O presente trabalho traz reflexões sobre o Manifesto Versatilista. Um texto no qual o desenvolvimento de uma habilidade artística é visto como algo possível e não uniforme, em que a prática é regida por uma constante redescoberta em que se aprende, apreende e manipula. Aceitando que cada um apresenta um nível de compreensão e um ritmo de processamento criativo diferentes, — que resultam de peculiaridades individuais, diante das escolhas tomadas ao longo da existência —, fica implícito que a educação estética pode ser trabalhada desde a mais tenra idade, ocasionando resultados a longo prazo. Logo, o Manifesto incita o artista a produzir suas obras sempre no limite de suas condições técnicas e intelectuais, regidas pelo nível de consciência.
No Versatilismo a Arte é deslocada do âmbito do comércio. Nesse prisma, o artista se vê livre daquilo que o assedia: marchands, gravadoras, agentes, empresários, meios de comunicação de massa entre outros, não havendo nenhum tipo de reprovação de quem vive de sua arte, mas sim uma luta declarada contra a escravização do artista.
Cibele da Silva Luko
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