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A Argentina está na mídia. No início do ano de 2010, chegaram aos meios de comunicação notícias sobre a instabilidade política e econômica, o confronto entre o Governo Federal e o Banco Central sobre o destino das reservas para pagamento de dívidas; a desclassificação dos arquivos da ditadura, que permite a apreciação de documentos que descrevem o período mais sangrento da história contemporânea do país. E, mais recentemente, a reabertura da questão das Ilhas Malvinas com a Grã Bretanha. O modelo de governo adotado pela Presidente Cristina Kirchner, com base na ideologia peronista, vem sofrendo golpes que põem em discussão não somente suas propostas, mas, principalmente, a utilização do "adjetivo" peronista para justificar suas medidas.
(Adicionado: 3ªf Set 21 2010 | Visitas: 0 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste texto apresenta algumas reflexões sobre o uso da metodologia denominada de História Oral em pesquisas no campo das ciências humanas. A metodologia da História Oral tem-se espraiado por diversas disciplinas e entre pesquisadores de origens diversas, ao mesmo tempo o seu uso tem provocado simpatias e adversidades. Os autores do presente texto buscam demonstrar que os indivíduos tomados como fonte original de informação junto às lutas sociais por moradia popular, a partir de sua prática social, alçam a condição de sujeitos sociais uma vez que contribuem para a produção da História e do espaço urbano. Na ampla tarefa das ciências sociais, cabe-lhe atribuir que trate os indivíduos como capazes de serem construtores e partícipes da História. Esta é uma tarefa científica, política e educativa de quem assim procede optando pelo uso da História Oral. (Em formato PDF)
(Adicionado: 6ªf Fev 05 2010 | Visitas: 0 | Colocação: 8.00 | Votos: 1) AvaliarInvestiga as causas históricas, políticas, sociais e econômicas que mais contribuíram para o colapso e desaparecimento da União Soviética em 1991. Como um esforço de reinterpretação do fenômeno, desde a gênese até o esgotamento da URSS, apóia-se em análises e dados de alguns dos mais conhecidos especialistas no assunto. Considera que um conjunto de elementos se combinou para tal desfecho. Aponta como causas principais: a) o atraso material e cultural da velha Rússia para iniciar a construção do socialismo; b) o isolamento da Revolução Russa, fruto, entre outros fatores, do reformismo político que paralisou a classe operária no Ocidente. (Em formato PDF)
(Adicionado: 6ªf Fev 05 2010 | Visitas: 0 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAnalisar a participação do elemento religioso na divulgactío e construção de um imaginário edenico das terras do oeste do Paraná em comunidades ítala e teutas dos Estados do Rio Grande do Su1 e Santa Catariaa, é o objetivo deste artigo que utiliza fontes primarias como propagandas de temas, entrevistas orais e livros que compõe o acervo historiográfico da regiáo oeste do Paraná. PALAVRAS-CHAVE: Colonização, Imaginário social. Discurso. (Em formato PDF)
(Adicionado: 6ªf Fev 05 2010 | Visitas: 0 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) AvaliarDominick LaCapra, em suas formulações, investe contra o primado das dualidades no estudo da história intelectual ao recusar a polaridade entre texto e contexto, mundo "real" e escritos, sujeito e "objeto" etc. Propõe, em contrapartida, a conexão ativa e recíproca entre a produção intelectual e o mundo, tecendo textos e contextos, sujeito e "objeto", numa rede relacional. É usual e disseminado na história intelectual – enquanto estudo, ao longo do tempo, sobre a produção e os produtores das idéias – autores alicerçarem suas posições em pilares (fincados aos pares) que procuram balizar o estudo das idéias conforme concepções tanto arraigadas quanto frágeis. Ao serem postos como referências teóricas, tais pares duais (e, por vezes, dicotômicos) como texto/contexto, discurso/realidade, autor/produção, vida/obra, entre outros, não delimitam um espaço fértil a ser cultivado, sequer formam uma cerca para afastar falsas noções; formam sim um círculo de giz, no qual o estudioso se põe ao centro e acredita estar na posse de um arsenal teórico eficiente e protegido do senso comum. Dominick LaCapra mostra-nos a fragilidade dessas posições. Avesso aos milagrosos pares que supostamente dariam contraste e contorno à "realidade", acrescenta cores ao cenário preto e branco do estudo das idéias e borra as divisas – para muitos ainda óbvias – que dariam alguma nitidez aos dualismos teóricos. Sem dualidades, dicotomias, polaridades, determinismos imanentes, unidimensionalidade, univocidade espacial e temporal, insulamento objetivista do sujeito e sem legitimar o subjetivismo inconseqüente das leituras anacrônicas ou "performáticas", La Capra aborda as idéias e seus sujeitos ancorado numa visão não-canônica da história intelectual, que trata os termos numa espécie de jogo de espelhos, no qual a luz lançada sobre um "objeto", ao refletir-se, ilumina imediatamente outro.