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A temática desta dissertação insere-se no interior do debate em torno da corporeidade e da aprendizagem numa relação político-pedagógica no âmbito escolar, propondo-se analisar no espaço e tempo da escola a formação integral do educando. Na tentativa de encontrar respostas aos objetivos pretendidos, buscou-se fundamentação teórica nos autores que sustentam a pesquisa. A partir daí, a investigação exigiu elaboração de instrumentos como questionários fechados, entrevistas semi-estruturadas, questões de apoio para observação, visita à escola, solicitação à direção e aos professores para a realização da pesquisa. Em consonância com a busca do referencial teórico e a busca empírica concreta e real da pesquisa, houve a interlocução com todos os professores1 que atuam direta ou indiretamente com os alunos das quintas séries do Instituto Estadual Rui Barbosa de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, Brasil. Partindo das entrevistas, buscou-se desenhar alguns traços da polêmica em torno do conhecimento e da aprendizagem para ressaltar seu sentido político. As falas e as reflexões das professoras sugerem um caminho pedagógico para a formação continuada de docência. A partir disso, pode-se afirmar que uma simples mudança de concepção epistemológica não garante, necessariamente, uma mudança de concepção pedagógica ou de prática escolar, mas sem essa mudança de concepção superando o ensino fragmentado não haverá mudança na educação, nem na teoria nem na prática da sala de aula.
(Adicionado: 6ªf Ago 21 2009 | Visitas: 0 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarPassados mais de vinte anos do fim do regime militar no Brasil, algumas prerrogativas militares insistem em permanecer, em nossa semidemocracia (Nóbrega Júnior, 2005 e 2006 e Zaverucha, 2005), inalteradas, ou superficialmente modificadas, mantendo um verniz que, a primeira vista, pode parecer como sendo democrática. Entulhos, obstruções que não são desafiadas pelos civis eleitos desde o primeiro presidente civil pós-regime de exceção. Áreas reservadas que são vistas como de direito, formal ou informal, um privilégio que não pode ser perdido por atores políticos que se mantém no poder, apesar de não ser mais governo. Uma dessas áreas reservadas é o setor de inteligência brasileiro que, apesar de vivermos em um ambiente de democracia eleitoral, permanece como um entrave de poder político nas mãos dos militares brasileiros. Este pequeno ensaio procura indicar este domínio reservado de um bem público tão importante para a garantia do Estado de Direito democrático, para a garantia da própria democracia, que é o setor de inteligência brasileiro.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 32 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA relação entre os homens de saber e a política sempre foi conflituosa ao longo da história. Na sociedade moderna, a exigência de escolhas, de estabelecimento de compromissos políticos, imbricou-se com a avaliação moral de tais opções, acentuando os conflitos vividos pelos intelectuais. Essa tensão dilacerante, somada à expectativa do desempenho de sua função, conduziu-os à solidão. Na Antiguidade Clássica, entre pensadores os gregos, as posturas se diversificavam. Sócrates, com sua pedagogia pública, procurava levar aos indivíduos - cidadãos ou não - a possibilidade do conhecimento e, assim, a consciência da existência social e aspiração política; tornou-se dessa forma uma ameaça à democracia ateniense, uma "má influência aos jovens" e encontrou na morte a mesma motivação da vida: fez do magistério público seu martírio, fundou uma posição do homem de saber e deixou como herança o próprio infortúnio, a incompreensão do ato de pôr o saber a serviço da igualdade, de destroná-lo como apanágio de poucos e arma dos dominadores. Estava desvelada a periculosidade do saber em relação à política.