Nos últimos anos, um heterogêneo conjunto de pesquisadores, equipados com o instrumental analítico acumulado por décadas de ciência social institucionalizada, vem não apenas revisitando o ensaísmo dos anos 30, mas vasculhando a história intelectual do país e produzindo uma quantidade respeitável de análises, pesquisas empíricas e historiográficas, interpretações teóricas que têm contribuído para renovar nosso conhecimento dos padrões e dilemas fundamentais da sociedade e da política brasileiras. Esboçado em meados do século XX, tendo recebido notável impulso nos anos 70, este campo de estudo chegou á maturidade nos 90, constituindo-se num dos mais produtivos das ciências sociais. Com efeito, além da emergência ou renovação das disciplinas que investigam os fenômenos do viver em transição - como a violência urbana, a pluralização religiosa, a explosão do associativismo, as redefinições das relações de gênero e as raciais, as transformações do mundo do trabalho, a judicialização da política, o papel da mídia na formação da vontade política da população, a financeirização da economia, os novos equilíbrios nas relações internacionais, etc., etc. - uma das características mais salientes das ciências sociais que estamos fazendo é o crescimento e a diversificação desta área de pesquisa que vem sendo chamada, com maior ou menor propriedade, de "pensamento social" no Brasil ou de "pensamento político brasileiro". Visto retrospectivamente, os seus contornos nunca foram muito claros: como se trata de uma área de fronteira, acolhendo orientações intelectuais provindas das diversas ciências humanas, o estudo do "pensamento político-social" se estabeleceu aqui, como em todo o mundo, no cruzamento de disciplinas tão variadas como a antropologia política e a sociologia da arte, a história da literatura e a história da ciência, a história das mentalidades e a sociologia dos intelectuais, a filosofia e teoria política e social e a história das idéias e das visões-de-mundo. Esta superposição - por vezes conflituosa na medida mesma da indiferenciação - talvez fosse inevitável no caso de país de capitalismo retardatário como o nosso, uma vez que o tratamento da literatura, da arte, da cultura e das ciências aqui praticadas acaba tendo uma importante dimensão política por força da relação urgente que se estabelece entre formação da cultura e formação da nação.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 97 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarNascido em Faro, em 1924, António Ramos Rosa é um dos mais acarinhados poetas portugueses contemporâneos, e com toda a justiça. Faz parte de uma constelação de grandes visionários da palavra que nos têm dado a nós, portugueses, e também a povos de outras línguas, alguns dos mais importantes exemplos da excelência e beleza da nossa lírica - Natália Correia, Mário Cesariny de Vasconcelos, Eugénio de Andrade, Herberto Helder, para citar alguns. Foi em Faro que António Ramos Rosa publicou o primeiro livro de poemas, "O grito claro", em 1958. Aí foram editadas as revistas Árvore (1951-53), Cassiopeia (1955) e Cadernos do Meio-Dia (1958), que dirigiu, até as publicações terem sido interrompidas pela censura. Nessa fase importante, criou amizade e companheirismo com outro grande poeta, Casimiro de Brito, que ainda dura. é importante esta fase inicial porque António Ramos Rosa, com as revistas, estava a criar dispositivos de autonomia literária e independência do sistema. Uma revista que nos pertence é diferente daquela de cuja direcção e aceitação do nosso trabalho estamos dependentes. As revistas não duraram muito tempo, mas o facto de a censura ter aparecido em cena prova que a independência de espírito dos autores dava os seus frutos e que a sua presença se fazia sentir de várias maneiras, e não apenas no espaço literário. A obra de António Ramos Rosa é muito vasta e variada, dentro e fora da literatura e do país. Dentro e fora da literatura, porque também se dedica ás artes visuais, não só como ilustrador, mas expondo em galerias de arte. Dentro e fora de Portugal, porque está traduzido em vários países, sobretudo de língua francesa e castelhana.