- Da ética construtivista à ética sustentável: a trajetória do design.
(novo)
- A reorganização das relações sociais: os primórdios do design. Racionalidade e estética: o design, o mercado e a lógica. O resgate da ética: o design, o meio ambiente e a sociedade. A percepção de responsabilidade ética no design passou por diversas fases ao longo do século XX. Inicialmente centrado no resgate das estruturas sociais tradicionais abaladas pela Revolução industrial, o design acabou por assumir um papel ativo na construção de uma nova sociedade, coerente com as demandas de reformulação que os avanços tecnológicos exigiam. O avanço do século levou a enfoques menos engajados socialmente, mais focados ora na estética, ora na lógica, desenvolvendo-se segundo as exigências de uma expansão do consumo e da noção de bem estar nele baseada. Esta ênfase no consumo conduziu a extremos que acabaram por despertar, entretanto, uma nova consciência social, inicialmente voltada para a questão ambiental e mais tarde ampliada para questões tais como justiça e equidade.
(Adicionado: Mie May 06 2009 | Visitas: 27 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- O corpo e a mulher na história da filosofia
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- Uma leitura a partir de Merleau-Ponty centrada na atual discussão sobre a corporeidade. A presença da mulher na história da filosofia. O desprezo do corpo e a marginalidade da mulher na história da filosofia. A filosofia na perspectiva da corporeidade segundo Maurice Merleau-Ponty. O reconhecimento social das mulheres como "seres pensantes" foi e continua sendo um desafio para o equilíbrio nas relações de gênero. Nos currículos escolares e universitários podemos perceber que pouco consta sobre as mulheres que se destacaram enquanto filósofas. Na maioria das vezes, falta uma referência acerca do conhecimento da vida e obras de pensadoras. Pode-se constatar uma reduzida valorização das mulheres na vida acadêmica e sua participação na história da construção do conhecimento. Simone de Beauvoir pronuncia-se sobre isso dizendo que "toda a história das mulheres foi feita por homens". Neste contexto, pretende-se, aqui, discutir brevemente sobre a presença das mulheres na história da filosofia, com ênfase ao desprezo do corpo e à marginalidade da mulher, bem como, introduzir o tema da corporeidade a partir do filósofo Maurice Merleau-Ponty.
(Adicionado: Lun May 04 2009 | Visitas: 28 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Signos do corpo: Réquichot, Barthes e nós, os outros
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- Ao refletir sobre a imagem do corpo e o corpo da imagem, este ensaio promove uma leitura semiológica da análise que Roland Barthes opera em torno da obra de Bernard Réquichot: qual a imagem do corpo que, segundo o teórico de Elementos de semiologia (1965), a obra do artista dos Reliquaires (1955) estrutura? O corpo do artista fricciona-se no corpo do texto, desenhado pelo semiólogo, amador de signos. En réfléchissant sur l'image du corps et sur le corps de l'image, cet essai réalise une lecture sémio-logique de l'analyse que Roland Barthes a effectuée au sujet de l'ouvre de Bernard Réquichot: quelle est l'image du corps que, selon le théoricien des Eléments de sémiologie (1965), la production de l'artiste des Reliquaires (1955) structure? Le corps de l'artiste joue dans le corps du texte, dessiné par le sémiologue, amateur de signes.
(Adicionado: Lun May 04 2009 | Visitas: 27 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- O rosto que se desvanece na areia da praia: homem, conhecimento e direito em Michel Foucault
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- Breve nascimento das ciências do homem. Arqueologia, genealogia e história. Conhecimento e verdade. Hermenêutica e discurso. O direito como campo de conflito. Conclusão – a originalidade de Foucault. Neste artigo promove-se uma reflexão sobre as principais questões as quais Michel Foucault propõe discutir no intuito de promover uma explicação sistemática de sua obra. Da mesma forma, realiza-se um paralelo de sua concepção de conhecimento e hermenêutica com o campo do direito, compreendendo que a produção jurídica é permeada por relações de poder presentes no seio social.
