Filosofia e Mitologia

Páginas: [<<] 1 2 3 4 5 [>>]
    • Lukács e Heller: a centralidade do trabalho

      O debate contemporâneo envolvendo a categoria trabalho e sua centralidade para o mundo dos homens se transformou, em pouco mais de uma década, em um tema obrigatório das ciências sociais e da filosofia. E não por acaso: este talvez seja o item da agenda contemporânea que melhor polarize os impasses teóricos e políticos dos nossos dias. Por um lado, aqueles que questionam a vigência hoje da centralidade política da classe operária conceberam esta oportunidade como propícia para refutarem os fundamentos teóricos marxistas; por outro lado, entre os que afirmam a centralidade política dos operários, concebeu-se o enfrentamento com as novas teorizações que questionavam o marxismo como uma tarefa política de defesa da categoria trabalho enquanto central para a sociabilidade.

      (Adicionado: 5ªf Set 11 2008 | Visitas: 82 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Tudo ou nada: Para Além do Capital de I. Mészáros

      Trotsky, em um dos seus belos momentos, definiu o revolucionário como aquele que alarga as fronteiras do possível. A leitura de Beyond Capital 2, o último livro de Istvan Mészáros, tem um impacto equivalente: nos remete a novos horizontes. Envolvidos, como estamos, na luta defensiva contra a maré contra- revolucionária dos nossos dias, presos a uma estratégia defensiva que se tornou como uma nossa "segunda natureza", pressionados por uma crise teórica de enormes proporções, que se revela na incapacidade generalizada, não apenas de compreender o presente, mas mesmo de se apoderar do patrimônio teórico do passado; - nesse contexto o livro de Mészáros oferece questionamentos os mais radicais, e argumentos os mais convincentes de que nenhuma acumulação é possível, no sentido de superar o capital, se não adotarmos uma estratégia socialista ofensiva, que articule, já e agora, os problemas cotidianos com a necessária (veremos a ordem dessa necessidade) superação do capital. Não se trata de desconsiderar as mediações, digamos, táticas, imprescindíveis para que um projeto revolucionário possa se transformar em um patrimônio do trabalhadores - mas de avaliar tais mediações a partir de um referencial que vá para além do capital, de modo a que possam efetivamente ser mediações entre o presente e a sociedade emancipada, e não meramente mediações entre distintas formas de regência do capital. Em Mészáros não há, como ocorre em muitos discursos "maximalistas", qualquer desprezo pelas mediações conjunturais, táticas.

      (Adicionado: 5ªf Set 11 2008 | Visitas: 83 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O amor como fundamento legitimador do Direito

      Segundo a mitologia grega, quando do nascimento do universo o que prevalecia era o vazio da desorganização inicial, ou seja, as entidades, os seres, as coisas e os sentimentos encontravam-se todos segregados. Nesse contexto, então, foi que o Amor, o qual era representado por Eros (e por Cupido, na mitologia romana), filho de Afrodite e Ares, apareceu como a força de natureza espiritual que presidiu a coesão de todo o universo logo após o seu surgimento. Com efeito, o Amor é expressão de conciliação, de mediação, frente à segregação do universo, é o anseio do homem, como assevera Platão , por uma totalidade do ser, representando o processo de aperfeiçoamento do próprio eu. De outra maneira, desta feita segundo Sócrates, o amor é “um desejo de qualquer coisa que não se tem e que se deseja ter”.

      (Adicionado: 4ªf Set 10 2008 | Visitas: 86 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O reflexo como "não ser" na ontologia de Lukács: uma polêmica de décadas

      Ao falecer, em 1971, György Lukács deixou dois manuscritos intitulados Para a Ontologia do Ser Social e os Prolegômenos à Ontologia do Ser Social (respectivamente, a «Grande» e a «Pequena Ontologia»). Como é sabido, o terreno da investigação ontológica foi o escolhido por Lukács para, no contexto contemporâneo, reafirmar as teses de Marx acerca da radical historicidade e sociabilidade do mundo dos homens e para demonstrar a possibilidade ontológica (que não deve ser confundida com possibilidade imediata) da revolução socialista. É difícil exagerar o caráter polêmico, nos dias em que vivemos, de uma tal démarché. Não apenas a discussão ontológica parece ser um contra-senso após toda a crítica moderna à ontologia medieval, com também postular a possibilidade ontológica da subversão revolucionária da ordem capitalista vai de encontro ao main stream da produção teórica dos nossos dias. Não é de se estranhar, portanto, que os últimos escritos de Lukács tenham sido recebidos quase sempre com surpresa, para dizer o mínimo.

