Novos trabalhos

    Historia

    • Dominick LaCapra: tecendo textos e contextos (nuevo) 

      Dominick LaCapra, em suas formulações, investe contra o primado das dualidades no estudo da história intelectual ao recusar a polaridade entre texto e contexto, mundo "real" e escritos, sujeito e "objeto" etc. Propõe, em contrapartida, a conexão ativa e recíproca entre a produção intelectual e o mundo, tecendo textos e contextos, sujeito e "objeto", numa rede relacional. É usual e disseminado na história intelectual – enquanto estudo, ao longo do tempo, sobre a produção e os produtores das idéias – autores alicerçarem suas posições em pilares (fincados aos pares) que procuram balizar o estudo das idéias conforme concepções tanto arraigadas quanto frágeis. Ao serem postos como referências teóricas, tais pares duais (e, por vezes, dicotômicos) como texto/contexto, discurso/realidade, autor/produção, vida/obra, entre outros, não delimitam um espaço fértil a ser cultivado, sequer formam uma cerca para afastar falsas noções; formam sim um círculo de giz, no qual o estudioso se põe ao centro e acredita estar na posse de um arsenal teórico eficiente e protegido do senso comum. Dominick LaCapra mostra-nos a fragilidade dessas posições. Avesso aos milagrosos pares que supostamente dariam contraste e contorno à "realidade", acrescenta cores ao cenário preto e branco do estudo das idéias e borra as divisas – para muitos ainda óbvias – que dariam alguma nitidez aos dualismos teóricos. Sem dualidades, dicotomias, polaridades, determinismos imanentes, unidimensionalidade, univocidade espacial e temporal, insulamento objetivista do sujeito e sem legitimar o subjetivismo inconseqüente das leituras anacrônicas ou "performáticas", La Capra aborda as idéias e seus sujeitos ancorado numa visão não-canônica da história intelectual, que trata os termos numa espécie de jogo de espelhos, no qual a luz lançada sobre um "objeto", ao refletir-se, ilumina imediatamente outro.

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    Politica

    • A Inteligência no Brasil: um exemplo de enclave autoritário (nuevo) 

      Passados mais de vinte anos do fim do regime militar no Brasil, algumas prerrogativas militares insistem em permanecer, em nossa semidemocracia (Nóbrega Júnior, 2005 e 2006 e Zaverucha, 2005), inalteradas, ou superficialmente modificadas, mantendo um verniz que, a primeira vista, pode parecer como sendo democrática. Entulhos, obstruções que não são desafiadas pelos civis eleitos desde o primeiro presidente civil pós-regime de exceção. Áreas reservadas que são vistas como de direito, formal ou informal, um privilégio que não pode ser perdido por atores políticos que se mantém no poder, apesar de não ser mais governo. Uma dessas áreas reservadas é o setor de inteligência brasileiro que, apesar de vivermos em um ambiente de democracia eleitoral, permanece como um entrave de poder político nas mãos dos militares brasileiros. Este pequeno ensaio procura indicar este domínio reservado de um bem público tão importante para a garantia do Estado de Direito democrático, para a garantia da própria democracia, que é o setor de inteligência brasileiro.

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    • A solidão dos intelectuais:Â entre a moralidade e o compromisso (nuevo) 

      A relação entre os homens de saber e a política sempre foi conflituosa ao longo da história. Na sociedade moderna, a exigência de escolhas, de estabelecimento de compromissos políticos, imbricou-se com a avaliação moral de tais opções, acentuando os conflitos vividos pelos intelectuais. Essa tensão dilacerante, somada à expectativa do desempenho de sua função, conduziu-os à solidão. Na Antiguidade Clássica, entre pensadores os gregos, as posturas se diversificavam. Sócrates, com sua pedagogia pública, procurava levar aos indivíduos - cidadãos ou não - a possibilidade do conhecimento e, assim, a consciência da existência social e aspiração política; tornou-se dessa forma uma ameaça à democracia ateniense, uma "má influência aos jovens" e encontrou na morte a mesma motivação da vida: fez do magistério público seu martírio, fundou uma posição do homem de saber e deixou como herança o próprio infortúnio, a incompreensão do ato de pôr o saber a serviço da igualdade, de destroná-lo como apanágio de poucos e arma dos dominadores. Estava desvelada a periculosidade do saber em relação à política.

