode ser denominado de "modelo etnográfico", comum em documentários como os do cineasta Eduardo Coutinho, que ao não apostar em personagens pré-determinados mostra-se perturbador e reflexivo. Palavras-chave: documentário, linguagem audiovisual, voz off, telejornalismo.

      (Adicionado: 2ªf Nov 10 2008 | Visitas: 63 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A construção da confiança – teoria dos jogos e ética

      Teoria dos jogos. O dilema do prisioneiro. Versão iterada do dilema do prisioneiro. Construção da confiança e ética. A teoria dos jogos é um capítulo da matemática aplicada consistindo num estudo formal de interacções entre dois ou mais agentes racionais que se comportam estrategicamente. Uma maneira mais condensada de apresentar a teoria dos jogos consistirá em dizer que a teoria dos jogos tem por objecto de estudo a decisão social. Isto, entendendo-se por "decisão social" a decisão que envolve, além da posição do agente decisor, a consideração da posição dos outros agentes que com ele estejam em interacção. Três conceitos nesta definição devem ser elucidados: interacção, comportamento estratégico e racionalidade. Por interacção entende-se as acções de cada agente terem efeito nas dos outros agentes. E por comportamento estratégico entende-se a consideração racional, por parte de cada agente, das condições de interacção com os restantes agentes. A racionalidade dos agentes, por fim, pode ser pensada ou sob a ideia de maximização do interesse próprio ou sob a ideia de maximização de objectivos.

      (Adicionado: 3ªf Out 28 2008 | Visitas: 76 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Lazer no Parque da Cidade

      Espaço urbano, sociabilidade e consumo em sobral /CE. A presente pesquisa se dá num espaço de lazer na cidade de Sobral-CE: o Parque da Cidade. O parque é um lugar onde diferentes sociabilidades são tecidas através da interação de indivíduos que o constroem socialmente. Este espaço de lazer transcende a vida familiar e insere-se na categoria pedaço (MAGNANI, 2000) que é elaborada a partir do agir coletivo cotidiano. O recorte de objeto aqui proposto visa analisar como os freqüentadores do Parque da Cidade estão significando o referido espaço de lazer e como percebem o processo de "revitalização" dos espaços públicos, implementado pelo Poder Público, com propostas de "enobrecimento" da cidade para fins comerciais (LEITE, 2004). Esse público se apropria do espaço, modificando-o e transformando seu próprio cotidiano. Novos espaços são criados e então se formam novas práticas, que se conformam em parte ás intervenções do público e do privado. O Parque da Cidade abrange uma área de aproximadamente 70.000 metros quadrados e integra os bairros do Junco, da Colina, do Alto da Expectativa e do Campos dos Velhos. Esse complexo compõe-se de playgrounds, quiosques, pista de cooper, campos polivalentes, pista de bicicross, Skate Park, e ainda mesas de xadrez e de piquenique. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde o inicio de 2006 e teve como recorte inicial o Skate Park, lugar privilegiado de minhas observações. O Parque da Cidade apresenta-se como um espaço multifacetado, onde diversas modalidades de lazer se interpõem e se cruzam em seus caminhos sinuosos. O objetivo geral deste trabalho é, portanto, analisar como os freqüentadores dos espaços de lazer do referido Parque estão significando o Parque da Cidade. Os outros objetivos decorrentes do primeiro são: 1) investigar como se dão as políticas de "requalificação" e modernização urbana no entorno do Parque da Cidade, considerando a importância do conceito de gentrification, para o entendimento da problemática em questão (LEITE, 2004); 2) problematizar e compreender como alguns moradores de Sobral se vêem no Parque da Cidade e em que momento o freqüentam; 3) analisar o discurso e as políticas públicas voltadas para o lazer na cidade de Sobral, especificamente no Parque da Cidade. Estas reflexões foram orientadas pelas observações de campo e entrevistas realizadas principalmente nos finais de semana, em que o público é maior, possibilitando uma melhor compreensão das redes de sociabilidade tecidas nos momentos de lazer no Parque da Cidade.

