Homeopatia para plantas

 

 

O físico alemão Walter Kaufmann (1871- 1947) chegou um pouco antes aos mesmos resultados do físico Inglês, Joseph John Thonson (1856 - 1940) e até mais precisos, sobre os raios catódicos. Mas não afirmou ter descoberto partículas menores do que o átomo. Foi influenciado pelo físico e filósofo austríaco Ernest Mach (1838 - 1916), que defendia ser "anticientífico" propor a existência de algo que não podia ser observado. Tropeçou na filosofia e perdeu a chance de ser o descobridor do elétron.

Esta é uma das muitas histórias que envolveram a descoberta do elétron, partícula de carga negativa responsável pelos fenômenos elétricos e que habita o interior do átomo. A descoberta do elétron foi resultado de quase cem anos de parafernália experimental, muito papel e raciocínio de vários cientistas e ilustra bem o pensamento cientifico de uma época, sem relacionamentos experimentais e as contemporaneidades. Em geral, e até mais escancaradamente que o pensamento de Mach, os cientistas ainda hoje continuam a agir da mesma forma em muitos campos da ciência. Ora propõem o realismo descarteano, ora negam as evidências experimentais como fez Kaufmann com seus dados. Este ponto de vista realístico e preconceituoso tem sido a bandeira da ciência formal ao julgar os resultados experimentais da homeopatia. É bem verdade que esta ciência e seus resultados necessitam de formalização teórica conceitual de medidas físicas precisas, de experimentos até então não elaborados e observadores perspicazes. Mas é igualmente verdade que os resultados observados na homeopatia ao longo destes 200 anos, desde Hahnemann com suas diluições, falam por si só e exigem dos pesquisadores maior seriedade.

A homeopatia, modalidade terapêutica praticada há mais de duzentos anos, teve como fundador o alemão Sammuel Hahnemann. Está baseada na lei de similitude. Na homeopatia, substâncias submetidas a diluições seriadas, normalmente centesimais, e a sucussões (abalar) ritmadas (processo chamado dinamização) conservariam o poder curativo contra doenças de sintomas semelhantes aos que seriam produzidos pela mesma substância. Tal técnica, descrita na literatura homeopática como Dinamização, também recebe o nome de ultradiluição, diluição ultra-molecular ou UHD. Esta técnica é ilustrada na figura abaixo, na qual representamos a solução pela coloração escura, onde a tonalidade representa a concentração da tintura mãe que decresce da esquerda para a direita. Caso haja substâncias indesejadas estas são eliminadas durante o processo de diluição, aqui representada pelas estrelas pretas. Já as partículas responsáveis pelos princípios ativos da solução se mantém em menor número, no entanto com sua "potência" aumentada, isto é representado aqui pelo tamanho das mesmas, sendo que este aumento de potência é adquirido pelas dinamizações em cada etapa.

O interesse da física ao abordar o fenômeno homeopático se resume em responder a duas perguntas: 1) Existe a tal memória da água? Se existe qual o seu mecanismo físico responsável por ela?, 2) São as teorias físicas atuais suficientes para explicar o fenômeno homeopático?

 

Mecânica Quântica

Desta forma a física, ciência que lida, por excelência, com a matéria e a energia, se propõe a fazer a formalização teórica conceitual da qual carece a ciência homeopática, mas para isto é necessário o questionamento dos princípios sobre os quais estão alicerçadas as teorias atuais. Assim o escopo da física não explica, grosso modo por meio da teoria da mecânica quântica, e da mecânica estatística. A mecânica quântica se propõe a tratar dos fenômenos ligados principalmente a estrutura da matéria ordinária via conceitos de átomos, elétrons, moléculas e outras partículas elementares. A mecânica estatística se concentra em explicar os fenômenos de equilíbrio químico, térmico e outros.

Estes conceitos apresentam muitos problemas quando aplicados aos sistemas homeopáticos, como no caso o principio da incerteza da mecânica quântica. Este princípio foi postulado em 1927 pelo físico alemão Wagner Heisenberg. Segundo este principio, em uma experiência não é possível determinar exatamente o valor de duas variáveis de uma partícula, um elétron, por exemplo, simultaneamente com precisão absoluta. Existe uma incerteza mínima no processo de medida que é dada por, segundo Heisenberg, se a medida é efetuada em um intervalo finito. Existe uma incerteza na determinação da energia dada por este princípio causou profundo impacto na física da época.

