Novos trabalhos

    Historia

    • 1976: Os Estados Unidos e o golpe na Argentina (nuevo) 

      Henry Kissinger, assessor de Segurança Nacional do presidente Richard Nixon (1969-1974) e depois secretário de Estado até o fim do governo do presidente Geral Ford (1974-1977), fazia distinção entre "agressive totalitarianism and other governments that, with all their imperfections, are trying to resist foreign pressure or subversion and that thereby help preserve the balance of power in behalf of all free peoples".[1] Os governos, "with all their imperfeccions", eram as ditaduras militares, cuja implantação os Estados Unidos encorajavam, para preservar o equilíbrio de poder em favor de "all free peoples", embora esses povos não fossem livres, como no caso do Chile, mas, sim, a comunidade dos homens de negócios americanos e seus associados, de outras nacionalidades.

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    • Aspectos feudais da colonização do Brasil (nuevo) 

      A tese de que relações feudais pautaram o modo de colonização do Brasil gerou profundas controvérsias entre historiadores, economistas e sociólogos. Enquanto alguns autores perceberam e denunciaram essas relações, como fundamento do sistema fundiário brasileiro, que persistiu, de certo modo, até o século XX, outros negaram sua existência, inclusive na caracterização das capitanias hereditárias. Tais controvérsias a respeito da existência do feudalismo ocorreram também na Rússia e em Portugal. Leon Trotsky, ao escrever a história da revolução russa de 1917, a elas aludiu, ressaltando que os estudos mais recentes demonstravam, de modo incontestável, a existência do feudalismo na Rússia e que seus elementos essenciais eram os mesmos do Ocidente, mas ponderou que o fato de serem necessárias longas discussões provava também que ele nascera, prematuramente, com "formas indefinidas e pobres" quanto aos monumentos de sua cultura[1]. Tanto em Portugal quanto na Espanha, a força da historiografia jurídica, comentou José Mattoso, contribuiu para impedir que os historiadores tradicionais compreendessem a importância e o significado dos fenômenos feudais, enquanto os partidários da interpretação marxista, ao desprezarem a superestrutura jurídica, identificaram o feudalismo com um simples modo de produção, restrito à exploração do campesinato, os servos da gleba, pela nobreza senhorial.

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    • O golpe de 1964 e o regime de 1968: aspectos conjunturais e variáveis históricas (nuevo) 

      O trabalho trata da evolução política do Brasil num período determinado de seu desenvolvimento. Discute-se o processo de conversão do "regime autoritário" no pós-1964 em regime ditatorial-militar no pós-1968. O objetivo do artigo é examinar a causa da edição do Ato Institucional n.º 5, logo, da vitória da extrema-direita militar, e, portanto, do fracasso político do movimento oposicionista nessa conjuntura. A questão central que informa a análise é a seguinte: é possível encontrar uma variável explicativa na interpretação desse processo histórico que dê conta do porquê da supremacia do "grupo palaciano" (a corrente ideológica militar então mais influente), e da sua solução para a crise do regime, bem como da derrota das "oposições"? O problema teórico de fundo aqui é o das determinações de um evento político, isto é, a articulação dos nexos causais que explicam determinado resultado histórico. São examinadas duas explicações correntes da literatura de Ciência Política e História Política e proposta uma terceira, que enfatiza, principalmente, variáveis de tipo ideológico.

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    • O Golpe Militar de 1964 (nuevo) 

      Esta obra, O Governo João Goulart: As Lutas Sociais no Brasil – 1961-1964, reflete o espírito de uma época, uma época muito conturbada e difícil, em que ainda lutávamos pela restauração das liberdades democráticas, contra o regime discricionário vigente no Brasil. Escrita entre fins de 1976 e primeiro semestre de 1977, ela constituiu a primeira tentativa de desmistificar, em termos acadêmicos, o golpe de estado que o implantara em 1964. Vali-me para tanto não só da pesquisa em fontes primárias, ou impressas, como de depoimentos dos mais diversos personagens que participaram da ascensão e queda do Governo João Goulart. De todos quanto pude, tanto dos que estavam com João Goulart como dos que contra ele conspiraram, tratei de ouvir depoimentos, a fim de fazer a reconstrução oral da história, pois, conforme o historiador inglês Timothy Garton Ash muito bem ressaltou, a testemunha, se tem sorte, pode ver coisas que o historiador não encontrará em qualquer documento.