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 31 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAnthony Giddens: o ideólogo da terceira via. Elementos definidores da terceira via. A terceira via à Brasileira. Algumas críticas à terceira via. A terceira via de Blair: a outra face do neoliberalismo inglês. Uma terceira via alternativa. A "terceira via" é composta de partidos políticos chamados genericamente de sociais-democratas, ligados de uma forma ou de outra à Segunda Internacional Socialista, partidos políticos de centro-esquerda que se opõem aos partidos conservadores.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 38 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarEm sua teoria do Estado, Friedrich Nietzsche demonstra-se como fundamentalmente contrário à democracia moderna, destacando que esta representa a supervalorização da igualdade e, neste sentido, impede o crescimento de grandes homens que promovam o progresso da cultura e da humanidade. Através da categoria de novos filósofos, Nietzsche propõe uma forma de superar o movimento democrático de modo que a cultura será reconstruída sob uma nova roupagem que não está centrada nos valores dos escravos (povo), mas nos valores dos homens excepcionais. Conclui-se, assim, que, em Nietzsche, são os governantes que devem se proteger dos governados, e não o inverso tal qual preconizava Karl Marx.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 30 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarPolítica. Governo. Origem do estado. Evolução do estado moderno e contemporâneo. Doutrina dos direitos fundamentais. Conceito amplo e abrange todas as espécies de atividades diretivas autônomas; Entendemos por política, apenas a direção do agrupamento político, hoje denominado "Estado" ou a influência que se exerce em tal sentido. (Weber p.55). Do Grego: polis (cidade), aquele que participa das atividades da polis. (poder deliberativo e judicial). Os tipos de poder e as características do poder político: Poder político: poder do homem sobre seu semelhante; Três formas antigas: paterno, despótico e político (Aristóteles); Hobbes: "meios adequados para obter alguma vantagem"; Russel: "conjunto dos meios para alcançar os efeitos desejados"; Bobbio: poder ideológico - poder econômico - poder político.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 38 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarRessurge no cenário político, ironicamente por meios dos críticos de outrora, um certo nacionalismo (e mesmo ufanismo) que se espraia pelo esporte, cultura, economia, e traz à tona conceitos como desenvolvimento, soberania, nação, povo etc. Tal cenário nos remete à revisão de um capítulo ainda controverso do pensamento social no Brasil, simbolizado principalmente por uma instituição que - amada ou odiada - foi pouco compreendida: o ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros) – baluarte do nacionalismo desenvolvimentista. O ISEB – que teve como "precursores" o Grupo de Itatiaia e o IBESP (Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política) - nasceu e morreu em circunstâncias curiosas, em momentos confusos, por meio de decretos assinados por figuras inexpressivas da política brasileira exercendo provisoriamente o poder: foi criado em 1955 por um decreto do governo interino de Café Filho e extinto 13 abril de 1964 por decreto de Ranieri Mazzili (Presidente provisório). No início, congregava em seus conselhos curador e consultivo uma enorme gama de personalidades das mais variadas tonalidades ideológicas: Anísio Teixeira, Roberto Campos, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Miguel Reale, Horácio Lafer, Pedro Calmon, Augusto Frederico Schmidt, Sérgio Milliet, Paulo Duarte, Heitor Villalobos, Fernando de Azevedo, San Tiago Dantas etc.. Tinha como diretor Roland Corbisier e como responsáveis pelos departamentos Álvaro Vieira Pinto (Filosofia), Cândido Mendes (História), Ewaldo Correia Lima (Economia), Hélio Jaguaribe (Ciência Política) e Alberto Guerreiro Ramos (Sociologia); estes, juntamente com Nelson Werneck Sodré – remanescentes do IBESP – tomaram os rumos do instituto e ficaram conhecidos como os "isebianos históricos".