(Adicionado: Jue Abr 30 2009 | Visitas: 29 | Colocação: 10.00 | Votos: 1)
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- Postulado do Determinismo Indeterminado
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- Um dos assuntos mais discutidos, nos últimos tempos, pela comunidade científica e mesmo pelos meios políticos e opinião pública é a "fuga" de talentos portugueses para outros países. É uma discussão que se manterá enquanto não forem tomadas medidas concretas e efectivas para criar, nas Universidades Portugueses, os meios e os incentivos que permitam que esses investigadores se mantenham no seu país e aqui desenvolvam o seu trabalho. O caso do Prof. Doutor Rui Alberto Silva é um dos paradigmas deste problema. Licenciado em Línguas e Literaturas Clássicas e com Mestrado em Antropologia Cultural na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, não encontrou, no nosso país, condições nem apoios para avançar com os seus estudos, já na época, demasiado "irreverentes" para a mentalidade académica nacional. Desta forma rumou para Espanha, para a Universidade de Santiago de Compostela onde se doutorou com a classificação de Summa cum Laude em semiótica apresentando uma tese brilhante e completamente revolucionária sobre os métodos de doutrinação política através de processos icónicos. De imediato foi convidado a integrar os quadros da Universidade Compostolense onde, primeiro, desempenhou as funções de assistente no departamento de Semiótica, passando, no mesmo ano para as funções de Assistente Agregado do mesmo departamento.
(Adicionado: Vie Abr 03 2009 | Visitas: 43 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Propriedade Privada e Trabalho Alienado: desvendando imbricações ocultas
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- Para além do fato da propriedade privada. A especificidade da propriedade privada. Em busca da gênese social da propriedade privada. Perspectiva político-pedagógica. Os "Manuscritos de Paris" são um conjunto de apontamentos e de estudos realizados por Karl Marx nos anos 1843/44 em seu exílio em Paris. Estes escritos, publicados apenas em 1932 em Berlin, são também denominados "Manuscritos Econômico-Filosóficos". Como o nome revela, eles tematizam simultaneamente questões econômicas e filosóficas. Neles Marx buscava compreender os pressupostos estruturais e sociais da economia política. Sua forma de proceder objetivava, portanto, desvelar a gênese social de conceitos econômicos, uma vez que estes, por serem tomados como fatos dados, e, à medida que mediatizavam as relações humanas da sociedade capitalista, emprestavam, em sua opinião, uma aparente e enganadora naturalidade necessária a esta sociedade.
(Adicionado: Vie Abr 03 2009 | Visitas: 48 | Colocação: 9.67 | Votos: 3)
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- A Dialética Positivista de Caio Prado Júnior
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- A história do termo dialética é bem antiga. O significado da palavra mudou historicamente, assumindo várias formas. Hoje, a visão autodenominada marxista da dialética é predominante nos meios intelectuais. As origens intelectuais da dialética marxista são, principalmente, a dialética hegeliana e a filosofia de Feuerbach. Marx, partindo de Hegel e Feuerbach, vai constituir sua visão própria de dialética e irá fazer referências ao método dialético em algumas passagens. Ele pretendia escrever uma obra sobre dialética, mas, no entanto, não o fez. Isto deu margem para toda uma gama de interpretações e deformações da dialética marxista, que permanece até a atualidade, apesar de alguns poucos denunciarem este processo. A obra de Caio Prado Júnior é uma das poucas que abordam a questão da dialética no interior das influências do marxismo no Brasil. Porém, a recepção do marxismo no Brasil, como a produção intelectual em geral, é fruto de uma cultura colonizada e, por isso, reprodutora de ideologias européias, norte-americanas e russas (estas últimas no interior dos partidos comunistas, pelo menos até a década de 80). A dialética de Caio Prado Júnior, tal como colocaremos a seguir, faz referência ao marxismo mas nada tem de marxista, sendo, pelo contrário, positivista.
(Adicionado: Mie Mar 18 2009 | Visitas: 56 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Ensino de Filosofia: o caso de Ética nos PCN
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- O presente artigo indaga se a ética como saber escolar não deveria ter sido incluída nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) como disciplina curricular normal, em vez de ser como tema transversal como acabou acontecendo. Desenvolvido segundo uma metodologia crítico-analítica, este trabalho problematiza os dispositivos curriculares oficiais sobre o ensino de filosofia, em particular a ética. Conclui que o ensino desse saber se fez pulverizado como tema de todas as disciplinas, o que pode não contribuir para o enfrentamento de nosso ethos concreto. De outra forma, sustenta que, como tema transversal, a ética pode contribuir para a justificação da ideologia liberal, a qual equipara cidadania e consumo, ética e imperativo da sociedade de mercado e democracia e consenso, de modo a potencializar o individualismo, a competitividade capitalista e a cultura de massas das sociedades liberais.