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    • A terceira via: alternativa ou continuísmo? (nuevo) 

      Anthony Giddens: o ideólogo da terceira via. Elementos definidores da terceira via. A terceira via à Brasileira. Algumas críticas à terceira via. A terceira via de Blair: a outra face do neoliberalismo inglês. Uma terceira via alternativa. A "terceira via" é composta de partidos políticos chamados genericamente de sociais-democratas, ligados de uma forma ou de outra à Segunda Internacional Socialista, partidos políticos de centro-esquerda que se opõem aos partidos conservadores.

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    • Elementos da teoria do Estado de Friedrich Nietzsche (nuevo) 

      Em sua teoria do Estado, Friedrich Nietzsche demonstra-se como fundamentalmente contrário à democracia moderna, destacando que esta representa a supervalorização da igualdade e, neste sentido, impede o crescimento de grandes homens que promovam o progresso da cultura e da humanidade. Através da categoria de novos filósofos, Nietzsche propõe uma forma de superar o movimento democrático de modo que a cultura será reconstruída sob uma nova roupagem que não está centrada nos valores dos escravos (povo), mas nos valores dos homens excepcionais. Conclui-se, assim, que, em Nietzsche, são os governantes que devem se proteger dos governados, e não o inverso tal qual preconizava Karl Marx.

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    • Governo e Estado (nuevo) 

      Política. Governo. Origem do estado. Evolução do estado moderno e contemporâneo. Doutrina dos direitos fundamentais. Conceito amplo e abrange todas as espécies de atividades diretivas autônomas; Entendemos por política, apenas a direção do agrupamento político, hoje denominado "Estado" ou a influência que se exerce em tal sentido. (Weber p.55). Do Grego: polis (cidade), aquele que participa das atividades da polis. (poder deliberativo e judicial). Os tipos de poder e as características do poder político: Poder político: poder do homem sobre seu semelhante; Três formas antigas: paterno, despótico e político (Aristóteles); Hobbes: "meios adequados para obter alguma vantagem"; Russel: "conjunto dos meios para alcançar os efeitos desejados"; Bobbio: poder ideológico - poder econômico - poder político.

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    • ISEB: fábrica de controvérsias (nuevo) 

      Ressurge no cenário político, ironicamente por meios dos críticos de outrora, um certo nacionalismo (e mesmo ufanismo) que se espraia pelo esporte, cultura, economia, e traz à tona conceitos como desenvolvimento, soberania, nação, povo etc. Tal cenário nos remete à revisão de um capítulo ainda controverso do pensamento social no Brasil, simbolizado principalmente por uma instituição que - amada ou odiada - foi pouco compreendida: o ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros) – baluarte do nacionalismo desenvolvimentista. O ISEB – que teve como "precursores" o Grupo de Itatiaia e o IBESP (Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política) - nasceu e morreu em circunstâncias curiosas, em momentos confusos, por meio de decretos assinados por figuras inexpressivas da política brasileira exercendo provisoriamente o poder: foi criado em 1955 por um decreto do governo interino de Café Filho e extinto 13 abril de 1964 por decreto de Ranieri Mazzili (Presidente provisório). No início, congregava em seus conselhos curador e consultivo uma enorme gama de personalidades das mais variadas tonalidades ideológicas: Anísio Teixeira, Roberto Campos, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Miguel Reale, Horácio Lafer, Pedro Calmon, Augusto Frederico Schmidt, Sérgio Milliet, Paulo Duarte, Heitor Villalobos, Fernando de Azevedo, San Tiago Dantas etc.. Tinha como diretor Roland Corbisier e como responsáveis pelos departamentos Álvaro Vieira Pinto (Filosofia), Cândido Mendes (História), Ewaldo Correia Lima (Economia), Hélio Jaguaribe (Ciência Política) e Alberto Guerreiro Ramos (Sociologia); estes, juntamente com Nelson Werneck Sodré – remanescentes do IBESP – tomaram os rumos do instituto e ficaram conhecidos como os "isebianos históricos".

