O Espelho de Portugal é a designação de uma jóia - pregadeira ou fivela - que ganhou o nome em Inglaterra no tempo dos Stuart, assim referida em crónicas e inventários da época. Por exemplo, sabe-se que o então príncipe de Gales, que depois viria a ser Carlos I, o transportou numa jornada, em 1623. Em Inglaterra havia várias jóias chamadas espelhos: o Espelho da Grã-Bretanha e o Espelho de Nápoles são conhecidos. O Espelho de Portugal era um adorno que tem um grande diamante central, talhado em mesa rectangular, chamado o diamante de Portugal. Essa jóia é transportada ao peito pela raínha Henriqueta Maria, mulher de Carlos I, neste retrato. Sabe-se que o diamante de Portugal - provavelmente um cabochão rectangular de mais de 30 quilates - foi apropriado por Isabel I de Inglaterra a D. António, prior do Crato, em 1582. D. António, no exílio, entregou o diamante como garantia junto da rainha de Inglaterra, que proporcionou uma armada. Isabel I usou este pretexto para se apoderar do diamante.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 213 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarDesde o feudalismo, e de forma geral nas monarquias, as armas reais coincidiam com a representação simbólica dos Estados de que o soberano era titular. O Escudo de Armas é o objecto de estudo da Heráldica, tida como uma estenografia da História e ciência nobre (Slater, 2005) e pode ser definido como um sistema hereditário de cores e símbolos, nascido no escudo de guerra medieval, para identificação pessoal. A Heráldica principiou no século XII, entendida como a arte de formar e descrever brasões de armas. O termo símbolo pode ser objecto de alguma contestação, na medida em existe uma corrente de opinião que considera o símbolo arbitrário. Ora todos os elementos constitutivos dos escudos de armas são portadores de significado, e melhor seria designar o Escudo de Armas como um signo, revelando a tricotomia inerente, conforme Peirce enunciou, expressa numa relação sintáctica -o arranjo dos elementos e das suas cores -, uma dimensão semântica -relativa ao significado -e uma dimensão pragmática adstricta a uma função social e política. Neste contexto o escudo de armas também é um significante e podemos ensaiar uma interpretação morfodinâmica, centrada na sua metamorfose.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 139 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste artigo é um pequeno ensaio sobre as descobertas marítimas e o conhecimento cartográfico do mundo, tem o objetivo de levantar dúvidas sobre o mundo que conhecemos e se foi ou não explorado bem antes do que podemos imaginar. Não é um texto de convicções, mas traz assuntos que normalmente não freqüentam os livros de história oficiais, aliás, informação que se for usada em concursos ou provas o levará a tirar zero neste item, por tratar-se de assunto polêmico, muitas vezes tratado de pseudociência ou teoria da conspiração, resumindo: faz-de-conta. Mas existe uma quantidade de dados em forma de mapas, portanto fatos, que dizem exatamente o contrário do que aprendemos no cotidiano. Este ano comemoramos quinhentos e oito anos da descoberta do Brasil, dada em 22 de abril de 1500 por Pedro Álvares Cabral, para comemorar esta data envio o Mapa Mundi de Cantino. Um mapa repleto de detalhes, do ano de 1502 e que mostra um Novo Mundo repleto de detalhes.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 145 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO Sancy é um diamante famoso - a sua trajectória ao longo da história ilustra alguns dos acontecimentos mais marcantes na Europa nos últimos 500 anos do milénio passado: a emergência da dominação dos Habsburgos, a perda de independência de Portugal, o fim dos Valois em França, a guerra civil em Inglaterra, a revolução francesa, o romantismo, e finalmente a dominação do capitalismo financeiro do século XX a que sucede um remate socialista. O Sancy é um diamante originário da Índia e pesa cerca de 55 quilates, tem uma forma oval/pera, dir-se-ia uma amêndoa, e está talhado em rosa dupla. Encontra-se na galeria de Apolo do museu do Louvre, em Paris. Alguns autores referem que o diamante pertenceu a Carlos o Temerário, Duque de Borgonha, filho de Filipe o Bom, da casa de Valois, e de Isabel de Portugal, única filha de D. João I. Carlos - considerado o último grande representante do espírito feudal - perdeu a vida na batalha de Nancy, em 1477, e, como consequência, o ducado de Borgonha veio a integrar-se no Sacro Império Romano através do casamento da filha, Maria de Borgonha, com Maximiliano da Austria, de quem virá a nascer Filipe I de Castela. Carlos levou o diamante para a batalha, e assim, o Sancy testemunhou o acontecimento que veio fazer emergir os Habsburgos para o primeiro plano das famílias reinantes da Europa. O diamante, recuperado como despojo do duque - aqui, presumivelmente representado no peitoral direito - foi vendido por um soldado suíço a um clérigo que por sua vez o terá revendido a um negociante de Luzerna.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 118 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA teoria gramsciana e os paradigmas em relações internacionais. Hegemonia e sistema internacional. Hegemonia. Sociedade civil. Ideologia. Intelectuais. Contra-hegemonia. L'ordine. Gramsci e o Brasil - aplicação e repercussão. Gramsci e o Brasil - hegemonia e literatura. Este estudo norteia-se pelo conceito gramsciano de hegemonia, a fim de estabelecer bases para uma análise da literatura brasileira no contexto dos fluxos internacionais de cultura, a partir do exame de um caso particular. O desenvolvimento deste conceito por Gramsci tem como ponto de partida certos problemas que eram identificados por ele na difusão cultural na Itália de seu tempo, entendidos como problemas não apenas estéticos, mas também sociológicos. Assim, compreender a perspectiva gramsciana a respeito da relação entre hegemonia e literatura significa entrar em um debate que envolve um grande número de questões de ordem sociológica, como a determinação das identidades culturais e o problema das ideologias, segundo a interpretação dada por Gramsci ao materialismo histórico. É na perspectiva aberta por essa interpretação que se insere esta monografia, que procura realizar um estudo das relações entre cultura e política, tomando como caso o autor brasileiro Moacyr Félix.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 145 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarHerberto Helder é um poeta fascinado pelo poder encantatório da linguagem, decorrente do uso ritual da palavra. Disso dou conta no meu livro, "Herberto Helder, Poeta Obscuro" (1). Maria Lúcia dal Farra fá-lo também, no ensaio "A Alquimia da Linguagem (2). Tem de haver uma predisposição afectiva, uma conivência com o sagrado, ou o símbolo não passaria de cântaro vazio, incapaz de nos tocar. Porém não é obrigatório que esse mundo mágico decorra de uma opção religiosa do poeta ou da sua filiação em alguma sociedade iniciática. Como diz Alexandrian. "O pensamento mágico é inerente ao inconsciente, o pensamento pragmático resulta do consciente. A filosofia oculta é de todos os tempos porque ela sistematiza o pensamento mágico que cada um transporta em si, quer o aceite, quer o negue, quer o cultive, quer o reprima. Este pensamento mágico aparece sem entraves na fabulação infantil, no sonho e na neurose" (3). Alexandrian esquece-se, nesta passagem do seu ensaio, de dizer que o pensamento mágico também é inerente ás obras de arte, caso das aparecidas com o Surrealismo, movimento de que ele é um dos mais clássicos historiadores, e Herberto Helder um dos representantes. Di-lo-á sem dúvida noutros passos, a menos que entenda a arte como sócia da efabulação infantil, da neurose e do sonho, e neste caso é com toda a razão que entende, e nada de novo como o Surrealismo, para o comprovar.