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 145 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA tradução portuguesa de "As Minas de Salomão" foi revista por Eça de Queiroz1. Empreendi a leitura na expectativa de matéria enriquecedora de quanto já tenho escrito sobre naturalistas-exploradores em África, em particular Francisco Newton. E consciente de que a fronteira entre literatura científica e Literatura não é tanto de meios como de fins. A questa das Minas de Salomão decorre algures no interior do sul de África, e tem como ponto de partida o facto de o primeiro explorador a penetrar nelas ter sido um português, D. Pedro da Silveira, no século XVI. Esse conhecimento transitou para um parente, José da Silveira, fazendeiro de Lourenço Marques, sob a forma de um mapa riscado num pano de linho com o próprio sangue do seu antepassado. Graças ao mapa, foi possível aos ingleses alcançar, três séculos mais tarde, as fabulosas minas de diamantes que permitiram decerto a Salomão construir o Templo. Delas sobrariam construções em pedra, como a Estrada de Salomão que a elas conduzia, e uma caverna cheia de tesouros, que os ingleses redescobem com o íntimo gáudio de terem assim passado á frente dos portugueses.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 146 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAdministração e Finanças/Recursos Humanos
Cada vez mais os executivos são colocados á prova quando têm de demonstrar que sabem como se comportar em situações de alta tensão protocolar. Mas saiba que tudo passa por uma boa dose de educação, boas maneiras e excelente bom senso. As mudanças operadas no mundo reflectem-se em todos os domínios e o comportamento da vida profissional teve de alterar-se radicalmente para se adaptar aos usos e costumes do fim deste milénio. Por isso, é agora mais do que nunca necessário estabelecer as regras e os princípios comuns que devem reger o comportamento dentro e fora da empresa para facilitar a cooperação e a convivência entre pessoas de meios diversos e culturas diferentes. Um funcionário executivo, homem ou mulher, pode ser muito competente, trabalhador e inteligente, mas, se tiver má imagem e não souber comportar-se socialmente, poderá ser prejudicado na sua carreira profissional. Essa carreira não se cumpre apenas, nem talvez sobretudo, portas adentro da empresa. Faz-se nomeadamente de encontros, conversas, reuniões, almoços e jantares de negócios. E, nela, o cônjuge também tem um papel crescentemente relevante a desempenhar. A componente social de uma carreira profissional é por isso cada vez mais importante. E por isso também é que os conhecimentos de protocolo em geral, e do protocolo empresarial em especial, têm tanta importância.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 161 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEm 1868, a Revolução de Cádiz, conhecida por La Gloriosa, destronou a rainha Isabel II mas não acabou com a Monarquia espanhola. Só que, para assegurar a continuidade do regime, era indispensável encontrar um novo monarca. Alguns dos chefes da Revolução pensaram em D. Fernando de SaxeCoburgo, viúvo da Rainha D. Maria II e pai do Rei D. Luís de Portugal. O príncipe começou por recusar a oferta. Mas o governo de Madrid insistiu. E D. Fernando acabou por aceitar. Mas apresentou tais condições que a sua aceitação correspondeu de facto a uma recusa - e foi Amadeu de Sabóia quem acabou por subir ao trono de Espanha. Mas nem todas as condições apresentadas pelo Rei viúvo de Portugal (que entretanto se casou com uma cantora de ópera de nacionalidade americana…) foram consideradas inaceitáveis pelo general Prim, os seus ministros e os seus deputados. E entre essas condições estava a de que o protocolo da Corte de Madrid deveria ser aligeirado, adoptando-se regras semelhantes ás que vigoravam na Corte de Lisboa. Aos olhos de D. Fernando, não fazia sentido que um monarca «liberal», símbolo de uma nova monarquia, como ele era apresentado, se submetesse - em matéria de cerimonial e protocolo - ás regras que vigoravam na monarquia velha, que La Gloriosa deitara por terra.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 158 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarReceber visitantes estrangeiros, fazendo-os sentir em casa, é uma arte que nem todos dominam. E, no entanto, «não há hoje actividade profissional, cultural ou empresarial que possa isolar-se dentro de portas.»