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 32 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO grupo de Itatiaia teve início a partir de agosto de 1952, no Parque Nacional de Itatiaia (entre RJ e SP), em local cedido pelo Ministério da Agricultura, quando começou a reunir-se – ocasionalmente – um grupo de intelectuais, entre eles paulistas, cariocas, católicos, antigos integralistas, conservadores e outros de posições mais à esquerda. A tônica dos debates, inicialmente, era a discussão teórica por parte de estudiosos que tinham em comum certa configuração intelectual, influências de certos autores e um desejo de impulsionar um pensamento genuinamente brasileiro. Embora o grupo se consolide no Rio de Janeiro (e ali finque raízes), nos primórdios, intelectuais paulistas – sobretudo ligados ao IBF (Instituto Brasileiro de Filosofia) e à Revista Brasileira de Filosofia – participaram do começo das discussões em Itatiaia (em 1952). Os paulistas – Roland Corbisier, Ângelo Simões de Arruda, Almeida Salles, Paulo Edmur de Souza Queiroz, José Luiz de Almeida Nogueira Porto e Miguel Reale (também contavam com um professor italiano chamado Luigi Bagolini) – eram liderados por Vicente Ferreira da Silva (filósofo cujos seminários eram muito conhecidos na cidade de São Paulo) que, como outros pensadores, guardava certo distanciamento da institucionalização e do ensino filosófico ministrado na USP – de inspiração européia, francesa em essência, devido às “missões” – e eram pejorativamente chamados por João Cruz Costa (professor uspiano) de “filósofos municipais”.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 37 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarFrancisco Weffort. Formação do pensamento político brasileiro. Idéias e personagens. São Paulo: Ática, 2006. 360p. Em seu mais recente livro, Francisco Weffort propõe-se oferecer uma "introdução ao pensamento político brasileiro". Para tanto, esboça uma linha de formação deste pensamento por meio de alguns autores eleitos como representativos, com base na exemplaridade de idéias e na premissa de que "[...] as idéias se revelam não apenas nas palavras, mas também nas ações" (WEFFORT, 2006, p. 7). Os protagonistas desse processo de formação são, assim, não somente aqueles que exerceram "[...] a precedência e a influência na formulação de idéias relevantes para a formação do povo e do Estado", mas, também, os que exerceram "influência prática" sobre estes temas em sua época, ou seja, os "homens de ação" (WEFFORT, 2006, p. 12). Daí a presença do Padre Vieira, Verney, José de Alencar, Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Oliveira Vianna, os isebianos (mormente Hélio Jaguaribe), e também dos jesuítas, do Marquês de Pombal, José Bonifácio, Bernardo de Vasconcelos, etc. Significativas são as lembranças de Bernardo de Vasconcelos, Alencar e Oliveira Vianna, por vezes esquecidos, e, mais ainda, a de Rômulo de Almeida, personagem muito influente no pensamento e construção institucional do Brasil de meados do século XX.
(Adicionado: 6ªf Maio 29 2009 | Visitas: 46 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarDemocracia consolidada, vazio conceitual. Minimalismo e Subminimalismo Democrático. A Semidemocracia: entre o autoritarismo e a democracia. Os Riscos do Subminimalismo. Há uma idéia hegemônica na academia, nos veículos midiáticos e no meio político de que a democracia no Brasil está consolidada. Discordo desta avaliação. O Brasil é uma semidemocracia. Por definição, é uma situação em que uma democracia "imperfeita" caminha rumo a uma democracia com sólidas e responsivas instituições. Seria preciso, portanto, dar tempo à mesma. Contudo, passados um pouco mais de vinte anos do fim do regime militar, a semidemocracia brasileira não caminha rumo a superação, de um modo regular, de seus traços mais marcantes.
(Adicionado: 5ªf Maio 28 2009 | Visitas: 36 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAs concepções Minimalistas e seus Críticos Contemporâneos. Busco aqui discutir as mais relevantes teorias da Ciência Política Contemporânea sobre a democracia. Algumas se associam à concepção minimalista de democracia e outras, suas rivais, buscam criticá-la apresentando questões contrárias às posições defendidas por aquela concepção. Na concepção minimalista temos, como em Adam Przeworski e Jon Elster, o desenvolvimento de análises sofisticadas em teoria política democrática, seguindo a linha iniciada por Schumpeter na análise da democracia. Fazendo um contraponto à teoria minimalista coloquei o neo-republicanismo e o multiculturalismo aprofundando e problematizando a questão da teoria democrática em bases não-procedurais. A teoria da deliberação pública, que tem em Habermas o maior destaque, aparece como um ponto exponencial na teoria sobre a democracia. O texto divide-se em duas partes. A primeira, O Minimalismo e a Teoria Democrática, divide-se em três seções. Na primeira seção, Schumpeter e o fim da Teoria Clássica, direciono a atenção para as prerrogativas da democracia procedural – que tem como conceito principal o individualismo metodológico – e o desdobramento da influência minimalista na questão da ação coletiva. Em seguida, passo a análise da influência do minimimalismo em algumas teorias sofisticadas, como a Escolha Racional e a Teoria do Accountability na teoria democrática contemporânea. Finalmente, encerro a primeira parte discutindo a Teoria Deliberativa de Democracia, uma interpretação da democracia que perpassa a simples escolha dos governantes, trazendo a influência da discussão extraparlamento, onde a teoria da esfera pública de Habermas se destaca.