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 127 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarPreâmbulo. O gaio método. Pesquisa bibliográfica. Comparação de textos e análise. Verificação de factos e reconstituição histórica. Errata. A pesquisa sobre o bloco de cobre insere-se no projecto de investigação dos dois autores, Ciência extraordinária: espécies críticas e supercríticas, de que já foram apresentados resultados (Guedes & Peiriço). O seu objecto é o discurso das gralhas, escrita híbrida ou gaia ciência, que corresponde a um registo criador no discurso científico, expresso através de gralhas, incongruências, etc., e não é mais do que a linguagem das aves alquimista. Se não existisse esse trabalho anterior, que exigiu o estabelecimento de um método analítico, a história do bloco de cobre seria para nós apenas um acervo de disparates, devidos á incompetência e ignorância dos pobres sábios do século XVIII e seguintes.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 117 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarRichard Khaitzine, autor com ascendentes russo-judaicos, tem-se dedicado sobretudo á exegese de textos literários, na sua qualidade de iniciado e na qualidade iniciática desses textos. é o caso de livros sobre o Capuchinho Vermelho e Peter Pan, ou de La Langue des Oiseaux, em que vários escritores são analisados, entre eles Georges Perec, invocado abaixo no extracto que fazemos do livro "Da Palavra velada á Palavra perdida - Franco-Maçonaria e Alquimia". O autor estudou também Fulcanelli, alquimista com o qual revela afinidades. A principal é esta: Khaitzine e Fulcanelli são (para mim) os dois únicos alquimistas que escrevem de forma inteligível, mesmo usando a língua das aves ou quando discorrem sobre ela. O discurso alquímico é geralmente uma barragem intransponível de palavras, das quais nenhum eco de sentido nos chega ao ouvido, nenhum foco de referente nos ilumina o olhar, porque se exprime num código cerrado daquilo a que correntemente chamamos símbolos. Com a agravante de aquilo a que chamamos símbolos não apontar nunca para um referente só, sim para muitos, o que torna inviável a compreensão dos textos, mesmo quando estamos familiarizados com as palavras, caracteres, imagens ou sinais simbólicos. Uma coisa é o símbolo num dicionário deles, outra, muito diversa, o símbolo em acção num contexto literário ou laboratorial. Daí que vários laboratórios, e de mestres, não de aprendizes, tenham ido pelos ares, no curso de experiências levadas a termo infausto por má selecção dos referentes de símbolos análogos talvez a carvão, salitre e enxofre.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 110 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAdministração e Finanças/Marketing
Descreve-se em linhas gerais as principais características da reengenharia, as críticas e a razão dos insucessos de implementação por causa dos equívocos da aplicação prática no passado. Analisa-se a continuidade da prática da reengenharia, a justificativa do seu emprego, as novas mudanças e sua importância para o futuro. Michael Hammer, ex-professor do MIT, é presidente da Hammer and Company e autor de quatro livros, entre eles o Reengineering the Corporation, um best seller internacional1 que ele escreveu junto com James Champy . Por seu trabalho Hammer é considerado o pai de uma teoria inovadora e radical: A Reengenharia. Esta teoria leva ao desenvolvimento de um processo prático para o redesenho radical dos processos de negócios da organização com o objetivo de obter melhorias profundas nos custos, serviços e tempos.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 160 | Colocação: 10.00 | Votos: 1) AvaliarEste artigo tem o objetivo de elucidar as origens da logística como arte e suas primeiras referências antes da época da Logística Empresarial. A palavra logística vem do grego Logistikos, que em latim foi transcrito como Logisticus, ambas as palavras significando o raciocínio matemático relativo a lógica como hoje a conhecemos. "War is the father and king of all, and has produced some as gods and some as men, and has made some slaves and some free[1]." Heraclito de éfesos (536-470 a.C.), Filósofo grego. Não vamos encontrar na Antiguidade Grega referências diretas á logística, como a gestão total da cadeia de suprimentos, como nós a conhecemos hoje, por exemplo, mas elementos em torno dos quais ela se formou, no transporte, no estudo de terrenos, suprimentos, máquinas, cavalos e homens. "Assim, o logos, para Aristóteles, é uma enunciação, uma fórmula, uma explicação, um discurso explicativo ou um conceito. Lógica torna-se sinônimo de conceito, de significação, de regras de verdade." SIQUEIRA, 2003 p. 20
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 136 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarVida e obra coligidas. Colecções de palavras. Colecções vivas. Por fim, a "língua das aves". As colecções, indissociáveis das classificações e das sistemáticas, são conhecimento, isto é, não apenas o produzem, como se confundem com ele. Na verdade, a nossa vida é toda ela uma progressiva aquisição e transmissão de saberes, decorrente de mecanismos associáveis ao de juntar objectos aos quais atribuímos caracteres de semelhança - desde o serviço de chá até ao vocabulário e peças de roupa que envergamos, tudo é colecção. O coleccionador faz três gestos básicos: apanha, conserva e mostra. Quando nos deslumbramos num museu perante as suas ricas colecções, recebemos o que alguém conservou para nos mostrar. Esta permuta representa o nosso modo de vida social, de conhecimento colectivo, transmitido de geração em geração.