Sabemos que o principio da incerteza, serve como proteção na a mecânica quântica à medida em que estabelece limites mínimos para se conhecer com precisão uma medida física e este limite está vinculado à constante de Planck h cujo valor J.s. Esta constante tem valor muito pequeno como se nota, no entanto o valor é muito maior que a ordem das diluições homeopáticas. Isso permite levantar sérias duvidas quanto à aplicabilidade da mecânica quântica ao calcular a energia dos estados no sistema homeopático. Assim, por este e outros motivos somos levados a concluir que o sistema homeopático não pode ser abordado pela mecânica quântica, tendo o principio da incerteza como postulado uno, isto é, tal como o é interpretado atualmente.

 

Teoria Estatística

Outra maneira de se abordar os sistemas homeopáticos é pela mecânica estatística, mais especificamente pela teoria de flutuações e sua conexão com a teoria da informação de Shannom. A teoria da informação diz que a informação transmitida por uma fonte é dada por

que nos mostra, em principio sua vinculação com os conceitos de probabilidade, incerteza, e entropia. Pela teoria quanto maior a incerteza, maior é a informação que o sinal transmite, de forma que o princípio da incerteza de Heisenberg aqui deve ser abandonado, pois este estabelece um limite mínimo que esta vinculado à constante de Planck enquanto na teoria de informação, que trata com maior rigor a dependência do sinal com sua probabilidade de ocorrência não há este limite.

A teoria de flutuações que é uma vertente dos sistemas de termodinâmica de não equilíbrio e que diz que quanto menor for o número de graus de liberdade do sistema maior será as flutuações em seus parâmetros, físicos, energia, temperatura, densidade etc... de forma que nos pretendo somente na variação relativa da energia de um sistema, temos onde N e o numero de partículas do sistema. Estas equações fornecem valores muitas pequenos, no geral desprezíveis para a matéria ordinária, mas valores muito grandes quando se trata dos sistemas homeopáticos. Observe que N aparece no denominador. Veja o exemplo numérico (Ex. 1) adiante.

As flutuações nos parâmetros do sistema homeopático também podem ser notadas além da energia que varia proporcionalmente com número com o inverso da raiz quadrada do número de partículas. O desvio relativo do número de partículas será dado por que tende a zero com , se o N é suficientemente grande. No entanto, nos sistemas homeopáticos, onde N tende a zero, temos grandes variações no numero de partículas. As flutuações das densidades, desta forma, tornam-se exageradamente grandes nas vizinhanças de algum ponto crítico à medida que N decresce.

Em um sistema macroscópico, comum, somente, pequenas, flutuações são notadamente prováveis. Mas flutuações em larga escala são possíveis no sistema com poucos graus de liberdade, devido ao fato que a aplicação das leis da termodinâmica é totalmente incorreta.

Exemplo 1: Flutuações da energia

A teoria de flutuações, prediz que ocorrem oscilações da energia do sistema e que seus valores relativos são dados pela equação, para onde observamos sua dependência com a temperatura do sistema e também com o número de partículas presente. Esta equação prevê pequenos valores da energia relativa no caso de sistemas macroscópicos onde o número de partículas é grande. Mas prevê valores consideráveis, como o mostrado acima nos sistemas homeopáticos ´pois o número de partículas é muito pequeno.

 

Teoria Eletromagnética

Uma terceira interpretação física dos resultados da homeopatia pode ser feita pela teoria eletromagnética clássica, segundo a qual a polarizabilidade molecular pode ser expressa em termos da constante dielétrica, por que é a equação de Clausius- Massotti. Ao observarmos esta equação vemos que N, o número de moléculas, aparece no determinador. Na matéria ordinária, onde pequenos volumes contém enorme número de moléculas, o valor da polarizabilidade molecular se torna pequeno, como observado experimentalmente. No entanto se N é pequeno, como nos sistemas homeopáticos onde o valor desta constante se torna consideravelmente alto, o que leva a surpreendentes resultados, e uma possível fonte de explicação da memória da água, das trocas de energia e da manutenção dos princípios ativos dos sistemas homeopáticos.