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    Politica

    • A importância geopolítica da América do Sul na estratégia dos Estados Unidos (nuevo) 

      Doutrina Monroe. Importância geopolítica da América do Sul. Zona estratégica. América do Sul e a formação de identidade própria. Militarização da Colômbia. Os recursos energéticos da América do Sul. O Brasil no mapa geopolítico do petróleo. Objetivos da IV Frota.

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    • Abaixo e à Esquerda: Uma análise histórico-social da práxis do Exército Zapatista de Libertação Naci (nuevo) 

      Pretende-se estudar o Exército Zapatista de Libertação Nacional, movimento indígena político-social armado, que irrompe na cena pública em primeiro de janeiro de 1994, no sudeste do México, Chiapas. Através da apreensão analítica das causas e motivações destes insurgentes, bem como do desenvolvimento de seu processo de luta e do seu projeto político, relacionar suas “inovações” no quadro da conflitualidade social, com vistas a realizar um quadro analítico que possibilite apontar o papel ocupado pelo zapatismo na luta social, bem como as possíveis limitações e superações que estas experiências trazem consigo para o pensamento e para os movimentos sociais.

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    • Estado, desenho institucional e política econômica no Brasil: 1964-1985 (Módulo IV. Políticas govern (nuevo) 

      Este paper discute os diferentes desenhos institucionais de política econômica no Brasil pós-64. Tomando como objeto de análise uma agência específica — o Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE) —, procura entender as razões que levaram o governo Geisel (1974-1979) a armar uma estrutura burocrática capaz de processar, com relativa autonomia, as múltiplas demandas colocadas sobre o Estado ditatorial. O crescimento "desordenado" do aparelho do Estado e do setor público descentralizado no Brasil pós-64, sua fragmentação em múltiplas esferas burocráticas, várias delas gozando de autonomia decisória e/ou financeira, e a transformação das agências do Estado capitalista em arenas políticas e centros de agregação e representação de interesses burgueses, encontram-se na origem das transformações institucionais aqui discutidas, cujo traço mais marcante foi a concentração do poder real em um centro decisório único situado na cúpula do sistema estatal e bastante fechado às pressões e influências "externas" (i.e., sociais). Sustenta-se que a análise detida da trajetória institucional do CDE permite ver alguns dos principais dilemas político-burocráticos enfrentados pelo Estado ditatorial.

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    • Estado, elites, ideologia e instituições: o Estado Novo no Brasil, de novo (nuevo) 

      A Revolução de 1930 e em especial o Estado Novo (1937-1945) são momentos de redefinição das hierarquias na estrutura social e no universo das elites políticas. O regime ditatorial viabilizou, graças ao autoritarismo, uma tripla conversão: i) do predomínio das elites estaduais para o predomínio das elites nacionais; ii) do arranjo político garantido por um Estado federal para um arranjo político garantido pelo Estado centralizado; e iii) a conversão de uma economia baseada exclusivamente no capitalismo comercial para uma economia baseada progressivamente no capitalismo industrial. O segundo e o terceiro processos foram apreendidos como os processos de "construção do Estado brasileiro" e de "modernização do capitalismo nacional", respectivamente. Já as transformações no mundo político, cuja face mais visível e mais espetacular foi o declínio dos partidos da oligarquia e das lideranças tradicionais, foram percebidos ora como conseqüência lógica dessas macrotransformações, ora como pré-requisito histórico para impor um projeto de desenvolvimento. Sustentamos que tanto a construção da capacidade estatal, quanto o "desenvolvimento econômico" no pós-30 não podem ser explicados inteiramente sem entender o destino dos políticos profissionais na nova estrutura de dominação. Esse novo enfoque, ou mais exatamente, esse "novo" objeto permite repensar duas questões mais amplas do que aquelas referidas exclusivamente às trocas de lugar de grupos e partidos na cena política e à comutação da ideologia política oficial (o liberalismo) pelo autoritarismo. Há tanto uma reformação do campo do poder quanto dos fundamentos do poder. Nesse sentido, seria especialmente útil conhecer o perfil da nova classe política. Estudos prosopográficos ou biografias coletivas são, no caso, o instrumento mais adequado para avaliar a profundidade e a direção das mudanças sócio-políticas.