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 134 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarDo ponto de vista histórico e existencial, diante das injustiças dos homens e das tragédias do mundo, os movimentos político-sociais se dividem entre duas atitudes de lutas: a revolta e a revolução. Por definição, a revolta se constitui um estado de espírito que é mais individual e subjetivo do que coletivo. "Ela é um conjunto perpétuo do homem e da sua própria obscuridade" (CAMUS, s.d., p. 69) [2]. A revolta é uma filosofia de vida e uma exigência estética, que toma consciência do absurdo e diz "não". Já a revolução[3] - que chegou a formar uma "cultura revolucionária", especialmente a marxista-leninista-guevarista -, se constitui numa ruptura necessariamente "explosiva"[4] com vistas ao projeto de transformação radical da organização da sociedade. Para o revolucionário de esquerda[5] todas as injustiças e desigualdades têm como causa única as contradições concretas da sociedade capitalista, que precisam sofrer uma ruptura pela ação dos homens, dentro do processo histórico. O existencialismo de Albert Camus concebe um tipo de revoltado que entende a própria realidade como absurda. A sua linha de pensamento primeiramente toma como fonte inspiradora Prometeu e Sísifo, porque são exemplos clássicos de estilos arquetípicos de revolta do homem contra as imposições de uma realidade vivida existencialmente como injusta e absurda. Enquanto que Prometeu, pela sua ousadia sofre o castigo dos deuses, e não vê esperança de mudança na sua condição de dor e sofrimento, em Sísifo a esperança aparece no momento em que "ele toma consciência de sua tragédia e se revolta", analisa Camus.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 146 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarNo seu sentido original, o conceito de risco era neutro e referia-se a uma probabilidade aumentada de um evento ocorrer. No entanto, actualmente, o risco é frequentemente tomado com um presságio. O risco significa perigo e qualquer risco é sempre concebido de uma forma negativa. Além disso, a magnitude e a natureza global dos riscos actuais são tais que os riscos se tornaram cada vez mais difíceis de quantificar, de prevenir e de anular e, nesse sentido, muitos defendem que vivemos na «sociedade do risco». Neste artigo, num primeiro momento, esboça-se a emergência histórica do conceito de risco e salienta-se a proeminência cada vez maior que este conceito tem vindo a assumir no quotidiano dos sujeitos e na linguagem dos profissionais. Num segundo momento, realiza-se uma abordagem á filosofia do risco e á forma como ela tem sido apropriada e gerida pelas ciências da saúde, nomeadamente pela saúde pública na atribuição de culpas individuais e grupais, no estabelecimento de normas e na manutenção do controle e da coesão social. As sociedades contemporâneas tornaram-se cada vez mais vigilantes relativamente ao risco, especialmente aos riscos gerados pela tecnologia e pelos estilos de vida. Os riscos para a saúde parecem estar presentes em todo o lado e representam uma constante ameaça para as pessoas. Como referem Douglas e Wildavsky (1982), os indivíduos modernos não têm medo de «quase nada», excepto da comida que comem, da água que bebem, do ar que respiram, da terra onde vivem e da energia que usam. As discussões sobre o risco têm recebido grande atenção pública, envolvendo e polarizando uma variedade de grupos, que vão dos cientistas aos profissionais de saúde, legisladores, governantes, jornalistas, bioéticos e público. Desenvolve-se então uma espécie de actividade de controle destinada a preservar a espécie humana que, frequentemente, culmina no emergir de uma nova moral sanitária.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 136 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAdministração e Finanças/Recursos Humanos
«A atenção crescente que se vem prestando ao valor das relações humanas, dos seus requisitos, manifestações e rituais levou a um interesse ainda maior pelas questões do protocolo, traduzido no número crescente de empresas que recorrem á consultoria nesta área antes de lançarem os seus quadros num novo mercado. Cada mercado tem as suas leis e tentar entrar num mercado diferente sem conhecer as regras do jogo é o mesmo que decidir sentar-se a uma mesa de "bridge" pensando que o jogo não deve ser muito diferente da "canasta". Ora a diferença é abissal. Ignorá-la é abrir a porta a humilhações e derrotas que podem, e devem, ser evitadas»[1]. «A cultura permite organizar a actividade do grupo e, sobretudo, permite prever o comportamento de vários elementos do grupo. Conhecendo as regras do jogo é mais fácil as pessoas desse grupo relacionarem-se entre si e viver em harmonia e segurança. Como a cultura de um grupo inclui um sistema de valores e esse sistema contém sempre uma imagem da sua própria excelência, as interferências mais difíceis de eliminar são, de facto, as sociais ou culturais.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 160 | Colocação: 2.00 | Votos: 1) AvaliarEvolução histórica. O serviço público. O regime jurídico atinente ao servidor público. O estágio probatório. A origem do instituto denominado estabiliadade. A doutrina que norteia o intituto da estabiliade. A desproteção dos maus servidores. Aproveitamento e disponibilidade. A natureza jurídica do instituto da estabilidade. Requisitos legais para consecução da estabilidade. Finalidade do instituto da estabilidade. Direito adquirido. A evolução: gestão administrativa. Flexibilização da estabilidade. A descaracterização do instituto. Nesta monografia, procura-se efetuar análise acerca do instituto da estabilidade. Tal instituto é atinente ao servidor público e sofreu mudanças consideráveis após a edição da Emenda Constitucional nº 19/1998. Tal transformação origina a flexibilização do instituto como conseqüência direta da aplicação do neoliberalismo na forma de condução do Estado.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 119 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarJornalista e professor universitário. Além de ser especialista em Teorias e Técnicas da Comunicação e mestre em Comunicação e Mercado, ele também é colecionador de revistas, "gibis" e de outros produtos oriundos da Indústria Cultural, por isso um entusiasta das discussões sobre essa área. Esta é uma análise que pretende descrever e comparar anúncios de revistas em quadrinhos de super-heróis de três épocas distintas. Para um estudo descritivo preliminar de peças publicitárias dos anos 40, 70 e 90, publicadas nas próprias revistas em quadrinhos brasileiras, foi necessária uma descrição detalhada desses próprios anúncios. Neste sentido, foram realizadas análises baseadas na Teoria da Comunicação Subliminar e na Midiologia, por meio das quais foram des-critas, principalmente, formas, cores e técnicas publicitárias utilizadas na criação e no desenvolvimento das peças e das campanhas. É sabido que a criação publicitária sofre, de época em época, algumas influências, principalmente no comportamento do consumidor. Por isso, quando comparamos anúncios publicitários de um mesmo produto, mas que foram publicados em décadas distantes, verificamos apelos e enfoques completamente diferentes. é claro que o desenvolvimento das técnicas e teorias publicitárias, midiáticas, psicológicas e mercadológicas também contam nas abordagens de cada época.