[1]. Segundo o Prof. Nelson Speers[2]: «estando o cerimonial inerente a todo convívio do homem, certamente ele está envolvido na atividade econômica da "globalização". Em decorrência, o homem dentro dessa circunstância da globalização, terá que viver certamente em mais de uma cultura. Os meios de comunicação, incluindo os transportes e a Internet, tornam intenso o ritmo dessa convivência, resultando em uma necessidade cada vez maior de informações.» Quando se trabalha em cerimonial, o desconhecimento dos valores e tabus das outras culturas pode levar-nos a cometer erros e a melindrar pessoas involuntariamente. é certo que em cada país prevalece o cerimonial nacional e que quem organiza uma cerimónia com representantes de 30 países não precisa de conhecer as regras que regem o cerimonial em cada um destes países. Mas saber um pouco mais sobre a cultura de cada um dos participantes pode ajudar ao êxito da reunião ou encontro.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 97 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEstivesse ou não doente Francisco Newton em Cabo Verde, ele que, depois de em aparência ter passado dez anos em São Tomé, a queixar-se de febres e delírio, escrevia a Bocage, de Portugal, referindo-se ás doenças metropolitanas, e são dele os sublinhados: "Temos um turbilhão de doenças sem numero, quasi todas terminadas em ite. Em Africa temos apenas as febres, que eu nunca lá tive." (2). Estivesse ele ou não a tomar sais de quinino, o que relata corresponde aos sintomas e tratamento do paludismo. Também corresponde á verdade a descrição das consequências da seca, esse drama que muito mais vidas ceifava nas ilhas do que a malária. Na correspondência dos naturalistas, é constante esta queixa, e bem sabemos das baixas que atingiram as equipas nas suas missões de estudo nas regiões tropicais, sobretudo no século XVIII. Aliás, o sezonismo abrange a quase totalidade das regiões tropicais e subtropicais, e até há poucas décadas era ainda um flagelo em Portugal continental. Também sabemos, ainda através dos naturalistas, que os regressados de férias na metrópole muitas vezes encontravam em São Tomé uma população branca de novas caras na sua maioria, porque entretanto muitos tinham ido ocupar o lugar deixado pelos falecidos. Mas desde tempos remotos é conhecido que o paludismo dizimou exércitos, impediu a penetração do europeu no interior de vastas colónias, criou obstáculos á construção de obras de grande envergadura. Um exemplo não muito distante bastará para nos elucidar quanto á extensão da calamidade: numa frente asiática da Segunda Grande Guerra, morreram quarenta mil homens em combate e duzentos e cinquenta mil de doenças várias, maioritariamente paludismo, isto apenas entre os aliados (Gordon, 1949). Em 1943, Soeiro & Rebelo ainda comentavam que o continente negro era fracamente povoado, o que se devia sobretudo ao paludismo e á doença do sono. Só uns quatro milhões de brancos numa população total inferior a 150 milhões.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 151 | Colocação: 9.00 | Votos: 1) AvaliarNeste trabalho, pretendo analisar as relações de proximidade e antagonismo existentes entre o neopentecostalismo e as religiões afro-brasileiras, e suas conseqüências na transformação do imaginário social brasileiro construído a partir dos valores existentes nesses dois campos. O neopentecostalismo, em conseqüência da crença de que é preciso eliminar a presença e a ação do demônio no mundo, tem como característica classificar as outras denominações religiosas como pouco engajadas nessa batalha, ou até mesmo como espaços privilegiados da ação dos demônios, os quais se "disfarçariam" em divindades cultuadas nesses sistemas. é o caso, sobretudo, das religiões afro-brasileiras, cujos deuses, principalmente os exus e as pombagiras, são vistos como manifestações dos demônios. Uma outra face desse processo é, paradoxalmente, a "incorporação" da liturgia afro-brasileira nas práticas neopentecostais de algumas igrejas. Neste trabalho, pretendo analisar as relações de proximidade e antagonismo existentes entre estes dois campos religiosos, o neopentecostal e o afro-brasileiro, e suas conseqüências na transformação de certo imaginário brasileiro construído a partir dos valores aí existentes.