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    • Uma intelligentsia nacional: Grupo de Itatiaia, IBESP e os Cadernos de Nosso Tempo (nuevo) 

      O grupo de Itatiaia teve início a partir de agosto de 1952, no Parque Nacional de Itatiaia (entre RJ e SP), em local cedido pelo Ministério da Agricultura, quando começou a reunir-se – ocasionalmente – um grupo de intelectuais, entre eles paulistas, cariocas, católicos, antigos integralistas, conservadores e outros de posições mais à esquerda. A tônica dos debates, inicialmente, era a discussão teórica por parte de estudiosos que tinham em comum certa configuração intelectual, influências de certos autores e um desejo de impulsionar um pensamento genuinamente brasileiro. Embora o grupo se consolide no Rio de Janeiro (e ali finque raízes), nos primórdios, intelectuais paulistas – sobretudo ligados ao IBF (Instituto Brasileiro de Filosofia) e à Revista Brasileira de Filosofia – participaram do começo das discussões em Itatiaia (em 1952). Os paulistas – Roland Corbisier, Ângelo Simões de Arruda, Almeida Salles, Paulo Edmur de Souza Queiroz, José Luiz de Almeida Nogueira Porto e Miguel Reale (também contavam com um professor italiano chamado Luigi Bagolini) – eram liderados por Vicente Ferreira da Silva (filósofo cujos seminários eram muito conhecidos na cidade de São Paulo) que, como outros pensadores, guardava certo distanciamento da institucionalização e do ensino filosófico ministrado na USP – de inspiração européia, francesa em essência, devido às “missões” – e eram pejorativamente chamados por João Cruz Costa (professor uspiano) de “filósofos municipais”.

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    • Weffort e o pensamento político brasileiro (nuevo) 

      Francisco Weffort. Formação do pensamento político brasileiro. Idéias e personagens. São Paulo: Ática, 2006. 360p. Em seu mais recente livro, Francisco Weffort propõe-se oferecer uma "introdução ao pensamento político brasileiro". Para tanto, esboça uma linha de formação deste pensamento por meio de alguns autores eleitos como representativos, com base na exemplaridade de idéias e na premissa de que "[...] as idéias se revelam não apenas nas palavras, mas também nas ações" (WEFFORT, 2006, p. 7). Os protagonistas desse processo de formação são, assim, não somente aqueles que exerceram "[...] a precedência e a influência na formulação de idéias relevantes para a formação do povo e do Estado", mas, também, os que exerceram "influência prática" sobre estes temas em sua época, ou seja, os "homens de ação" (WEFFORT, 2006, p. 12). Daí a presença do Padre Vieira, Verney, José de Alencar, Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Oliveira Vianna, os isebianos (mormente Hélio Jaguaribe), e também dos jesuítas, do Marquês de Pombal, José Bonifácio, Bernardo de Vasconcelos, etc. Significativas são as lembranças de Bernardo de Vasconcelos, Alencar e Oliveira Vianna, por vezes esquecidos, e, mais ainda, a de Rômulo de Almeida, personagem muito influente no pensamento e construção institucional do Brasil de meados do século XX.

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    Língua e Literatura

    • Um escritor, duas histórias: Machado de Assis e a crítica de José Veríssimo e Sílvio Romero (nuevo) 

      Três críticos, duas histórias. Sílvio Romero e o mestiço. José Veríssimo e a autonomia do gênio. Crítica e nacionalidade. As leituras críticas da obra de Machado de Assis presentes na História da literatura brasileira de Sílvio Romero e na de José Veríssimo -as primeiras a apresentarem uma visão da literatura brasileira como totalidade orgânica -indicam não somente duas diferentes formas de exercício da crítica e de avaliação da obra machadiana, mas assinalam, sobretudo, duas distintas formas de percepção da nacionalidade e aspiração a ela na sociedade brasileira do início do século XX.

