Politica

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    • O Brasil e a construção da ordem econômica internacional

      Como se desenvolveram a construção da ordem política e econômica mundial e o estabelecimento da própria sociedade internacional a partir do século 19? Teriam esses processos conservado os mesmos traços hegemônicos e as mesmas linhas de dominação política e de subordinação econômica que caracterizaram os sistemas imperiais formados no século 19? Seria a Pax Americana do século 20 a sucessora direta da Pax Britannica do século 19? Teria esta reproduzido, em escala transcontinental, nos três oceanos nos quais a Royal Navy navegou soberanamente, o mesmo tipo de monopólio do poder e de centralização econômica que a Pax Romana trouxe ao mundo antigo, ou que outros impérios — islâmico, chinês, persa — consagraram em suas respectivas esferas de dominação? Como o Brasil inseriu-se nesse mundo de relações assimétricas e de soberanias diferenciadas e qual foi seu relacionamento com uma ordem internacional dotada, reconhecidamente, de um baixo coeficiente intrínseco de democracia?.

      (Adicionado: 4ªf Out 04 2006 | Visitas: 163 | Colocação: 2.00 | Votos: 2) Avaliar
    • Consenso brasileiro sobre políticas públicas do álcool

      Esse é um resumo de uma reunião na qual vários especialistas, representando diversas organizações médicas e universitárias brasileiras, criaram um consenso sobre as principais políticas que deveriam ser implementadas pelos diferentes níveis de governo no Brasil. Há mais de 30 anos a OMS vem buscando um consenso internacional sobre as ações com maior potencial de trazer benefícios sociais. Essa busca trouxe duas conclusões importantes: 1) A pesquisa estabelece, sem margem à dúvida, que existem medidas de eficácia comprovada para reduzir os custos e os danos relacionados ao uso de álcool, visando ao bem comum; 2) É possível desenvolver estratégias que influenciam tanto a quantidade de álcool consumida por uma comunidade quanto os comportamentos de consumo e os contextos de alto risco causadores dos problemas relacionados ao consumo de álcool.

      (Adicionado: 4ªf Set 27 2006 | Visitas: 156 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (continuação - Parte V y VI)

      A globalização acentua as desigualdades dentro e entre as nações. Por isso o Brasil deve evitar uma abertura excessiva à economia mundial. Errado. O contrário é verdadeiro, mas a inserção internacional não exime a capacitação endógena. O chamado “senso comum” costuma refletir um determinado conhecimento prático da sociedade, emergindo algumas vezes da experiência passada, ou de “abalizadas pesquisas” ou opiniões de “especialistas”. No caso da globalização, parece haver um certo “consenso” de que esse processo acarreta, no longo prazo, conseqüências positivas em termos de modernização, mas que, no curto e médio prazos, ele seria responsável por tendências à divergência econômica e à concentração de ativos na economia mundial, pelo suposto aumento da pobreza global, por uma indução perversa às crises financeiras (produto da abertura comercial e aos “capitais voláteis”) e pela mais do que “inevitável” (aos olhos dos críticos mais acerbos) exacerbação das desigualdades na distribuição de renda entre países e dent.

      (Adicionado: 4ªf Set 27 2006 | Visitas: 151 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (continuação - Parte III y IV)

      Devemos reforçar os laços com os grandes países em desenvolvimento (China, Índia, Rússia) e com os da América do Sul, onde podemos dispor de vantagens comparativas. Talvez, mas vejamos os custos e benefícios desse tipo de política de "aliança com os pobres". O problema dos países médios, ou “emergentes”, é que eles dispõem de um estatuto incerto no sistema mundial. Não constituem, obviamente, grandes potências, dotados de meios militares ou econômicos suscetíveis de influenciarem decisivamente a agenda internacional, mas tampouco são países irrelevantes ou desprovidos de meios para fazer pender, por vezes, a balança das relações internacionais em determinadas direções. O Brasil certamente se insere, com vários outros países, nessa categoria pouco precisa dos “países médios”, cuja classificação pode ser dada a partir de vários atributos físicos e econômicos. Vejamos, em primeiro lugar, características próprias a esses países, passemos em seguida às recomendações de política externa tais como formuladas no ca.

      (Adicionado: 4ªf Set 27 2006 | Visitas: 140 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (Parte I y II)

      Comecemos por um desses testes de “concorda/não concorda”, do tipo dos que por vezes se encontram nessas revistas de informação geral quando querem entreter os leitores com a última novidade em matéria de avaliações de comportamento no campo da psicologia analítica. A única diferença do “meu” teste é a de que ele comporta questões objetivas do “mundo como ele é”, e não de comportamento individual, e está formulado em intenção daqueles que pretendem lidar com as questões de relações internacionais e de inserção externa do Brasil, podendo portanto servir tanto a diplomatas e candidatos à carreira, como aos estudantes dos cursos de direito, economia, administração, relações internacionais, ou ainda às donas-de-casa bem informadas, enfim, aos curiosos em geral.