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 167 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarLonge de mim imaginar que as crianças procuravam ou viviam uma intensa libido erótica entre os quatro meses de concepção e quatro anos, quatro anos e meio de idade, como define Wilfred Bion no seu texto de 1966, citado mais á frente. Ainda mais longe das minhas ideias e sentimentos, que esse ser fosse criança até essa idade, em que adquire a capacidade de desenvolver o entendimento do real: e começa a desenvolver esse entendimento. Orientado pelas ideias da cultura social, pensava que o bebé no ventre da mãe mexia por ser parte da sua fisiologia. A mãe da minha descendência costumava dizer: "anda cá, apalpa, está a mexer..." e, cheio de orgulho e felicidade, beijava a barriga e, evidentemente, com paixão e desejo e com esse profundo carinho que até ao dia de hoje sobrevive no amor e cuidado que dedicamos aos nossos netos, comia com beijos e abraços a minha mulher. Como dizem os Terapeutas não Antropólogos: o bebé nasce no olhar de dois namorados, frase citada e contextualizada no presente texto. Andava como os putos babados, a contar esta linda história aos que me suportavam quer as palavras, quer o nunca parar de dizer o mesmo. Adulto já para tanta brincadeira, a minha próxima paternidade era a minha delícia, a da minha mulher eram as caixas de rosas vermelhas e chocolates com leite. Os beijos para a minha mulher até a hostilizavam: "deixe-me em paz...." E eu, pretenso bom pai, não a queria provocar e largava-a.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 134 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO litoral português, com um total de 830 quilómetros comporta, separados por grandes areias, extensões rochosas, muitas delas ricas em algas. Grande parte das zonas costeiras encontram-se muito expostas à acção do mar (Lewis, 1964) e as algas do patamar médiolitoral encontram-se sobretudo no horizonte inferior, delimitado pelo nível mínimo da maré baixa (Múrias, 1994; Pereira, 1996b). Ardré (1970; 1971), que estudou exaustivamente a flora algal portuguesa no final da década de 60 (do século passado), identificou e descreveu 246 espécies de Rhodophyceae, 98 Phaeophyceae e 60 Chlorophyceae, números que não se alteraram significativamente desde então (Sousa-Pinto, 1998). A costa portuguesa apresenta um gradiente acentuado na distribuição da flora algal. A flora do patamar médiolitoral do Norte do país é similar à encontrada na zona central da Europa (Bretanha e Sul das ilhas Britânicas). A flora algal do Sul do país é, no entanto, bastante diferente, havendo aí uma nítida influência do Mediterrâneo e da zona Norte da costa ocidental Africana (Sousa-Pinto, 1998; Afonso et al., 2000).
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 141 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA contribuição dos valores da chamada cultura afro-brasileira vem sendo mais e mais reconhecida como elemento marcante da cultura e sociedade brasileiras por todo o mundo. Hoje, não apenas a música e a comida, as festas, a capoeira e a religião, mas também elementos menos concretos como um “jeito de ser” herdado dos africanos, têm sido reconhecidos e divulgados como valores nacionais que, inclusive, exportamos para países da Europa e da Ásia, entre outros. O berimbau, o pandeiro, a terrina de feijoada, os orixás, são abertamente valorizados como elementos de nossa cultura, do mesmo modo que o rebolado, o jeito extrovertido, a malícia e a jocosidade. Exportamos o samba, o carnaval e as “mulatas” para todo o mundo; o candomblé e a umbanda para a Argentina, Venezuela, Chile, a Itália, Suécia, França, Alemanha, Estados Unidos e até para o Japão. Hoje, além do crescimento e da adesão de populações diversas às escolas de samba, à capoeira e aos ritmos de origem negra, seja o reggae, o samba ou jazz, há ainda um forte crescimento da adesão às religiões afro-brasileiras, que vêm se tornando mais e mais visíveis em todos os espaços sociais e na mídia impressa e eletrônica, aparecendo em novelas de televisão, minisséries, filmes, exposições, pinturas e esculturas e, mais recentemente, CD-ROMs e sites na Internet. As Ciências Sociais, por sua vez, dedicam-se a compreender o papel do negro na sociedade nacional, onde ainda é discriminado enquanto indivíduo ao mesmo tempo em que suas práticas culturais são absorvidas de modo quase apaixonado.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 133 | Colocação: 2.00 | Votos: 1) AvaliarNeste artigo analisamos as múltiplas relações entre os valores e símbolos religiosos afro-brasileiros e a música popular nacional. Uma vez que a música é uma linguagem privilegiada na expressão dos valores destas religiões e, também, um elemento marcante na concepção da identidade brasileira, os termos comuns ou intercambiáveis destes campos semânticos constituem um locus privilegiado de trocas simbólicas e constituição do que se poderia chamar de ethos nacional. Este ethos incorpora e privilegia a musicalidade e tudo o que ela permite de extravasamento emocional e utilização do corpo de modo comunicativo e sensual. Não pretendemos discutir neste trabalho o papel da música na religião, mas seu diálogo com a cultura nacional.1 Além disso, embora estejamos cientes do papel fundamental que os ritmos e melodias de inspiração africana desempenharam para o êxito das canções analisadas, priorizaremos, para os fins deste texto, as mensagens contidas nas letras das músicas, deixando de lado seu aspecto melódico. “No terreiro de `preto-véio´, Iaiá, vamos saravá!”. Religião e os primórdios da música popular brasileira Nas religiões afro-brasileiras a música desempenha um papel fundamental.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 123 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarSuponho que todos os presentes sabem que o núcleo da Missa cristã é a actualização, através da representação ritual, da Última Ceia, ocupando um sacerdote o lugar de Cristo; e também que o ofício divino é o conjunto dos actos de culto de natureza comunitária, com exclusão da Missa, prestados em momentos pré-determinados ao longo do dia, pela comunidade ou por um grupo que a representa. A Missa inclui diversos textos fixos, alguns dos quais são próprios deste ou daquele dia " constituindo, portanto, o Próprio da Missa " e outros que se mantêm ao longo do ano, o chamado Ordinário da Missa. O ofício divino, largamente baseado na recitação dos Salmos, distribui-se por diversas horas contadas segundo a prática romana: as Laudes (ao nascer do sol), a prima, a tércia, a sexta (ao meio-dia), a noa, as Vésperas (ao pôr do sol), as Completas (ao deitar) e os Nocturnos ou Matinas (já depois da meia-noite). Tanto o sacerdote que celebra a Eucaristia como o grupo laico ou clerical que celebra o ofício divino julga contribuir com as suas acções para a protecção da comunidade e a salvação espiritual dos seus membros individuais. Numa sociedade que crê na eficácia do ritual religioso e da oração, a liturgia dá uma protecção efectiva, ao estabelecer publicamente a autoridade de modelos de comportamento, ao permitir que os clérigos seus intervenientes desempenhem funções de mediação e promoção da paz social e ao determinar que os lugares de culto possam servir de refúgio em momentos de crise.