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 51 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarPretende-se neste artigo analisar a construção do discurso sobre os persas – chamados "bárbaros" pelos gregos – no filme 300. Partindo da idéia de "orientalismo", de Edward Said, procuraremos demonstrar os aspectos anacrônicos da representação que o filme faz dos bárbaros, expressando aspectos políticos contemporâneos, estranhos aos gregos antigos. De tempos em tempos surgem nos cinemas filmes que ocupam a agenda daqueles que se dedicam à História; dentre esses filmes, um dos mais recentes é 300, baseado nos quadrinhos de Frank Miller. Em função do seu conteúdo ideológico, é um dos filmes mais atuais que passaram pelas salas de cinema nos últimos tempos, embora pretenda narrar fatos ocorridos milênios atrás. Esse filme, que aparentemente mostra apenas uma batalha entre persas e gregos na Antigüidade, tem como tema central uma suposta guerra entre Ocidente e Oriente, "civilizados" e "bárbaros", Oeste e Leste, "nós" e "eles". Dessa suposta luta de razão e democracia contra misticismo e tirania, acabam surgindo mártires, lembrados como exemplo de grande bravura.
(Adicionado: 5ªf Abr 30 2009 | Visitas: 56 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarBrasil: 500 anos de quê?. O encobrimento do outro. A dominação européia: "em nome de deus". O mito do "ego" moderno. 500 anos de exploração. A continuidade do colonialismo. Ao celebrar os 500 anos do "descobrimento" do Brasil, chegada do homem europeu ao "novo" mundo, julga-se oportuno refletir sobre o que foi considerado o "mito" da modernidade, ou seja: a supremacia da razão instrumental moderna (européia), sobre o "outro", atrasado, diferente, desconhecido e por isso considerado bárbaro (índio, nativo). Pretende-se, a seguir, apresentar algumas idéias sobre a temática "Brasil 500 anos", onde a dominação cultural (histórica e filosófica), religiosa e política aparecerão implícitas. Tais argumentos seguem a fundamentação teórica de Beozzo, Dussel, Las Casas, Leon-Portilla e Todorov. Celebração significa festejar, comemorar; quem festeja e comemora ao mesmo tempo recorda, recordar é trazer à memória. Por isso pergunta-se: vamos celebrar (trazer à memória) 500 anos de que?
(Adicionado: 5ªf Abr 30 2009 | Visitas: 64 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) AvaliarEstas notas reúnem aspectos relevantes do livro Rota 66 – A História da Polícia que Mata, do jornalista gaúcho Caco Barcellos, resumo de sete anos de trabalho de pesquisa sobre um conjunto de policiais militares que trabalhavam na Rondas Ostensivas Tobias Aguiar – Rota, e que cobriu o período entre 1970 e 1992. O livro se destaca como exemplo de um jornalismo investigativo que esclareceu um aspecto angustiante da violência urbana na cidade de São Paulo, especialmente em sua periferia e na população pobre que a habita. A violência, em seus aspectos mais abrangentes, é constitutiva da sociedade brasileira, seu passado colonial de exploração do trabalho compulsório de índios e escravos africanos e no massacre sistemático dessas populações, violência que se perpetuou nas características sociais e econômicas de uma sociedade desigual e pobre como a brasileira. Mais recentemente, à partir da ditadura militar, a violência começou a apresentar novas formas, muitas delas acompanhadas de perto seja pelos órgãos públicos, seja por inúmeras organizações privadas e mesmo por intelectuais que tentam entender alguns de seus aspectos mais perturbadores. Muitos relatos de romancistas e artistas diversos levaram em conta esse dado. Não há texto de folcloristas como Luiz da Câmara Cascudo ou página de Guimarães Rosa que não recenda um relato sobre o poder, dinheiro e a polimórfica violência presente na família, nos estabelecimentos rurais, perpetuando-se na sociedade urbana e industrializada à partir da Revolução de 30 e mais decisivamente desde a modernização conservadora da sociedade brasileira sob a ditadura militar.