      (Adicionado: 4ªf Set 10 2008 | Visitas: 85 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Praticismo, Alienação e Individuação

      Lukács, no seu conhecido ensaio «Marx e o problema da decadência ideológica», afirma que, por ter ultrapassado historicamente seu período revolucionário, a burguesia não mais produz a melhor teoria, aquela capaz de abarcar, nos limites do desenvolvimento do gênero humano, a totalidade do existente. A burguesia teria se convertido numa classe contra-revolucionária, cuja concepção de mundo (Weltanschauung) não mais poderia ser ciência, apenas deformação do real. Lukács, certamente, não endossa a tresloucada tese segundo a qual a burguesia não pode produzir toda e qualquer ciência, arte, filosofia, etc. Para o filósofo húngaro, ela o faz apenas e tão-somente em setores parciais (a totalidade é uma dimensão a ela interdita) e com um alcance muito menor que o possibilitado pelo atual desenvolvimento das forças produtivas.

      (Adicionado: 4ªf Set 10 2008 | Visitas: 74 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Metafísica e religião na experiência pós-moderna: uma reflexão sobre o pensiero debole de Gianni Vat

      O retorno da religião no presente. Morte da religião ou a sua transfiguração. A imagem da religiosidade pós-moderna. A mensagem cristã: a propósito da dissolução da metafísica. Este trabalho pretende refletir, com base no pensamento de Gianni Vattimo, a problemática do retorno da Religião, visto que adquire relevância no cenário filosófico contemporâneo: o fim da Metafísica na experiência da Pós-modernidade. Para tanto, busca-se investigar o que possibilitou tal retorno da Religião, mesmo em tempos de secularização. A ciência que tinha por pretensão desfundar a Religião também encontra o seu limite: algo que conferiu ao pensamento moderno certa desilusão, instaurando uma busca de identidade do pensamento ocidental (particularmente o Europeu). Este "caminho de retorno" feito pelo pensamento ocidental deparou-se com o encontro de suas raízes originariamente cristãs. Desse modo, a ausência de fundamentos torna-se característica do pensamento pós-moderno, uma vez que a Modernidade caracterizava-se pela constante superação e pela categoria do "novo", ou seja, a presença de uma concepção linear da história. Com a Pós-modernidade, esta categoria não mais se sustenta e a história pode ser compreendida como interpretação. Este caráter hermenêutico identificado neste momento pós-moderno da história compreende, pois, que os "fatos" agora são reduzidos à mensagem. Tal concepção implica em outro modo ou proposta de um agir moral e ético, que abrange desde as relações mais simples, passando pela real possibilidade de um debate ecumênico e inter-religioso, assim como outro modelo de experienciar a ética cristã, em especial, no que concerne à sua moral sexual. Será exposto nos textos a seguir como o conceito do pensiero debole (ou o pensamento fraco) alcançou tal conclusão e como a filosofia pode, uma vez mais, discutir a questão de Deus, do ser, do ente, sem incorrer em um discurso meramente religioso, mas, ao contrário, compreender que semelhante debate exige um diálogo dotado de racionalidade, criticidade e verdadeiramente filosófico.

      (Adicionado: 4ªf Jul 16 2008 | Visitas: 133 | Colocação: 7.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Refletindo sobre a prática de ensino de Filosofia no Ensino Médio: uma experiência no ensinar a pens

      A contradição entre a expectativa inicial e a prática educativa. A democracia em sala de aula e o risco do basismo. A avaliação participativa: uma idéia democrática num contexto de condicionamentos. O trabalho planejado a partir de temas geradores. O presente texto é resultado de uma experiência de regência de classe com a disciplina de Filosofia em Escola de Ensino Médio, na cidade de Santa Rosa, Estado do Rio Grande do Sul. Na época, um conjunto de questões estava emergente e, como não tínhamos referências de uma prática já existente, que fosse coerente com as nossas expectativas, na qual pudéssemos basear nossa ação, fomos desafiados a construir uma proposta que pudesse ser adequada à realidade local. Durante a elaboração da proposta de ensino, optamos em integrar os alunos em nossas atividades de planejamento e sistematização, motivando o grupo envolvido para a elaboração teórica, considerando a construção de propostas para a educação um desafio para a própria disciplina de Filosofia.

