A história das histórias em quadrinhos é marcada por uma periodização pouco questionada e que coloca o período de 1929-1939 (Gubern, 1979; Anselmo, 1975) como sendo a "época dos heróis", da "aventura" ou da "explosão dos quadrinhos" – que para uns marca a década de 30 (Bibe-Luyten, 1987) enquanto que, para outros, dura até 1937 (Renard, 1981; Baron-Carvais, 1989) ou até 1949 (Marny, 1979). Na verdade, trata-se de um período das HQ que marca o surgimento de um novo gênero, a aventura e, ao mesmo tempo, um novo papel para elas. O novo papel das HQ se inicia em 1929 e manteve sua hegemonia até 1960 e, depois dos abalos desta década, torna a ser predominante a partir da década de 70 até a atualidade, nos primeiros anos do século 21.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 84 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarMutação da estratégia de segurança continental. O embaixador Lincoln Gordon e o golpe de 1964. Cientista político, professor titular de História da Política Exterior do Brasil, na Universidade de Brasília (aposentado) e autor de mais de 20 obras, entre as quais Fórmula para o caos – A derrubada de Salvador Allende (1970-1973) e Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque), pela qual recebeu o Troféu Juca Pato, eleito pela União Brasileira de Escritores (UBE) Intelectual do Ano 2005. A CIA, sucessora do Ofice of Strategic Services (OSS), dedicou-se não apenas à coleta de dados, mas a vários tipos de operações de guerra psicológica e paramilitares, conhecidas como PP ou KUKAGE, que jamais deveriam ser a ela atribuídas ou ao governo dos Estados Unidos e sim a outras pessoas ou organizações[5]. O ex-agente da CIA, Philip Agee reconheceu, em seu livro Inside the Company: Cia Diary, que essas operações são arriscadas porque quase sempre significam intervenção, pois visam a influenciar, por meios encobertos, os assuntos internos de outro país, com o qual os Estados Unidos mantém relações diplomáticas normais, e a técnica consiste essencialmente na "penetration"[6], buscando aliados desejosos de colaborar com a CIA. Daí que a regra mais importante na sua execução é a possibilidade de "plausible denial", i.e., negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado, ou outra operação, uma vez que, se fosse descoberto seu patrocínio, as conseqüências no campo diplomático seriam graves.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 32 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA constituição das políticas públicas só pode ser compreendida a partir de uma visão da totalidade das relações sociais e, neste contexto, temos o papel do Estado como o agente deste processo e realizando sua ação no interior de suas contradições internas e pressões externas. A determinação fundamental das políticas públicas são os interesses gerais do capital e as necessidades da acumulação capitalista. A elaboração das políticas públicas não são produtos apenas da acumulação capitalista, mas também dos conflitos no interior do bloco dominante, a pressão popular, os lobbies extra-parlamentares, etc. Os conflitos no interior do bloco dominante fazem parte das múltiplas determinações do fenômeno. O bloco dominante é composto por setores (classes, frações de classes, grupos de interesse, partidos) que dominam o Estado capitalista. Tais conflitos são provocados por interesses opostos, tal como a busca de autonomização de determinados setores da burocracia estatal (poder judiciário, exército, etc.), entre frações do capital, entre a ação estatal e interesses imediatos de determinadas frações da burguesia. Este conflito é perpassado e reproduzido em outras instâncias, tal como nas disputas partidárias, de grupos de interesse.