(Adicionado: Mie Mar 18 2009 | Visitas: 52 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Pitágoras
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- Pitágoras foi um pensador envolto em elementos legendários, o que faz ficar difícil distinguir nele e em seus discípulos o histórico do fantástico. Com tudo isto, ele não deixa de ser uma pessoa muito importante no desenvolvimento da história do saber. Embora ele não tenha deixado escritos, historiadores lhe atribuem três textos trabalhados por ele que versam sobre a educação, o homem de estado e a natureza. Desta maneira, ele é considerado um reformador moral e religioso. Algumas vezes ele é apresentado como um homem de ciência, outras como o mentor de doutrinas místicas, isto se deve ao fato dele não ter escrito nada e dos acusmáticos terem divulgado a sua doutrina. Portanto, desta maneira, ocorreu uma literatura corrente de valor, em grande parte, como testemunho histórico das doutrinas do próprio Pitágoras. Atualmente, alguns trabalhos são considerados ficções pseudônimos de origem posterior.
(Adicionado: Mar Feb 03 2009 | Visitas: 91 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- A Logística no âmbito da História
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- Este artigo tem o objetivo de elucidar as origens da logística como arte e suas primeiras referências antes da época da Logística Empresarial. A palavra logística vem do grego Logistikos, que em latim foi transcrito como Logisticus, ambas as palavras significando o raciocínio matemático relativo a lógica como hoje a conhecemos. "War is the father and king of all, and has produced some as gods and some as men, and has made some slaves and some free[1]." Heraclito de éfesos (536-470 a.C.), Filósofo grego. Não vamos encontrar na Antiguidade Grega referências diretas á logística, como a gestão total da cadeia de suprimentos, como nós a conhecemos hoje, por exemplo, mas elementos em torno dos quais ela se formou, no transporte, no estudo de terrenos, suprimentos, máquinas, cavalos e homens. "Assim, o logos, para Aristóteles, é uma enunciação, uma fórmula, uma explicação, um discurso explicativo ou um conceito. Lógica torna-se sinônimo de conceito, de significação, de regras de verdade." SIQUEIRA, 2003 p. 20
(Adicionado: Mar Dic 30 2008 | Visitas: 107 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Coleccionar com F. Frade. Especialmente na Guiné-Bissau
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- Vida e obra coligidas. Colecções de palavras. Colecções vivas. Por fim, a "língua das aves". As colecções, indissociáveis das classificações e das sistemáticas, são conhecimento, isto é, não apenas o produzem, como se confundem com ele. Na verdade, a nossa vida é toda ela uma progressiva aquisição e transmissão de saberes, decorrente de mecanismos associáveis ao de juntar objectos aos quais atribuímos caracteres de semelhança - desde o serviço de chá até ao vocabulário e peças de roupa que envergamos, tudo é colecção. O coleccionador faz três gestos básicos: apanha, conserva e mostra. Quando nos deslumbramos num museu perante as suas ricas colecções, recebemos o que alguém conservou para nos mostrar. Esta permuta representa o nosso modo de vida social, de conhecimento colectivo, transmitido de geração em geração.
(Adicionado: Mar Dic 30 2008 | Visitas: 107 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Revolução ou revolta? (Um retorno a Albert Camus em seis pontos)
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- Do ponto de vista histórico e existencial, diante das injustiças dos homens e das tragédias do mundo, os movimentos político-sociais se dividem entre duas atitudes de lutas: a revolta e a revolução. Por definição, a revolta se constitui um estado de espírito que é mais individual e subjetivo do que coletivo. "Ela é um conjunto perpétuo do homem e da sua própria obscuridade" (CAMUS, s.d., p. 69) [2]. A revolta é uma filosofia de vida e uma exigência estética, que toma consciência do absurdo e diz "não". Já a revolução[3] - que chegou a formar uma "cultura revolucionária", especialmente a marxista-leninista-guevarista -, se constitui numa ruptura necessariamente "explosiva"[4] com vistas ao projeto de transformação radical da organização da sociedade. Para o revolucionário de esquerda[5] todas as injustiças e desigualdades têm como causa única as contradições concretas da sociedade capitalista, que precisam sofrer uma ruptura pela ação dos homens, dentro do processo histórico. O existencialismo de Albert Camus concebe um tipo de revoltado que entende a própria realidade como absurda. A sua linha de pensamento primeiramente toma como fonte inspiradora Prometeu e Sísifo, porque são exemplos clássicos de estilos arquetípicos de revolta do homem contra as imposições de uma realidade vivida existencialmente como injusta e absurda. Enquanto que Prometeu, pela sua ousadia sofre o castigo dos deuses, e não vê esperança de mudança na sua condição de dor e sofrimento, em Sísifo a esperança aparece no momento em que "ele toma consciência de sua tragédia e se revolta", analisa Camus.