      (Adicionado: 6ªf Mar 07 2008 | Visitas: 194 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Desafios da prática de ensino de Filosofia no Ensino Fundamental

      A Filosofia como reflexão crítica da realidade. O contexto da experiência prátic. A Filosofia e as relações interativas em sala de aula. Referências bibliográficas. O Conselho de Alunos: uma idéia inovadora e conflituosa. O significado da prática e sua contribuição para a superação do contexto. O desafio da contínua reconstrução da proposta pedagógica. Os desafios da atualidade exigem cada vez mais criatividade e dinamicidade dos trabalhadores em educação, de forma que a reflexão da prática educativa pode ser compreendida como princípio edificador de mudanças. Nesse sentido, nos propomos a refletir nossa experiência prática realizada com alunos de 8ª. Série do Ensino Fundamental, em escola privada, na cidade de Santa Rosa – RS. Ao invés de compreender a Filosofia como uma disciplina de conteúdo e programa restrito, procuramos construir uma compreensão nova para o exercício de sua prática. Entendemos que a Filosofia pode cumprir um papel fundamental enquanto método de trabalho em educação, no sentido de estabelecer um espaço de construção da unidade entre os diversos campos do conhecimento existentes na escola, desenvolvendo uma nova relação de aprendizagem com os alunos, através de uma visão interdisciplinar e transdisciplinar da realidade.

      (Adicionado: 4ªf Mar 05 2008 | Visitas: 185 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A crítica da hermenêutica e a hermenêutica da crítica

      A hermenêutica das tradições. A crítica das ideologias. A construção da síntese: a tarefa filosófica anunciada por Paul Ricoeur. A hermenêutica e a dialética têm sido o centro do debate sobre método em filosofia da atualidade. A "reviravolta pragmático-lingüística"2 na filosofia marcou profundamente a cultura contemporânea, de tal forma que podemos afirmar a emergência da hermenêutica das tradições, de Hans-Georg Gadamer, e da crítica das ideologias, proposta por Jürgen Habermas, como dois grandes paradigmas de nosso tempo. As duas proposições têm sido consideradas como contraditórias, no momento em que ambas se reivindicam um caráter de universalidade. A grande tarefa dos filósofos contemporâneos, a partir da filosofia da linguagem, situa-se em torno da compreensão das teorias propostas e a possibilidade de atestar suas divergências ou convergências.

      (Adicionado: 3ªf Mar 04 2008 | Visitas: 191 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Que fazer com a universidade pathos-lógica *

      Sintomas que ninguém quer reconhecer. O sintoma " pesquisite". A patologia no ato de ensinar. A ambiência universitária é patológica?. O ponto-cego do discurso político acadêmico: a doença/saúde mental. Onde a luz [da razão] bate mais forte, a sombra é mais escura. Provérbio alemão. Nietzsche, o filósofo academicamente incorreto certo vez reconheceu que os "espíritos livres e insolentes" caminham na contramão das escolas e universidades, apolíneas. A psicologia e a psiquiatria de hoje classificaria-os de "inadaptados" por rejeitarem tais instituições tidas como a mais racional, científica e "perfeita" dos espaços humanos.

      (Adicionado: 4ªf Dez 05 2007 | Visitas: 206 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O suicídio-espetáculo na sociedade do espetáculo

      Uma "morte gloriosa" na história. "Suicidar é um ato inútil e insensato; destrói arbitrariamente o fenômeno individual, enquanto a coisa em si permanece intacta". Schopenhauer. Embora seja um tabu nas conversas do dia-a-dia, o suicídio tende a ser aceito como mais um direito do sujeito contemporâneo. Entretanto, na maioria das vezes, abreviar a própria vida não se trata de um ato sustentado no livre-arbítrio, mas sim em conflitos entre a consciência e o inconsciente, entre o sujeito e o grupo, a fé e a ciência, etc.