 

Bibliografia

1 - BRESLOW R. and KARPLUS M., Thermodynamics of small systems, Parte II, rontiers in Chemistry, pag. 01- 207, March ( 1964 )

2 - CAPEK M.; El impacto filosófico de la física contemporánea; Editorial Tecnos; Abril ( 1973 )

3 - FEYNMAN R. e LEIGHTON B. R., Mecânica Quântica, Física Vol. III, Primeira Edicão, Addiso-Wesley Iberoamericana, Brasil, 1987.

4 - JACKSON D. John, Eletrodinâmica clássica, Segunda Edição, Gunabara, Rio de Janeiro (1983)

5 - KAUZMANN W., Termodinâmica y estatística aplicada a los gases, Propriedades térmicas de la matéria, vol. II, Editora reverte, Pag. 01- 295. ( 1971 ).

6 - SALINA R. A. S., Introdução A física Estatística, Editora Edusp, Segunda Edição, ( 1999 ).

 

Como colocar a homeopatia nas plantas

Edição 2004

CURIOSIDADES HOMEOPÁTICAS

O processo da homeopatização nas plantas, depende do tipo de cultivo.

As plantas podem ser classificadas em domésticas, de quintal, de pomar, de sítio, de granja ou de fazenda.

A forma de colocação dependerá se se trata de uma cultura pequena, cultura média ou grande.

Depende-se do método de irrigação, se por aspersão, por gravidade, ou se a planta vai ficar dentro dágua (arroz irrigado, etc.). Para cada método há uma adaptação visando-se aplicar e aspergir a homeopatia.Plantas de um pomar: Usar o garrafão homeopático gotejando de meio em meio minuto ou de minuto em minuto, em cada planta ou em cada árvore.

Fazer um plano: Cada vez que encher o garrafão de homeopatia, colocá-la conforme o plano (As homeopatias genéricas das plantas).

Colocar a homeopatia no regador de hortas caseiras, uma por dia, em cada planta.

 

HOMEOPATIA PARA AGRICULTORES

Os agricultores que usam bomba costal devem colocar a homeopatia na bomba (conforme o plano das 6 principais homeopatias genéricas para as plantas). Cada vez que forem homeopatizar um canteiro, um talhão, devem aspergir uma homeopatia com o auxílio da bomba costal.

Os agricultores que usam a bombona acoplada no trator para aspergir agrotóxicos, podem colocar na bombona a homeopatia, conforme as tabelas anexas (Como preparar as homeopatias em grandes quantidades) e irem aspergindo um medicamento homeopático, por vez, em cada talhão, ou cada canteiro.

Os agricultores, que usam agricultura irrigada por gravidade devem colocar um garrafão homeopático, em pontos topográficos estratégicos, de forma que a homeopatia sendo gotejada sobre um filete de água corrente, este se tornará homeopatizado, e ao chegar nos pés, nas raízes de cada planta, estará homeopatizando cada planta.

Os agricultores, que usam agricultura irrigada por gravidade devem colocar um garrafão homeopático, em pontos topográficos estratégicos, de forma que a homeopatia sendo gotejada sobre um filete de água corrente, ao chegar nas raízes de cada planta, ela estará sendo homeopatizada.

Os agricultores que plantam arroz irrigado devem colocar o garrafão homeopático gotejando em um pequeno afluente que abastece uma barragem onde logo após será canalizado para o arrozal e deixará tudo inundado com a água homeopatizada.

Os agricultores que usam o processo de sucção de água, com motores bombas, devem colocar o garrafão gotejando, alguns metros a montante, acima do ponto da captação da água. Quando ela estiver sendo aspergida nas plantas ela estará homeopatizando a plantação.

Recomenda-se sempre, a cada vez que for colocado um garrafão de homeopatia no mesmo ponto, ir mudando a homeopatia, conforme o

"plano, as seis homeopatias genéricas para as plantas."