(Adicionado: Mar Dic 30 2008 | Visitas: 119 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Risco: um conceito do passado que colonizou o presente
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- No seu sentido original, o conceito de risco era neutro e referia-se a uma probabilidade aumentada de um evento ocorrer. No entanto, actualmente, o risco é frequentemente tomado com um presságio. O risco significa perigo e qualquer risco é sempre concebido de uma forma negativa. Além disso, a magnitude e a natureza global dos riscos actuais são tais que os riscos se tornaram cada vez mais difíceis de quantificar, de prevenir e de anular e, nesse sentido, muitos defendem que vivemos na «sociedade do risco». Neste artigo, num primeiro momento, esboça-se a emergência histórica do conceito de risco e salienta-se a proeminência cada vez maior que este conceito tem vindo a assumir no quotidiano dos sujeitos e na linguagem dos profissionais. Num segundo momento, realiza-se uma abordagem á filosofia do risco e á forma como ela tem sido apropriada e gerida pelas ciências da saúde, nomeadamente pela saúde pública na atribuição de culpas individuais e grupais, no estabelecimento de normas e na manutenção do controle e da coesão social. As sociedades contemporâneas tornaram-se cada vez mais vigilantes relativamente ao risco, especialmente aos riscos gerados pela tecnologia e pelos estilos de vida. Os riscos para a saúde parecem estar presentes em todo o lado e representam uma constante ameaça para as pessoas. Como referem Douglas e Wildavsky (1982), os indivíduos modernos não têm medo de «quase nada», excepto da comida que comem, da água que bebem, do ar que respiram, da terra onde vivem e da energia que usam. As discussões sobre o risco têm recebido grande atenção pública, envolvendo e polarizando uma variedade de grupos, que vão dos cientistas aos profissionais de saúde, legisladores, governantes, jornalistas, bioéticos e público. Desenvolve-se então uma espécie de actividade de controle destinada a preservar a espécie humana que, frequentemente, culmina no emergir de uma nova moral sanitária.
(Adicionado: Mar Dic 30 2008 | Visitas: 112 | Colocação: 0.00 | Votos: 0)
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- Deus não é descartável
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- Rosine Chandebois veio ao colóquio "A Criação" por causa da sua obra "Para acabar com o Darwinismo", publicada em Portugal pelo Instituto Piaget. A autora estriba-se na embriologia para acusar o darwinismo e o próprio Darwin de burla intelectual. Decerto Eduardo Crespo, segundo embriologista participante neste colóquio, a contradisse, mas infelizmente não temos terceiro embriologista, de geração seguinte, para o contradizer a ele, de modo a revelar algo que todos sabemos: o valor do conhecimento científico não é absoluto, varia no tempo de acordo com as suas mais recentes aquisições, sobretudo instrumentais. Com outros fundamentos, decorrentes da análise de textos de História Natural, situando-me por isso na área das Letras, eu cheguei á mesma conclusão. Mas não acuso só o darwinismo, sim o naturalismo em geral e também as religiões. Aproveitando o facto de estarmos num convento dominicano, deixarei aqui a minha especial acusação á Igreja Católica Apostólica Romana de co-autoria e cumplicidade na fraude.
(Adicionado: Lun Dic 29 2008 | Visitas: 120 | Colocação: 1.00 | Votos: 1)
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- O duplo no texto do naturalista
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- O duplo em situação de paródia. Cómico de linguagem e de situação. Trabalho realizado no âmbito do projecto luso-espanhol "Naturalismo e conhecimento da herpetologia insular" (2002-2003), subsidiado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC, Madrid) e Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional (ICCTI, Lisboa). Todos sabemos, excepto a ciência normal, que a objectividade não existe na comunicação analógica, a humana. Este trabalho, não tendo essa finalidade, acaba por mais uma vez demonstrar tal evidência. De muitas maneiras a relação entre o discurso e o referente (Natureza) é liquidada no texto científico. No corpus que habitualmente estudo, textos de História Natural, são principalmente quatro os agentes desviantes: a metáfora, de que a própria ciência se tem ocupado, sobretudo no que toca ao evolucionismo (Sacarrão, 1986), os putativos, o erro e a anáfora. Da sua interferência no discurso irrompe a máscara. Ora a persona não só é um duplo no teatro, como em mil outras situações, caso da heteronimia pessoana e do agente secreto.
(Adicionado: Lun Dic 29 2008 | Visitas: 104 | Colocação: 1.00 | Votos: 1)
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