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    Direito

    • Uma análise sobre os limites da hermenêutica jurídica em Hans Kelsen (nuevo) 

      O processo de aplicação do direito. Indeterminação e dinamicidade do direito. O jurista Hans Kelsen se revela como defensor do normativismo, ou seja, preconiza que a validade das normas reside no preenchimento de requisitos formais. Neste artigo é feita uma releitura dos principais pontos abordados pela teoria do direito de Kelsen; assim, analisa-se o processo de aplicação do direito em face à indeterminação que lhe é intrínseca, de modo a chegar a conclusões críticas acerca desta teoria.

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    Ciências sociais

    • A influência das idéias do Padre Louis-Joseph Lebret nas Ciências Sociais do Brasil (nuevo) 

      A biobrafia de louis-joseph lebret. A origem do solidarismo. A influência da teoria de lebret no brasil. A influência das idéias de lebret na fafi/fidene e no movimento comunitário de base de ijuí. Cabe-nos analisar, neste trabalho, as principais idéias do padre Louis-Joseph Lebret expostas na obra Economia e Humanismo, bem como tratar da influência das suas teorias nas Ciências Sociais do Brasil. Lideranças sociais e políticas, como Plínio de Arruda Sampaio, Marco Maciel, Betinho, Franco Montoro, Francisco Whitaker, Darcy Passos, entre outros, tiveram, na sua formação, a influência das idéias de Lebret, a qual permanecera durante a militância social e política até o fim de suas vidas (para os que partiram) e até nossos dias para os que ainda estão entre nós...

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    • A metodologia de redes como instrumento de compreensão do capital social (nuevo) 

      Este artigo destaca a importância do estudo das redes sociais para o desenvolvimento do capital social. A seção inicial apresenta os fundamentos de ambos os conceitos, relevando a forma pela qual a metodologia de redes contempla os dois pólos teóricos do capital social: o primeiro, que enfatiza o benefício das redes sociais para o indivíduo; e o segundo, que aborda o benefício para o grupo. Desenvolvida para permitir a geração de indicadores capazes de explicar a estrutura de rede tanto em seu conjunto como individualmente, a metodologia de redes produz conhecimento a respeito da qualidade do capital social, possibilitando a construção de estratégias para reforçá-lo. As últimas seções procuram demonstrar a maneira pela qual a Teoria da informação fornece argumentos matemáticos para a comprovação da eficiência das redes, afirmando o potencial destas enquanto instrumento de reforço ao capital social, na construção do desenvolvimento regional.

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    • O liberalismo de Locke: o cidadão com direitos naturais (nuevo) 

      John Locke nasceu na Inglaterra no ano de 1632. A Inglaterra a partir da segunda metade do século XVI transformou-se num império mercantil promissor. Nesse período a burguesia como classe social começa a ascender economicamente e buscam os direitos individuais, os direitos de cidadãos. Nasce, neste sentido o cidadão, justamente com a Inglaterra, e Locke é o seu teórico. Em 1689, Locke publicou pela 1ª vez três grandes obras: Dois Tratados sobre o Governo Civil, Ensaio Filosófico sobre o Entendimento Humano e a Carta sobre a Tolerância. O Ensaio Filosófico sobre o Entendimento Humano é a principal obra de Locke e percebe-se a sua compreensão sobre a política moderna. Essa obra foi considerada a Bíblia do Iluminismo.

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    Psicologia

    • A vinculação entre alcoolismo e a violência contra a mulher e suas vítimas (nuevo) 

      Algumas reflexões sobre violência e seus desdobramentos. Direitos Humanos: de que se trata? Quem é a pessoa humana portadora de Direitos Humanos?. Alcoolismo e violencia: qual seu nexo causal?. Meu interesse sobre o tema "Violência Contra a Mulher" começou no ano de 2006, com minha aproximação do campo de estágio ao qual me vinculei a partir do 6° semestre do Curso de Serviço Social da UFMT, - o Núcleo Psicossocial Forense/NUPS que faz parte da estrutura do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá - JECrim. Neste campo, por meio da observação, constatei que os homens envolvidos em situação de violência contra a mulher e que consumiam bebida alcoólica rotineiramente, ou que estavam embriagados no momento do ato violento eram sistematicamente encaminhados para reuniões de Alcoólicos Anônimos – AA.

