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    • Avanços recentes no tratamento do tabagismo

      O presente artigo tem como objetivo fazer uma revisão dos principais métodos de tratamento do tabagismo, passando pelo uso dos adesivos, chicletes, inaladores e sprays nasais de nicotina, até a utilização de antidepressivos como a bupropiona e a nortriptilina. Descreveremos a possibilidade do uso conjunto ou isolado de cada um destes medicamentos, ressaltando que a terapia cognitivo-comportamental de suporte costuma aumentar as taxas de abstinência.

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    • Cirurgias conservadoras do baço para tratamento da doença de Gaucher

      As complicações da esplenomegalia na doença de Gaucher, com repercussões de hiperesplenismo e compressões mecânicas, têm sido tratadas por meio de esplenectomia parcial. Contudo, verificou-se que o remanescente esplênico suprido pelos vasos hilares volta a crescer, com conseqüente recorrência da esplenomegalia e de todo o quadro clínico que a acompanha. Uma experiência superior a dezoito anos no tratamento da hipertensão porta, trauma esplênico, esplenomegalia mielóide, hipodesenvolvimento somático e sexual esplenomegálico, linfomas e cistoadenoma de cauda pancreática por meio de esplenectomia subtotal, preservando o pólo superior do baço irrigado apenas pelos vasos esplenogástricos, mostrou que o remanescente esplênico não aumenta as suas dimensões. Com base em evidências de que o pólo superior esplênico é suficiente para manter todas as funções do baço, realizamos em cinco pacientes com doença de Gaucher esplenectomia subtotal, mantendo o pólo superior do baço e sua vascularização esplenogástrica. O remanescente esplênico não modificou as suas dimensões durante o acompanhamento pós-operatório superior a doze anos e os parâmetros hematológicos normalizaram. Uma outra paciente, que possuía vasos esplenogástricos insuficientes para nutrir o pólo superior do baço, foi submetida a esplenectomia total, com implantes autógenos de tecido esplênico no omento maior. Os auto-implantes sobreviveram e foram funcionantes. Todos os seis pacientes tiveram evolução pós-operatória sem anormalidades relacionadas ao procedimento de conservação esplênica. Concluindo, em presença de esplenomegalia gigante, acompanhada de quadro clínico e hematológico grave, a cirurgia do baço conservadora, com destaque para a esplenectomia subtotal ou a esplenectomia total seguida de auto-implantes de tecido esplênico.

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    • Cirurgias conservadoras do baço para tratamento da esplenomegalia por mielofibrose

      A mielofibrose idiopática é uma doença mieloproliferativa crônica, que pode evoluir com hepatoesplenomegalia, também denominada metaplasia, e acometer vários órgãos. Ocasionalmente, o baço alcança proporções gigantescas e precisa ser retirado. Entretanto, esse procedimento é seguido de elevada morbidade e mortalidade. As esplenectomias parciais, que preservam o pedículo esplênico, foram propostas para reduzir complicações pós-operatórias. Após melhora transitória do quadro clínico, surge a recorrência da esplenomegalia e da sintomatologia. A presente comunicação relata duas alternativas para tratamento de esplenomegalia: a esplenectomia subtotal, com preservação do pólo esplênico superior suprido apenas pelos vasos esplenogástricos, e a esplenectomia total, com auto-implantes de tecido esplênico. Realizamos a esplenectomia subtotal em cinco pacientes. O acompanhamento por até dez anos e a melhora clínica dos doentes sugerem que essa operação deva ser considerada para o tratamento de baços gigantes devido à esplenomegalia decorrente de mielofibrose. Um outro paciente foi submetido a esplenectomia total e auto-implante esplênico no omento maior. No seguimento de três anos deste último paciente, não foram registradas complicações relacionadas ao remanescente esplênico. Entretanto, o paciente necessitou de controle hematológico intensivo por causa da gravidade de sua doença de base. Concluindo, se for indicada operação para complementar a terapêutica hematológica da esplenomegalia, deve-se realizar um procedimento conservador do baço. A esplenectomia subtotal ou a esplenectomia total com auto-implantes de tecido esplênico são duas boas escolhas em tais situações.

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    • Como ajudar seu paciente a parar de fumar

      Atualmente estima-se que 50% da população americana nunca fumou enquanto 25% são fumantes a 25% são ex-fumantes. 0 custo social do fumo é altíssimo; 3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao cigarro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a tendência atual permanecer a mesma, no ano 2020 morrerão no mundo dez milhões de pessoas por ano. 0 fumo corresponde a 20% das mortes nos EUA a representa hoje a primeira causa de mortalidade que poderia ser prevenida, correspondendo a 450 mil mortes por ano. A dieta é a segunda causa com 14% das mortes e o abuso de álcool a terceira com 5%. No Brasil temos muito poucos danos registrando o custo social dessa dependência, mas aproximadamente 35% dos homens são fumantes.

