Língua e Literatura

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    • O ensino de língua materna: variações, oralidade e escrita (nuevo) 

      O fenômeno lingüístico, por ser um elemento cultural característico de qualquer grupo humano, permitiu a elaboração de estudos a partir desta prática tão peculiar a nós: a arte de simbolizar. Assim, lingüistas, antropólogos, sociólogos, historiadores, dedicados a uma problemática comum, esforçam-se para sistematizar estudos que envolvem sociedade, cultura e linguagem. Nesse sentido, a Sociolingüística revela o papel ativo da língua na formação do grupo social e das identidades individuais. Ela indica também de que forma os fenômenos lingüísticos são realidades sociais, o resultado de mudanças sociais que ambos refletem e moldam. (Joyce, 1993:209) Essas observações preliminares direcionam o caminho deste ensaio. Pretendemos, a partir dos estudos da Sociolingüística, mostrar os vínculos que as variedades lingüísticas devem ter com o ensino da língua materna. Assim, no primeiro momento, abordaremos a diversidade lingüística, mais precisamente, os tipos de variação que a linguagem sofre. Ou seja, sob o ponto de vista sincrônico, as variações geográficas, social e estilística; e, posteriormente, a variação diacrônica que caracteriza o fenômeno da mudança.

      (Adicionado: 3ªf Out 21 2008 | Visitas: 93 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Estrangeirismos: por que proibi-los? (nuevo) 

      Há muito vem se discutindo o uso dos estrangeirismos no Brasil, principalmente após o deputado Aldo Rebelo ter criado o projeto de lei nº 1676/99, que proíbe o uso de qualquer expressão ou palavra de origem estrangeira, tendo como argumentos à promoção, a defesa e o uso da língua portuguesa, querendo dessa forma reforçar que os brasileiros possuem uma língua pura e única, e que esta seria a representante da "nossa" identidade nacional. A cada dia, várias análises têm sido feitas por estudiosos da língua, e cada vez mais se percebe os diversos equívocos cometidos pelo redator do referido projeto, que por sua vez é baseado apenas no senso comum. Assim, essas e outras questões serão abordadas ao longo deste artigo que visa esclarecer alguns mitos que giram em torno do uso de estrangeirismos no Brasil.

      (Adicionado: 2ªf Out 20 2008 | Visitas: 93 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Formação discursiva: um breve retorno (nuevo) 

      Abordar o conceito de formação discursiva requer, primeiramente, o reconhecimento de que se fala de um espaço cuja origem é creditada a dois teóricos. Segundo R. Baronas, "[...] tal conceito tem pelo menos uma paternidade partilhada [...]" (2004, p. 47). Os teóricos dos quais se fala são Michel Pêcheux e Michel Foucault; dois nomes que contribuíram decisivamente para os estudos sobre o discurso, sendo atribuído ao primeiro o mérito de iniciar a Escola Francesa de Análise do Discurso. As observações acima apontam para um quadro instável em torno da noção de formação discursiva. Neste ensaio, no entanto, não se discutirá de quem procede tal conceito. O que se pretende é evidenciar, de modo sucinto, como cada autor o caracteriza, para, posteriormente, fazer uma aproximação do conceito foucaultiano elaborado em "A Arqueologia do Saber" (1969) com a mesma noção em "A Ordem do Discurso" (1970).

      (Adicionado: 2ªf Out 20 2008 | Visitas: 92 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O Império dos Significantes

      Com esta epígrafe, Roland Barthes (1915-1980) inicia o livro O Império dos signos, lançado em língua portuguesa no mês passado pela Editora Martins Fontes e traduzido pela professora e ex-aluna, Leila Perrone-Moisés (USP). Neste livro, imaginado a partir de uma viagem de quinze dias ao Japão em 1970, Barthes cria um sistema de signos ao qual, a partir de um olhar semiológico, chama "Japão" e o descreve (através de lexias), considerando algumas manifestações típicas daquele país.

      (Adicionado: 3ªf Set 23 2008 | Visitas: 95 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • O jogo especular do duplo

      No jogo, apenas ganha a regra. Deus obedece a suas próprias regras, mas é, segundo Einstein, sutil, jamais trapaceiro. Satã falseia o jogo. Só Deus pode ser levado a sério: as criaturas humanas são suas marionetes (Platão). Fundador da estética moderna, Kant postula, na Crítica do juízo , ser a arte jogo, porque “atividade desinteressada” ou “uma finalidade sem fim”. Semi-deus, o ser humano só é, conforme Schiller, ele mesmo quando joga, exercitando seu “impulso para o jogo”, origem, por exemplo, das artes plásticas. Don Juan trapaceia. Madame Bovary enreda-se no jogo. Mas un coup de dés jamais n'abolira le hasard (Mallarmé). Os jogos literários estruturam uma civilização. O herói picaresco finge o jogo do pateta. No romance de formação, aprendem-se as regras: o herói luta por seu território e o jogo implica uma estratégia. Eu era rei, e sou louco (Lear).