Para casos específicos deve-se estudar outras homeopatias, que logo serão teorizadas pelos homeopatas brasileiros.

 

VANTAGEM DAS PLANTAS HOMEOPATIZADAS

O agricultor se livrará de se contaminar com agrotóxicos.

O agricultor fará uma economia imensa deixando de gastar com a aquisição de agrotóxicos e terá uma despesa praticamente nula, com as homeopatias que serão preparadas pelo próprio agricultor, à medida que ele for sendo treinado para esta tarefa.

O agricultor irá produzir plantas, frutos, sementes, sem agrotóxicos.

O consumidor terá um produto sem agrotóxicos.

A planta passará a produzir maior quantidade, maior qualidade e melhor sabor, pois não mais conterá resíduos de agrotóxicos, que acabam sendo repassados para os humanos que se alimentam de agrotóxicos.

A planta verdejará viçosa, sem fungos, vírus, bactérias e vermes.

A planta passará a produzir em maior quantidade e qualidade, melhor sabor, pois não mais conterá resíduos de agrotóxicos, que acabam sendo repassados para os humanos que se alimentam de agrotóxicos. Outra melhora na qualidade, é que a planta gerará frutos, sementes, folhas, que durarão muito mais tempo antes de apodrecer. Isto, trará uma vantagem muito grande para o agricultor e o comerciante, que passará a ter menos perdas e, finalmente, para o consumidor que terá um produto sem agrotóxicos e homeopatizado.

José Alberto Moreno, GEÓGRAFO HOMEOPATA, NÃO MÉDICO.

O autor aspergindo homeopatia com a bombona na fazenda de café Mundo Novo em Oliveira-MG.

HAOMEOPATIA PARA AS PLANTAS, Edição 2004

HOMEOPATIA PARA AS PLANTAS

A homeopatia possui dois modelos principais, um o modelo hipocrático-hahnemanniano e outro modelo hipocrático-galenizado. O primeiro modelo HH, trata do todo, vê a planta como um todo, já o modelo HG, observa na planta as suas doenças e procura tratar apenas as doenças, ao invés de tratar do todo da planta. O modelo HH, que funciona muito melhor para os humanos e animais pode ser aplicado e compreendido com muita facilidade por qualquer pessoa, dotada de bom senso e capacidade de observação das plantas e dos fenômenos da natureza.

 

A PRIMEIRA HOMEOPATIA DO MODELO HH É A HOMEOPATIA DO SOLO.

Como preparar a homeopatia do solo? Na propriedade agrícola verificar as várias topografias e tipos de solo. Escolher uns 4 ou 5 cinco pontos. Fazer uma cova com uma cavadeira, de uns 40 a 50 centímetros de profundidade. Depois do buraco pronto, tirar pequena quantidade, ao lado do buraco, de modo que se tenha um pouco do solo de umas seis camadas deste buraco. Juntar esta quantidade de solo e misturar bastante. Fazer o mesmo nos outros 4 ou cinco pontos. Depois de cada amostra bem misturada, tirar uma pequena quantidade igual de cada amostra e misturá-la. Após colocar em um vidro com álcool. Sacudir uma ou duas vezes por dia, durante 15 dias. Estará pronta a TINTURA-MÃE do solo. Segunda etapa. Preparar a homeopatia. Colocar 1cm3 da tintura mãe numa garrafa. Colocar 9 cm3 de água. Sucussionar, agitar várias vezes. Teremos 10 cm3 da primeira diluição. Após, agregar mais 90 cm3 de água. Agitar, sucussionar. Teremos 100 cm3 da segunda diluição.

Após, colocar 900 cm3 de água, sucussionar. Teremos 1000 cm3 ou 1 litro de homeopatia na terceira diluição. Para conservar a homeopatia, teremos de agregar 1 litro de álcool. Sucussionando, chegaremos a quarta diluição, e 2 litros de homeopatia do solo na quarta diluição. Breve teremos estoques de homeopatias do solo e os agricultores poderão trocar este produto divino como seus vizinhos ou mesmo de comunidades distantes. Ao invés de estocar agrotóxicos na sua propriedade, está na hora de começar a estocar a homeopatia do solo.