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 132 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAo propor-me desenvolver o tema do homem como Criador*, esperava encontrar autores em que me apoiar. Tanto quanto apurei, entretanto, nenhum sistema de ideias aceita que o homem o seja, a não ser talvez o dos frequentadores do palácio de Satã, que não investiguei. Para as religiões convencionais, o Criador é um só, tenha embora muitos nomes - Deus, Ente Supremo, Grande Arquitecto do Universo, etc.. Para a ciência, na origem do universo e da vida está o acaso. Se nos colocarmos numa perspectiva ateísta, não haverá objecções a que se diga que Deus é uma criação humana, mas isto é um comentário, não uma teoria. Já sem polémica se aceita o homem como criador minúsculo, em todos os domínios - desde a procriação á pecuária e á agricultura, desde a arte ao infantário. Só neste pacífico relvado posso então pôr o naturalista a desafiar o Criador. No âmbito do projecto Ciência extraordinária: espécies criticas (1), vou apresentar dois exemplos de discurso bifurcado, nos quais vemos mais propósitos além de descrever objectivamente a natureza - o mapa de Alexander (2) de Fernando Pó (Bioko), e uma mensagem que se diz ter sido encontrada dentro de uma garrafa, no cume do Pico de Clarence ou de Santa Isabel. é a epígrafe : "Hoy, 3 de abril de 1860 - Julian Pellón y Rodg. - Punto de ebullición, 195,5. Temperatura, 70º fah." Demonstram mais uma vez que o naturalista é um criador, como o poeta, o pintor ou o alquimista.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 129 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarExcerto da dissertação "Níveis de prevenção: conceito e contributo do médico de saúde pública", efectuada na Administração Regional de Saúde do Norte, IP, no âmbito do Internato Médico de Saúde Pública. É difícil estabelecer unanimidade quanto ao número de níveis de prevenção a distinguir e ás "fronteiras" precisas que separam cada um deles. A posição mais abrangente reconhece cinco níveis: primordial, primária, secundária, terciária e quaternária.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 158 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarQue nos seus erros e virtudes, seja campo de análise e meditação. Estudando o passado se compreende o presente e se projecta o futuro. Tal como noutros países: nutrição, alimentação, saneamento, água potável, vacinação e antibioterapia, industrialização e crescimento económico, progresso tecnico-científico, políticas de protecção social e de saúde, programas de saúde dirigidos (como o da saúde materno-infantil), contribuíram para bons indicadores de Saúde Pública em Portugal. Saliente-se a posição tão desvantajosa e as profundas limitações de que sempre se partiu: escassez de recursos humanos e financeiros, parcos serviços e infra-estruturas aos mais diversos níveis, baixo índice cultural da população, isolamento politico-diplomático, desfasamento técnico-científico... Mas honras sejam feitas a quem contra elas lutou e cujo trabalho e entusiasmo se vieram a traduzir em diminuição da morbilidade, incapacidade, sofrimento e mortalidade precoce. Quais tenazes navegadores, de "meritosa insanidade"! Sem recuar demasiadamente, reaviva-se a memória do século passado, onde a Saúde Pública já podia, com propriedade, ser entendida como tal. Há acontecimentos que merecem relevo histórico: a Reforma de Ricardo Jorge, em 1901; a Introdução do PNV, em 1965; a Reforma de Gonçalves Ferreira, em 1971; a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde, em 1979; a Regulamentação das Carreiras Médicas, 1982; a Lei de Bases da Saúde, de 1990; a Organização dos Serviços de Saúde Pública, 1999; Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, 2005.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 139 | Colocação: 1.00 | Votos: 1) AvaliarPretende divulgar-se parte dos resultados obtidos numa investigação realizada com professores de três áreas de leccionação (Português, Matemática e Língua estrangeira, o Inglês), de dois ciclos de ensino (3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário), em diferentes fases de carreira, da Região Centro, cujo objectivo principal era a análise das suas epistemologias em torno de toda a actividade docente: das concepções á percepção dos resultados da sua acção. Iremos, neste contexto, dar conta, apenas, dos dados reveladores das (in)congruências, ao nível das suas orientações epistemológicas, entre a concepção do processo ensino-aprendizagem e a percepção dos resultados da sua própria acção. Palavras-chave: orientações metodológicas, epistemologias, processo ensino-aprendizagem, concepções, percepção dos resultados.