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    • Globalização e ultra-imperialismo (nuevo) 

      Apesar das diferenças qualitativas, devido às mutações quantitativas determinadas, ao longo da história, pelo progresso científico e tecnológico, o que se denominou de globalização da economia, nos anos 90 do século XX, começou, a rigor, com as viagens de circunavegação, muitas das quais foram financiadas, no final do século XV, por banqueiros florentinos, entre os quais Bartholomeu Marchioni, Girolamo Frescobaldi, Lucas Geraldi, Giovanni Battista Rovelasca Filippo Gualterotti, agente de Giovanni Francesco de Allfaiati (Flandres) e Girolamo Sernigi, o que financiara a expedição de Pedro Álvares Cabral à Índia , quando ela derivou para o ocidente e alcançou a costa do Brasil, em 1500. Banqueiros e mercadores alemães também participaram desses empreendimentos. Simon Seitz, Antonio Welser e Conrad Vöhlin, em 1503, receberam licença de Dom Manuel I, rei de Portugal, para estabelecer suas casas comerciais em Lisboa e promover seus negócios sob as mais liberais condições . Os recursos financeiros da casa comercial da família Fugger, de Augsburg (Alemanha), que se tornara credora dos reis de Portugal e Espanha, contribuíram para as expedições de Cristóvão de Haro ao Rio da Prata, em 1514, e de Fray Garcia Jofre de Loaisa a Maluco (Molucas), em 1525.

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    • Governos de "esquerda" e movimentos sociais na América latina: entre a cooptação e a construção de u (nuevo) 

      Estamos diante de um quadro novo na América Latina, uma vez que diversos partidos de "esquerda", ou ao menos ditos social-democratas, têm conseguido vitórias no campo eleitoral: Brasil (Lula), Argentina (Kirschiner), Bolívia (Morales), Venezuela (Chávez), Uruguai (Vázquez); ou ao menos se configura sua possibilidade, como no Peru ante a possível vitória de Humales, México na possibilidade de López Obrador etc. Seria esse um sinal de amadurecimento e estabilidade da democracia em dito continente, em que, enfim, podemos utilizar a via eleitoral – sempre tão distante do povo a não ser em tantos e quantos anos – para modificar a situação de miséria e penúria pela qual padecem nossas sociedades há tanto tempo?. Acreditamos que o sintoma que se apresenta é um pouco mais complexo do que a primeira vista pode parecer. Sustentamos que esta é uma crise da própria forma democracia nas sociedades capitalistas e antes de essas vitórias eleitorais significarem a ascensão do "povo" ao poder do Estado, ao contrário, perpetua-se sua subordinação em detrimento da forte mobilização que o continente vem apresentando nas últimas décadas sob jugo neoliberal. Na verdade, esses partidos exatamente ascendem ao poder para concluir o trabalho que a direita não teria condições (por falta de legitimidade) para acabar. Mas, faz-se necessário analisar que processos operam em cada situação específica que faz com que as estruturas governamentais sejam impermeáveis às demandas populares, ou que os "governos progressistas", gestados pelas lutas de base, tenham um giro de 180º graus até políticas conciliatórias com o Capital.

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    • Grandes feitos dos grandes homens (nuevo) 

      Generais-estadistas e estadistas-generais na política brasileira - a propósito de A ditadura encurralada, de Elio Gaspari. É forçoso reconhecer serem hoje os livros de Elio Gaspari a mais completa história geral disponível sobre a política brasileira do período 1964-1979. Antes de ser descartada como um exemplar redivivo da história tradicional – onde o que conta são os grandes feitos dos grandes homens (em geral polí-estadistas e generais), celebrados por uma narrativa descritiva, centrada nos acontecimentos políticos e apoiada exclusivamente em documentos governamentais –, proponho que se leia a série de quatro livros publicados entre 2002 e 2004[1]focalizando não as informações inéditas que revelam (algumas importantes, outras não), mas os princípios historiográficos subjacentes à sua interpretação da política nacional. Neste comentário trato apenas do último livro, publicado em junho de 2004, embora analise o seu projeto de exegese do regime ditatorial-militar no seu conjunto.

