O presente texto faz um balanço geral da força metodológica da categoria totalidade e de sua abdicação pela nova historiografia, mostrando a razão de ser deste acontecimento e do seu significado metodológico, marcado por um empobrecimento teórico e pela substituição de elementos fundamentais do saber, tal como a explicação, a visão crítica, a percepção da totalidade, em favor da descrição, da neutralidade e da fragmentação. O presente texto busca discutir a questão metodológica da abordagem do processo histórico centrado na totalidade ou no fragmento. Esta discussão se tornou central na historiografia, bem como perpassa as várias ciências humanas, e assume grande importância para o desenvolvimento da pesquisa social na contemporaneidade. Assim, o nosso objetivo fundamental é discutir a problemática metodológica da totalidade e da fragmentação na análise dos fenômenos históricos. Para tanto, iniciaremos discutindo alguns conceitos fundamentais, tais como os de método, categoria e totalidade e, posteriormente, tomaremos o exemplo da "nova historiografia" ("história das mentalidades", "nova história"; "história em migalhas") como objeto de análise, visando apresentar seus limites e a razão de ser deste posicionamento metodológico que fornece primazia ao fragmento.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 76 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar"Este será um governo republicano e militar. Entre les deux mon coeur halance sem saber qual o pior. A Wall Strect será o Estado-Maior. A reação virá para o mundo destas duas forças conjugadas no maior poderio já alcançado por um povo e na hora mais incerta e insegura para a vida de todos os povos. 0 capitalismo no poder não conhece limitações, sobremodo as de ordem internacional. 0 esforço para voltar à ordem mundial é o espetáculo que iremos assistir. A nova ordem, que se iniciava pela libertação dos povos do regime colonial, vai sofrer novos embates. Mas acabará por vencer. mesmo porque este povo. ao que me parece, não está unido no sentido de apoiar esta volta violenta a um passado internacional, que levará inevitavelmente o país à guerra com quase todos os demais povos". (Oswaldo Aranha - 1952) Em 1933, agentes da Gestapo induziram Marinus van der Lubbe, doente mental e fichado como comunista a empreender o incêndio do Reichstag (Parlamento alemão), conforme a idéia de dois próceres do nazismo, Joseph Goebbels e Hermann Goering, fato esse que permitiu a Adolf Hitler obter poderes extraordinários e implantar a ditadura, legalmente, sem revogar uma linha sequer da Constituição de Weimar . Em 25 de outubro de 1939, pouco antes de invadir a Polônia, Adolf Hitler, falando ao Alto Comando da Wehrmacht, disse: "Darei uma razão propagandística para começar a guerra, não importa se é plausível ou não.Ao vencedor não se pergunta depois se ele disse ou não a verdade".
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 46 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarCom o surgimento de movimentos agrários significativos no Brasil, e em outros países da América Latina, a questão camponesa volta novamente à cena, imbricada agora com temas de identidade cultural, ambientais, de distribuição de recursos naturais e de utilização de novas técnicas agrícolas. Observando, ainda, que as grandes revoluções sociais do século XX contaram com o campesinato como um ator decisivo e considerando que Lênin foi o primeiro autor dentro do marxismo a esmiuçar essa questão, o objetivo geral deste trabalho é acompanhar a reflexão desse autor sobre a questão agrário-camponesa, através da análise de seus escritos mais importantes sobre este tema, entre os anos de 1893 e 1923.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 45 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAs reflexões que seguem são resultado, por um lado, de nossa práxis de educação popular junto aos Movimentos Sociais Populares (MSP) do Brasil, especialmente do estado do Rio Grande do Sul, no trabalho que realizamos, como integrante da equipe de assessores do CAMP (Centro de Assessoria Multiprofissional) , de Porto Alegre. Por outro lado, buscamos enriquecer estas reflexões com instrumentais teóricos, no sentido de evidenciar e desenvolver potencialidades inerentes aos MSP, enquanto espaços privilegiados de transformação social. Faremos isto buscando demonstrar o caráter político e pedagógico dos MSP para os indivíduos e para a sociedade. A partir de elementos das micro-relações até as estruturais, apontaremos para a essencialidade dos mesmos numa estratégia de transformação social em vista de uma sociedade plural e autogerida pelo poder popular. Ao demonstrarmos os limites de uma visão de movimento social como expressão de anomalias a serem resolvidas e incorporadas pelos sistemas, pretendemos afirmar o caráter propositivo e transformador dos mesmos.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 44 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA crise profissional e ideológica que tomou conta do estado-maior da política paulista depois de 1930 pode ser medida pela coleção de posições divergentes que os dirigentes do estado assumiram diante do governo federal, pela quantidade de vezes que eles romperam e reataram com o Presidente da República e pela exuberância das justificativas que deram ao público doméstico para cada um desses rodopios. Uma maneira objetiva de decidir esse drama foi não dispensar os atores, mas trocar de teatro. Na década seguinte, já sob o Estado Novo, o futuro Ministro do Trabalho (e, posteriormente, também da Justiça) Marcondes Filho, Vice-Presidente do Departamento Administrativo do Estado de São Paulo, exaltou o que seria, de fato, um feito. Muitos e admiráveis milagres, de ordem moral e material, o Sr. Getúlio Vargas terá realizado e ainda realizará no desempenho da missão histórica que a Providência lhe confiou [sic]. Mas, a meu ver, nenhum será mais belo, mais profundo e de maior ressonância do que este, que nos fez recuperar o verdadeiro e glorioso sentido de nós mesmos e ver que ele está, ainda e sempre, no âmago do próprio destino excelso do Brasil (MARCONDES FILHO, 1941, p. 195).