(Adicionado: 5ªf Maio 28 2009 | Visitas: 41 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarA alvorada do pensamento internacionalista. Esta obra procura pensar a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Sul-americana – IIRSA –, demonstrando as especificidades do processo e buscando enquadrá-la segundo as teorias internacionalistas de integração dos Estados. Para tanto, foi empregada uma pesquisa exploratória qualitativa, com a finalidade de proporcionar ao leitor o exame do tema em questão, sob um enfoque diferenciado, gerando novas discussões e conclusões, que pautam a construção de uma nova teoria para o rol das escolas de integração no estudo contemporâneo das relações internacionais, o "neoinstitucionalismo-não-organizacional".
(Adicionado: 4ªf Maio 27 2009 | Visitas: 46 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarApresentação. Uma conjuntura em crise. Capital social, políticas públicas e desenvolvimento. Organização socioterritorial e desenvolvimento. Este artigo foi elaborado com o objetivo de subsidiar as discussões com os participantes do II Simpósio de Debates Sobre "Políticas Sociais: Estratégias e Tendências", promovido pelo Curso de Serviço Social e do Curso de Extensão "O Ensino nas Ciências Sociais" da UNIJUÍ – Campus Santa Rosa. A parte inicial do presente artigo trata da discussão sobre o capital social, origem conceitual, evolução e pertinência do tema para o debate nas Ciências Sociais, seguindo, principalmente, a teorização do cientista político Robert Putnam. Considerando a crescente deficiência das políticas sociais protagonizadas pelo Estado (nível Federal e Estadual), o capital social surge como mais um mecanismo alternativo de buscar, através da cooperação, associativismo e confiança entre as pessoas, as soluções para os problemas sociais cada vez mais crescentes em nosso meio.
(Adicionado: 3ªf Maio 26 2009 | Visitas: 46 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarAs origens da cidadania no período clássico. A cidadania liberal burguesa. A difícil contrução da cidadania no Brasil. Independência: a formação de um Estado sem nação. Uma República sem povo. Os vícios da cultura política. Década de 1930: surgem os direitos sociais. Da ditadura militar (retrocesso dos direitos) à abertura democrática e a Constituição cidadã (1964-1988). Este artigo apresenta uma leitura sobre a evolução histórica do conceito cidadania: desde as civilizações clássicas (greco-romanas), passando pelas conquistas dos direitos naturais do homem liberal burguês moderno, até a difícil construção da cidadania no Brasil. Entendida e utilizada de maneira diversa no decorrer da história, a cidadania está essencialmente ligada a conquista de direitos: para os gregos ela representava a igualdade entre os cidadãos (homens), o direito de participar da polis e exercer a democracia; para os modernos estava ligada ao direito à vida, à liberdade, à propriedade e ao sufrágio universal (direitos civis e políticos); nas sociedades desenvolvidas do século XX completa-se o ciclo das conquistas com os direitos sociais. No Brasil, a conquista dos direitos não seguiu a lógica nem o tempo cronológico das sociedades desenvolvidas: aqui, tardiamente surgem os direitos individuais e políticos (1824), por fim, os direitos sociais são conquistados (década de 30 e 60), exatamente quando os direitos civis e políticos foram negados.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 42 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) AvaliarO Governo Federal dispõe sobre a gestão de florestas públicas. As faixas de florestas classificadas como públicas serão divididas e concedidas à iniciativa privada. O princípio defendido no documento é que a concessão poderá impedir a degradação e devastação da floresta pela ocupação desordenada de atividades e, ao mesmo tempo, viabilizar a gestão sustentável das mesmas, aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida das populações locais. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é retomar duas questões teóricas. A primeira é que a única alternativa à gestão pública é a gestão privada. A segunda é analisar a visão de que a descentralização levará à melhor gestão sustentável dos recursos florestais. Para isso, foi feito um levantamento sobre a discussão privado versus público assim como de várias experiências internacionais sobre descentralização. Como resultado tem-se que conceder os recursos florestais públicos ao setor privado não é a única alternativa existente e se deixam de lado outros diferentes arranjos de exploração sustentável dos recursos florestais. Por último, pode-se apontar também que a descentralização da gestão não garante a sustentabilidade dos recursos florestais.
(Adicionado: 4ªf Maio 06 2009 | Visitas: 37 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
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