      (Adicionado: 4ªf Set 27 2006 | Visitas: 148 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Do Projeto de Poder a um Projeto de Governo

      Mistério insondável parece ser o da “Atlântida” dos projetos de governo do maior partido do Ocidente, atualmente ocupando o governo no maior país da América do Sul. Em algum momento de um passado indefinido, ainda não identificado exatamente pelos guardiães dos registros históricos e das coordenadas geográficas, esse imenso e vibrante continente, rico em idéias mágicas, regurgitando de vontade política e submergido num mar cartorial de projetos nacionais, parece ter-se perdido nas brumas de um cataclismo obscuro e incomensurável. Os vagalhões provocados pelo que deve ter sido uma ruptura fundamental das placas geológicas do projeto de governo permaneceram aparentemente indetectáveis nos sismógrafos dos observadores políticos e com isso a Atlântida do projeto nacional desapareceu da vista dos cartógrafos.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 163 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O PT e as relações econômicas internacionais do Brasil. Análise do programa econômico “Um outro Bra

      Os argumentos e comentários desenvolvidos no presente trabalho expressam, única e exclusivamente, as opiniões pessoais do autor, não tendo qualquer relação com posições ou políticas de qualquer instituição pública, às quais o autor possa estar vinculado por motivo de sua condição profissional. O autor esclarece, igualmente, que não se encontra filiado, nem nunca esteve, a qualquer agremiação partidária, brasileira ou estrangeira, e que suas reflexões críticas refletem mais sua formação acadêmica, enquanto sociólogo, do que “incorporação de idéias” adquiridas no desempenho de obrigações profissionais enquanto servidor público especializado na diplomacia.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 161 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Queremos um Outro Brasil?: nós também, mas sustentável... Algumas considerações sobre propostas econ

      As demandas efetuadas, atualmente e no passado recente, por grupos de parlamentares e de militantes do PT, bem como por representantes de outros movimentos sociais e políticos, em favor de mudanças na atual política econômica do governo Lula, apresentam sérias dificuldades para sua implementação prática, isto é, sem risco e a um menor custo do que a manutenção das linhas em vigor. Da mesma forma, as propostas do PMDB, emitidas em março de 2004, não apresentam a consistência necessária com o atual momento da conjuntura econômica e política.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 166 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Resoluções de Ano Novo - Uma nova “caixa de surpresas” para o ano que se inicia

      No mês de janeiro do ano da graça de 2005, publiquei o ensaio “Sete previsões imprevidentes”, apresentado como uma “caixa de surpresas” para o novo ano, cujas apostas provocadoras e visivelmente exageradas eram, resumidamente, as seguintes: 1. O governo decreta sua conversão ao capitalismo; 2. O Estado decide retirar-se parcialmente de cena; 3. Radical inversão das políticas sociais; 4. Concentração de recursos na educação fundamental; 5. Acaba a era Vargas: abolida a Justiça do Trabalho; 6. Decretado o fim da reforma agrária e; 7. Maior abertura e inserção econômica internacional.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 160 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Rumo a um novo apartheid? Sobre a ideologia afro-brasileira

      Um espectro parece rondar, atualmente, a sociedade brasileira: o do apartheid. Refiro-me à possibilidade de surgimento, disseminação e consolidação de uma nova forma, não menos insidiosa do que a tradicional (já suficientemente conhecida e combatida), de apartheid. Trata-se de um apartheid social – não necessariamente racial –, baseado numa nova separação cultural e ideológica, e portanto mental, dos brasileiros. Eles passariam a ser divididos em duas categorias fundamentais: a dos afrodescendentes, de um lado, a de todos os demais brasileiros, de outro.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 165 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Três vivas ao processo de globalização: crescimento, pobreza e desigualdade em escala mundial (I)

      No começo era a luz, depois fez-se o caos. Tal poderia ser a descrição da criação, em etapas, de um trabalho meu, redigido ao início de 2002, para tratar dos impactos da globalização no mundo contemporâneo. Ao concebê-lo originalmente, eu tinha como princípio organizador, até como dedução das tendências econômicas em curso, que o processo de globalização era eminentemente positivo para os indivíduos e os países, nos mais diversos quadrantes do globo. Depois, ao ler a literatura disponível sobre o assunto, fui “convencido”, por alguns estudos aparentemente sérios, de que esse processo poderia efetivamente acarretar alguns desequilíbrios sociais e econômicos, principalmente sob a forma de concentração da renda e de aumento das desigualdades, dentro e entre os países. Com base nesse quadro, compus o ensaio, que integrou uma compilação de trabalhos recentemente publicados. Continuando a aprofundar os estudos em torno do tema, como sempre faço, descobri que pelo menos duas afirmações minhas incluídas no ensaio era.