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 40 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarIntrodução: questões de terminologia e periodização. Um modelo de análise. A história política da transição brasileira. Algumas variáveis de análise política. A dinâmica da abertura política no brasil. Uma democracia autoritária?. O artigo trata da história política brasileira do golpe político-militar de 1964 ao segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Escrito sob a forma de um resumo explicativo, três temas unificam a narrativa sobre a transição do regime ditatorial-militar para o regime liberal-democrático: o militar, o político e o burocrático. Procura-se estabelecer inferências causais entre o conteúdo, o método, as razões e o sentido da mudança política a partir de 1974 e a qualidade do regime democrático na década de 1990. A explicação destaca a necessidade de se analisar dois espaços políticos diferentes, mas combinados: as transformações no sistema institucional dos aparelhos do Estado e as evoluções da cena política. Conclui-se que as reformas econômicas neoliberais não apenas prescindiram de uma verdadeira reforma política que aumentasse a representação, e de uma reforma do Estado que favorecesse a participação. As reformas neoliberais tiveram como precondição o arranjo autoritário dos processos de governo herdados do período político anterior.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 41 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEste trabalho apresenta um estudo de observação participante, efectuado numa Escola Básica 2, 3 de Santarém, onde se procurou retratar a escola e a sua vida, descrever o modelo organizacional adoptado, identificar recursos escolares e algumas relações entre os seus actores. Trata-se de um estudo interpretativo onde a recolha de dados empregue envolveu a observação directa, a análise de vários documentos elaborados na escola e o recurso a algumas entrevistas semi-estruturadas. Os resultados obtidos permitem clarificar alguns aspectos gerais de organização da escola, no entanto considera-se que a realização, no futuro, de estudos, mais aprofundados, centrados nos vários sectores de organização específicos, permitirão retratar de uma forma mais pormenorizada a escola em estudo.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 50 | Colocação: 2.00 | Votos: 1) AvaliarA atual crise financeira tem provocado ansiedades, medos, perdas, desemprego, e muita, muita conversa de doutores explicando a crise que passou. Todos comprometidos em esconder ou ignorar as enormes emissões de dólares feitas pelo FED pouco antes dos anúncios e efeitos percebidos da crise. Cansado de ouvir falsos caminhos procurei investigar as reais causas que poderiam causar a quebra de tantas organizações e o desemprego de milhares de inocentes. A resultante foi este texto onde se afirmam mais uma vez a falsidade das teorias econômicas e as fantasias construídas por seus defensores e profissionais. A questão maior não foi respondida – não importa que o governo Obama faça uma cópia tamanho gigante das mesmas medidas tomadas por Eisenhower e por Kennedy nas suas crises. O que necessitamos saber é o que devemos fazer para evitar outras. Sabemos que as crises são inerentes a este modelo de capitalismo. Haverá algum governo com coragem e vontade suficientes para afrontar o poder financeiro manipulador das crises e deixar a economia produzir os bens necessários. Cansado de ouvir as inverdades explicadas por economistas sobre a crise financeira, fui buscar outras fontes na história e isto gerou este texto.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 84 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO latrocínio e o seqüestro seguido de morte da vítima como tipos de crimes "especiais". Lombroso, a Criminologia Brasileira ou Tratar Desigualmente os Desiguais. Os artigos 157, parágrafo 3 e 159, parágrafo 3 do Código Penal brasileiro: tratando desigualmente os desiguais. Democracia e Direito de Cidadania: exigem tratamento jurídico-formal igualitário, mas é o nosso caso?. A desigualdade social exacerbada encontrada ainda hoje em toda América Latina é vista como um dos maiores problemas a ser resolvido pelo poder público. Mas, o que dizer de uma estrutura de estado que enxerga tal desigualdade em seu aparato jurídico? As transições do autoritarismo para a democracia política ocorreram em praticamente todos os países latino-americanos, mas o sistema de justiça desses países se manteve como um sério empecilho ao avanço e consolidação da democracia. Dispositivos igualitários constitucionais foram criados, mas os códigos de conduta se mantiveram com sérias limitações hierárquico-institucionais (Nóbrega Júnior, 2005). O Código de Processo Penal e o Código Penal brasileiro trazem exemplos disso. Encontramos neles alguns pontos que mantiveram uma forma de "enxergar" a sociedade brasileira como desiguais em seu aspecto jurídico. O tratamento desigual aos desiguais se manteve. Um choque com a Constituição de 1988 em seu componente liberal.
(Adicionado: 4ªf Mar 25 2009 | Visitas: 59 | Colocação: 9.00 | Votos: 1) Avaliar