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    • O Estado como instituição. Uma leitura das «obras históricas» de Marx (nuevo) 

      As críticas à teoria marxista do Estado. O Estado nas obras históricas de Marx. Onde, em Marx, se deve ler esse problema?. Aparelho e poder de Estado. Dimensões funcional e institucional do Estado. É bastante conhecido para ser retomado aqui o fato de que, embora constasse do projeto intelectual de Marx submeter o "Estado" a um tratamento mais sistemático – como atestam, por exemplo, suas cartas a F. Lassalle (de 22 de fevereiro de 1858), a F. Engels (de 2 de abril de 1858) e a J. Weydemeyer (de 1o de fevereiro de 1859), redigidas bastante cedo, antes mesmo da publicação, em Berlim, de Para a crítica da economia política –, isso nunca tenha se realizado. Igualmente, o próprio estudo sobre o "capital" (e, dentro dele, o capítulo sobre as "classes") permaneceu incompleto. Mesmo assim, é razoável sustentar que existe, na obra de Marx e Engels, uma concepção genérica sobre o Estado e que pode servir, para usar uma expressão do próprio Marx, como "fio condutor" ("Prefácio" de 1859) para a análise política. Tal concepção consiste, numa palavra, na determinação da natureza de classe do Estado. A teoria marxista da política implica, portanto, uma rejeição categórica da visão segundo a qual o Estado seria o agente da "sociedade como um todo" e do "interesse nacional".

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    • O EZLN e a guerrilha informacional: a política no mundo encantado da mídia e da comunicação (nuevo) 

      Guerrilha informacional. A questão da utilização (ou não) da tecnologia midiática. Perigos da política midiatizada: a personificação e o ser carismático. O Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) se caracteriza como uma guerrilha sui generis na cronologia dos movimentos sociais da América Latina. Em 1º de janeiro de 1994 se levantam em armas, no sudeste do México, estado de Chiapas, indígenas de diversas etnias, com um grito de Ya Basta!, opondo-se a uma silenciosa morte que há mais de 500 anos afligia suas comunidades e antepassados. Além da histórica "defasagem" dessa forma de luta em nosso continente, os insurgentes chiapanecos apresentam ao México e ao mundo novas formas de organização social, reivindicações e aspirações, questionando diversos dogmas engessados das clássicas guerrilhas marxistas dos anos 60 e 70, de orientação leninista. Desse modo, os integrantes do EZLN não têm como objetivo a tomada do poder político do Estado (em sua concepção clássica), não se colocam como uma vanguarda revolucionária, porém, ao mesmo tempo, travam um conflito não apenas localizado, mas com nítida oposição a ordem capitalista "globalizada" (HILSENBECK FILHO, 2004).

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    Educação

    • Webquest: Uma metodologia para a pesquisa escolar por meio da Internet (nuevo) 

      Esta pesquisa teve como objetivo analisar o uso da Internet como recurso pedagógico para a realização de pesquisas escolares, orientada por WebQuest, em uma escola pública do Distrito Federal. Trata-se de uma pesquisa-ação que implementou uma WebQuest a fim de orientar tais pesquisas. Foi desenvolvida em uma turma de 23 alunos de terceira série do ensino fundamental de uma escola pública de Taguatinga que faz uso da Internet em sala de aula. Os alunos realizaram pesquisa sobre alimentação saudável com o auxílio de uma WebQuest, elaborada pela pesquisadora e explorada pelos alunos no laboratório de informática da escola. Todas as sessões foram observadas sistematicamente pela pesquisadora, registradas em um diário de campo e posteriormente analisadas. Após a implementação da referida ferramenta, entrevistou-se os estudantes, usuários da WebQuest, através da metodologia de grupo focal, e a professora responsável pelo laboratório de informática, com a entrevista individual semi-estruturada. Os dados indicam que a WebQuest como metodologia para a pesquisa escolar com base na internet facilita o processo de busca e trato das informações encontradas na grande rede de computadores e por conseqüência facilita a aquisição de conhecimentos. É uma metodologia que promove a motivação do estudante ao realizar pesquisas na internet, sem que o mesmo se disperse nas teias de informações ali disponíveis. Ressalta-se a importância da capacitação dos professores da rede pública de ensino do DF para a elaboração e utilização de WebQuest’s de forma que haja continuidade no uso da internet como ferramenta, mas de forma consciente e planejada.