      (Adicionado: 2ªf Out 27 2008 | Visitas: 78 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Agir por dever e ética formal

      O dever. Questões ligadas á resolução de dilemas. Deontologismo versus Consequencialismo. Limite á ética kantiana. A ideia de liberdade. A Terceira Antinomia. Procurámos indicar no estudo anterior as condições que uma vontade tem de satisfazer para que se diga, num dado contexto de acção, uma vontade livre. Defendemos que essas condições consistem na existência de possibilidades alternativas, por um lado, e na boa formação da vontade, por outro. Há que notar, porém, que, entendida neste sentido, uma vontade livre nada tem de moral ou imoral. Designadamente, o facto de ser bem formada não pode ser pensado como um facto que respeite á moralidade ou imoralidade da acção. Com efeito, assumindo que existem possibilidades alternativas, a vontade de um agente pode ser livre e, ao mesmo tempo, imoral ao exprimir, enquanto desejo final, a totalidade dos desejos e crenças do agente - e daí ser livre -, mas numa situação tal em que a maioria desses desejos não seja moralmente permissível, bem como a vontade apurada. Em contrapartida, uma vontade pode não ser imoral ainda que tenha sido mal formada. Portanto, vontade boa/má e vontade bem/mal formada não devem ser confundidas. Na realidade, dizem respeito a âmbitos inteiramente distintos. A boa ou má formação da vontade diz respeito ao processo de apuramento do desejo que guiará a acção; prende-se, pois, com o agir por desejo e é assunto para uma filosofia da acção. Se nisto a vontade se diz livre é porque o agente reconhece como própria a vontade, ou seja, assume como sua a causalidade da vontade e, além disso, pôde, caso o quisesse, ter agido de forma diferente. Mas, agir por desejo e apropriação da vontade não implicam moralidade para a acção e para a vontade que a determina. Uma filosofia da acção e uma filosofia moral são disciplinas contíguas, mas ainda assim distintas.

      (Adicionado: 5ªf Out 23 2008 | Visitas: 91 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Crença, corroboração e verdade científica. Rici – seminário permanente

      Este seminário visa abordar o efeito da crença no trabalho científico. Justifica-se a meu ver, e desde logo, pelo facto de todo o conhecimento se recortar de crenças, não fazendo diferença, para o caso, se o conhecimento é especificado como científico ou não. De uma forma ou de outra, o conhecimento é uma crença qualificada. Depois, é esperável, em virtude da sua natureza interdisciplinar, que este seminário possa dar conta de algumas formas particulares pelas quais o efeito da crença sobre o trabalho científico se faz sentir. Por exemplo, efeito da crença sobre os métodos científicos, efeito da crença sobre o esforço de justificação, efeito da crença na corroboração obtida sobre o próprio objecto de estudo, etc. Pela minha parte, procurarei cumprir três objectivos que passo a enunciar: 1. Relatar uma caracterização do conhecimento, que é sempre conhecimento de verdades, científicas ou não, como crença qualificada, designadamente como crença verdadeira e justificada. Procurarei ainda, adentro das condições a satisfazer para que haja conhecimento, explicitar as relações entre verdade e justificação a partir das teses que Donald Davidson defende em "Uma Teoria Coerencial da Verdade e do Conhecimento". 2. Exprimir algumas particularidades a respeito das nossas crenças em regularidades, sua formação e corroboração, e isto sob a preocupação de divisar o significado da diferença entre o que se faz em ciências naturais e o que se faz em ciências sociais. Para este tópico, farei referência ás epistemologias de Karl Popper e de Friedrich Hayek. 3. Discutir qual o lugar da crença nos momentos do trabalho científico em função de diferentes posicionamentos marcantes na epistemologia contemporânea (designadamente, os de Karl Popper, Michael Polanyi, Thomas Kuhn, Imre Lakatos).

      (Adicionado: 5ªf Out 23 2008 | Visitas: 82 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Ética, Direitos da Personalidade e Humanidades: Elementos e conceitos anacrônicos diante da Biotecno

      Hoje, em "plena modernidade", vivenciamos o momento em que o mundo já se rende á "Era Biotecnológica". Sendo oportuno, dizer que o prefixo "BIO" é utilizado para associar ao termo seqüente ou subseqüente a idéia de vida, organismo vivo ou processo biológico existente. Assim, temos em fervura neste caldeirão de atualidades: Biodireito, Bioética, Biossegurança, Bioenergético, Biodiversidade, entre outras tantas performances admitidas ao contexto "BIO". De sorte, estamos presentes em um cenário sócio-cultural onde e quando todas as tendências são ou estão voltadas ás variedades e variabilidades dos organismos vivos. Talvez, esta seja tão-somente mais uma, dentre outras tendências preexistentes, até porque, em todas as épocas antecessoras foram cultuados certos modismos, e nós, até então, "puramente humanos [?]", estamos sempre propensos á adesão. Notadamente, nosso tema se desenvolve nos contornos da seara jurídica, porque estaremos tratando de questões pertinentes ao respeito aos limites impostos, em primeiro plano, pelas normas e, num segundo momento imposto pela ética, que proeminente, deva existir em cada um de nós, como exigência básica da conduta humana. Todavia, estejamos traçando concomitantemente uma ótica psicanalítica do comportamento social, pois, os desvios no padrão de comportamento têm sido uma preocupação demasiadamente instigante aos estudiosos de quase todos os saberes científicos, e o mal-estar causado pela cultura é da ordem da psicanálise.