(Adicionado: 3ªf Abr 21 2009 | Visitas: 70 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA história da sociedade russa está intimamente ligada com a história mundial e sua influência terá alcance igualmente mundial, não somente por meio da chamada bolchevização dos partidos comunistas como também da Guerra Fria, na qual a polarização entre Rússia e EUA mostrava dois modelos de desenvolvimento capitalista diferenciados. Foi geralmente abordada por diversos historiadores, sendo poucos os estudos sociológicos sobre este fenômeno histórico. Nosso objetivo será realizar uma análise deste processo histórico, problematizando o que provocou tal acontecimento histórico e que tipo de sociedade foi constituída após a revolução.
(Adicionado: 6ªf Abr 03 2009 | Visitas: 75 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO presente texto faz um balanço geral da força metodológica da categoria totalidade e de sua abdicação pela nova historiografia, mostrando a razão de ser deste acontecimento e do seu significado metodológico, marcado por um empobrecimento teórico e pela substituição de elementos fundamentais do saber, tal como a explicação, a visão crítica, a percepção da totalidade, em favor da descrição, da neutralidade e da fragmentação. O presente texto busca discutir a questão metodológica da abordagem do processo histórico centrado na totalidade ou no fragmento. Esta discussão se tornou central na historiografia, bem como perpassa as várias ciências humanas, e assume grande importância para o desenvolvimento da pesquisa social na contemporaneidade. Assim, o nosso objetivo fundamental é discutir a problemática metodológica da totalidade e da fragmentação na análise dos fenômenos históricos. Para tanto, iniciaremos discutindo alguns conceitos fundamentais, tais como os de método, categoria e totalidade e, posteriormente, tomaremos o exemplo da "nova historiografia" ("história das mentalidades", "nova história"; "história em migalhas") como objeto de análise, visando apresentar seus limites e a razão de ser deste posicionamento metodológico que fornece primazia ao fragmento.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 83 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO trabalho trata da evolução política do Brasil num período determinado de seu desenvolvimento. Discute-se o processo de conversão do "regime autoritário" no pós-1964 em regime ditatorial-militar no pós-1968. O objetivo do artigo é examinar a causa da edição do Ato Institucional n.º 5, logo, da vitória da extrema-direita militar, e, portanto, do fracasso político do movimento oposicionista nessa conjuntura. A questão central que informa a análise é a seguinte: é possível encontrar uma variável explicativa na interpretação desse processo histórico que dê conta do porquê da supremacia do "grupo palaciano" (a corrente ideológica militar então mais influente), e da sua solução para a crise do regime, bem como da derrota das "oposições"? O problema teórico de fundo aqui é o das determinações de um evento político, isto é, a articulação dos nexos causais que explicam determinado resultado histórico. São examinadas duas explicações correntes da literatura de Ciência Política e História Política e proposta uma terceira, que enfatiza, principalmente, variáveis de tipo ideológico.