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 139 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste artigo aborda uma pesquisa em andamento cujo objetivo é interpretar as relações existentes entre o campo religioso afrobrasileiro e a cultura nacional apresentando-as através dos recursos oferecidos pela hipermídia (articulação em meio digital de múltiplos textos - hipertextos -, sons, imagens etc.). Consideramos que o caráter dinâmico desta linguagem permite incorporar na etnografia as diferentes dimensões dos fenômenos culturais analisados. Desta forma, pretendemos mostrar que as inovações científicas e tecnológicas da hipermídia podem ser instrumentos valiosos também na geração de novos conhecimentos no campo da antropologia. Palavras-chave: Campo religioso afro-brasileiro. Cultura nacional. Etnografia. Desde 1999 vimos estudando, com auxílio financeiro da FAPESP (19992000) e do CNPq (2001-2006)1 , as potencialidades etnográficas do uso de novos suportes e tecnologias de registro, organização e análise de dados, especialmente no que diz respeito á representação etnográfica.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 126 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarUma história de S. Frei Gil. Gil: Nemo ou Todos-os-Santos? Literatura egidiana. As três ciências. Legenda: o que está escrito. Titivetilarius, ou a escrita do Diabo. Era uma vez um rapazinho muito dotado intelectualmente, filho de gente da corte - o pai, alcaide-mor de Coimbra, fora da roda de D. Afonso Henriques, nosso primeiro rei. Tão dotado era que, diz Eça de Queirós, mal aprendeu a ler, logo devorou os 33 volumes que constituiam a bem dotada livraria do mosteiro de Santa Cruz. Depois disto, nada mais teria o mosteiro para lhe oferecer, de modo que pensou partir para estudar medicina na Universidade de Paris. Nesta decisão lhe foi favorável o próprio rei, D. Sancho I, que muito desejava ter médicos no reino, e para tanto, em 14 de Setembro de 1199, destinou 400 morabitinos para bolsas de estudo aos escolares do mosteiro de Santa Cruz que quisessem ir doutorar-se a França. No tempo de Gil Rodrigues, ainda só havia um médico em Santa Cruz, doutorado em Paris, Mendo de nome.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 130 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEsta tese discute as duas novas regiões brasileiras de fronteira agrícola, Balsas no Maranhão e Barreiras na Bahia, onde se produz soja. A discussão se dá entorno da cultura da soja, agindo como vetor da formação sócio-espacial de novas regiões de produção agrícola. As particularidades desta tese e o novo, estão no fato que a formação dessas duas regiões ocorre no período técnico-científico e informacional, inserindo-as no processo de globalização de forma competitiva. As duas regiões são competitivas, do ponto de vista da produção agrícola, pois tem tido a possibilidade de manter e aumentar sua produção de soja, tanto domesticamente quanto internacionalmente, melhorando cada vez mais sua performance técnica e econômica. Essas hipóteses são provadas, além de se propor um sistema de comparação de competitividade inter-regional, baseado em critérios definidos, que possibilita graduar qual região é mais competitiva que a outra. Palavras-Chave: competitividade - globalização - mundialização - geografia humana - região - competitividade regional - ronteiras agrícolas brasileiras - mercado internacional - soja - Balsas - Barreiras.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 143 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarDescreve-se em linhas gerais as principais características da cultura flexível do brasileiro, as dificuldades nacionais na busca do desenvolvimento, as críticas e as explicação do atraso tecnológico, a comparação com a cultura anglo-saxã. A proposta da reengenharia como ferramenta para reformular os negócios em mercados instáveis como o Brasil e os alertas para a necessária mudança de postura para o sucesso deste processo. A entrada "atrasada" do Brasil na Revolução Industrial, que de fato não ocorreu de maneira uniforme em espaço e tempo, cujas razões são históricas e remontam aos tempos do Descobrimento e da maneira de ocupação deste espaço geográfico, colocou o Brasil em desvantagem competitiva no mundo dos negócios. Elaborando-se um paralelo recente entre o Brasil e os Estados Unidos da América, extremos de desenvolvimento e cultura, porém originários de um mesmo movimento: a época dos grandes descobrimentos, verifica-se que enquanto os EUA atravessam importantes momentos históricos no processo de industrialização no início do século XX, o Brasil era ainda essencialmente agrário e atrelado a monocultura cafeeira.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 131 | Colocação: 3.00 | Votos: 2) AvaliarA reengenharia de processos e a tecnologia, o papel do H como provedor de qualificação para a condução da mudança com sucesso por parte de seus executores. A comparação dos macro resultados do Brasil com os conceitos da reengenharia e com as considerações sobre os impacto das tecnologias. A formulação da hipótese do paralelo entre desemprego e gestão de pessoas para a mudança. A reengenharia por ser uma ferramenta radical de mudança nos processos da organização impõe grandes desafios á organização, muitos destes processos resultaram em sucesso e outros , mal empregados, resultam em fracassos. O redesenho dos processos na verdade implica na mudança de posicionamento das pessoas ao lidar com as etapas da mudança, e além da mudança. Esta exigência de mudança de posicionamento das pessoas está intimamente ligada a questão de adaptação as mudanças. As empresas não podem ser sistemas fechados e imutáveis, o grau de intervenção do ambiente nas organizações aumentou junto com a evolução dos meios de telecomunicação, transportes e com a integração dos mercados.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 145 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO método da pesquisa. A abordagem histórico-cultural á formação de conceitos. O aprendizado de conceitos teatrais no sistema de jogos de Spolin. Algumas implicações pedagógicas da abordagem escolar ao conceito teatral de fisicalização. O artigo discute fenômenos pedagógicos emergentes no processo de ensino-aprendizado do Teatro nas séries inciais da educação básica. A formação do conceito teatral de fisicalização é examinada tendo por base uma articulação entre o sistema de jogos teatrais de Viola Spolin e a teoria histórico-cultural do desenvolvimento de Vygotsky. Palavras-Chave: Educação Escolar - Metodologia do Ensino - Pedagogia Teatral - Psicologia Cultural. Este artigo foi elaborado a partir da dissertação de mestrado do autor, defendida junto á Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em fevereiro de 2000, intitulada Ensino do Teatro nas Séries Iniciais da Educação Básica: A formação de conceitos sociais no jogo teatral. A pesquisa original contou com recursos financeiros, materiais e humanos das seguintes instituições: Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Supeiror/CAPES (Programa Institucional de Capacitação de Docentes e Técnicos/PICDT); Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (20ª Delegacia de Ensino da Capital/ Escola Estadual de Primeiro Grau-EEPG Regina Mirand Brant de Carvalho); Universidade do Estado da Bahia-Uneb (Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós Graduação-PPG/ Departamento de Educação, Letras e Artes de Tx. de Freitas) e Universidade de São Paulo (Escola de Comunicações e Artes/Departamento de Artes Cênicas).