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    Economia

    • Desenvolvimento urbano e regional e flexibilização produtiva da indústria têxtil: o caso das indústr (nuevo) 

      Reestruturação industrial e terceirização do setor têxtil e confeccionista. Características e localização espacial das indústrias da confecção na microrregião de tubarão – sc. As indústrias domésticas. A partir da globalização da economia mundial e da política liberalizante do governo, que abriu o mercado nacional aos produtos estrangeiros, verifica-se, a partir dos anos 80, a desverticalização da cadeia produtiva têxtil estabelecendo novas relações de produção e de trabalho, inserindo as indústrias domésticas como ponta de cadeia do seu processo produtivo. O sul catarinense desenvolve-se baseado na economia carbonífera sendo que o município de Tubarão desenvolveu-se cumprindo um papel de centralidade microrregional e entroncamento viário, devido às funções realizadas de beneficiamento e distribuição do carvão. Com a retirada total dos subsídios estatais do setor carbonífero, a partir da década de 90, a microrregião encontra na indústria da confecção uma alternativa ao desemprego ao incorporar-se à cadeia produtiva das grandes empresas nacionais do setor têxtil.

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    • O FMI e o colapso da Argentina (nuevo) 

      Hegel teve razão quando disse que, embora se recomende aos governantes, estadistas e povos que aprendam, preferivelmente, através da experiência da história, a experiência e a história ensinam é que os governantes e os povos nunca aprenderam qualquer coisa da história nem se comportam de acordo com suas lições. Este é o caso da Argentina, onde a convulsão social e política era perfeitamente previsível e afigurava-se inevitável, como conseqüência da crise econômica e financeira em que ela se abismou. A Argentina, sob o governo de Juan Domingo Perón (1946-1955), nunca ratificou a Carta da OEA e o Tratado de Bretton Woods, nem aderiu ao Fundo Monetário Internacional nem ratificou o Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio. Foi o Governo Provisório, chefiado pelo general Pedro Aramburu, que, em 1956, tomou todas essas e outras iniciativas, inclusive a de assinar uma série de acordos militares com os EUA, mediante os quais a Argentina aceitou o funcionamento permanente de uma missão militar norte-americana, no âmbito do Ministério da Defesa, com o objetivo de coordenar a uniformização dos armamentos a serem utilizados na defesa do hemisfério, e as esquadras de ambos os países passaram a realizar manobras conjuntas no Atlântico Sul.

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    • Os EUA e a crise na Venezuela (nuevo) 

      Em 1989, apenas alguns dias após a ascensão de Carlos Andrés Pérez, da Acción Democrática, à presidência, o povo saiu às ruas para expressar repudio ao pacote econômico, um duro plano de ajuste, nos moldes exigidos pelo FMI e que ele pretendeu aplicar. A violenta série de distúrbios e saques culminou com quase 300 mortos e o ambiente de descontentamento recresceu de tal modo que levou o tenente-coronel Hugo Chávez, comandando cerca de 300 efetivos, a tentar um golpe de Estado, em 3 de fevereiro de 1992. O golpe fracassou, mas Chávez tornou-se tão popular que se elegeu legal e legitimamente presidente da Venezuela, em 1998, à frente do Movimiento V República (MVR), com a promessa de promover "una revolución pacífica y democrática". Orientado princípio de que o povo integrado como nação constituía poder soberano podia romper revolucionariamente com o regime jurídico, político ou sócio-econômico que não se adequasse às suas aspirações ou que fosse obstáculo ao seu progresso, ele convocou um referendum para votar nova Constituição , aprovada por 71,21% dos eleitores, mudando as estruturas políticas e jurídicas e o nome do país para República Bolivariana de Venezuela. Essa Constituição rompeu o modelo democrático tradicional, dentro do qual durante 42 anos, dois partidos - Acción Democrática, de tendência social-democrata, e Copei (democrata-cristião) de centro-direita, repartiram o poder. E Chávez, cujo mandato de presidente da República foi ampliado para 6 anos e confirmado através de novas eleições realizadas em 2000, modificou não apenas as diretrizes econômicas como reorientou a política exterior da Venezuela, estreitando relações com Cuba, com a qual firmou um acordo para a venda de 53.000 barris diários de petróleo a preços de mercado, bem como com o Iraque e a Líbia, vistos como inimigos dos EUA.