      (Adicionado: 5ªf Out 23 2008 | Visitas: 67 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Isaiah Berlin, Liberdade e Democratismo (versão por rever)

      A desconfiança face aos grandes projectos de racionalidade e, sobretudo, perante o modo como estes podem justificar, mesmo a pretexto de um desígnio generoso, uma inaceitável supressão da liberdade individual - esse é o aspecto fundamental do pensamento de Isaiah Berlin. Interpretada no contexto epocal em que surge, a reflexão berliniana não pode deixar de ser entendida como uma forma de intervenção pública contra a violência indesmentível, embora sob a capa de uma retórica democratista e da liberdade, dos regimes colectivistas nos anos 50. Note-se que a sua célebre conferência "Dois conceitos de liberdade" remonta a 1958, pleno período de guerra fria. Pese embora este contexto, nem por isso seria justo rotular a reflexão berliniana como datada ou, de algum modo, inexpressiva para o nosso tempo.

      (Adicionado: 4ªf Out 22 2008 | Visitas: 64 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O papel da família no processo de inclusão das pessoas com deficiências

      Para que se possa construir uma sociedade inclusiva é preciso antes de qualquer coisa, de toda uma mudança no pensamento das pessoas e na estrutura da sociedade, isso requer certo tempo, mas o que irá realmente nortear e desencadear essas mudanças nas pessoas é em um primeiro momento a real aceitação das pessoas com necessidades especiais, essa aceitação deve começar pela própria família. Quando nasce uma criança diferente do que os pais imaginavam, esses ficam desesperados, sem rumo, sem saberem como agir, é como se o mundo caísse sobre suas costas, todos seus planos fossem por água abaixo, ficam se sentindo culpados por terem tido um filho (a) especial. Alguns, no início acabam tendo depressão, não aceitam a criança, as rejeitam etc.

      (Adicionado: 3ªf Out 21 2008 | Visitas: 80 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A importância da reflexão teórica e da prática no tratamento de pessoas com deficiências

      Verifica-se atualmente diversas discussões a cerca dos temas que envolve a questão das pessoas com necessidades especiais, tais discussões pautam-se no sentido de definir quais as responsabilidades da família, da escola, do governo, da sociedade, etc. para que realmente possa haver a inclusão dessas pessoas em todos os ambientes e atividades da vida social e escolar. Deve-se no entanto, ter como objetivo a busca por uma reflexão dos diversos seguimentos da sociedade para a necessidade cada vez mais forte de tratarmos melhor as pessoas portadoras de necessidades especiais, fazendo com que elas possam ter valorizadas suas habilidades, proporcionando o resgate da criança-cidadã, buscando assim, através de um diagnóstico um caminho para o seu despertar na vida social.

      (Adicionado: 5ªf Out 16 2008 | Visitas: 68 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A realidade atual do Sistema Penitenciário Brasileiro

      A superlotação das celas, sua precariedade e sua insalubridade tornam as prisões num ambiente propício à proliferação de epidemias e ao contágio de doenças. Todos esses fatores estruturais aliados ainda à má alimentação dos presos, seu sedentarismo, o uso de drogas, a falta de higiene e toda a lugubridade da prisão, fazem com que um preso que adentrou lá numa condição sadia, de lá não saia sem ser acometido de uma doença ou com sua resistência física e saúde fragilizadas. Os presos adquirem as mais variadas doenças no interior das prisões. As mais comuns são as doenças do aparelho respiratório, como a tuberculose e a pneumonia. Também é alto o índice da hepatite e de doenças venéreas em geral, a AIDS por excelência. Conforme pesquisas realizadas nas prisões, estima-se que aproximadamente 20% dos presos brasileiros sejam portadores do HIV, principalmente em decorrência do homossexualismo, da violência sexual praticada por parte dos outros presos e do uso de drogas injetáveis.