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 142 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA partir da experiência do conferencista enquanto músico, investigador e director do grupo Vozes Alfonsinas, traça-se aqui uma panorâmica das modalidades interpretativas supostas na abordagem contemporânea de diversas tradições musicais, evidenciando o papel mediador desempenhado pela experimentação, assim como a existência de um continuum intelectual entre a tarefa do musicólogo e aquela do "intérprete". Começarei, se não se importam, por uma recordação pessoal. Quando era criança não havia piano em minha casa, nem em casa de parentes próximos, nem de vizinhos. Havia um no Jardim-Escola que frequentava, á Estrela, e também no Lar Educativo João de Deus, onde passei os anos finais da escola primária; mas esses pianos " o primeiro, de cauda, que só se ouvia em dias de festa; o outro, vertical, para acompanhar o canto coral " eram instrumentos de professor, não se lhes podia tocar. Havia um colega, o Emiliano, que tinha piano em casa, e o tocava. Que admiração nisso ele me causava! Mas sendo naturalmente tímido, o respeito que devia ao teclado sobrepôs-se á minha curiosidade de o experimentar. Aliás, sendo manualmente desajeitado, ou assim me sentindo, não tinha ensejo de o tornar óbvio aos ouvidos de toda a gente.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 147 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarSão Paulo, hoje capital gastronômica, exibe essa imagem moldada a partir da diversidade de sabores dispostos em restaurantes das mais variadas cozinhas proveniente da extensa diversidade de grupos étnicos que a cidade abriga. Contudo, é curioso notar que nem toda a cozinha, tomada no senso comum como a cultura do outro, é consumida de maneira equivalente pelo onívoro cosmopolita. Dessa forma, tento explorar neste texto alguns elementos de minha pesquisa de doutorado, levantados com relação á forma como a diversidade foi manipulada no decorrer da presença de um grupo de imigrantes em particular, os italianos. A relação entre esse grupo, comida e espaço urbano acessada em parte pela memória de proprietários de restaurantes presentes na cidade há mais de cinqüenta anos, mostrou algumas pontos instigantes da forma pela qual negociam sua posição no interior do grupo, frente á cidade e com a diversidade presente no espaço urbano. Assim, a partir das narrativas desses interlocutores tentou-se analisar o papel da comida como instrumento de diálogo em um ambiente extremamente fértil e no qual a questão da diversidade assumiu diferentes posições. Assim, este texto pretende discutir alguns aspectos dessa relação entre memória e comida, ainda pouco explorada em nossa disciplina, na tentativa de ampliar os estudos levados nessa direção, e proporcionando a abertura ao diálogo na tentativa de enriquecer a discussão em torno das interlocuções com a diversidade.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 146 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarSe há afirmação que parece trivial é dizer que equacionar o valor de uma paisagem é questão complexa. Que dizer da natureza do próprio objecto? Uma paisagem estende-se até onde os olhos alcançam, pode ser rural ou urbana, matriz homogénea ou mosaico variado, plana ou ondulada, de matos ou deserto, eucaliptal ou betão... Segundo Peirce, quando falamos de objectum somos interpretantes da coisa: a paisagem não é perceptível senão pelos olhos humanos, investida como signo, ou seja como algo que significa. A metamorfose da paisagem pode ser muito rápida, ou pelo contrário resistir muito tempo na sua forma matricial resiliente. Por exemplo, como entender a eucaliptização massiva das serras de Portugal, iniciada em força na década de 80, senão como a afirmação de um valor? O valor de que a realização do máximo lucro no curto prazo, ligado á cadeia de transformação biomassa->fogos->pasta e papel, sobrepôs-se a qualquer outro, seja a preservação da biodiversidade e da memória dos sítios. Já Orlando Ribeiro definia a oliveira como o signo do Mediterrâneo -a sua forma silvestre, designada por zambujeiro, depois domesticada pelo homem para obter fruto, era o símbolo de abundância e de paz para os romanos.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 134 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAdaptações físicas ou órteses. Adaptações de hardware. Softwares especiais de acessibilidade. Nosso interesse específico aqui, em função dos objetivos educacionais do nosso Programa, é apresentar um pouco mais detalhadamente alguns recursos de acessibilidade utilizados com as finalidades discriminadas na área 3, ou seja, como ferramentas ou ambientes de aprendizagem, na Educação Especial. Conforme tem sido detectado: "A importância que assumem essas tecnologias no âmbito da Educação Especial já vem sendo destacada como a parte da educação que mais está e estará sendo afetada pelos avanços e aplicações que vêm ocorrendo nessa área para atender necessidades específicas, face ás limitações de pessoas no âmbito mental, físico - sensorial e motoras com repercussão nas dimensões sócio- afetivas." (Doc. do PROINESP, 2000). No nosso trabalho educacional portanto, utilizamos adaptações com a finalidade de possibilitar a interação, no computador, de alunos com diferentes níveis de comprometimento motor e/ou de comunicação e linguagem, em processos de ensino-aprendizagem.