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    Saúde

    • Ciúme patológico e o toc (nuevo) 

      Para o portador de Ciúme Patológico o amor é um sentimento depreciativo e doentio. Este portador é sempre questionado e o medo da perda é continuado. Este também ocorre no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), no qual há sempre a dúvida patológica com verificações repetidas, mesmo fenômeno que se observa no Ciúme Patológico. O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão bibliográfica referente ao Ciúme, especificamente o Ciúme Patológico e sua relação com o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Visando este objetivo, foi feita uma decomposição da sintomatologia do TOC e do Ciúme Patológico a fim de verificar como seus sintomas nucleares estão relacionados: se o Ciúme Patológico resulta de uma predisposição do TOC (devido ao núcleo comum de sintomas) ou se o Ciúme Patológico é realmente uma entidade nosológica independente. Assim foi constatado que sintomas apresentados no TOC têm relação com as características do Ciúme Patológico.

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    Educação

    • Atividade Mercosul da Marcha Mundial das Mulheres - uma prática social da educação popular (nuevo) 

      A reivindicação de valores baseados na solidariedade, igualdade, justiça, liberdade e paz, têm sido um dos propósitos das ações da Marcha Mundial das Mulheres. Nessa perspectiva, este artigo tem como pretensão refletir acerca da experiência educativa construída pelos movimentos sociais da Região Fronteira Noroeste do RS, por ocasião da passagem da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, sendo esta uma das ações da Marcha Mundial das Mulheres, realizada no município de Porto Xavier – RS, em março de 2005. Esta experiência foi protagonizada pelos movimentos sociais, organizando-se a partir de oficinas sobre temáticas diversas, atividades culturais e partilhas de experiências de grupos formais e não formais da economia popular e solidária e teve por objetivo principal contribuir para a igualdade de gênero em todas as esferas sociais.

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    • Lições da Aula, de Roland Barthes, Professor no Collège de France (nuevo) 

      Inaugurando, no Collège de France, a 7 de janeiro de 1977, a cadeira de semiologia literária, Roland Barthes pronunciou uma aula magna, designada Leçon, texto dado à luz em 1978, que se constituiu no ponto de partida para a "aventura semiológica", capitaneada pelo consagrado escritor. Passadas quase três décadas dessa pronunciação e tendo tomado diversos rumos a semiologia, não apenas a semiologia de cariz literário, fundada segundo o paradigma da lingüística, estruturada por Ferdinand de Saussure, convém investigar até que ponto as ponderações barthesianas ainda produzem significações e para quais horizontes elas apontam, sobretudo sob uma perspectiva semiológica, que enfoque questões de ensino, saber e poder.

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    Arte e Cultura

    • Refletindo sobre as identidades culturais, a (nuevo) 

      Com vistas nas peculiaridades que os diferentes povos buscam manter em seu lugar, percebe-se que os sistemas de comunicação globalmente interligados, as imagens e influências da mídia, a busca pela inserção no mercado mundial de estilos e a velocidade das informações contribuem para desvincular, descaracterizar e até desalojar as identidades culturais no tempo e nos lugares. Esta compressão de distâncias e das escalas temporais possibilita a exposição das culturas locais a influências externas, tornando difícil conservar as identidades culturais intactas ou impedir seu enfraquecimento em virtude do bombardeamento e infiltração de outras culturas. Frente a estas considerações, torna-se difícil conceber a existência de sociedades auto-suficientes, ou seja, fechadas ao mundo exterior. No entanto, percebe-se que algumas comunidades tendem a se retrair até o instante em que se torne impossível o afastamento das outras sociedades. Isso porque o capitalismo e a globalização contribuem para a mitigação das fronteiras culturais e a homogenização das relações sociais, fazendo com que as crenças e hábitos, ou seja, o professar de simbolismos seja descaracterizado no tempo e no espaço por algumas comunidades, ao passo que, outras, podem vir a retomar tais características, seus símbolos – sua identidade.

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