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    • Como criar um hospital livre de cigarros

      A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o fumo cause cerca de 3 milhões de mortes por ano no mundo todo1. Se a tendência atual for mantida, no ano 2020 cerca de 10 milhões de pessoas morrerão por causa do cigarro. Esse aumento de mortalidade ocorrerá principalmente nos países em desenvolvimento, em que a prevalência de tabagismo ainda está em ascensão. Estudo prospectivo realizado por mais de 40 anos com 35.000 médicos ingleses, recentemente publicado1, mostrou que metade dos fumantes morre de causas diretamente relacionadas ao cigarro. Fumantes que morreram entre os 35 e os 69 anos perderam, em média, 22 anos de vida. Mesmo os que sobreviveram, além dos 69 anos, perderam cerca de oito anos de vida por causa do cigarro.

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    • Como é a Qualidade de Vida dos Dependentes de Álcool ?

      Qualidade de Vida tem sido um tema de interesse na área da saúde, porém ainda pouco explorado entre dependentes químicos, incluindo alcoolistas. Levando em conta os tópicos que a definem, como, por exemplo, saúde física, emocional e social, vemos com grande importância a avaliação que os dependentes de álcool têm de suas vidas, uma vez que tal relação com a substância pode acarretar comorbidades físicas e/ou psiquiátricas. O objetivo deste trabalho é discutir a Qualidade de Vida dos dependentes de álcool por meio da escala Short Form Health Survey (SF-36) em dependentes de álcool que estavam em tratamento no ambulatório de gastroenterologia de Hospital Geral, (49% N=88) e de pacientes do ambulatório especializado no tratamento em Dependência Química (51% N=93), ambos pertencentes a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), perfazendo 181 pacientes do sexo masculino.

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    • Consenso sobre a Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) e o seu tratamento

      Pessoas que bebem de forma excessiva, quando diminuem o consumo ou se abstêm completamente, podem apresentar um conjunto de sintomas e sinais, denominados Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA). Alguns sintomas, como tremores, são típicos da SAA. Entretanto, muitos outros sintomas e sinais físicos e psicológicos considerados como parte da SAA são insidiosos, pouco específicos, o que torna o seu reconhecimento e a sua avaliação processos complexos, muito mais do que possa ser pensado num primeiro momento.

      (Adicionado: 3ªf Ago 22 2006 | Visitas: 93 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Consenso sobre o tratamento da dependência de nicotina

      Têm sido atribuídas à dependência de nicotina 20% das mortes nos EUA. Estudos têm mostrado que 30% a 50% das pessoas que começam a fumar escalam para um uso problemático. Nos últimos 20 anos, a educação e a persuasão não foram suficientes para promover uma mudança política, cultural e social relacionada ao comportamento de fumar. As intervenções para interromper o uso de tabaco ainda não estão integradas às rotinas dos serviços de saúde no mundo. A falta de estratégias de integração, de tempo disponível para acoplar ações assistenciais mais específicas e mesmo a percepção dos profissionais de saúde de que os tratamentos para a dependência de nicotina são pouco efetivos são algumas das barreiras apontadas.

      (Adicionado: 3ªf Ago 22 2006 | Visitas: 96 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Abuso e dependência da maconha

      Método de coleta de evidências. Grau de recomendação e força de evidência científica. Objetivo. Conflito de interesse. Complicações agudas. Sintomas psiquiátricos. Complicações crônicas. Funcionamento cognitivo. Dependência.

      (Adicionado: 4ªf Ago 16 2006 | Visitas: 98 | Colocação: 0.00 | Votos: 0) Avaliar
    • Análise da curva de progresso temporal da vassoura-de-bruxa do cupuaçuzeiro

      A evolução de lançamentos e de flores de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) com sintomas de vassoura-de-bruxa e a produção de basidiocarpos do patógeno (Crinipellis perniciosa) foram monitoradas em plantas enxertada e não-enxertadas de um campo experimental no município de Belém, PA. Modelos epidemiológicos (logístico, Gompertz, e as somas logístico + logístico e Gompertz + Gompertz) foram ajustados a curvas de progresso da doença bianuais (1993 e 1994 para incidência da doença em lançamentos e basidiocarpos produzidos nesses lançamentos) e anuais (1994), para incidência da doença em flores e basidiocarpos produzidos nessas flores. A soma de duas equações logísticas apresentou bom ajuste aos dados bianuais e o modelo logístico, aos dados anuais. O início da manifestação dos sintomas esteve, geralmente, associado ao período seco enquanto que a produção de basidiocarpos coincidiu com o período chuvoso. A maior emissão de vassouras-de-bruxa ocorreu de julho a outubro e a maior frutificação, entre maio e julho.