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 93 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarParafraseando Bernard Shaw, Portugal e Brasil «são duas grandes nações separadas por um idioma comum». Essas diferenças de idioma notam-se no tema deste congresso: aquilo que aqui se designa por cerimonial é aquilo a que, hoje em dia, se chama protocolo em Portugal. Mas também é verdade que a bíblia do protocolo no meu País continua intitular-se «Regras do Cerimonial Português». E, outro autor consagrado nesta matéria, o Embaixador Calvet de Magalhães, considera que os dois termos designam a mesma realidade: «Ao conjunto de regras a que devem obedecer as cerimónias oficiais chama-se cerimonial ou protocolo Oficial.» E explica que, como, em França o Bureau du Protocole se ocupava não só da preparação dos documentos diplomáticos para assinatura, como do cerimonial a que deveria obedecer esta assinatura, «por assimilação, o serviço de protocolo passou a designar mais correntemente o serviço que se ocupa do cerimonial e a palavra protocolo a significar o mesmo que cerimonial». Em Portugal, compete por lei ao Protocolo de Estado (Serviço de Protocolo do Ministério dos Negócios Estrangeiros) «definir as regras que devem presidir ao cerimonial, etiqueta e pragmática de acordo com a prática internacional e as tradições do Estado Português». No entanto o termo cerimonialista não consta dos nossos dicionários e protocolista é o «funcionário que nas repartições do Estado escritura o protocolo». O termo mais usado entre nós é, de facto, protocolo tanto para designar o cargo (seja ele de chefe, de assistente ou de assessor) como para definir o conjunto de regras e procedimentos.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 96 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarTexto elaborado para uso do Comitê de Educação, do Programa Mineiro de Qualidade. Belo Horizonte, agosto, 2006. Em recente evento intitulado "Convergência Educacional" (1), seus organizadores argumentavam textualmente que a convergência tecnológica, já bem conhecida, faz-se cada vez mais presente e se manifesta na medida em que um equipamento "aprende" e incorpora funções próprias de outros. Assim, no universo da educação, algo similar se passa: cada vez mais intensamente, empresas aprendem a ser escolas - implementando portais de treinamento e universidades virtuais que incorporam preocupações pedagógicas ás ferramentas tecnológicas - e escolas aprendem a ser empresas, na medida em que implementam metodologias e instrumentos de gestão empresarial. Daí poder-se falar de convergência educacional.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 88 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO artigo apresenta os resultados parciais de pesquisa etnográfica que acompanha aspectos do desenvolvimento cultural de pré-adolescentes com a linguagem teatral em classe multisseriada, através do ensino regular de Teatro, em escola de ensino fundamental da rede pública estadual de São Paulo-SP. Os dados obtidos permitem afirmar que a linguagem cênica contribui na conscientização das novas possibilidades de significação da palavra na prática discursiva. Palavras-chave: metodologia do ensino de artes; teatro-educação; jogos teatrais; psicologia cultural.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 93 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarInicialmente quero, sinceramente, agradecer ao Colegiado de Graduação em Artes Cênicas e á Escola de Belas Artes da UFMG - particularmente á professora Rita de Cássia Buarque de Gusmão - a oportunidade de poder compartilhar com vocês algumas idéias que possuo, no momento, a respeito da apropriação e produção do conhecimento em Teatro na escolarização. Antes de dar início ao excurso que me foi proposto sob a consigna Metodologias do ensino de Teatro, considero oportuno problematizar o sentido da palavra "metodologias" - metodologia, com "s" no final. Isso vai ajudar no entendimento do que vou dizer. Entendo por metodologia - sem o "s" - o conjunto dos métodos; no caso, o estudo comparado e historicizado de diferentes caminhos didático-pedagógicos que se apresentam como via para a apropriação do fazer teatral e da apreciação estética dos enunciados cênicos na escolarização. é o que eu faço no livro homônimo de minha autoria [2] - evidentemente estabelecendo alguns recortes no vasto universo metodológico do ensino de Teatro. [3]
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 89 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarTenta-se buscar a capacidade de contraposição do outro para que ocorra por parte do professor maior percepção da realidade social do grupo de estudantes com o qual trabalha. Analisa-se a alteridade sob alguns aspectos de modo a se criar o entendimento da necessidade da contextualização. Apresenta-se a contextualização como ferramenta da compreensão e para aproximar o que se ensina ao que se pratica sem perder os objetivos didáticos da disciplina. A afirmação de que o ensino se dá em um espaço ou ambiente favorável ao aprendizado (LIBÂNEO 2003, p. 249 e MARTINS 2003, p. 164) leva a compreensão do papel do educador como o facilitador e o condutor deste processo favorável. O papel do professor na formação universitária é fundamental, principalmente quando procura-se aproximar os conceitos ao cotidiano sem perder a ligação com a ciência. Esta necessidade de correlação ou de reunião social ocorre devido a penetração da classe trabalhadora nas escolas (MARTINS 2003, p.117) e segundo LIBÂNEO (2003, p.106) não basta ao professor conhecer o livro didático, este precisa conhecer a matéria para então instigar o aluno a pensar com conhecimento adquirido sobre um caso real, um assunto que o leve a se desenvolver seu intelecto.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 97 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarObjetivos. Histórico. Introdução: Educar para a autonomia. Referência Primeira: Construtivismo/Construcionismo. Aprendizagem baseada em projetos. O Programa InfoEsp - "Informática, Educação e Necessidades Especiais" - do Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências (CRPD), unidade das Obras Sociais Irmã Dulce, tem como missão promover, utilizando os recursos de um ambiente computacional e telemático, o desenvolvimento das potencialidades cognitivas de alunos com necessidades educacionais especiais, entendidos como sujeitos do seu processo de aprendizagem e construção de seus conhecimentos. E, por meio de sua inclusão sócio-digital, torná-los mais autônomos no equacionamento e solução dos próprios problemas, capacitando-os a uma melhor interação com as pessoas e com seu meio, além de, para os alunos dos cursos técnicos oferecidos, prepará-los para um trabalho efetivo.