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 31 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAutonomia da política e autonomia dos políticos. Elite política e elite econômica. Institucionalização, autonomização e profissionalização. A partir do exame das propriedades sociais e das características políticas ocupacionais dos representantes da bancada de São Paulo na Assembléia Nacional Constituinte de 1946, o artigo constata que houve uma mudança importante no perfil dessa elite. Os dados sugerem que a variação dos atributos da classe política paulista ocorre durante o Estado Novo (1937-1945) e, hipótese a ser confirmada, por causa do Estado Novo. À primeira vista, a alteração do perfil da elite é resultado de duas transformações sucessivas: primeiramente, nas condições de competição política, fato que tem impacto direto sobre os critérios de recrutamento; em seguida, na estrutura e nos mecanismos de recrutamento, graças ao rearranjo dos aparelhos burocráticos do Estado. Essas variáveis institucionais não esclarecem, contudo, como o 'bacharel' substituiu tanto o 'coronel' quanto o 'oligarca' como figura dominante na política estadual. Conclui-se que uma hipótese para explicar a peculiaridade da reforma dos contornos da elite não pode prescindir de uma análise histórica, onde variáveis contextuais jogam um papel decisivo.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 33 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO contexto político na república. O comunismo cristão. O sentido político de Canudos. As guerrilhas sertanejas. A ameaça militarista. Arquivos usados e suas abreviaturas. As tensões sociais, que a estagnação econômica gerava e a adversidade da natureza - clima e solo - engravescia, acumularam-se durante três séculos de colonização, nos sertões da Bahia, como em todo o nordeste do Brasil. De um lado, poucas famílias ricas e poderosas, dominavam uma vastidão de terras, latifúndios improdutivos, e se digladiavam entre si, a disputarem o poder político, por modo a assegurar e expandir suas propriedades. De outro, uma população de caboclos, sertanejos, na sua maioria índios mestiçados com brancos ou negros - mamelucos e cafuzos - que perderam ou jamais possuíram alguma terra e nada tinham, nem mesmo a possibilidade de vender sua força de trabalho e a esperança de alcançar uma vida melhor.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 29 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAgradecemos a João Feres Jr., Vilma Aguiar, Carlos L. Strapazzon e Hiro Kumasaka as leituras atentas da versão inicial do manuscrito. Procuramos incorporar, na medida do possível, as críticas e sugestões dos pareceristas anônimos de Estudos Históricos. Na correspondência reservada que o secretário particular de Getúlio Vargas, Luís Vergara, enviou ao chefe, nalgum dia de 1938, pode-se ler a clarividente avaliação: já havia chegado a hora de se "fazer a justificação ideológica do Estado Novo", pois o regime não poderia "apoiar-se exclusivamente na fidelidade das baionetas e numa permanente vigilância policial". A tarefa exigia, portanto, "a adoção de diretrizes de alcance doutrinário e prático" a fim de edificar a "nova ordem institucional implantada no Brasil" depois do 10 de novembro.1 Entre as medidas práticas – "capazes de tutelar todas as manifestações da vida nacional" – constava uma "máquina de propaganda" (um "delicado e precioso aparelho") que deveria ser operada por "poucos intelectuais, encerrados num gabinete, sob uma direção bem controlada, (...) organizando o necessário material de publicidade" do regime. Porém, "nada de digressões doutrinárias, de tiradas filosóficas sobre teorias do Estado e outros temas indigestos". Os "princípios" do Estado Novo deveriam ser sistematizados, "de forma instrutiva e acessível", para "o uso do povo" e para "uso da catequese oral".
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 30 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA "tradicional amizade" do Brasil com os Estados Unidos, da mesma forma que a antiga rivalidade com a Argentina, constitui, em grande parte, um estereótipo ideológico, manipulado, muitas vezes, com o objetivo de influenciar sua política exterior e conduzir, conforme determinados interesses, o funcionamento das relações internacionais, dentro do Continente Americano. Na verdade, as relações entre o Brasil e os Estados Unidos não foram sempre tão amigáveis, nem as relações com a Argentina, tão ásperas, como se supõe. No século XIX, o governo brasileiro suspendeu por três vezes (1827, 1847 e 1869) as relações diplomáticas com os Estados Unidos. No entanto, desde 1848, já se destinava ao mercado norte-americano a maior parte de suas exportações, em especial, as exportações de café. As relações entre os dois países somente melhoraram a partir de 1870 e o vínculo com os Estados Unidos, durante a primeira metade do século XX, refletiu uma situação de complementação econômica, em que o Brasil dependia em cerca de 60 a 70% das exportações de café e estas, na mesma proporção, do mercado americano.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 79 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAmérica do Sul como conceito geopolítico. A América do Sul na política exterior do Brasil. O Brasil e os países da região amazônica. Mercosul versus ALCA. Conflitos na América do Sul. União de Nações Sul-Americanas. Era de incertezas e conflitos. Extensão territorial, poder econômico e poder militar são três fatores que devem ser considerados para qualificar um país como potência e compreender sua posição na hierarquia entre Estados. Estes são os fatores que permitem a um Estado atuar independentemente e influir sobre outros Estados e, portanto, determinar em que condições ele se expressa como potência regional internacional. Um Estado, que dispõe de potencial econômico, força militar e extensão territorial (assumindo, por suposto, que sua população seja correspondente ao espaço que ocupa), pode tornar-se hegemônico, o líder e o guia de um sistema de alianças e acordos de variado alcance.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 91 | Colocação: 4.50 | Votos: 2) AvaliarO artigo expõe a abordagem performática a objetos de aprendizado (OA) discutindo seus limites e possibilidades educ ativas particularmente no sistema gerenciador de aprendizado MOODLE. A partir da pré-configuração de um curso em semanas nesta plataforma SGA busca-se acompanhar como podem ocorrer, através do ensino semi-presencial, procedimentos clínicos e ludopedagógicos a objetos de aprendizado numa perspectiva interacionista. A atividade, o desenvolvimento cultural e o processo de (re)educação continuada do sujeito são investigados e promovidos através do seu engajamento espontâneo na (co)laboração de um e-coletivo autônomo – no caso, as turmas cadastradasem salas de aula virtuais.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 38 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarPara Adorno, a educação deve, simultaneamente, evitar a barbárie e buscar a emancipação humana. Ele questiona a educação autoritária e pensa uma educação emancipatória, mas, ao não apresentar um projeto de transformação social global, deixa de lado uma compreensão da totalidade da sociedade repressiva e realiza um isolamento do processo educacional, atribuindo a ele um papel transformador que dificilmente pode realizar isoladamente. Na história do pensamento educacional contemporâneo, Theodor Adorno é um nome de destaque. Nosso objetivo no presente texto é expor a concepção de educação de Adorno de forma crítica, visando resgatar, simultaneamente, suas contribuições e seus limites.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 40 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste trabalho tem como objetivo compreender os conflitos no interior das práticas sociais e estratégias de luta nos processos de formação e de organização em assentamentos rurais, e seus desdobramentos entre trabalhadores assentados, lideranças e representantes no assentamento da Fazenda Jupira, no município de Porto Feliz (São Paulo), de 1986 até 2006. Na construção da pesquisa buscamos entender o assentamento como espaço social que pode ser expresso nas relações de tensões e conflitos que podem ser desvendadas nas práticas sociais, nas estratégias de luta, impregnadas de simbologias (re)encontros de culturas, espaço de representação e legitimação dos sujeitos sociais. Definimos como área de estudo o Assentamento da Fazenda Jupira, localizado em Porto Feliz/SP, pertencente à Companhia Agrícola, Imobiliária e Colonizadora (CAIC). Optamos pelas entrevistas semi-estruturadas e análises documentais que nos permitiram compreender as várias facetas do conflito. As análises revelam-nos que o conflito no interior das práticas sociais e das estratégias de luta proporciona a incorporação de mecanismos que possibilitam questionamentos de valores seculares (clientelismo, paternalismo), além de instrumentalizar os camponeses com outros conteúdos democráticos que são estruturadores de identidades coletivas.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 82 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarUma reflexão a partir da experiência do Exército Zapatista de Libertação Nacional. A conjuntura latino-americana. A experiência zapatista. Autonomia e democracia em chiapas. Classes sociais no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo e o papel ocupado pelos povos indígenas. É notório o peso das lutas dos movimentos indígenas na América Latina, transformando-os em sujeitos políticos de natureza coletiva com reivindicações próprias, que tem como cerne a modificação do Estado e da democracia representativa. A luta por livre-determinação das comunidades indígenas deita novas questões para o pensamento político. Através da análise das comunidades mexicanas do Exército Zapatista de Libertação Nacional percebemos as contribuições e problemáticas que o exercício de governos autônomos podem trazer para o quadro da A.L. de uma forma mais ampla, confrontando-os com o modelo de democracia ocidental, baseado em um Estado com tendências homogeneizadoras. Faz-se necessário que estes movimentos consigam transcender sua especificidade étnica e atuem em conjunto com outros movimentos na luta por uma democracia mais participativa. Os movimentos indígenas atingem outro status na reestruturação do mundo do trabalho e contribuem com subjetividades, teorias e formas alternativas de organização social.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 55 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEmbora o comunismo, como ideologia e movimento politicamente organizado, esmaecesse, depois do colapso do Bloco Socialista e da dissolução da URSS em 1991, e Cuba deixasse de sustentar a luta armada, as guerrilhas na Colômbia nunca cessaram. Tornou-se o mais longo conflito armado ocorrido no século XX, pois eclodira no final dos anos 40, como conseqüência da guerra civil entre o Partido Liberal e o Partido Conservador. O assassinato do líder liberal Jorge Eliécer Gaitan pelo cartel de Medelín provocou o Bogotazo, violentos distúrbios que ocorrerem em Bogotá, em 1948, no momento em que a IX Conferência Interamericana lá se reunia para recriar a União Pan-Americana, sob o nome de Organização dos Estados Americanos. As manifestações, com a participação dos trabalhadores e camponeses, espraiaram-se por toda a Colômbia. O presidente Virgílio Barco impôs medidas de emergência e os EUA anunciaram a possibilidade de deslocar tropas para ajudar a Colômbia a combater o tráfico de drogas1 . Mas, arrefecidas as manifestações, o setor mais radicalizado do Partido Liberal deflagrou a luta de guerrilhas, que posteriormente passou a passou a receber respaldo da URSS, Cuba e China.
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 51 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarWalter Benjamin apresentou uma visão do cinema destoante da concepção da maioria dos integrantes da chamada "Escola de Frankfurt", principalmente Teodor Adorno. Nosso objetivo aqui não é fazer um confronto entre as duas posições e nem confrontar ou comparar as teses benjaminianas com a de outros pensadores, mas tão-somente analisar a concepção deste autor e fazer uma análise crítica dela, o que, eventualmente, poderá nos levar a citar autores com posições distintas. A concepção benjaminiana de cinema é derivada de sua concepção de meios de comunicação de massas, que ele aborda a partir de sua discussão sobre a "reprodutibilidade técnica" (Benjamin, 1994). Benjamin parte de uma determinada interpretação de Marx para apresentar sua tese fundamental...
(Adicionado: 3ªf Mar 17 2009 | Visitas: 50 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarComo explicar esse fato?. O texto que agora vem a público, graças ao estímulo de Paulo Denisar Fraga, com o título Para compreender a Ontologia de Lukács, é uma reedição, revista e ampliada, de A Ontologia de Lukács. Este texto conheceu duas edições anteriores, ambas pela Editora da Universidade Federal de Alagoas em 1995 e 1997. Escrito em 1991, se propõe como uma introdução à Ontologia[1] de Lukács. Inicia-se pela fábula de um indivíduo covarde que se torna herói e dá origem a uma dinastia hereditária depois de um ato de extrema coragem por mero acaso e, a partir de vários momentos dessa fábula, analisa as categorias trabalho, reprodução, ideologia e alienação, as categorias principais da ontologia lukácsiana. Além de algumas atualizações e a adoção da tradução de Entfremdung e Entäusserung como alienação e exteriorização, respectivamente, foram acrescentados um novo capítulo sobre a relação entre o trabalho e as classes sociais no capitalismo atual e dois artigos que poderão auxiliar na introdução ao pensamento lukácsiano. Não deixa de ser curioso que um livro alcance sua terceira edição antes da publicação do texto do qual pretende ser uma introdução. Essa, aliás, foi a resistência de alguns editores. A curiosa trajetória da Ontologia de Lukács entre nós sem dúvida é responsável por esse fato: das obras marxistas ainda não publicadas em nosso país, provavelmente é a que conseguiu maior divulgação e a que gerou um maior corpo de pesquisadores.
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