 

SEGUNDA HOMEOPATIA MAIS GENERICA PARA AS PLANTAS.

Todas as plantas cultivadas, em princípio, foram pelos humanos, tiradas do seu solo natal, seu torrão natal, saíram de seu clima, de seu habitat. Elas a cada dia, relembram como era bom o verde vale da minha terra natal, onde eu tinha o meu clima, o meu solo, o meu habitat natural. Agora, os humanos me levaram para outro continente, com outros ventos, mais calor, ou mais frio, mais geadas, mais chuva, menos chuva, topografia menos protegida ou mais protegida, solo diferente, do original, do seu ambiente natural. Como eu sinto falta das minhas plantas companheiras, aqui estamos fora da nossa terra, do nosso torrão natal e, além disso, somos todos da mesma espécie. Antes, podíamos, conversar com companheiras de outras espécies, de outros gêneros, agora estamos isoladas, neste novo mundo. Logo, depois da homeopatia do solo, a segunda homeopatia, que toda planta precisa, é NATRUM MURIATICUM CH 4 ou CH 5, para a planta se desligar do trauma de ter mudado de solo, de clima e de habitat. Ele assim passará a amar mais o seu novo continente, seu novo país, seu novo estado ou mesmo ou seu novo município.

 

TERCEIRA HOMEOPATIA QUE TODAS PLANTAS NECESSITAM

Os humanos, os animais e as plantas têm a psora, que é a sarna reprimida. A sarna reprimida nas plantas gera vírus, bactérias, fungus e vermes, que vivem e parasitam as plantas. SULPHUR CH4, é a homeopatia genérica para todas as plantas no nosso planta, como é obrigatória para todos os humanos e animais.

 

QUARTA HOMEOPATIA QUE TODAS PLANTAS NECESSITAM

Traumas energéticos, choques energéticos que sofrem os humanos e animais são iguais para as plantas. A planta está com sua raiz arraigada no solo. Vem o humano, cava um buraco, e arranca planta, uma parte das raízes se arrebentam. Ai, a dor, das plantas. Os humanos colocam as sementes nos saquinhos pretos, a planta ainda que insatisfeitas se habituam com o lugar que elas nasceram, com o horário de serem regadas, mas quando crescem um pouquinho, vem um outro senhor, sizudo e adquire aquela muda. A planta é levada numa carroça, num carro, num caminhão. Vai ela sacolejando, virando, caindo, secando, sendo apertada, asfixiada. Finalmente, chega, na casa do novo proprietário. Novos traumas porque é colocada em solo diferente, clima diferente, novo habitat. ARNICA CH 4 é a homeopatia para os traumas físicos. E a planta logo ficará terá novos brotos, novas folhas com ARNICA CH 4.

 

QUINTA HOMEOPATIA.

Quando a pessoa recebe agressões, há um adoecimento muito profundo. Uma das maiores agressões que uma planta pode sofrer é ela ser cruzada com outras variedades ou espécies que não gostaria de cruzar, mas por imposição de experimentadores, cria-se uma variedade nova, mas gera-se uma insatisfação, uma raiva interna na planta. Para este trauma, a homeopatia é STAPHISAGRIA CH4.

 

SEXTA HOMEOPATIA

CALCARIA CARBONICA é uma homeopatia, que também pode ser dada para todas as plantas. Ela é genérica para os humanos, animais e plantas de todas as espécies. Calcaria Carbônica vai facilitar a planta absorver os minerais do solo, que serão incorporados a planta. Dará suporte a parte lenhosa do troncos, dos galhos e mesmo das nervuras das folhas.

 

TEORIA DO MODELO

O agricultor, que desejar seguir o HH hipocrático-hahnemannino, poderá a cada semana, ou a cada nova aplicação ir mudando a homeopatia, na seqüência relacionada acima, ou noutra seqüência que a sua intuição, sua experiência aconselhar. Outras homeopatias serão também muito úteis para as plantas em geral, que brevemente serão teorizadas pelos homeopatas das plantas.

 

ORIGEM DOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS

Os medicamentos homeopáticos podem ter sua origem nos três reinos da natureza: vegetal, animal e mineral, sendo usadas tanto substâncias que possuem ação tóxica, como substâncias consideradas inertes (BAROLLO, 1996). A maioria dos medicamentos se originam do Reino Vegetal, podendo ser utilizado o vegetal inteiro ou partes deste vegetal (flor, raiz, semente), já no reino animal, utiliza-se o animal inteiro, vivo ou dessecado, suas partes ou produtos desse animal, enquanto que no reino mineral utiliza-se elementos naturais (metais e metalóides), seus sais orgânicos e inorgânicos, substâncias químicas e sintéticas (LUZ, 1996).

PREPARAÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO

O medicamento homeopático é preparado segundo farmacotécnica própria. Hahnemann estabeleceu as regras iniciais de preparação e hoje em dia o preparo desses medicamentos obedece a regras rígidas de elaboração, contidas na Farmacopéia Homeopática Brasileira e em Farmacopéias homeopáticas estrangeiras (LUZ,1996;COUTINHO, 1993).

Fundamentalmente, a preparação do medicamento homeopático consiste em um processo de diluição, que consiste na redução do número de moléculas de uma substância num determinado volume de diluente seguido de dinamização (sucussão), pois a maioria das substâncias potencialmente úteis são altamente tóxicas. Hahnemann utilizava a própria droga em seus pacientes, porém diante dos insucessos, este que possuía espírito investigador, passou através da experimentação científica, a aplicar medicamentos em doses bem diluídas (LUZ, 1996; SCHEMBRI,1992).

Por este processo de dinamização, obtêm-se diversas potências do medicamento, sendo que dinamizar, portanto, em homeopatia, significa fornecer energia ao medicamento para sua ação biológica. O medicamento homeopático é então, uma substância que foi diluída e dinamizada (LUZ,1996).

Logo que o medicamento tenha sido preparado numa forma solúvel, é feita a sucussão, sendo que uma gota deste medicamento preparado é diluído numa certa quantidade de solvente, e a solução resultante é submetida ao processo de sucussão. A seguir, uma gosta desa solução é diluída, agindo-se do mesmo modo, sendo que este processo poderá continuar indefinidamente.(VITHOULKAS, 1981).

Na preparação do medicamento homeopático na escala centesimal ou hahnemanniana utiliza-se vários frascos, cada um contendo 99 partes do veículo

(água e álcool) e coloca-se uma parte do insumo ativo (matéria-prima básica ou derivada). Constituindo o ponto de partida para as demais dinamizações, fazendo 100 sucussões (agitações) e obtendo, portanto, 1CH e assim por diante (LUZ,1996).

A HOMEOPATIA NA AGRICULTURA

A homeopatia tendo sido utilizada com sucesso em seres humanos há 200 anos, ou seja, há dados acumulados de dois séculos sobre os efeitos da homeopatia em humanos. Nos animais, há décadas que foram iniciadas as pesquisas sobre a utilização da homeopatia. A partir, deste conhecimento, desta experiência em humanos e animais, surgiu a questão:" Se a tecnologia homeopática é eficiente em humanos, assim como em animais, porque não o seria em plantas:" Foi com esta indagação que diversas pessoas, em diversas partes do mundo (principalmente na Europa e Índia) começaram a pesquisar sobre o assunto há algum tempo (CASTRO e CASALI, 2000).

A utilização da homeopatia na agricultura significa qualidade ambiental e maior segurança aos trabalhadores rurais e aos consumidores, porque uma das características da homeopatia é a utilização de concentrações infinitesimais de matéria (KENT, 1996; TEIXEIRA, 1998; citado por CASTRO et al., 2000).

Os agrotóxicos e os adubos químicos, apresentam alta composição química e baixa energia, sendo que, aplicados em um organismo, este irá receber influências desta baixa energia, tendo sua energia interna desequilibrada, o que poderá gerar manifestações de sintomas. As substâncias homeopáticas são altamente energéticas, e contribui no processo de cura, sendo os seres homeopatizados menos vulneráveis a doenças (ANDRADE, 2000).

Vários foram os trabalhos observados na área da homeopatia para a aplicação na agricultura, sendo que, ao utilizar como modelo para a pesquisa uma planta,várias serão as vantagens: facilidade e rapidez de execução, devido ao tempo de crescimento rápido e ausência de problemas bioéticos na pesquisa (TEIXEIRA, 2001).

A homeopatia, é uma ferramenta para a agricultura, sendo uma grande aliada, por exemplo no combate de pragas, sendo assim, garante alimentos mais saudáveis, com menos resíduos químicos, agregando maior valor a produção (BARBERATO, 2002).

Observando os trabalhos realizados na área, verifica-se que os resultados são bastante satisfatórios, sendo que vários temas já foram abordados, como: germinação e desenvolvimento dos cotilédones de sementes, germinação do pólen de grama e crescimento do tubo polínico in vitro (TEIXEIRA, 2001), além de inúmeros trabalhos onde se visa a desintoxicação de plantas por metais e outros.

ASPECTOS GERAIS DA CULTURA DO RABANETE

O rabanete é uma antiga planta cultivada datando sua cultura de há mais de 3000 anos. A sua origem porém é duvidosa, sendo que Lineu considerou-o proveniente da China, enquanto outros, com De Candolle, cita como originário do Oeste Asiático e Sul da Europa. Porém o que parece estar estabelecido como certo é ter sido cultivado no antigo Egito, e servido de alimento o que constituíram a pirâmide de Queóps, pois se encontraram referências sobre o rabanete, nas inscrições do próprio monumento, segundo escreveu Heródoto. Foi também uma espécie muito considerada na Grécia antiga. Sendo também cultivado no Japão e na China; através da Grécia e de Roma, difundiu-se no resto da Europa. Atualmente, é cultivado em pequena ou grande escala sob a forma de numerosos cultivares (GARDÉ, 1981).

Planta herbácea anual ou bienal, com a raiz em forma de bulbo esférico afuselado e um caule ramificado, apresentando folhas liriformes, alternas, glabras ou pilosas. As flores com pétalas amarelas, violáceas ou alvas. Estão agrupadas em inflorescência alongadas na extremidade dos caules. Fruto carnoso, indeiscente, geralmente moniliforme, contendo sementes castanhas (BARROSO, 1978).

Pertence a família Cruciferae Juss. (Brassicaceae), tem cerca de 350 gêneros e mais de 4000 espécies cosmopolitas. São oringinárias, principalmente do hemisfério norte temperado. Várias espécies aparecem no Brasil, como espontâneas ou cultivadas. É uma família de plantas naturais e homogêneas, bem adaptadas a diferentes ambientes. O rabanete é uma hortaliça de valor econômico e ciclo rápido. É uma planta de zona temperada e dá-se bem em todo nosso país.

O rabanete apresenta a seguinte classificação taxonômica (BARROSO, 1978):

- Divisão: Magnoliophita ( Angiospermae )

- Classe: Magnolitae ( Dicotiledonia )

- Subclasse: Dillenidae

- Ordem: Capparales

- Família: Cruciferae

- Gênero: Raphanus

- Espécie: Raphanus sativus.

Segundo a medicina popular, o rabanete, tanto sua raiz quanto folha, é antiescorbútico, alcalinizante, oxidante, mineralizante, calmante, diurético, tônico para os músculos e dissolvente dos cálculos biliares.

Além de ser um bom medicamento para os que sofrem de reumatismo, gota, artritismo, bronquite, catarros, resfriados, inflamações internas, erupções cutâneas e febres (BALBACH, 1970).

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimentos foi realizado no Jardim Didático e Experimental da Universidade Paranaense – Campus Cianorte, no período de 01/10/2003 a 03/11/2003.

OBTENÇÃO DAS SOLUÇÕES HOMEOPÁTICAS

As soluções matrizes dos medicamentos Argentum nitricum na dinamização centesimal foram obtidas no Laboratório de Fisiologia Vegetal e Homeopatia do Departamento de Biologia.

Foram preparadas 15 dinamizações (1 a 15 CH ), de Argentum nitricum com o auxílio de dinamizador braço mecânico (Modelo Denise 50 ).

APLICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

A primeira etapa do experimento foi realizada no Laboratório de Microbiologia da Universidade Paranaense de Cianorte, sendo que, nas placas de petri contendo 10 sementes de rabanete foram aplicadas as diferentes dinamizações (1 a 15 CH ) da solução homeopática Argentum nitricum. No controle foi utilizado água destilada, sendo realizadas quatro repetições.

Três dias após a aplicação do medicamento homeopático, foram medidos o comprimento da parte aérea e radicular das plântulas, e a massa fresca determinada.

A massa seca das plântulas foi determinada após as plântulas terem atingido massa constante em estufa a 70º.

Os dados obtidos foram analisados estaticamente pela ANOVA, e as médias discriminadas pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.

Para a segunda etapa do experimento, utilizaram-se as dinamizações (CH8, CH9, CH14 e CH15), que melhor performance apresentaram no experimento com placas de petri. e água utilizada como controle. O medicamento foi aplicado na proporção de 1,5 ml por litro de água.Cada vaso recebeu 200 ml da solução e adicionada a cada sete dia no mesmo horário.

SEMEADURA E CONDUÇÃO DO EXPERIMENTO

As sementes de rabanete foram semeadas diretamente em vasos com capacidade de 3L, recebendo como substrato: solo, húmus de minhoca e areia na proporção de 3:2:1, respectivamente.

Após uma semana da semeadura executou-se um desbaste deixando apenas quatro plantas por vaso. Não foi utilizado nenhum tipo de fertilizante solúvel ou agrotóxico, durante o experimento. Os dados foram coletados durante o período de 31 dias, totalizando 4 coletas. O experimento foi conduzido segundo metodologia de Duplo-cego, ou seja, o experimentador e o aplicador desconheciam as potências dos medicamentos que estavam sendo aplicadas.

DELINEAMENTO EXPERIMENTAL

O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualisados. Os tratamentos constituíram-se de 4 dinamizações de Argentum nitratum na escala centesimal hahnemanniana (CH8, CH9, CH14, CH15) além do controle, na qual utilizou-se a água destilada. Para os testes qualitativos as médias foram comparadas utilizando-se o teste Scott-Knot a 5 % de probabilidade. Para as variáveis quantitativas os modelos foram escolhidos baseando-se na significância dos coeficientes de regressão utilizando-se o teste de Tukey a 5% da probabilidade.

OBTENÇÃO DOS DADOS

A coleta dos dados foi feita de 7 em 7 dias totalizando quatro coletas. As avaliações foram realizadas sempre no período da tarde.

VARIÁVEIS QUANTIFICADAS

- Comprimento da maior folha (CF)

A avaliação do comprimento da folha foi feito semanalmente, sendo que a primeira coleta iniciou-se sete dias após a semeadura. As medidas foram tomadas a partir do início do pecíolo até o ápice foliar.

- Altura da planta (AP)

A determinação da altura da planta em cada fase foi feita tomando-se a distância entre a base do caule e altura máxima da planta.

- Quantidade de folhas (QF)

A determinação da quantidade de folhas foi feita pela contagem direta do número de folhas existentes em cada período de coleta.

- Matéria fresca da parte aérea (MFPA) e do sistema radicular (MSFR)

As plantas coletadas no 31º dia após a semeadura tiveram sua parte aérea e o sistema radicular destacados com o auxílio de uma tesoura e imediatamente pesados em balança analítica.

- Matéria seca da parte aérea (MSPA) e do sistema radicular (MSSR)

Após a pesagem da matéria fresca da parte aérea e do sistema radicular o material foi colocado em estufa a 70 ºC até peso constante e, então pesada em balança analítica após ter sido colocada em dessecador.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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  • ARAÚJO FILHO, R. Homeopatia na veterinária. In: Seminário Brasileiro sobre homeopatia na agropecuária orgânica,1., 1999, Viçosa, MG. Anais... Viçosa, MG: UFV,1999. p. 39-43.
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José Alberto Moreno

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