(Adicionado: 6ªf Mar 20 2009 | Visitas: 86 | Colocação: 7.00 | Votos: 1) AvaliarA história das histórias em quadrinhos é marcada por uma periodização pouco questionada e que coloca o período de 1929-1939 (Gubern, 1979; Anselmo, 1975) como sendo a "época dos heróis", da "aventura" ou da "explosão dos quadrinhos" – que para uns marca a década de 30 (Bibe-Luyten, 1987) enquanto que, para outros, dura até 1937 (Renard, 1981; Baron-Carvais, 1989) ou até 1949 (Marny, 1979). Na verdade, trata-se de um período das HQ que marca o surgimento de um novo gênero, a aventura e, ao mesmo tempo, um novo papel para elas. O novo papel das HQ se inicia em 1929 e manteve sua hegemonia até 1960 e, depois dos abalos desta década, torna a ser predominante a partir da década de 70 até a atualidade, nos primeiros anos do século 21.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 91 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA Atuação de Oswaldo Aranha no Processo de Engajamento do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos. VIEIRA, Márcio José. A Atuação de Oswaldo Aranha no Processo de Engajamento do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos. Universidade Católica de Brasília. Professores orientadores: Professor MSc. Carlos Eduardo Vidigal e Professor MSc. José Romero Pereira Júnior. Junho, 2007. O estudo procura analisar a atuação de Oswaldo Aranha no comando do ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacando o seu papel na definição do alinhamento brasileiro aos Estados Unidos e aos Aliados no conflito internacional. Para isso, foram consultadas, basicamente, fontes primárias e secundárias e biografias. Apresenta-se, em um primeiro momento, o panorama nacional e internacional à época, enfatizando os principais atores envolvidos no processo político. Logo após, é explicitada a trajetória política de Oswaldo Aranha, sua formação, suas influências e realizações para, em seguida, analisar a atuação de Aranha como chanceler do Estado Novo (1937-1945) e sua decisiva participação nas relações pendulares entre o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos. Do estudo depreende-se que a atuação de Oswaldo Aranha como chanceler foi fator determinante para que o Brasil se alinhasse aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, influenciando o processo decisório no governo Vargas e podendo, dessa forma, extrair da cooperação entre os dois países o maior número de vantagens para o Brasil.
(Adicionado: 2ªf Fev 09 2009 | Visitas: 115 | Colocação: 9.00 | Votos: 1) AvaliarO Espelho de Portugal é a designação de uma jóia - pregadeira ou fivela - que ganhou o nome em Inglaterra no tempo dos Stuart, assim referida em crónicas e inventários da época. Por exemplo, sabe-se que o então príncipe de Gales, que depois viria a ser Carlos I, o transportou numa jornada, em 1623. Em Inglaterra havia várias jóias chamadas espelhos: o Espelho da Grã-Bretanha e o Espelho de Nápoles são conhecidos. O Espelho de Portugal era um adorno que tem um grande diamante central, talhado em mesa rectangular, chamado o diamante de Portugal. Essa jóia é transportada ao peito pela raínha Henriqueta Maria, mulher de Carlos I, neste retrato. Sabe-se que o diamante de Portugal - provavelmente um cabochão rectangular de mais de 30 quilates - foi apropriado por Isabel I de Inglaterra a D. António, prior do Crato, em 1582. D. António, no exílio, entregou o diamante como garantia junto da rainha de Inglaterra, que proporcionou uma armada. Isabel I usou este pretexto para se apoderar do diamante.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 254 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarDesde o feudalismo, e de forma geral nas monarquias, as armas reais coincidiam com a representação simbólica dos Estados de que o soberano era titular. O Escudo de Armas é o objecto de estudo da Heráldica, tida como uma estenografia da História e ciência nobre (Slater, 2005) e pode ser definido como um sistema hereditário de cores e símbolos, nascido no escudo de guerra medieval, para identificação pessoal. A Heráldica principiou no século XII, entendida como a arte de formar e descrever brasões de armas. O termo símbolo pode ser objecto de alguma contestação, na medida em existe uma corrente de opinião que considera o símbolo arbitrário. Ora todos os elementos constitutivos dos escudos de armas são portadores de significado, e melhor seria designar o Escudo de Armas como um signo, revelando a tricotomia inerente, conforme Peirce enunciou, expressa numa relação sintáctica -o arranjo dos elementos e das suas cores -, uma dimensão semântica -relativa ao significado -e uma dimensão pragmática adstricta a uma função social e política. Neste contexto o escudo de armas também é um significante e podemos ensaiar uma interpretação morfodinâmica, centrada na sua metamorfose.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 145 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
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