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    • A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável - A temática deste ensaio aborda um dos mais complexos problemas da agenda econômica contemporânea (ou da própria política prática), a saber, a questão das relações causais ou, em sentido amplo, a das interações entre, de um lado, o processo de integração crescente dos sistemas produtivos nacionais, dos fluxos financeiros e dos intercâmbios globais de bens e serviços, sob a égide do sistema multilateral de comércio, e, de outro, o crescimento sustentável de uma determinada economia nacional, com modernização de suas estruturas sociais e políticas.
      (Adicionado: Mie Oct 11 2006 | Visitas: 108 | Colocação: 8.50 | Votos: 2) Avaliar
    • Marx: a reduçao da politica - Política, para Marx, é uma daquelas coisas que devemos fazer para ficarmos livres de fazê-las. O Estado, nesta perspectiva, é somente um braço da classe dominante, e a única ação política realmente legítima é aquela que conduz à eliminação da política e do Estado. Duas críticas interligadas são normalmente dirigidas a esta concepção. A primeira é que Marx "reduz" o conceito de Estado a um simples reflexo do econômico. A segunda é que a ação política tem uma especificidade que não somente é diferente de outros tipos de atividade, mas é de fato o que é mais caracteristicamente humano em toda a atividade do homem. A intenção deste texto é avaliar estas críticas à luz de uma interpretação específica de Marx - o Marx jovem e filósofo. Esta discussão terá, se bem conduzida, implicações em relação ao status epistemológico da análise de Marx do Estado e da política, e terminará com uma breve referência às relações entre a filosofia de Marx e o existencialismo.
      (Adicionado: Mie Oct 11 2006 | Visitas: 102 | Colocação: 7.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Uma frase (in)feliz?: o que é bom para os EUA, é bom para o Brasil? - Ao ser confrontado com uma pergunta marota, no National Press Club, em sua primeira visita a Washington como presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva utilizouse de forma inteligente de uma antiga frase infeliz para revertê-la em seu favor. Perguntado por que razão o PT havia estabelecido uma parceria com o Partido Comunista da China, Lula saiu-se da seguinte maneira, tendo sido muito aplaudido, durante e após sua resposta: “Eu não conhecia a China muito bem, até que o governo americano fez da China seu parceiro comercial preferencial. E eu pensei comigo mesmo: ‘se é bom para os americanos, deve ser bom para os brasileiros.’ Nós vamos trabalhar muito estreitamente com a China, porque ela é um parceiro importante para os nossos objetivos comerciais.” (Transcrição parcial da seção de perguntas e respostas ocorrida no National Press Club, Washington, em 10 de dezembro de 2002.).
      (Adicionado: Lun Oct 09 2006 | Visitas: 103 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • As Condições Políticas para a ação governamental - A Nova República encontrou o Brasil profundamente transformado, depois de 20 anos de regime militar. Era um país muito mais urbanizado, industrializado e populoso do que nos anos 60. Ao mesmo tempo, as condições sociais pareciam ter piorado: aumentou a desigualdade da renda, a criminalidade urbana parece fora de controle, os problemas de saúde pública são críticos. Ao final do Governo Sarney, a crise social não diminuiu, e a crise econômica parece fora de controle. Quantos destes problemas se devem ao regime político que imperou nas últimas décadas? Quantos ao governo Sarney? Quantas ocorreriam independentemente de um ou outro?.
      (Adicionado: Vie Oct 06 2006 | Visitas: 113 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • A abertura política e a dignificação do função pública - A reativação da vida político-partidária no Brasil nos últimos anos tem afetado o exercício da função pública em pelo menos duas formas essenciais. Primeiro, através de um ataque generalizado aos chamados "tecnocratas", ou seja, aos funcionários públicos que tratam de fazer valer seus critérios próprios ou técnicos de decisão sobre os mais variados temas, da política social à política econômica, sem submetê-los às injunções político-partidárias do momento. Segundo, pela utilização bastante ampla do emprego público como "moeda" política, ou seja, como um recurso utilizado não para o cumprimento de uma função pública qualquer, mas como um bem - um emprego - que se dá em troca de um apoio político específico, ou de um certo número de votos.
      (Adicionado: Mie Oct 04 2006 | Visitas: 111 | Colocação: 9.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Alienação Política - Alienação Política - incapacidade de um povo em se orientar politicamente conforme seus próprios interesses. Crença na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro. E, em sua forma mais grave - recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria. Compreender o significado destes fenômenos, ver neles o sentido que possam ter, tal é a grande tarefa de quem se preocupa com o problema politico do Brasil de hoje.