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    • Analise dos pacientes portadores de sindrome de abstinencia alcoolica

      Submetidos a desintoxicaçao ambulatorial por enfermeiras. A intenção deste estudo é avaliar a prevalencia dos principais sinais e sintomas dos pacientes abstinentes submetidos a desintoxicação alcóolica ambulatorial realizada por enfermeiras. Foi estudada a prevalencia dos sinais a sintomas em 114 pacientes, de ambos os sexos, oriundos em sua maioria do Pronto Socorro de Psiquiatria dessa instituição, portadores de Sindrome de Abstinencia Alcoolica (SAA), após cessarem a ingestao alcóolica, estando os mesmos em varias fases de evolução. Foram avaliados através da história clinica, exames fisico a escala CIWAA (Clinical Institute Withdrawal Assesment for Alcohol), ressaltando os dados principals a quantificados. A seguir, os pacientes foram submetidos ao Programa de Desintoxicação Alcóolica Ambulatorial realizado por enfermeiras da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Alcool a Drogas). A desintoxicação ocorre em torno de 7 dias, o Programa consiste de orientações relativas a SAA, cuidados gerais, medicação especifica quando necessaria, prescrita pelo psiquiatra. Grande pane dos pacientes atendidos apresentou abstinencia de grau leve no primeiro dia de desintoxicação e os sintomas mais frequentes foram: agitação, ansiedade, nausea, tremor a sudorese nas maos. A aderencia ao tratamento foi de 73%, ao final de 7 dias. Reavaliados no 72 apresentavam ainda sudorese nas maos. A criação do programa de desintoxicação alcoolica ambulatorial realizada por enfermeiras, alem de promover a abertura de novas perspectivas no campo de atuação da enfermeira, propoe um metodo alternativo a inovador no tratamento da sindrome de abstinencia, solidifica a necessidade de re- definição do papel da enfermeira enquanto classe no contexto da estrutura de atendimento aos pacientes em nivel de ambulatdrio.

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    • Aspectos imunológicos da esquistossomose mansoni hepatoesplênica após cirurgia terapêutica

      A forma hepatoesplênica da esquistossomose mansoni pode apresentar complicações, como o sangramento de varizes esofágicas e gástricas, que requerem tratamento cirúrgico. Apesar de a esplenectomia ser freqüentemente necessária, esses pacientes raramente desenvolvem os fenômenos sépticos, que são mais freqüentemente encontrados em pessoas asplênicas do que na população em geral. Essa particularidade dos esquistossomóticos pode ser relacionada a alguma característica particular do sistema imune nessa afecção. Com o objetivo de investigar os aspectos imunológicos de pacientes com esquistossomose, foram estudados os linfócitos T e B além das imunoglobulinas M, A, e G (IgM, IgA, e IgG) em pacientes esquistossomóticos submetidos ou não a procedimentos cirúrgicos para tratamento de complicações da hipertensão porta. Esses pacientes foram comparados com voluntários normais sem afecção sistêmica aparente. Os pacientes operados por derivação esplenorrenal distal com a preservação do baço apresentaram aumento dos linfócitos T em comparação com o grupo-controle, de pessoas normais. Os níveis de IgG e IgM foram mais elevados nos pacientes submetidos a esplenectomia total do que no grupo-controle. Esses resultados sugerem que a esquistossomose mansoni crônica pode influenciar o sistema imune, garantindo que, mesmo na ausência do baço, os pacientes estejam protegidos de fenômenos infecciosos graves.

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    • Associação entre alergia prévia, infertilidade e abortamento

      Verificar a existência de associação entre alergia e abortamentos ou infertilidade. O estudo retrospectivo do tipo caso-controle foi conduzido por meio de entrevistas com 250 mulheres. Dentre 40 e 60 anos, distribuídas em dois grupos: Grupo 1 (n = 162): mulheres com relato de alergia e Grupo 2 (n = 148): mulheres sem passado alérgico. As entrevistadas foram aleatoriamente abordadas pelos autores nos ambulatórios de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da UFMG. Todas foram identificadas de acordo com a idade e a cor da pele. Avaliou-se a incidência de abortamentos e a infertilidade. Foram excluídas pacientes quando houve dúvida em relação às respostas. Os resultados foram comparados por meio do teste Qui-quadrado. As diferenças foram consideradas significativas para valores correspondentes a p < 0,05.

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    • Atividade fagocitária do sistema mononuclear fagocitário na gravidez

      As alterações imunitárias que ocorrem durante a gravidez são ainda pouco compreendidas. Para determinar a influência da gravidez na atividade fagocitária do sistema mononuclear fagocitário (SMF) foram utilizadas vinte ratas adultas. Os animais foram divididos em dois grupos (n-10): Grupo 1 – controle, Grupo 2 – ratas prenhas. A função do sistema mononuclear fagocitário foi determinada pela captação de enxofre coloidal marcado com 99mTc pelos órgãos do SMF, além de avaliar a permanência do radiofármaco em coágulo sangüíneo. O peso e a radiação de cada amostra foram medidas. Realizou-se também análise histológica desses órgãos. Os resultados foram comparados pelo teste t de Student. Em todos os animais, a captação do radiofármaco foi maior no fígado, seguido pelo baço e pulmão. O coágulo sangüíneo apresentou uma quantidade mínima de radiação. As ratas grávidas registraram menor captação do colóide no fígado e maior captação no pulmão em relação ao grupo controle. Não foram evidenciadas alterações na histoarquitetura desses órgãos. Em rata grávida, a atividade fagocitária do SMF diminuiu no fígado, porém aumentou no pulmão.

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