      (Adicionado: 3ªf Set 23 2008 | Visitas: 90 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O voo suspenso do tempo: estudo sobre o conceito de imagem dialéctica na obra de Walter Benjamin

      Elas, as imagens, podem convocar os nossos sentidos, a nossa imaginação ou o nosso pensamento. Muitas vezes, convertem-se no próprio alimento do pensamento, tal a sua pregnância. Isso não faz delas personagens secundárias, mas antes e pelo contrário, são personagens centrais, aglutinadoras do sentido, concentrando em si a potência do pensamento. Por vezes enigmáticas, ambíguas, mas também podem ser metáforas luminosas, guiando-nos através da obscuridade da razão. No caso de Walter Benjamin, a imagem desempenha um papel fundamental, um fio condutor e tem inúmeras repercussões nas mais diversas áreas, desde a fotografia ao cinema e à pintura, da questão da linguagem até à concepção da história, do tempo e da modernidade.

      (Adicionado: 3ªf Set 23 2008 | Visitas: 86 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Roland Barthes e a retórica do amor

      Aos estilhaços, intertextualidades e vozes, como em O Prazer do texto, o livro Fragmentos de um discurso amoroso (1977), de Roland Barthes oferece-se à leitura distraída do amor. O leitor, ao folheá-lo, escolhe múltiplas formas para caminhar entre os aforismos, entre os fragmentos, entre “as rajadas de linguagem, que lhe brotam graças a circunstâncias íntimas, aleatórias” (FDA, p.12) Nessa rede de “dis-cursos” ou vozes romanescas tudo, no livro, surge como “algo que se leu, ouviu, experimentou”. (FDA, p.12). “Pouco importa, no fundo, que a dispersão no texto seja rica aqui e pobre ali: há tempos mortos, muitas figuras modificam-se; algumas, sendo hipóstases de todo o discurso de amor, possuem a própria raridade - a pobreza - das essências: que dizer da Languidez, da Imagem, da Carta de Amor, uma vez que é todo o discurso de amor que está tecido de desejo, de imaginário e de declarações?” (FDA, p.12-13).

      (Adicionado: 2ªf Set 22 2008 | Visitas: 86 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Signos Estilhaçados do Corpo de Caio Fernando Abreu

      Traçar a trajetória do corpo na escritura do ficcionista Caio Fernando Abreu, a circulação e a disseminação de suas narrativas pelos fragmentos textuais, através de múltiplas fraturas e interstícios por eles abertos no espaço da narrativa pós-moderna, não é mais do que tentar percorrer, reescrevendo-a enquanto leitura do desejo, de signos esfacelados e espalhados como Osíris. Nesse recortes de si, teremos desenhos de Caio por viés. Sempre aos saltos, vestido de preto, com ladrilhos de espelhos colados pela roupa, ora dark, ora hippie, ora etéreo, meio poeta noturno, lunar, verborrágico e com extrema sensibilidade. Costumava dizer que era o retrato vivo de todos os clichês de seu tempo.

      (Adicionado: 2ªf Set 22 2008 | Visitas: 76 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A experiência da Literatura

      Inaugurando, em 7 de janeiro de 1977, a cadeira de semiologia literária, do Colégio de França, Roland Barthes (1915-1980) pronunciou uma aula inaugural (editada, em 1978, por Seuil: Leçon), onde, depois de definir a literatura como “uma revolução permanente da linguagem” (BARTHES, s.d., p. 18), indica três forças da literatura, designadas por “três conceitos gregos: Mathesis, Mimesis, Semiosis ( BARTHES, s.d., p. 18). Pela força da mathesis, a literatura abriga todos os saberes, caracteriza-se por ser “enciclopédica” e “faz girar todos os saberes” (BARTHES, s.d., p. 18). O escritor francês levanta a hipótese de que, se todos os saberes devessem, por uma força qualquer, ser abolidos, só a disciplina literária deveria ser salva, “pois todas as ciências estão presentes no monumento literário” (BARTHES, s.d., p. 18).

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 79 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Decifrações semióticas: Narciso ao Espelho

      Este ensaio pretende apontar reflexões sobre o Mito de Narciso, tentar estabelecer ligações entre o objeto de arte e os signos que ele sugere, à luz da Semiologia, de Roland Barthes, ampliadas e complementadas por outros estudiosos da área. Estes autores discutem o signo no seu sentido múltiplo e renovável, que muda de leitura para leitura, e que faz do homem sujeito de significações, ativo e instaurador de signos, que consegue reconhecê-los, compartilhá-los e estabelecer relações entre eles, extraindo significados e conhecimento.