      (Adicionado: Mie Oct 04 2006 | Visitas: 109 | Colocação: 1.50 | Votos: 2) Avaliar
    • Atualidade do liberalismo politico e do corporativismo - Nada mais parecido com um momento de crise do que um outro. Eis como a política brasileira ao final da década de 20 foi descrita, em uma crítica à política liberal que seria retomada com ímpeto em 1937, na implantação do Estado Novo: ""Regionalismos desenfreados comprometiam a todo o momento a integridade nacional; a máquina político-administrativa estava nas mãos de chefetes eleitorais e a serviço de inconfessáveis manobras partidárias de que se excluía o interesse geral; sob os efeitos de um liberalismo de aparência, explorado por numerosa clientela de agitadores oportunistas e de oligarcas experimentados na manipulação das fraudes, a democracia se tornara um mito e a opinião nacional, já cansada dos desmandos do poder e também desiludida dos que antes a conduziam para inoperantes campanhas demagógicas, traduzia seu desgosto pela forma neutra, porém desesperada, de uma indiferença desdenhosa. Os maiores problemas econômicos e sociais serviam apenas de ornamentos decorativos para a composição de plataformas. As fontes de riqueza viviam abandonadas. O trabalho, sem proteção ou estímulo de qualquer natureza, apelava para o recurso explosivo e desorganizador das greves como único processo de exigir satisfação aos seus anseios oprimidos.
      (Adicionado: Mie Oct 04 2006 | Visitas: 107 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Avaliando a transição: Balanço da vitória, no momento da subida ao poder (da série: Conseqüências ec - Em texto elaborado no dia 20 de outubro de 2002, intitulado “Como vencer a transição” e inscrito na série “conseqüências econômicas da vitória” (transcrito in fine deste trabalho, para fins de verificação), eu apresentava uma espécie de “decálogo” para o período que se estenderia desde a vitória, no dia 27 seguinte (do que já estava seguro, muito tempo antes), até a posse, em 1º de janeiro de 2003. Em dez pontos sintéticos, eu apresentava então alguns desafios de caráter imediato e outros de ordem mais estratégica, pois que vinculados à maneira de governar e de se relacionar com os aliados.
      (Adicionado: Mie Oct 04 2006 | Visitas: 99 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O Brasil e a construção da ordem econômica internacional - Como se desenvolveram a construção da ordem política e econômica mundial e o estabelecimento da própria sociedade internacional a partir do século 19? Teriam esses processos conservado os mesmos traços hegemônicos e as mesmas linhas de dominação política e de subordinação econômica que caracterizaram os sistemas imperiais formados no século 19? Seria a Pax Americana do século 20 a sucessora direta da Pax Britannica do século 19? Teria esta reproduzido, em escala transcontinental, nos três oceanos nos quais a Royal Navy navegou soberanamente, o mesmo tipo de monopólio do poder e de centralização econômica que a Pax Romana trouxe ao mundo antigo, ou que outros impérios — islâmico, chinês, persa — consagraram em suas respectivas esferas de dominação? Como o Brasil inseriu-se nesse mundo de relações assimétricas e de soberanias diferenciadas e qual foi seu relacionamento com uma ordem internacional dotada, reconhecidamente, de um baixo coeficiente intrínseco de democracia?.
      (Adicionado: Mie Oct 04 2006 | Visitas: 104 | Colocação: 3.00 | Votos: 1) Avaliar
    • Consenso brasileiro sobre políticas públicas do álcool - Esse é um resumo de uma reunião na qual vários especialistas, representando diversas organizações médicas e universitárias brasileiras, criaram um consenso sobre as principais políticas que deveriam ser implementadas pelos diferentes níveis de governo no Brasil. Há mais de 30 anos a OMS vem buscando um consenso internacional sobre as ações com maior potencial de trazer benefícios sociais. Essa busca trouxe duas conclusões importantes: 1) A pesquisa estabelece, sem margem à dúvida, que existem medidas de eficácia comprovada para reduzir os custos e os danos relacionados ao uso de álcool, visando ao bem comum; 2) É possível desenvolver estratégias que influenciam tanto a quantidade de álcool consumida por uma comunidade quanto os comportamentos de consumo e os contextos de alto risco causadores dos problemas relacionados ao consumo de álcool.