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 90 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO REUNI é um programa do governo federal brasileiro que tem como meta o apoio a planos de reestruturação e expansão das universidades federais. Trata-se de uma proposta que se publica em plena vigência de políticas restritivas de investimentos no setor público, o que, á primeira vista, pode parecer um item do debate travado ao longo dos anos 1990, década de plenos ventos neoliberais. Mas isso, como foi dito, apenas á primeira vista, uma vez que aquela pode muito bem ser determinada como "a década que nunca termina" porque a concepção de Estado gestada ao longo dela permanece "vivíssima da silva", sob um governo brasileiro que, também á primeira vista, é de esquerda, mas que foi concebido ao longo das últimas décadas do século passado pelo próprio capitalismo como uma alternativa viável aos modelos que pugnavam pela transformação do sistema. Em verdade, a proposta do Estado mínimo não foi um vento que soprou apenas nos anos 1990. Ele ainda bate em nossa cara. Pede rearranjos do Estado de modo a que ele se configure como Estado-empresa ao molde capitalista. Razão pela qual propor a expansão das universidades federais em época de desinvestimento no setor público parece-me um paradoxo.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 79 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarUMA VELHA TRADIÇÃO DO POVO PORTUGUÊS é, sem dúvida, «navegar por mares nunca dantes navegados». Conhecer outros povos, outras culturas, outros hábitos. Interagir com outras formas de pensar e de agir. é uma necessidade actual e sentida por todos. Não existe actividade profissional que se possa isolar a si própria. Diariamente, no mundo empresarial, efectuam-se inúmeros contactos internacionais. Para superar dificuldades de comunicação não basta dominar o idioma. é preciso ter cuidado com o que se diz, mas também com o que se faz. Em alguns países, apontar com um dedo ou andar com as mãos nos bolsos é sinal de má educação. Na China, nunca se deve olhar, mais de um segundo, para os olhos da pessoa com quem se fala, a menos que o propósito seja embaraçá-lo. Existem verdadeiras normas de um código, muitas vezes não escrito, cujo desconhecimento pode deitar a perder toda uma estratégia de internacionalização. A atenção que se tem tido com o valor das relações humanas, dos seus requisitos, manifestações e rituais levou a um interesse crescente pelas questões do protocolo, traduzido no número cada vez maior de empresas que recorrem á consultoria nesta área antes de lançarem os seus quadros num novo mercado. Assim, antes de iniciar uma estratégia de internacionalização, parece fundamental conhecer antecipadamente um pouco da realidade cultural dos parceiros com quem vai começar a lidar. «O mercado é o mundo», tal como disse Adriano Freire. E esse mundo transformou-se numa aldeia global. Negociar dentro desta pequena imensidão é uma arte que pode ser melhorada com o conhecimento dos usos e costumes, de tabus, de fórmulas de tratamento e cumprimento, de estratégias de negociação e dos diversos graus de hospitalidade dos diversos povos. Quanto mais formal for um país, mais importante é conhecer e cumprir os rituais protocolares, para eliminar as interferências no ciclo de comunicação. Todas as culturas são únicas; cada país é um caso particular. Se pretende conhecer pormenorizadamente as regras de protocolo oficial, deverá contactar a embaixada ou a câmara de comércio do país em causa. Agora, sim, confira os países que escolhemos do livro «Imagem e Internacionalização " Como Ter Êxito no Mercado Global», de Isabel Amaral.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 169 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarLogística Internacional, Entrepostamento Aduaneiro, Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, Estudo de Caso. A globalização colocou em evidência a gestão estratégica internacional, na qual a disputa por mercados leva á melhoria dos serviços oferecidos ao cliente, redução dos custos, aumento da produtividade e maior desenvolvimento tecnológico. A globalização também colocou os consumidores em contato com outros produtos, além de levar as empresas á igualdade tecnológica por meio da disseminação do conhecimento científico em vários setores da sociedade (CASTELLS, 1999, p. 50). Com a igualdade tecnológica das empresas globalizadas, surge a necessidade de buscarem vantagens competitivas, desenvolvendo competências únicas, para atuarem em múltiplos mercados (FLEURY et al., 2000, p. 37). A gestão logística, como vantagem competitiva em função da globalização e conseqüente intensificação do comércio internacional, tem-se tornado cada vez mais importante e ultrapassando as fronteiras da empresa, numa lógica de integração de toda a cadeia produtiva, ou cadeia de suprimentos, hoje dispersa por todo o planeta (PORTER, 1986, p. 260-263; DORNIER et al., 2000, p. 371).
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 154 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste artigo busca contemplar a Teoria Geral de Administração (TGA) com um viés nacionalista, quebrando os paradigmas da administração ensinados na academia brasileira. Neste sentido trabalhará com três vertentes: empresarial, político e esportivo, desenvolvendo casos de sucesso e de insucesso de empresas brasileiras, por isto, TGA - Made in Brazil. A abordagem do insucesso decorre da crença de que ela também poderá auxiliar os alunos, empresários e demais interessados no entendimento de uma Teoria Geral de Administração baseada na nossa realidade. Este artigo propõe uma obra multidisciplinar de ciências humanas e sociais aplicada (já escrita), voltada mais especificamente para administração, que contribua com a instituição de pesquisa e ensino. O que se almeja é criar uma Teoria Geral de Administração (TGA), com enfoque no Brasil, analisando-a sob perspectivas específicas dos diferentes saberes envolvidos. é alvo do trabalho uma articulação entre área acadêmica e o público em geral. Para a viabilização da tarefa, contar-se-á com o engajamento de parceiros públicos e privados. A Teoria Geral de Administração no Brasil (TGA), quando ensinada nas escolas brasileiras, destaca exemplos de uma realidade bastante distante da nacional, utilizando o modelo americano e europeu de business (negócios). Não desprezando o mesmo, vem chegando o momento da utilização de modelos, figuras e empresas brasileiras, para tal empreitada.
(Adicionado: 3ªf Dez 30 2008 | Visitas: 150 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar