As origens da cidadania no período clássico. A cidadania liberal burguesa. A difícil contrução da cidadania no Brasil. Independência: a formação de um Estado sem nação. Uma República sem povo. Os vícios da cultura política. Década de 1930: surgem os direitos sociais. Da ditadura militar (retrocesso dos direitos) à abertura democrática e a Constituição cidadã (1964-1988). Este artigo apresenta uma leitura sobre a evolução histórica do conceito cidadania: desde as civilizações clássicas (greco-romanas), passando pelas conquistas dos direitos naturais do homem liberal burguês moderno, até a difícil construção da cidadania no Brasil. Entendida e utilizada de maneira diversa no decorrer da história, a cidadania está essencialmente ligada a conquista de direitos: para os gregos ela representava a igualdade entre os cidadãos (homens), o direito de participar da polis e exercer a democracia; para os modernos estava ligada ao direito à vida, à liberdade, à propriedade e ao sufrágio universal (direitos civis e políticos); nas sociedades desenvolvidas do século XX completa-se o ciclo das conquistas com os direitos sociais. No Brasil, a conquista dos direitos não seguiu a lógica nem o tempo cronológico das sociedades desenvolvidas: aqui, tardiamente surgem os direitos individuais e políticos (1824), por fim, os direitos sociais são conquistados (década de 30 e 60), exatamente quando os direitos civis e políticos foram negados.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 42 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO Governo Federal dispõe sobre a gestão de florestas públicas. As faixas de florestas classificadas como públicas serão divididas e concedidas à iniciativa privada. O princípio defendido no documento é que a concessão poderá impedir a degradação e devastação da floresta pela ocupação desordenada de atividades e, ao mesmo tempo, viabilizar a gestão sustentável das mesmas, aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida das populações locais. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é retomar duas questões teóricas. A primeira é que a única alternativa à gestão pública é a gestão privada. A segunda é analisar a visão de que a descentralização levará à melhor gestão sustentável dos recursos florestais. Para isso, foi feito um levantamento sobre a discussão privado versus público assim como de várias experiências internacionais sobre descentralização. Como resultado tem-se que conceder os recursos florestais públicos ao setor privado não é a única alternativa existente e se deixam de lado outros diferentes arranjos de exploração sustentável dos recursos florestais. Por último, pode-se apontar também que a descentralização da gestão não garante a sustentabilidade dos recursos florestais.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 37 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarNicolau Maquiavel e a teorização sobre o Estado. Idéias essenciais da obra O Príncipe de Maquiavel. O Leviatã: o deus mortal de Thomas Hobbes. O sonho de construir a "cidade terrena" torna-se irrealizável, em virtude do esfacelamento da unidade política-religiosa, tão esperada pelos reis e papas, representantes da entidade temporal e espiritual. Os imperadores nomeavam bispos e influenciavam na escolha dos papas. A ruptura se dá também dentro do próprio Estado. Com o descobrimento da pólvora, o regime feudal entra em falência, porque termina a segurança dos castelos. As nações, originárias da Idade Média, organizam-se em Estados e conquistam autonomia completa. Os filósofos da época já começam a refutar tudo o que se refere a conceitos universais e abstratos e começam um novo tipo de pensar (cultura), baseado na experiência de um homem que buscava a verdade na própria natureza e não somente na revelação divina. A experiência está abrindo os segredos da natureza, desocultada a partir de si mesma. Pode-se afirmar que o homem moderno é o homem da razão experimental, pois se exalta a razão natural e a natureza. Galileu Galilei, Giordano Bruno e Campanella inovam no método de explicar a natureza através da experimentação, que, antes de tudo, era explicada pela revelação divina.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 41 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarOrigem do conceito democracia na Grécia. Uma democracia escravista. A filosofia é "filha" da pólis. Os pré-socráticos. A contribuição dos sofistas na construção da política grega. A palavra política é grega: ta politika, vinda de pólis.[1] Segundo a descrição de Chauí, polis significa cidade, entendida como comunidade organizada, formada pelos cidadãos (politikos), isto é, pelos homens nascidos no solo da cidade, livres e iguais, portadores de dois direitos inquestionáveis, a isonomia (igualdade perante a lei) e a isegoria (o direito de expor e discutir em público opiniões sobre ações que a Cidade deve ou não realizar)[2]. Ser cidadão, para os gregos significava usufruir certas vantagens que nenhum outro homem conhecera. Como afirma Minogue: "Os cidadãos tinham riqueza, beleza e inteligência diversas, mas como cidadãos eram iguais[3]
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 33 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA reorganização das relações sociais: os primórdios do design. Racionalidade e estética: o design, o mercado e a lógica. O resgate da ética: o design, o meio ambiente e a sociedade. A percepção de responsabilidade ética no design passou por diversas fases ao longo do século XX. Inicialmente centrado no resgate das estruturas sociais tradicionais abaladas pela Revolução industrial, o design acabou por assumir um papel ativo na construção de uma nova sociedade, coerente com as demandas de reformulação que os avanços tecnológicos exigiam. O avanço do século levou a enfoques menos engajados socialmente, mais focados ora na estética, ora na lógica, desenvolvendo-se segundo as exigências de uma expansão do consumo e da noção de bem estar nele baseada. Esta ênfase no consumo conduziu a extremos que acabaram por despertar, entretanto, uma nova consciência social, inicialmente voltada para a questão ambiental e mais tarde ampliada para questões tais como justiça e equidade.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 51 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAnálise comparativa dos ficocolóides produzidos por algas carragenófitas usadas industrialmente e algas carragenófitas portuguesas. As Carragenanas (E-407) constituem um dos principais aditivos usados pela indústria alimentar, como agentes gelificantes, emulsionantes, estabilizantes e espessantes. São ingredientes naturais, usados há várias décadas na área alimentar e são considerados como seguros, tendo obtido a classificação GRAS (Generally Recognised As Safe). Neste trabalho foram analisadas a percentagem de peso seco e a composição química (por FTIR e FT-Raman) das carragenanas produzidas pelas carragenófitas (Gigartinales, Rhodophyta) oriundas de diversos países: Kappaphycus alvarezzi (Tanzânia, Indonésia, Filipinas); Kappaphycus striatum (Madagáscar); Eucheuma denticulatum (Tanzânia, Filipinas e Madagáscar); Betaphycus gelatinum (Filipinas); e Sarcothalia crispata (Chile).
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 55 | Colocação: 9.00 | Votos: 1) AvaliarO artigo investiga o porquê de o escritor e crítico Monteiro Lobato ter atacado violentamente a pintora expressionista Anita Malfatti em seu artigo "Paranóia ou mistificação?", por ocasião da exposição individual da artista em 1917. O fato teve grande repercussão e serviu como um dos motivos que levaram os jovens modernistas a organizarem a Semana de Arte Moderna no teatro Municipal de São Paulo, em 1922. Parece que o motivo foi pessoal, afinal, Lobato também queria ser um grande pintor.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 56 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO processo de armazenagem em qualquer empresa deve seguir algumas normas internas referentes ao tipo de Lay-outs, padronização, sistema de informação, giro de estoque e fluxo de movimentação das mercadorias dentro do armazém. Os locais de armazenagens devem ser mantidos limpos e periodicamente higienizados, e desinfetadas, livres de todos os tipos de resíduos que possam atrair a presença de insetos, roedores, morcegos, pássaros, entre outros. Muitas destas empresas possuem equipamentos e sistemas tecnológicos (informações) que tem como objetivo principal otimizar seus processos de armazenagem, como também de entregas nos pontos de venda com mais agilidade, o que interessa para o consumidor.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 64 | Colocação: 7.00 | Votos: 2) AvaliarGlobalização e reordenação dos padrões jurídicos. Teoria de formulação das leis. Teoria dos tipos penais. O Código Penal e sua história. O casamento fadado ao fracasso: reforma penal e democracia pluralista. A globalização traz como imperativo a realização de reformas; assim, analisa-se, sob uma perspectiva estruturalista, a noção de Constituição Compromissória de modo a traçar um tipo ideal de democracia pluralista conflitante com a reforma do Código Penal, tanto pela incompatibilidade estrutural entre os tipos penais e a formulação de leis, quanto pelo ineditismo histórico deste tipo de reforma no Brasil.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 44 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarFoi através da luta e da resistência que as mulheres colocaram suas demandas na sociedade. Enquanto sujeitos, ainda falta-lhes reconhecimento e poder, por mais que tiveram algumas conquistas. O campesinato além de ser espaço de produção e reprodução da vida, tem sido, em grande parte, violento e conservador para com as mulheres. Eis o desafio da construção do feminismo no campesinato, para a transformação das relações patriarcais. O Objetivo deste artigo é fazer a articulação dos temas feminismo e campesinato, ou seja: apontar o entrecruzamanto bem como algumas contradições e convergências existentes entre ambos, na sociedade classista e patriarcalista. Feminismo e campesinato são temas carregados de contradições em si e entre si. A abordagem ao campesinato, necessariamente, implica admitir e explicitar as relações estabelecidas entre os sujeitos camponeses e camponesas que vivem e trabalham no campo (Carvalho, 2005). Logo: eles e elas constroem vínculos entre si, sendo que estes, por sua vez, podem ser chamados de relações de gênero. Tais relações não podem ser negadas ou tidas como algo sem importância, pois, se fazem no e do cotidiano das pessoas, em todos os espaços.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 40 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarNorbert Elias, sociólogo alemão, aborda a relação indivíduo/sociedade de modo a esquivar-se de uma paralisante dicotomia entre os termos, seus esforços vão no sentido de estabelecer uma tensa e dinâmica interação entre eles. Ao examinar tal relação, questiona o papel do indivíduo e suas possibilidades de influir na mudança social; o caso do gênio – situação-limite da provável influência do indivíduo – é ilustrado por Mozart e sua situação social e estética no séc. XVIII.
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