      (Adicionado: Mie Sep 27 2006 | Visitas: 99 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (continuação - Parte V y VI) - A globalização acentua as desigualdades dentro e entre as nações. Por isso o Brasil deve evitar uma abertura excessiva à economia mundial. Errado. O contrário é verdadeiro, mas a inserção internacional não exime a capacitação endógena. O chamado “senso comum” costuma refletir um determinado conhecimento prático da sociedade, emergindo algumas vezes da experiência passada, ou de “abalizadas pesquisas” ou opiniões de “especialistas”. No caso da globalização, parece haver um certo “consenso” de que esse processo acarreta, no longo prazo, conseqüências positivas em termos de modernização, mas que, no curto e médio prazos, ele seria responsável por tendências à divergência econômica e à concentração de ativos na economia mundial, pelo suposto aumento da pobreza global, por uma indução perversa às crises financeiras (produto da abertura comercial e aos “capitais voláteis”) e pela mais do que “inevitável” (aos olhos dos críticos mais acerbos) exacerbação das desigualdades na distribuição de renda entre países e dent.
      (Adicionado: Mie Sep 27 2006 | Visitas: 91 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (continuação - Parte III y IV) - Devemos reforçar os laços com os grandes países em desenvolvimento (China, Índia, Rússia) e com os da América do Sul, onde podemos dispor de vantagens comparativas. Talvez, mas vejamos os custos e benefícios desse tipo de política de "aliança com os pobres". O problema dos países médios, ou “emergentes”, é que eles dispõem de um estatuto incerto no sistema mundial. Não constituem, obviamente, grandes potências, dotados de meios militares ou econômicos suscetíveis de influenciarem decisivamente a agenda internacional, mas tampouco são países irrelevantes ou desprovidos de meios para fazer pender, por vezes, a balança das relações internacionais em determinadas direções. O Brasil certamente se insere, com vários outros países, nessa categoria pouco precisa dos “países médios”, cuja classificação pode ser dada a partir de vários atributos físicos e econômicos. Vejamos, em primeiro lugar, características próprias a esses países, passemos em seguida às recomendações de política externa tais como formuladas no ca.
      (Adicionado: Mie Sep 27 2006 | Visitas: 90 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Contra a corrente: treze idéias fora do lugar (Parte I y II) - Comecemos por um desses testes de “concorda/não concorda”, do tipo dos que por vezes se encontram nessas revistas de informação geral quando querem entreter os leitores com a última novidade em matéria de avaliações de comportamento no campo da psicologia analítica. A única diferença do “meu” teste é a de que ele comporta questões objetivas do “mundo como ele é”, e não de comportamento individual, e está formulado em intenção daqueles que pretendem lidar com as questões de relações internacionais e de inserção externa do Brasil, podendo portanto servir tanto a diplomatas e candidatos à carreira, como aos estudantes dos cursos de direito, economia, administração, relações internacionais, ou ainda às donas-de-casa bem informadas, enfim, aos curiosos em geral.
      (Adicionado: Mie Sep 27 2006 | Visitas: 90 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Do Projeto de Poder a um Projeto de Governo - Mistério insondável parece ser o da “Atlântida” dos projetos de governo do maior partido do Ocidente, atualmente ocupando o governo no maior país da América do Sul. Em algum momento de um passado indefinido, ainda não identificado exatamente pelos guardiães dos registros históricos e das coordenadas geográficas, esse imenso e vibrante continente, rico em idéias mágicas, regurgitando de vontade política e submergido num mar cartorial de projetos nacionais, parece ter-se perdido nas brumas de um cataclismo obscuro e incomensurável. Os vagalhões provocados pelo que deve ter sido uma ruptura fundamental das placas geológicas do projeto de governo permaneceram aparentemente indetectáveis nos sismógrafos dos observadores políticos e com isso a Atlântida do projeto nacional desapareceu da vista dos cartógrafos.
      (Adicionado: Vie Sep 22 2006 | Visitas: 95 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • O PT e as relações econômicas internacionais do Brasil. Análise do programa econômico “Um outro Bra - Os argumentos e comentários desenvolvidos no presente trabalho expressam, única e exclusivamente, as opiniões pessoais do autor, não tendo qualquer relação com posições ou políticas de qualquer instituição pública, às quais o autor possa estar vinculado por motivo de sua condição profissional. O autor esclarece, igualmente, que não se encontra filiado, nem nunca esteve, a qualquer agremiação partidária, brasileira ou estrangeira, e que suas reflexões críticas refletem mais sua formação acadêmica, enquanto sociólogo, do que “incorporação de idéias” adquiridas no desempenho de obrigações profissionais enquanto servidor público especializado na diplomacia.
      (Adicionado: Vie Sep 22 2006 | Visitas: 91 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar

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