Planejamento de campanha de divulgação
em projetos de desenvolvimento rural
(o caso do PCPR no Estado do Piauí)

  1. Apresentação
  2. Introdução
  3. O plano de ação
  4. Administração do programa
  5. Acompanhamento e avaliação
  6. Fatores condicionantes para o exito do programa
  7. Cronograma de execução
  8. Custos da campanha (r$)
  9. Anexo A

APRESENTAÇÃO

O Presente documento "Planejamento de uma Campanha de Divulgação para Projetos de Desenvolvimento Rural – No Caso do PCPR no Estado do Piauí", foi elaborado para apoiar aos gestores de projetos de desenvolvimento na realização de campanhas de divulgação, usando as técnicas e procedimentos modernos, de forma que se possa contribuir a melhorar o relacionamento entre o Projeto e população em geral, através da informação sobre conteúdos, características e diretrizes do Projeto, bem como dos procedimentos para acessar aos recursos para financiamento dos subprojetos.

Adicionalmente a campanha de divulgação contribuirá para envolvimento dos beneficiários, nas atividades do Projeto e para transparência e racionalidade no uso dos recursos públicos.

Apresentamos no documento um marco referencial de como entendemos o Plano de Divulgação para logo tratar como questão central no documento os instrumentos operacionais para atingir os objetivos previstos em função dos recursos aplicados. Faz-se ênfase na consideração de que qualquer plano tem que cuidar da concordância entre os conteúdos de um Projeto, que evolui desde sua implantação, passando pela operação, ate sua consolidação, com a situação da oportunidade temporal do Plano, vale dizer o lançamento, replicação e consolidação das campanhas.

O plano que se desenvolve neste documento é um caso referente ao Projeto de Combate a Pobreza Rural no Estado do Piauí, mas por sua abrangência e similitude com projetos parecidos no Nordeste podem ser utilizados como referencia, em termos mais gerai,s para qualquer projeto de desenvolvimento rural com financiamentos externos.

I. INTRODUÇÃO

Os planos de implementação, dos projetos de desenvolvimento financiados com recursos do Banco Mundial indicam, que a natureza do Projeto, cujo fulcro é a demanda oriunda das comunidades potencialmente beneficiárias, requer que o início de sua implementação seja precedido de uma eficiente campanha de divulgação na sua área de atuação.

O objetivo da campanha é fazer com que todos os beneficiários potenciais - e a sociedade em geral - tenham conhecimento da existência do Projeto, suas diretrizes, critérios e regras de funcionamento. Somente a partir deste conhecimento é que as comunidades - e seus eventuais provedores de assistência - estarão em condições de apresentar suas propostas de subprojetos. Uma campanha aberta evitará a necessidade de intermediações indesejáveis ou a utilização de informações "privilegiadas" por parte dos intermediários.

No sentido exposto, as Unidades Técnicas do Projeto – UT terão a responsabilidade pela campanha de divulgação, devendo, para tanto, responsabilizar-se pela sua preparação (segundo termos de referência acordados com o Banco), veiculação e acompanhamento. Em particular, a UT deverá articular-se com os Conselhos Municipais para que estes possam participar da divulgação em suas respectivas áreas de atuação. Reuniões, seminários e workshops, para Associações, organizações não governamentais, representantes dos poderes públicos municipais e outros segmentos organizados farão parte do plano de ação da campanha de divulgação.

O primeiro plano de divulgação foi feita em 1994 com o inicio do PCPR Reformulado no Estado do Piauí, tendo continuidade nos períodos subseqüentes para o caso do PCPR I e II.

Após a experiência vivida, os resultados podem se sintetizar em duas comprovações: i) A eficácia da campanha para captação da demanda - foram cadastradas solicitações, por via de regra, quase o triplo do que foi realmente atendido, gerando-se perda de esforços e expectativas não satisfeitas com a correspondente frustração no publico meta. Na prática este excesso de demanda nunca foi atendido; ii) o briefing (conteúdos e estratégia) - nas campanhas de divulgação inicialmente focados em diretrizes e características, foi mudando para resultados atingidos, mostrando experiências bem sucedidas e outros temas relevantes vinculados à operação manutenção e sustentabilidade dos subprojetos. Isto significa adequação da campanha as reais necessidades de evolução, não só dos projetos em si, mais também entre Projetos (PAPP- Reformulado, PCPR, PCPR em diferentes fases).

Temos ainda de levar em consideração, no desenho das campanhas de divulgação, por um lado, às fases de lançamento, sustentação e reativação, e por outro o acompanhamento da situação das atividades do Projeto que cobre os processos de implementação, operação e consolidação. Significa, reconhecer que na vida do Projeto os conteúdos da campanha devem ser concordantes com a evolução da a campanha em si e com a evolução das atividades do Projeto.

Trata-se no primeiro momento, de divulgar as características do Projeto para garantir igualdade de oportunidades no seu aproveitamento por parte do público-meta. Satisfeita esta primeira necessidade, o Projeto se confronta com outras atividades vinculadas ao processo de implantação, operação e gestão dos subprojetos. Nestes momentos a necessidade de mudar conteúdos da divulgação para mostrar resultados, levantar problemas decorrentes, corrigir os erros. Todo isto, visando mobilização, participação dos beneficiários e da sociedade civil, a transparência na aplicação dos recursos, em suma, apoiando os processos da gestão associativa e dos conselhos.

Ainda nas fases intermediarias e finais do Projeto, as campanhas de divulgação registrarão informações sobre resultados dos processos técnicos e financeiros, de estabelecimento de parcerias com instituições publicas, estaduais, federais, ONGs e outras necessárias para garantir complementação técnica e financeira, bem como, das atividades vinculados a integração horizontal, junto aos planos de desenvolvimento e gestão setorial e territorial do Governo.

Em suma entendemos uma campanha de divulgação como um processo dinâmico, como instrumento valioso para mobilização de beneficiários, subministro de informações sobre características e atividades do Projeto e médio importante para gestão transparente e correta aplicação dos recursos. Para isso deverão promover-se a participação e descentralização das ações junto à sociedade civil organizada e demais atores do Projeto.

II.. O PLANO DE AÇÃO

  1. Objetivos da Campanha

Divulgar as características, critérios e procedimentos do Projeto de Combate à Pobreza Rural no Estado do Piauí, bem como, em fases posteriores, divulgar os resultados de desempenho físico financeiro e gestão para propiciar processos de integração e acordos de cooperação e parceria com órgãos e instituições vinculadas.

Especificamente a divulgação tem como objetivos:

  • Manter mobilizada a população e assegurar a responsabilidade das associações e conselhos na identificação e preparação de subprojetos, co-participação no financiamento das atividades e participação nos processos de operação e manutenção dos subprojetos;
  • transparecer as atividades do Projeto e assegurar a horizontalidade dos benefícios através de difusão dos critérios de elegibilidade e principais regras de operação;
  • Criar bases para propiciar acordos de cooperação parceria e complementação financeira, com órgãos vinculados à integração horizontal.

2. Metas

Nos quatro anos de duração do Projeto espera-se:

  • A população civil dos 221 municípios do Estado do Piauí tenha tomado conhecimento dos conteúdos e características principais do PAC e do FUMAC;
  • A população meta do Projeto tenha demonstrado capacidade para formular, apresentar e lograr a liberação dos recursos de aproximadamente 1.300 pequenos projetos produtivos, de infra-estrutura e serviços sociais;
  • A população civil organizada esteja encorajada para participar ativamente nas atividades do Projeto de Combate a Pobreza Rural;
  • Pelo menos 400 técnicos, representantes e lideranças a nível local encontram-se treinados para o apoio e acompanhamento dos processos de divulgação.

3. Estratégia Global

O Projeto tem como princípio motor às iniciativas das comunidades rurais carentes, as quais devem estar suficientes e claramente informadas a respeito da existência, das regras de liberação e aplicação, bem como dos procedimentos para acesso aos fundos financeiros que estarão disponíveis através do referido Projeto.

O Plano de Divulgação será gerenciado pela UT do PCPR, e para este fim será reforçada com os meios materiais suficientes e recursos de pessoal adequadamente capacitados.

As campanhas de divulgação terão fins de caráter informativo e formativo. No primeiro caso, para fazer conhecer os objetivos alcançados e mecanismos de operação do Programa. No segundo aspecto, para introduzir ao público-meta os critérios e responsabilidades que deverão assumir para o uso adequado dos recursos financeiros, o reforço do espírito de solidariedade e a necessidade de alcançar a autogestão para a melhoria do pequeno produtor rural.

A divulgação utilizando os meios de comunicação massiva serão realizadas a nível Estadual, regional e local através: i) da contratação dos serviços especializados de uma Agência Publicitária com base nos termos de referência específicos (conteúdos, duração, emissão, periodicidade e outros) e ii) da ação direta da UT-PCPR, com os recursos da capacidade instalada utilizando meios não massivos de comunicação.

Os processos de seleção de meios, conteúdos, oportunidades e freqüências de divulgação serão coordenados estritamente pela Diretoria do PCPR e os beneficiários do Programa.

O relacionamento da UT com a agência publicitária será transparente, sem segredos e constrangimentos. A agência terá acesso ás informações sobre qualquer coisa pertinente ou de interesse da campanha. Neste ponto a UT fará o acompanhamento necessário para garantir a execução da campanha segundo as previsões, particularmente no que tange, a custos, plano da mídia e peças publicitárias.

Baseado nas considerações acima indicados, os agentes publicitários a serem contratados, junto aos técnicos responsáveis da UT, elaborarão um briefing, o qual é um documento que contem em detalhe todas as informações e orientações necessárias para desenvolver uma campanha de divulgação, seguindo os seguintes critérios:

  • Associar o briefing ao planejamento da comunicação, deverá ser um documento conciso;
  • A qualidade da informação é mais importante que a quantidade. Manter simplicidade;
  • Moldar processo para reduzir despesas desnecessárias;
  • Praticar flexibilidade, juntar os atores e estimular criatividade;
  • A peça de comunicação, deverá estar alinhada aos valores das comunidades campesinas , cuidando da simplicidade, clareza, relevância e credibilidade;

4. Conteúdos da Campanha de Divulgação

O briefing tomara em conta conteúdos mínimos necessários a seguir:

  • Estratégias e políticas federais, estaduais e municipais sobre o desenvolvimento rural
  • Objetivos, critérios de elegibilidade e principais regras do Projeto
  • Instrumentos operativos a serem utilizados para o processamento do Projeto.
  • Procedimentos para a obtenção de informações complementares e apresentação de queixas ou denúncias sobre o funcionamento do Projeto.

5. Os Meios a Serem Utilizados

Os principais meios a serem utilizados serão:

  • Seminários, treinamento, etc.
  • Meios de Comunicação Massiva: jornal, rádio, televisão,
  • Palestras, encontros, etc
  • Boletins, cartilhas, cartazes, panfletos, pôster, etc,

6. Responsável da Campanha

Na Coordenação de Operações da UT, será estabelecido um serviço de informação e divulgação, tendo como responsabilidades o seguinte:

  • Estabelecimento de um sistema computadorizado para o acompanhamento do Projeto.
  • Contratação de técnicos especializados em supervisão, acompanhamento e contratação dos serviços para elaboração de briefing e médios de divulgação.
  • Estabelecimento de um serviço de recepção de queixas e denúncias sobre andamento do Projeto.

  1. Atividades de divulgação a serem realizadas
    1. Utilizando as próprias capacidades da UT-PCPR serão realizadas as seguintes atividades:

    • Seminários /Treinamento para associações comunitárias - De 1 a 2 dias de duração se repassarão conhecimentos sobre: PCPR, Regimento Interno para Organização de Associações, Manual de Operações e Regimento para a Instalação de Conselho Municipal, Manual de Prestação de Contas, Regimento de Comitês de Controle e outros segundo pessoas e instituições participantes. Para cada um desses eventos serão preparados os correspondes manuais operativos e entregues aos participantes dos Seminarios/Treinamento;
    • Representantes, lideranças e técnicos das instituições públicas e população civil organizada; (iii) Representantes de ONG's (comunidades, associações, cooperativas, colônias e outros); (iv) Representantes regionais e locais de FETAG (Federação de Trabalhadores Agrícolas); (v) Prefeitos , assessores e técnicos dos municípios para nivelamento de conhecimentos dos conselhos comunitários e adoção de procedimentos de trabalho no processo de instalação dos Conselhos Municipais; (vi) Representantes de OCEPI (Organização de Cooperativas do Estado do Piauí. Estas atividades se realizarão em parceria com a Secretaria de Trabalho- Divisão de Ação Comunitária.

7.2 Charlas, palestras, encontros - (i) Reuniões especiais organizadas pela UT- PCPR para grupos especiais que no poderão ser adequadamente atingidos pelos outros meios; (ii) - Encontros especiais com representantes e lideranças para o nivelamento dos conhecimentos e solução de queixas e problemas específicos derivados do processamento dos subprojetos.

7.3 Boletins, cartilhas, cartazes, posters, panfletos - Serão utilizados e/ou entregues com motivo dos seminários/treinamento, palestras e outros eventos e divulgação do Projeto. trata-se de objetivar em linguagem simples e resumida os conteúdos do Programa para facilitar sua compreensão nos membros das associações comunitárias.

Especial atenção merecerá a utilização deste meio para a difusão de conhecimentos tecnológicos nos campos de infra-estrutura, da produção e comercialização, de saúde e de educação para acompanhar o processo de execução dos projetos e para divulgar os resultados de impacto do Programa.

8. Divulgação pelos meios de comunicação massiva

A divulgação do PCPR compreenderá as fases de : lançamento, sustentação e reativação. A quantidade e freqüência de spots, jingles e peças, serão definidas no andamento e dependerá dos impactos nas fases iniciais. Compreenderá as seguintes atividades:

    1. Escolha de Agência de Publicidade - Baseado em um cadastro preliminar de canais e meios de divulgação no Estado do Piauí se realizará um convite a pelo menos três agências de publicidade. A agência selecionada em função de termo de referencia apresentará um plano de trabalho aprovado pela UT-PCPR antes de iniciar os trabalhos de divulgação.
    2. Fornecimento de informação e diretrizes - Para nortear o trabalho da agência a UT-PCPR proporcionará diretrizes e informação contendo a filosofia, estratégia e todas as informações decisivas para o planejamento da campanha. Tais informações versarão principalmente sobre:

    • Expectativas e impactos quanto a desempenho do Projeto;
    • Produtos a serem atingidos no campo dos conselhos;
    • "Mercado" o público-meta cuja participação vai determinar o sucesso da campanha;
    • "Arrancho Institucional", ou seja os agentes e instituições governamentais e não governamentais, que ao serem procurados pelos potenciais beneficiários, vão se movimentar no sentido de executar o Programa.
    • "Cenário econômico e social" ou "meio ambiente" referidos aos fatores políticos, técnicos, econômicos, sociais, culturais, administrativos, climáticos, etc. que possam trabalhar contra ou a favor do Projeto e que serão objeto de ação específica da campanha.
    • Características costumes e idiossincrasias das instituições locais e regionais, Esta informação será repassada em reuniões de trabalho com os profissionais da agência para a interiorização respectiva
    • Adicionalmente a UT-PCPR fornecerá informação complementar, principalmente nos campos sócio-econômicos sobre o público-alvo da campanha. Neste sentido a agência deverá fazer uma pesquisa para conseguir dados específicos de primeira fonte sobre a população meta e agentes intermediários. Dados técnicos referentes ao estado da produção e de produtividade, infra-estrutura existente e grau de utilização; e, situação dos serviços sociais, serão de muita importância para o planejamento da campanha.

8.3 Aprovação das propostas

Se a proposta estiver bem feita e permitir visualizar a campanha com clareza, isto

significa que os profissionais da campanha dominaram o assunto e não terão dificuldades em criar as peças publicitárias. Neste momento se definirão os prazos de aprovação. As peças serão criadas à medida que a campanha vá se desenvolvendo: primeiro, as peças da fase de lançamento, e assim por diante.

8.4 Planejamento da campanha

No plano da campanha, estará expressado com clareza: o diagnóstico, objetivos da campanha, estratégias, metas, principais atividades, os recursos necessários, meios de verificação, medidas de acompanhamento e avaliação e, as restrições ou supostos previstos para sucesso da campanha.

O diagnóstico sem ser exaustivo deve conter de forma organizada (chuva de problemas) os dados relevantes com relação causa-efeito. Os problemas relativos a campanha serão classificados em função da sua relativa importância tendo em conta que a incidência da solução sobre elas podem ter impactos multiplicadores importantes sobre o conjunto.

A identificação de problemas e as propostas de soluções serão produto de sessões de "brain-storms" (tempestades de idéias), se executarão nas vezes que sejam necessárias para que os profissionais dominem o conceito da campanha como condição prévia para a criação de anúncios, jingles, spots ou qualquer peça da campanha. A estratégia de execução do plano determinará:

    • Os meios e veículos a serem utilizados;
    • Descreverá as peças a serem vinculadas, por exemplo como serão feitos os cartazes e roteiros televisivos;
    • A maneira como esses meios serão utilizados: a duração da campanha, a quantidade e freqüência de inserções; como o uso dos meios e suas mensagens vão se integrar e obter um efeito de complementaridade.
    • Uma estratégia de relações públicas e assessoria da imprensa, principalmente para o tratamento adequado dos aspectos de implicância política e social.
    • Plano de mídia e orçamento.

Finalmente o plano deverá prever qualitativa e quantitativamente todas as

atividades a serem envolvidas em todas as fases da campanha: lançamento, sustentação ou manutenção e reativação. Estes dados são absolutamente imprescindíveis para garantir o seguinte:

    • Idéia global de impactos do Plano;
    • Estimativa de custos reais
    • Avaliação de eficácia e custo-benefício
    • Acompanhamento e avaliação sobre o andamento para garantir alcance dos objetivos

8.5 Avaliação ex-ante do planejamento da campanha

A avaliação do planejamento de campanha deve contemplar os seguintes pontos:

    • Verificar na agência o nível de compreensão das necessidades da campanha, domínio das informações e domínio de conceito;
    • Verificar a qualidade do planejamento, enfatizando a consistência das etapas e as justificativas das decisões estratégicas da campanha;
    • Verificar a lógica interna do plano, de um lado, entre formato e conteúdo propostos para as peças, os veículos programados e as atividades previstas, e de outro, os propósitos e os diagnósticos dados. Se verificará se o conceito desenvolvido, ou seja, a filosofia central da campanha, permeia e orienta cada uma destas decisões;
    • Verificar se os custos, ainda que dentro do estimado, condizem com a realidade do mercado, ou de outro lado, se sua estimativa inicial não estaria limitando a eficácia da campanha.
    • Sobre as peças, se verificará, se o seu conteúdo e forma, respeitam o conceito da campanha, atende seus propósitos e não incorre em inconsistências;
    • Verificar se nas peças, os textos, fatos, cenas, desenhos, formatos, etc. não incorrem em impropriedades que possam ferir suscetibilidades do público em geral.
    • Em linhas gerais, se verificará neste momento se a agência tem domínio sobre a campanha para o sucesso da mesma.

8.6 Execução do Programa

Para cada um dos médios de comunicação indicaremos na tabela abaixo, as atividades a serem realizadas para as fases de lançamento, sustentação e reativação

MEDIOS

LANZAMENTO

SUSTENTAÇÃO

REATIVAÇÃO

Televisão

  • Distribuição de "releases" sobre o Projeto, suas características principais, diretrizes e estratégia, com uma semana de anteciparão ao lançamento, sem se referir a campanha;
  • Entrevistas a Representantes da SEPLAN/UT-PCPR
  • Lançamento de TV single de 60" (veiculado duas vezes ao dia durante 10 dias) se indicará características, estratégias, diretrizes, áreas de atuação, beneficiários, abrangência etc.
  • VT para TV de 15", (veiculação em dias alternados durante 60 dias), o tema principal será o processamento do Projeto;
  • VT- Documentário, de 10 minutos, para divulgação ( veiculado uma vez cada semana durante 60 dias). Tratará sobre o problema do pequeno produtor e organizações da população civil, a atuação dos projetos especiais de desenvolvimento nas últimas décadas, o PCPR, suas características e os impactos obtidos em beneficio do público meta do Programa.
  • VT de 30" (veiculados em dias

Alternados, durante 60 dias) com indicação de locais e procedimentos para andamento de queixas de denúncias

  • VT para TV de 15", (veiculação a cada 30 dias durante 06 meses), o tema principal será o processamento do Projeto.
  • VT- Documentário, de 10 minutos, para divulgação (veiculado uma vez cada dois meses). A informação priorizará os impactos do Programa por linhas de atuação, localidade e população beneficiária nos aspectos de produção, infra-estrutura social e melhoria nos aspectos de educação e saúde. Se indicará também os câmbios nos processos de municipalização e níveis de participação da organização comunitária nos processos de autogestão;
  • VT de 30" (veiculados cada 15 dias durante 06 meses) com indicação de locais e procedimentos para andamento de queixas de denuncias.

Jornal

  • Distribuição de "releases" sobre o PCPR, suas características principais, diretrizes e estratégia, com uma semana de antecipação ao lançamento, sem se referir a campanha.
  • Entrevistas a Representantes da SEPLAN/UT-PCPR
  • Lançamento de anúncio de 1/2 página nos principais jornais de Teresina, Timón e Picos (veiculado 3 dias contínuos) se indicará características, estratégias, diretrizes, áreas de atuação, beneficiários, abrangência etc.
  • Anúncio de 1/4 de página (veiculado três dias contínuos ,cada mês, durante 03 meses). O tema principal será o processamento do PAC e do FUMAC.
  • Anúncio de 1/8 de página (veiculado, três dia contínuos, cada mês, durante 03 meses) com indicação de locais para queixas e denuncias.
  • Boletim Informativo. Publicação Especial em formato tabloide de 10 páginas. Tratará sobre o problema do pequeno produtor e organizações da população civil, a atuação dos projetos especiais de desenvolvimento nas últimas décadas, o PCPR, suas características e os impactos obtidos em benefício do público meta do Programa.
    • Anúncio de 1/4 de página (veiculado uma vez cada mês, durante 04 meses), o tema principal será o processamento do PAC e do FUMAC.
    • Anúncio de 1/8 de página (veiculado, uma vez cada mes, durante 04 meses) com indicação de locias para queixas e denúncias.

    Boletin Informativo. Publicação Especial em formato tabloide de 10 paginas ( veiculada a cada 3 meses até julho de 1995). Tratará "in extenso" os impactos do Programa por linhas de atuação, localidade e população beneficiária nos aspectos de produção, infraestrutura social e melhoria nos aspectos de educação e saúde. Se indicará tambêm os cambios nos processos de municipalização e níveis de participação da organização comunitária nos processos de autogestão.

    Rádio

    • Distribuição de "releases" sobre o PCPR-Reformulado, suas caracteriíticas principais, diretrizes e estratégia, com uma semana de antecipação ao lançamento, sem se referir a campanha.
    • Entrevistas a Representantes da SEPLAN/UT-PCPR
    • Lançamento de Programa Especial de 6 minutos de duração, alternativamente nas principais emissoras do Estado (veiculado 3 vezes ao dia durante 07 dias contínuos) se indicará características, estratégias, diretrizes, áreas de atuação, beneficiários, abrangência etc.
    • Spot de 04 minutos (veiculado três vezes ao dia durante 07 dias contínuos), o tema principal será o processamento do Projeto;
    • Spot de 60" (veiculado, três vezes ao dia durante 07 dias contínuos) com indicação de locais para queixas e denúncias.

    • Spot de 02 minutos (veiculado três vezes al dia durante 07 dias contínuos), o tema principal será o processamento do PAC e do FUMAC.
    • Spot de 60" (veiculado, três vezes ao durante 07 dias contínuos) com indicação de locais para queixas e denuncias.

    8.7 Peças Complementares de Apoio

      • Camisetas com inscrições alusivas ao programa, serão utilizadas por técnicos da UT e representantes credenciados durante as palestras, seminários e eventos de divulgação do Programa;
      • Faixas e Painéis, para serem colocados nas comunidades e locais dos eventos organizados pelo PCPR;
      • Placas para serem colocados nos projetos financiados pelo PCPR
      • Emblemas, insígnias e outros em cartões, placas

    9. Público meta

      • Comunidades rurais compreendidas por:

      • Pequenos produtores rurais
      • Pescadores
      • Artesãos
      • Associações de donas de casa;
      • Associações de pais
      • Associações de jovens;
      • Outras reunidas em grupos afins.

    10. Área de Atuação

    Serão beneficiárias as comunidades de 123 municípios no ámbito estadual compreendidos nos 4 polos de desenvolvimento (Teresina, Floriano, Picos e Corrente).

    III. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA

    O Programa será administrado pela UT. através da Coordenação de Operações, o qual, nomeará um profissional para conduzir diretamente o processo de planejamento e execução do Programa. A tarefa , principalmente, na fase de planejamento , será reforçada com a contratação de uma consultoria de curta duração.

    A administração do Programa adotará duas modalidades de atuação:

    1. Ação direta

    Realizada diretamente pela UT ações de divulgação e treinamento, cobrindo as fases de planejamento, execução, acompanhamento e avaliação. Se utilizará a capacidade administrativa existente na sede de Teresina assim como as representantes credenciados com sedes nas regiões e municípios. Nesta tarefa a articulação com as entidades prestadoras de assistência técnica locais ( ONG's, sindicatos, igreja, fundações, associações, etc.) tem uma importância estratégica na canalização dos serviços respectivos

    2. Campanha de divulgação

    Se usarão os serviços especializados de uma agência publicitária e pessoas físicas com as capacidades devidas, a qual terá a responsabilidade de planejamento, execução e acompanhamento necessários para retroalimentar o processo. Nesta modalidade a UT terá a tarefa de direção, planejamento, supervisão, fiscalização e avaliação dos resultados.

    IV. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

    Esta atividade será realizada pela UT, como parte de sua função de gerenciamento. Priorizará as tarefas de acompanhamento para a solução de problemas "sobre a marcha", assim como, as tarefas de avaliação intermediária, quer dizer, aquelas efetuadas durante a execução do Programa para retroalimentar o processo, garantindo o alcance dos objetivos.

    A avaliação do Programa de tipo intermediária, assim como as avaliações finais e de impacto serão reforçadas com informações fornecidas pelo Banco de Dados a ser instalado na UT.

    O processo de avaliação será de caráter permanente e desenvolverá as seguintes atividades:

    • Pesquisas de opinião sobre impacto dos problemas,
    • Elaboração de relatório com as medidas corretivas necessárias,
    • Aplicação de medidas corretivas nas respectivas estratégias e planos de divulgação.

    V. FATORES CONDICIONANTES PARA O ÊXITO DO PROGRAMA

    • As autoridades públicas e as instâncias de decisão apoiarem decididamente a filosofia e a estratégia do Programa.
    • A transparência nos procedimentos de atuação serem acompanhadas e apoiadas pelos grupos políticos e de interesse principalmente a nível local e municipal
    • As instituições privadas de cooperação e a população civil organizada apóiam decididamente a filosofia do programa.
    • A UT e os representantes credenciados desenvolverem capacidades para um acompanhamento eficiente do Programa.
    • Como conseqüência de aplicação do Programa se gerem nas instituições públicas, mudanças positivas para o manejo transparente dos fundos públicos.
    • A população civil organizada utilizam construtivamente os mecanismos de fiscalização gerados contribuindo para o reforço das instituições.
    • Existir no Estado do Piauí encontrem-se concorrentes com as qualidades e capacidades desejadas para a execução das campanhas publicitárias.
    • Os meios de comunicação massiva abrangerem na sua cobertura a totalidade da área de atuação.

    VI. CUSTOS DA CAMPANHA (R$)

    O custo da campanha de divulgação baixo indicado é uma quantidade razoável para recurso totais do custo de financiamento do Projeto de aproximadamente 40 milhões de reais. Na elaboração de proposta definitiva os custos indicados serão desagregados segundo atividades especificas neste documento indicados.