      (Adicionado: 6ªf Set 22 2006 | Visitas: 161 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Preparado para o poder?: pense duas vezes antes de agir . As conseqüências econômicas da vitória, pa

      Nunca é demais lembrar uma frase sábia de um desses – mil perdões, mas o nome me escapa agora – técnicos de futebol, mais experientes do que diplomados, que não cansava de repetir a seus pupilos: “treino é treino, jogo é jogo”. Pois bem, isso se aplica, mutatis mutandis, à presente conjuntura de transição política, na qual uma velha maioria começa a ser substituída por uma nova, colocando a representação eleita da população em compasso mais afirmado com sua verdadeira maioria sociológica. O exercício do poder, seja no Executivo, seja na Legislatura ou mesmo nas muitas instâncias estaduais e locais que passaram pelo terremoto da mudança paradigmática, exige uma série de qualidades administrativas que vão além da retórica eleitoral e muito além, isso também parece claro, das simulações mais ou menos impressionistas que são feitas nos programas de campanha e mesmo nas diretrizes programáticas para “uma nova realidade”. Como deve ser evidente a qualquer pessoa medianamente instruída, não basta proclamar que “um outro mundo é possível”, que “uma outra América idem” ou que “as mudanças estão ao alcance da mão”, para que esse mesmo mundo, como num passe de mágica, bata à porta no dia seguinte ao da posse. O papel aceita tudo, microfones idem, mas a realidade, esta é um pouquinho mais teimosa e renitente em se dobrar à nova vontade de poder das maiorias recém assumidas.

      (Adicionado: 5ªf Set 21 2006 | Visitas: 169 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Sete Previsões Imprevidentes minha “caixa de surpresas” para o novo ano

      Todo final ou todo começo de ano é a mesma coisa: certos especialistas em prever o futuro fazem, pelos jornais e programas de rádio e TV, suas previsões sobre os fatos, processos, eventos, catástrofes (muitas), bondades (algumas) e outros cataclismos e fatalidades que devem ou podem ocorrer nos próximos doze meses. Dentre os especialistas convidados pelos meios de comunicação para antecipar o futuro que nos espera no ano que começa, há um pouco de todas as categorias: economistas, astrólogos, cientistas políticos, futurólogos, sociólogos, adivinhos, psicólogos, videntes, antropólogos, cartomantes, prospectólogos, pitonisas modernas, programadores de cenários, donas de bolas de cristal, estatísticos, jogadoras de búzios, meteorologistas, pais-de-santo, enfim, toda a gama de profissionais e de amadores que se dedicam de forma regular ou ocasional às artes científicas ou às práticas cabalísticas, segundo o gosto da clientela.

      (Adicionado: 5ªf Set 21 2006 | Visitas: 172 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • As novas teses de abril: sugestões para o próximo encontro nacional de um grande partido

      Não, não se trata de um conjunto de tarefas revolucionárias destinadas a enfrentar uma situação de guerra, de crise ou de transição entre regimes políticos opostos, como propunha, em abril de 1917, a um punhado de militantes minoritários – mas que tinham a pretensão de ser majoritários – um líder recém chegado do exílio. Ninguém no Brasil – salvo um pequeno bando de sonhadores neobolcheviques – está pensando em derrubar o capitalismo, nacionalizar os bancos, estatizar as propriedades fundiárias, dissolver o exército, expropriar a burguesia, abolir o regime parlamentar ou fundar uma nova Internacional.

      (Adicionado: 2ªf Set 18 2006 | Visitas: 149 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O Plebiscito Impossível. Treze más razões para opor-se à Alca e uma boa para dizer não

      Circula na Internet um documento anônimo, mas cuja autoria fica evidente pelo seu conteúdo, intitulado “Plebiscito: Treze razões para dizer não à Alca”, que pretende oferecer argumentos para que o cidadão brasileiro recuse, num hipotético plebiscito nacional, um possível acordo hemisférico envolvendo 34 países das Américas, a Alca. Sua autoria é obviamente de opositores da Alca, cujo objetivo seria o de obter uma estrondosa rejeição, por parte do eleitorado brasileiro, desse ainda incerto acordo, mas a versão que recebi, transcrita in fine, não comporta assinatura dos responsáveis por sua redação ou responsabilidade intelectual por sua divulgação.

      (Adicionado: 2ªf Set 18 2006 | Visitas: 142 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
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