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 79 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Messianismo e melancolia

      Ainda que permanecendo no seu carácter sibilino, esta passagem parece concentrar o essencial de uma certa visão histórica, que se encontra intrinsecamente ligada ao messianismo, o qual tem um “lugar” privilegiado na linguagem. A imagem da redenção e a ideia de felicidade que lhe está intimamente associada, congrega em si o ponto de acesso à compreensão da história e da linguagem. É o próprio Benjamin quem afirma que ela é a chave ou o operador que lança a ponte entre a visão materialista dialéctica e a visão teológica da história. Uma vez que Benjamin, desde a sua juventude, se apresentara como um continuador de Kant, ocorre-nos questionar em que momento da sua vida/obra ele se terá confrontado com o seu próprio desacordo relativamente à estética, à ética e à história kantiana e terá compreendido no messianismo a força e o princípio do que viria posteriormente a conformar, senão o mais fundamental aspecto do seu pensamento, uma das mais importantes directrizes do mesmo.

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 79 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Na encruzilhada do destino: Afinidades e diferenças do olhar em Walter Benjamin e Hannah Arendt

      Uma das últimas cartas de Walter Benjamin, publicada no segundo volume da edição francesa da sua correspondência, no Verão de 1940, pouco tempo antes da sua morte, é dirigida a Hannah Arendt. Sem dúvida que ele esperava juntar-se-lhe nos Estados Unidos, para onde se dirigia uma grande parte dos intelectuais alemães e judeus que viviam exilados por toda a Europa, durante a perseguição nazi.

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 72 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • No Banquete com Babette

      A Festa de Babette (1987), filme de Gabriel Axel, parece ser do tamanho do mundo (se isso pode ser pensando) quando instaura crises, reflexões, devaneios em tempos de pós-modernidade. Uma poética que instiga diálogo com vários textos. O filme, que tem como pano de fundo o final do século XIX e se passa num vilarejo na Dinamarca, também aponta repressões ocorridas em Paris. Nossa leitura terá apoio nessa narrativa para falar ou propor reflexões que permitam a transgressão, inclusive a do pensamento, coisas do “tamanho do mundo” e também no conceito de intertextualidade proposto por Julia Kristeva. Portanto, não será novidade a interrelação do filme com o tema “o tamanho do mundo” porque, na formação de um outro texto, no caso desse curto ensaio, como aponta a estudiosa francesa, há um movimento simultâneo de absorção e modificação como registrado na epígrafe acima. E, nesse caso, é o deslocamento que norteará os diálogos.

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 82 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Nos limites da escrita: literatura e Aids

      Nenhum leitor atento da cena contemporânea deixa de experimentar uma profunda inquietação na literatura. O mal-estar contemporâneo apresenta marcas específicas em relação ao ser humano - e a literatura, conseqüentemente, não fica fora dessas discussões. Nesse cenário, a prosa vertiginosa de Caio Fernando Abreu (1948-1996) revela o ser humano pós-moderno, fragmentado, espelhado de uma sociedade hegemonizada pelo imaginário do capitalismo de consumo, e que percebe a própria vida “consumida” na sociedade do espetáculo e na angustiante corrida ao sentimento de vazio e solidão.

      (Adicionado: 6ªf Set 19 2008 | Visitas: 76 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A dança da metamorfose. Conferência sobre María Zambrano

      É próprio dos que pensam poeticamente a sua confiança na potência da linguagem e nos seus efeitos, a qual é conquistada pela experiência constante dos seus movimentos metamórficos e pela crença da inesgotabilidade da linguagem. E o que se abandona ao exercício da linguagem poética sabe que exerce sobre os outros uma permanente inquietação, uma desestabilização que advém da impossibilidade de antecipar a compreensão do objecto. Da mesma forma que respirar é um gesto desigual, marcado pela irregularidade do fôlego e, apesar de apenas retermos dela a sua continuidade, aquele que escreve conhece bem a hesitação íntima, o recuo e o avanço, a paragem e a suspensão do pensamento ou, ainda, o abismo do indizível, o silêncio que tece, no seu movimento oculto, toda a reflexão. Esse é o estranho lugar onde se dá o encontro com o pensamento de María Zambrano. Sem dúvida inquietante e perturbadora, a escrita desta autora entranha-se na pele, arrasta o leitor, seduzindo-o, também, pela intensa carga poética da sua linguagem. Nela, as imagens convocam a clareza do pensamento, desafiando o leitor ao diálogo permanente.

      (Adicionado: 5ªf Set 18 2008 | Visitas: 78 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
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