    ATIVIDADES

    U.M

    QQTDE

    CUSTO UNITARIO

    CUSTO

    TOTAL

    1. Seminários /treinamento técnicos, lideranças, beneficiarios

    Nº eventos

     

    10

     

    5.000,00

     

    50.000,00

    2. Charlas, palestras, encontros

    Nº eventos

     

    10

    4.000,00

    40.000,00

    3. Boletins, cartilhas, cartazes, pôsters, panfletos

    Nº matérias

     

    2.000

    3,OO

    6.000,00

    4. Televisão

    Peças e publicidade

    1

    20.000,00

    20.000,00

    5. Jornal

    Peças e publicidade

    3

    2.000,00

    30.000,00

    6. Rádio

    Peças e publicidade

    10

    1.000,00

    10.000,00

    7. Peças Complementares de Apoio

    Peças e publicidade

    3

    1.000,00

    3.000,00

    TOTAL

         

    159.000,00

    VI. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

    ATIVIDADES

    ANOS DO PROJETO

    1

    2

    3

    4

    1. Seminários /treinamento técnicos, lideranças, beneficiarios

    XXXXXX

    XXXXXX

    XXX

    XXX

    2. Charlas, palestras, encontros

    XXXXXX

    XXXXXX

    XXX

    XXX

    3. Boletins, cartilhas, cartazes, pôsters, panfletos

    XXX

    XXX

    XX

    XX

    4. Televisão

    XXX

    XXX

    XX

    XX

    5. Jornal

    XXX

    XXX

    XX

    XX

    6. Rádio

    XXX

    XXX

    XX

    XX

    7. Peças Complementares de Apoio

    XXX

    XXX

    XX

    XX

    ANEXO A

    VEICULOS DE COMUNICAÇAO DE MASA NO PIAUI

    1. EMISORAS DE TV

    - TV Radio Clube (4) Programação Globo

    - TV Antena 10 (10) Programação Manchete

    - TV Pionera (5) Programação Bandeirantes

    - TV Educativa ( 2) Programação TVE

    - TV Timon - MA (7) Programação SBT

    1. EMISORAS DE RADIO

    MUNICIPIOS

    RADIOEMISORAS

    Agua Branca:

    Radio 1º de Julio

    Altos

    Radio São José dos altos

    Amarante

    Radio Cultura de Amarante

    Barras

    Radio difusora de Barras

    Radio Clube de Barra

    Bom Jesus

    Radio Cultura de Gurguéia

    Campo Maior

    Radio Heróis de Jenipapo

    Corrente

    Radio Progresso de Corrente

    Esperantina

    Radio Vozes de Long

    Floriano

    Radio Alvorada F

    Radio Difusora

    Radio Irapuã

    José de Freitas

    Livramento

    Luzilándia

    Radio Vale de Parnaíba

    Oeiras

    Radio Vale de Canindé

    Radio Primeira Capitaq

    Parnaíba

    Radio Educadora de Parnaíba AM

    Radio Igaraçu AM

    Radio Litoral FM

    Pedro II

    Radio Curuzeiro

    Picos

    Radio Cidade Modelo

    Radio Difusora de Pi

    Radio Grande Picos

    Piracuruca

    Radio Sete Cidade

    Piripiri

    Radio FM Cidade

    Radio Itamaraty

    Regenerção

    Radio Tabajara

    São José do Piauí

    Radio Alvorada do Sertão

    São Raimundo Nonato

    Radio Serra de capivara

    Teresina

    Radio O Dia FM

    Radio Poty AM

    Radio Poty FM

    Radio Antena 10 FM

    Radio Cidade Verde FM

    Radio Clube de Teresina

    Radio Rádio AM

    Radio Clube FM

    Radio Difusora AM

    Radio Pionera AM

    Radio Aducativa AM

    Radio Tropical AM

    Radio Mirante

    Timon - MA

    Radio Rádio FM

    Radio Mirante AM

    Uruçuí

    Radio Difusora Vale de Uruçuí

    Valença

    Radio Confederação Valenciana

    3. PRINCIPAIS JORNAIS

    Jornal O Dia

    Jornal O Estado

    Jornal da Manha

    Jornal Diário Do Povo

    Jornal Correio do Piauí

    Jornal de Picos

     

     

    Por

    Alejo Lerzundi*

    alejo[arroba]prodepi.com.br

    * MSc Especialista em Desenvolvimento Rural. Engenheiro Agrônomo. Consultor do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura - IICA. Assessor da Secretaria do Planejamento e do Projeto Combate a Pobreza Rural no Estado do Piauí/Brasil.

     
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