      (Adicionado: 3ªf Dez 04 2007 | Visitas: 220 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Senso comum, ciência e filosofia - elo dos saberes necessários à promoção da saúde

      Construção compartilhada do conhecimento como instrumento para a promoção da saúde. Influência do paradigma cartesiano sobre a medicina moderna e os sistemas de saúde. No processo de evolução, a humanidade acumulou saberes que foram sistematizados como conhecimentos. A Filosofia nos auxilia nas funções teóricas e práticas a chegar a uma concepção do universo por meio da auto-reflexão.O senso comum contribui para que a ciência progrida. A partir de problemas do cotidiano das pessoas, surge a necessidade de pesquisar, de aprofundar interpretações dos achados e propor soluções para superar as dificuldades enfrentadas pela população. A ciência existe para esclarecer aspectos problemáticos do senso comum, fornecer respaldo aos questionamentos e fundamentar cada conhecimento produzido em resposta às demandas. Assim, os conhecimentos envolvidos nesta reflexão pretendem beneficiar uma articulação entre as formas básicas de conhecimento e desenvolver uma compreensão satisfatória da promoção da saúde, numa visão compartilhada e conscientizadora da mudança de paradigmas no sistema de saúde. Compreendemos que a promoção da saúde constitui um componente indispensável neste processo, tendo como foco central de suas intervenções o indivíduo pertencente a uma comunidade nas suas múltiplas relações, especialmente entre o contexto comunitário e a dimensão subjetiva, propiciando-lhe um resgate da cidadania. Senso comum, Ciência, Filosofia, Promoção da saúde, Educação em saúde.

      (Adicionado: 2ªf Out 22 2007 | Visitas: 266 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Uma postura ética ou estética na escola?

      O Ensaio apresenta um enfoque sobre a ética, a estética e a violência numa perspectiva histórica atualizada. O desenvolvimento de um ser ético-estético requer um trabalho flexível numa relação dialógica problematizadora visando acessibilidade e a Inclusão Social. O docente atua como mediador no processo de ensino aprendizagem, estimulando as vivências para o desenvolvimento da Ética-Cidadã. Motivando os alunos e a comunidade a participar da resolução de problemas por meio de ações e atividades educativas pela Metodologia da Recreação e Cidadania.

      (Adicionado: 4ªf Jan 17 2007 | Visitas: 384 | Colocação: 9.50 | Votos: 2) Avaliar
    • A legalidade do aborto de anencéfalos sob o prisma da hermenêutica

      Da anencefalia. Das hipóteses legais de aborto. Da Hermenêutica Metodológica. Da Hermenêutica Filosófica. O presente estudo objetiva demonstrar as diversas respostas sobre a questão da legalidade do abortamento de fetos portadores de anencefalia decorrentes da adoção de diferentes métodos hermenêuticos. Para tanto, após a análise do conceito de anencefalia, é feita uma abordagem sobre as duas formas interpretativas e colacionados nos quais se observa a aplicação da Hermenêutica Metodológica e da Filosófica.

      (Adicionado: 3ªf Jan 16 2007 | Visitas: 375 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Humanismo e meio ambiente

      Não seria necessário, falando ao final de um ciclo de palestras sobre o humanismo e sua crise, lembrar os diferentes sentidos e acepções que este termo tem adquirido através da história desde o fim da Idade Média e do Renascimento, que vão da redescoberta da herança filosófica clássica até a tradição do estudo das humanidades, tão central na constituição das universidades ocidentais. É possível falarmos, além deste humanismo filosófico e literário, em um "humanismo cultural", que é a inspiração da tradição racional, secular e empírica das ciências naturais, do direito e da ética do mundo contemporâneo. Todas estas tradições humanistas compartem o que chamamos hoje de antropocentrismo, ou seja, a noção de que o ser humano é, não só a fonte de todos os valores, mas também a grande força capaz de construir e ordenar o mundo, seja pelas manipulações palacianas de Maquiavel, no social e político, seja pela capacidade de transformar o caos dos eventos e percepções nas idéias claras e distintas que formam o universo cartesiano, no âmbito do natural.

      (Adicionado: 4ªf Out 11 2006 | Visitas: 404 | Colocação: 8.67 | Votos: 3) Avaliar
15 Anteriores Próximos 15