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    • Perdigão: tecnologia e reformulação dos negócios (nuevo) 

      Em 16 de janeiro de 1995, o Dr. Nildemar Secches, engenheiro oriundo da indústria automobilística, assume a posição de diretor presidente da Perdigão. Seu grande desafio: conduzir um grupo empresarial que havia acumulado problemas financeiros agudos, que acabava de ter seu controle acionário modificado e que necessitava de amplas reestruturações, na busca contínua de competitividade. Os 55 anos de história do grupo registram vitórias e problemas de uma administração familiar. Na visão do novo presidente, a reestruturação da empresa nunca deveria ser um processo limitado, resumido a cortes de estrutura e de pessoal. Deveria ser um trabalho muito mais amplo e contínuo que efetivamente conduzisse à recuperação financeira e competitiva do grupo.

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    Agricultura e Pecuária

    • Milkaut: As mudanças no agribusiness do leite Argentino (nuevo) 

      A Argentina está numa encruzilhada. O Mercosul e as reformas introduzidas pelo presidente Carlos Menem, apoiadas na liberalização econômica, forçaram as indústrias lácteas a se tornarem competitivas num piscar de olhos. A produtividade tem sido espantosamente crescente nos últimos anos e ainda tem folga para crescer. O mercado interno tem uma divisão peculiar havendo empresas que tendem a ser “Argentina - dependentes” e outras que tendem a ser “Brasil - dependentes”. Os desafios não estão mais nas mãos reguladoras do Estado mas nos conjuntos de contratos que cada empresa puder fazer daqui para a frente, associando-se interna ou externamente, e reduzindo ao mínimo os seus custos de transação. A superação destes desafios deverá alavancar estas empresas, destacando-as no cenário do Mercosul. O vento frio e o “llano” na pampa úmida convidam à introspecção, mate e fogo de chão. Neste clima de serena calma, Don Luis Jullier avaliou mais uma vez a transformação de parte da Cooperativa Asociación Unión Tamberos - Milkaut - em Sociedade Anônima e se convenceu da viabilidade da decisão. Os 30 anos na direção da Cooperativa, conduzida com firmeza e retidão, asseguravam a D. Luis uma posição de liderança responsável.

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    Geografia

    • Levantamentos topográficos. Apontamentos de Topografia (nuevo) 

      O objectivo da disciplina de Topografia consiste na aprendizagem de métodos e técnicas de aquisição de dados que possibilitem a determinação das coordenadas de um conjunto de pontos, que descrevam geometricamente uma parcela da superfície do terreno, com rigor e aproximação necessários. A Topografia é uma disciplina da Geodesia que na sua concepção clássica ocupa-se da representação local de uma parcela da superfície terrestre, sobre a qual o efeito da curvatura terrestre é considerado desprezível (definição de campo topográfico). Contudo, actualmente o desempenho desta disciplina é um pouco mais vasto face às técnicas e metodologia por ela empregue; cite-se o apoio à construção civil no âmbito de grandes obras de engenharia – pontes, barragens, linhas férreas, etc., bem como, a topografia industrial e mineira. A recolha de dados necessários à elaboração de uma planta ou carta topográfica de uma dada parcela da superfície terrestre é designada por levantamento topográfico. A aquisição da informação topográfica para a elaboração de cartas ou plantas é feita com o recurso a dois métodos: o método topográfico ou clássico e o método fotogramétrico.

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