As torres usurpadas: introdução sociológica sobre o turismo nas praias de Torres/RS

 

Neste artigo aborda se o processo sócio-histórico da introdução e consolidação do turismo enquanto atividade econômica e sua correlação com a população local de Torres. Analisaremos como o processo de turistificação do território afetou as relações sociais existentes. Nossa abordagem é concordante com a afirmação de Boyer (2003, p.96), em que “a história do turismo é inteligível somente no longo prazo e em uma perspectiva sociocultural”. Para compreendermos porque as belas praias de Torres despertaram o interesse dos viajantes e turistas, analisaremos o contexto histórico da atividade turística no início do século XX e sua perpetuação e expansão econômica durante as décadas seguintes com a invasão do turismo estrangeiro. Esta análise aborda o turismo enquanto um fenômeno social e sua influência no contexto econômico local.

PALAVRAS – CHAVE: Turismo; processo sócio-histórico; contexto econômico; população local.

Este artigo está focado no estudo de caso sobre a sociologia do turismo nas praias de Torres/RS, localizada no litoral norte do Rio Grande do Sul. Neste estudo introdutório, a pesquisa partiu da seguinte problemática: Qual foi o impacto social ocasionado pelo desenvolvimento do turismo em Torres/RS? Seguindo esta proposta foram elencados alguns objetivos, dentre eles: compreender as relações impostas à comunidade local pela prática do turismo de veraneio e analisar de uma perspectiva histórica e sociológica o turismo e suas conseqüências na cidade de Torres/RS. A pesquisa justifica-se pelo fato de que as praias de Torres, na divisa geográfica com o estado de Santa Catarina, são conhecidas internacionalmente pelas suas belezas naturais que atraem milhares de turistas todos os anos, principalmente nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. As condições geográficas da região formam falésias basálticas na planície costeira, que historicamente era conhecida como “torres” ou “sítio da torres” pelos viajantes no período colonial. Estes contrafortes naturais batizaram o nome do lugar de Torres, que ao longo do arenoso litoral da porção sul do Brasil, aquebrantava a monotonia da paisagem e servia de referência para quem passava. O turismo inicia na última década do século XIX e começo do século XX, os visitantes tinham como objetivo a medicina de cura chamada balneoterapia.Esta terapia consistia em banhos de mar regulares e em horários específicos para a cura de vários males. A descoberta do balneário marítimo com valores medicinais inaugura o turismo na Vila de Torres. “O banho de mar constituía um prazer masoquista; a imersão brutal no mar fresco provocaria um saudável sufoco”.

 



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Leonardo Gedeon Gedeon
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