      (Adicionado: 5ªf Out 16 2008 | Visitas: 123 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Da experiência urbana à construção identitária dos lugares

      Neste artigo expõe-se um estudo exploratório realizado no âmbito do projecto de doutoramento da autora, levado a cabo nas periferias das metrópoles de Lisboa e Bordéus. Apresenta-se sumariamente a metodologia aplicada para estudar a experiência urbana de um grupo de estudantes de uma escola de Santo Adrião (na periferia da metrópole de Lisboa) explorando as interconexões entre esta experiência e a identidade dos lugares que configuram os seus espaços de vida. A natureza exploratória deste estudo é dupla. Por um lado, decorre da necessidade de testar o esquema metodológico desenhado para aferir a experiência urbana dos jovens, que articula duas técnicas: photo elicitation e focus group. Por outro lado, advém da necessidade de encontrar ferramentas conceptuais que permitam analisar a experiência urbana dos jovens, integrando-a na dialéctica da identidade sócio espacial dos lugares e identidade dos sujeitos. Os resultados deste estudo permitem sublinhar três eixos de reflexão: o primeiro, ligado à importância do imaginário e do simbólico na dialéctica experiência urbana e efeito de lugar que se inscreve nos processos de construção identitária dos jovens; o segundo relativo à existência de uma vida urbana segregada definida a partir das práticas; o terceiro ligado ao destaque dado à violência urbana no discurso dos jovens sobre a sua experiência urbana.

      (Adicionado: 5ªf Out 16 2008 | Visitas: 69 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Observar a mudança: o papel dos estudos rurais

      Vou guiar-me pela ideia de que o tema do rural, para além das questões substantivas que comporta, tem sido, por sistema, uma boa chave para interpelar a matriz socioeconómica, simbólica e material da nossa formação social, bem assim como alguns dos principais aspectos da sua natureza estrutural e da sua evolução. E é particularmente significativo que assim seja, numa sociedade como a portuguesa, que manifesta tão frequentemente grandes dificuldades em reconhecer as suas estruturas internas. Talvez esta dificuldade se deva ao facto de as mais significativas das tendências pesadas que a têm marcado serem habitualmente tendências de extroversão ou de influência externa. Creio que não faltam exemplos: demos sempre mais atenção à viragem exportadora da nossa economia, nos anos sessenta, do que à industrialização de base endógena dos anos cinquenta; tivemos sempre mais sensibilidade para como o fenómeno emigratório do que para com a forma rápida e dúctil como uma percentagem elevada da população residente, regressada subitamente ao país em 1975, se inseriu social e economicamente, tornando-se depressa num não-problema; compreensivelmente, insistimos mais nos olhares que deitamos à integração europeia enquanto fenómeno de transnacionalização do que enquanto fenómeno produtor de regionalização e de dinâmicas de proximidade no quadro da evolução do sistema europeu e mundial (vemos o Euro e esquecemos Espanha?); conhecemos pior o interior, o nosso sistema urbano e as grandes dinâmicas do território nos anos oitenta e noventa do que as periferias das metrópole lisboeta onde afluem populações em mobilidade; entendemos com mais facilidade os movimentos das empresas que entram e saem do que os sistemas produtivos localizados. Aliás, seria interessante que isto não viesse a passar- se com a mais impressiva novidade sociológica deste início de século, que é o acolhimento ao longo do país (e não apenas na Grande Lisboa) de imigrantes, como os que têm vindo dos países do leste europeu, cujo grau de interpelação da sociedade portuguesa me parece que será muito significativo.

      (Adicionado: 5ªf Out 16 2008 | Visitas: 68 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Projeto de vida pessoal : Uma síntese do conhecimento antigo e do moderno para atingir a Auto-realiz

      Nossa sociedade moderna é fortemente pragmática e materialista. Fomos educados para perceber como "realidade" apenas aquilo que nossas mãos tocam, nossos olhos enxergam e nossa mente analisa. Neste enfoque, perdemos quase totalmente a possibilidade de contato com o nosso mundo interior e suas vastíssimas possibilidades. É neste mundo interior que existe um amplo leque de potencialidades, o qual - se adequadamente desenvolvido - nos poderá levar à magnífica estrada do Sucesso e da Prosperidade. Para que esse desenvolvimento possa acontecer é necessário conhecer como o mundo interior funciona, quais suas engrenagens e quais as metodologias a serem utilizadas para chegar aos magníficos resultados que você almeja.

      (Adicionado: 5ªf Out 16 2008 | Visitas: 78 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
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