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 105 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarSegundo a enciclopédia hoje em dia mais consultada no mundo, a famosa Wikipédia, Primeira Dama é a mulher de um chefe de Estado eleito. A expressão terá sido criada, em 1849, por um presidente dos Estados Unidos - que fazia o elogio fúnebre da esposa de um seu antecessor - e, segundo parece, passou a ser de uso corrente, nos Estados Unidos, a partir da segunda metade do século XIX. Mas não se trata de um título oficial. Primeira Dama, com efeito, é uma designação vulgar, sobretudo utilizada pela comunicação social. Há, nesta expressão, uma pompa algo pretensiosa, que parece arremedar um título nobiliárquico - conferido ainda por cima sem que seja necessário mais do que uma certidão de casamento. Por isso, o título de Primeira Dama - que uma «primeira dama» com Jacqueline Kennedy evidentemente detestava, afirmando que First Lady lhe parecia nome de cavalo… -, esse título pode ter surgido (mas é só uma hipótese de trabalho) como o equivalente republicano de rainha. Mas, enquanto uma rainha pode e deve ser considerada a primeira senhora do seu reino, é duvidoso que a mulher de um presidente da República deva reivindicar, e ainda menos proclamar, a mesma condição. Foi aliás por isso, decerto, que nas repúblicas da Europa (onde não havia colonizador para substituir e macaquear) as mulheres dos respectivos presidentes levaram muito tempo a ocupar, na vida pública, um lugar de destaque semelhante áquele que ocupou, desde a eleição de George Washington, em 1790, a mulher do presidente dos Estados Unidos.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 96 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAnalisam-se alguns aspectos da evolução da administração e da globalização, e explica-se o desenvolvimento das capacidades humanas. O atraso no desenvolvimento da evolução das regiões menos favorecidas é exposto por meio de diferenciais sociais, culturais e ideológicos, mas principalmente é explicado pela capacitação humana em gerir processos de mudanças e de adaptação. Enfim sustenta que os processos evolutivos da sociedade e dos negócios baseiam-se na mesma questão: cenário favorável e como mantê-lo. Desde os primórdios a capacidade de socialização dos seres humanos permitiu que estes compensassem suas fraquezas físicas diante do meio adverso e isto, aliado ao desenvolvimento intelectual, acelerou a evolução da raça humana. De clãs familiares para complexas dinastias e de reinados primitivos até a criação e organização do Estado Moderno (MOORE 1983), o ser humano organizou-se socialmente e de tal maneira que prevalece como raça dominante no planeta. Paralelo a esta evolução intelectual e na organização social também ocorreu a organização do trabalho, cujo maior ímpeto deu-se na Revolução Industrial. A competitividade e a disputa pelos mercados levaram o homem a buscar a eficiência em seus processos laborais, tornando a organização do trabalho tão complexa como qualquer outra forma de organização social.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 144 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO discurso maçónico infiltrado no científico, ou num poema, tem por consequência excluir os profanos do acesso á informação. Porém nenhum texto é simples, elaborado num código único: ao código que é dada língua natural juntam-se mais, vindos de outras línguas, ciências ou calões. A simbólica oriunda das sociedades iniciáticas não é o único elemento que interfere na transparência ideal do discurso do naturalista, mas deve ser o mais perturbador, porque a tarefa de a descodificar não soluciona os problemas que levantou, e por isso não restabelece a normalidade das relações entre leitor e autor. No texto científico não lidamos com enunciador nem com personagens, sim com um autor, uma pessoa de quem esperamos lealdade e franqueza. Estamos preparados para compreender cientistas que erram, não estamos preparados para os que mentem, dissimulam a verdadeira informação ou se limitam a fazer humor. Tudo isso exclui o leitor do acesso á informação, e ninguém admite que tenha sido excluído.
(Adicionado: 4ªf Dez 31 2008 | Visitas: 139 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar