Sociedade da Informação, demandas educacionais
e gestão da comunicação no ensino-aprendizagem:
algumas considerações

 

 

ABSTRACT

Apresenta-se uma reflexão, não exaustiva, sobre a relação entre tecnologias, gestão da comunicação e educação no contexto da Sociedade da Informação brasileira. Procura-se identificar antigas e novas tecnologias como aliadas para a educação formal dos cidadãos, destacando o papel da oferta televisiva do Telecurso 2000 na educação básica de jovens e adultos trabalhadores. Entendendo que no novo cenário se amplia a relação entre a Gestão da Comunicação e a Educação devido a grande circulação de informações intermediadas pelas novas tecnologias em todos os espaços sociais, procura-se demonstrar que mesmo antigas tecnologias, como a televisão, podem contribuir para a educação e para o desenvolvimento do novo perfil competências dos cidadãos, dependendo do uso que se faz delas na mediação de informações em espaços educativos.

Palabras clave:
 · brasil
 · comunicación
 · educación
 · sociedad de la información
 · tics

 

Introdução

O mundo vive um contexto de transformações nas estruturas sociais, econômicas, políticas e culturais. O cenário da Globalização, desde o final do século XX, trouxe novos interesses e necessidades para a sociedade. "As próprias bases do funcionamento social e das atividades cognitivas modificam-se a uma velocidade que todos podem perceber diretamente".(LÉVY, 1993, p.7)

Na sociedade atual, a mídia e as tecnologias da informação e da comunicação se transformaram em grandes mediadores sociais. Mas, nem toda a população está plenamente preparada para lidar com a grande quantidade de informações que circulam na nova realidade.

O domínio das informações assumiu papel estratégico para os indivíduos e a coletividade participarem ativamente do mundo globalizado. A ordem atual aponta, tanto na esfera econômica, quanto para as esferas político, social e cultural para a necessidade de trabalhar conjuntamente, em tempo real, on-line, o que remete a necessidades de incorporação social das tecnologias e de educação dos indivíduos para o uso eficiente das informações no dia a dia.

Neste cenário novas e antigas tecnologias se aliam a educação como recursos indispensáveis emergindo a necessidade de incorporação das tecnologias nos processos de ensino-aprendizagem. Paralelamente, emerge também a necessidade da gestão comunicativa nos espaços de aprendizagem, como contribuição no planejamento e otimização do uso das informações mediadas pelas tecnologias na educação.

 

Sociedade da Informação e demandas educativas: cenário mundial e o contexto nacional

Sob o enfoque de uma concepção moderna de sociedade podemos considerar o surgimento da Sociedade da Informação (SI) como conseqüência direta das novas formas de organização, produção e circulação de produtos, serviços e bens culturais mundiais que têm se pautado no intenso uso das novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC), diminuindo as distâncias de tempo e espaço nos processos comunicativos por elas desencadeados.

Castells (1999), ao analisar as transformações sócio-econômicas e tecnológicas da atualidade, nos mostra como hoje o homem atua sobre as tecnologias, utilizando-as para transportar o capital e os bens materiais e simbólicos de um lado para o outro do mundo muito rapidamente. A economia e a cultura mundial estão interconectadas.

Avanços nos transportes e nas telecomunicações diminuíram em todos os sentidos as distâncias mundiais. As empresas cresceram, o fluxo de produtos e de capital aumentou, assim como a necessidade de escoamento dos mesmos, através da ampliação das relações comerciais nas diversas regiões do planeta.

O processo de Globalização introduziu propostas de reorganização à sociedade mundial, atingindo as esferas política, econômica, social e cultural, o que redefiniu algumas concepções de espaços públicos e privados.

Na nova realidade as nações necessitam de um número cada vez maior de pessoas, organizações preparadas para interagir ativamente nas avançadas redes locais, regionais e mundiais de informação e comunicação. "Global mesmo é a medida da velocidade de deslocamentos de capitais e informações, tornados possíveis pelas teletecnologias – globalização é, portanto, um outro nome para a "teledistribuição" mundial de pessoas e coisas." (SODRÉ, 2002: 11-12)

Dentro de um amplo universo de tecnologias, as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) formam um dos grupos mais dinâmicos e provocam um grande impacto na competitividade dos setores industriais e comerciais, pois ao encurtarem as distâncias e reformularem as noções de tempo e espaço sociais, influem na organização do trabalho e nos perfis de capacitação dos cidadãos/trabalhadores. (SOARES, 1996)

Cébrian (1999), considera que, diante dos novos meios técnicos de informação e comunicação, passa a existir uma disparidade econômica e social que multiplica as desigualdades entre aqueles que monopolizam a tecnologia de ponta e as informações e aqueles que não as detém ou os que ainda estão procurando incorporá-las.

As acentuadas diferenças de acesso, para Cébrian, colocam as sociedades distantes da socialização e democratização das informações, pois é uma pequena parcela de cidadãos que tem acesso as tecnologias e as informações e que sabe utilizá-las na produção de novos conhecimentos.

Hoje, os usos das TICs influem sobre às relações das nações no mercado econômico global e através de seu ritmo ágil de funcionamento impõem produtividade, qualidade e competitividade, acabando por redefinir o perfil de competências dos indivíduos que atuam nas organizações sociais.

A tecnologia desempenhou e desempenhará um papel predominante na conformação da sociedade global da informação, só que não é a compreensão técnica do fenômeno, mas sua assimilação às formas de vida do dia-a-dia, o que fará que se desenvolva e progrida.(CÉBRIAN, 1999:17)

Para Cébrian (1999), no século XXI, a sociedade global da informação se caracterizará pela forma como os novos meios de comunicação mudarão nossas vidas, com novas possibilidades, oportunidades e desafios.

No novo contexto, os países em desenvolvimento enfrentam diversos desafios relacionados à efetiva participação no mercado global e na SI mundial. E, preconizando maiores níveis de participação e de competitividade, articulam, internamente e externamente, estratégias políticas e de mercado para promoção do desenvolvimento nos setores político, econômico, cultural e social.

Desde o final do século passado, o Brasil tem adotado políticas com iniciativas para estabelecer sua Sociedade da Informação considerando sua realidade sócio, político, econômica e cultural. De um modo geral, tem priorizado a questão do planejamento e desenvolvimento de tecnologias nacionais e projetos de educação permanente dos cidadãos.

No Brasil, o programa Sociedade da Informação está sendo coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), devido a sua ativa participação em atividades ligadas a implementação de atividades ligadas ao desenvolvimento das Telecomunicações e da Internet no país e as políticas de automação.

O Livro Verde (2000) (1), descreve à inserção do país no novo paradigma técnico-econômico (a Sociedade da Informação) como um meio de mudança da organização social da nação, pois seria capaz de impulsionar a competitividade do país no mercado mundial, sem prejuízo a preservação da identidade nacional, gerando o crescimento interno e a melhoria das condições sociais, econômicas e culturais.

O objetivo do Programa Sociedade da Informação é integrar, coordenar e fomentar ações para a utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para a inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade e, ao mesmo tempo, contribuir para a economia do País tenha condições de competir no mercado global. (TAKAHASHI, 2000:10)

Embora a SI seja muitas vezes encarada por setores governamentais e empresariais em relação direta com a economia, ela configura também um novo modelo de ação social, onde o tratamento da informação e o acesso deve ser garantido a todos através de investimentos na disponibilização de infra-estrutura tecnológica e de programas de inclusão da população.

O atual cenário denota a necessidade de adoção de novas posturas para a formação rápida e permanente dos cidadãos, pois é preciso prepará-los para atuar em todos os setores sociais, seja como trabalhadores ou consumidores.

O analfabetismo e o analfabetismo funcional (2) são os principais entraves sociais para inserção dos indivíduos na sociedade moderna, pois retiram praticamente todas as possibilidades de participação e transformação social. O acesso a educação formal possibilitaria que uma formação ampla, baseada em valores humanos, na visão crítica do mundo e do seu papel enquanto cidadão.

Exige-se dos indivíduos novas competências para seleção e administração das informações, tendo em vista a produção de novos conhecimentos e o relacionamento coletivo. O uso intelectual autônomo, crítico e criativo das informações mediadas pelas TICs se torna uma das principais exigências do novo perfil de competências do cidadão. (BEHRENS, 2000)

O Brasil, procurando ter um número cada vez maior de pessoas, organizações e regiões preparadas para usar ativamente as redes avançadas de informação e comunicação busca, entre outras alternativas, investir em programas educacionais formais e informais para promoção da participação social de todos cidadãos.

Nas diretrizes sobre a educação da população para consolidação da SI nacional, o Livro Verde (2000), no capítulo IV, identifica a educação como um fator primordial, pois seria a base de sustentação do novo modelo social, contribuindo para que se eliminem os desníveis socioculturais entre indivíduos, organizações, regiões e países, o que traria paralelas mudanças na qualidade de vida.

Educar, segundo o Livro Verde, abrange muito mais do que oferecer condições de acesso às novas tecnologias:

Na nova economia, não basta dispor de uma infra-estrutura moderna de comunicação; é preciso competência para transformar informação em conhecimento. É a educação elemento-chave para a construção de uma sociedade da informação e condição essencial para que pessoas e organizações estejam aptas a lidar com o novo, a criar, e assim, a garantir seu espaço de liberdade e autonomia. (TAKAHASHI, 2000:7).

A educação da população se converte num diferencial competitivo para nações que almejam desenvolver-se internamente e externamente.

A capacidade de gerar, tratar e transmitir informação é a primeira etapa de uma cadeia de produção que se completa com sua aplicação no processo de agregação de valor a produtos e serviços. Nesse contexto, impõe-se, para empresas e trabalhadores, o desafio de adquirir a competência necessária para transformar informação em um recurso econômico estratégico, ou seja, o conhecimento. (TAKAHASHI, 2000:17)

O mercado de trabalho modifica-se vertiginosamente em virtude da globalização e da revolução informatizada. Antigas profissões desaparecem e as que permanecem, mesmo aquelas mais tradicionais e conhecidas, têm seu perfil modificado, exigindo novas habilidades e conhecimentos. A revolução tecnológica torna as tarefas cada vez mais abstratas, obrigando o jovem trabalhador a utilizar cada vez mais o raciocínio e criatividade em vez de atitudes convencionais e retóricas.(...) (COSTA, 2003: 48-49)

Para Frigotto (2001), as empresas querem um trabalhador com uma nova qualificação que contribua para torná-las competitivas. De acordo com o autor, os empresários já perceberam que o baixo nível de escolaridade caracteriza um obstáculo para as empresas, pois influi no modo como o trabalhador se apropria das informações, constrói seus conhecimentos e os aplica em suas atividades.

Encontramos um pensamento compatível nas primeiras páginas do Livro Verde (2000):

A mão-de-obra qualificada, capaz de atender às exigências do novo paradigma técnico-econômico, é, assim, fundamental para assegurar ganhos de produtividade às empresas brasileiras e melhorias da competitividade, permitindo-lhes ampliar a oferta de empregos e trabalho dignos e adequadamente remunerados.(TAKAHASHI, 2000:7)

Na sociedade brasileira, no entanto, existe uma grande demanda de cidadãos/trabalhadores, que não concluíram os níveis básicos de ensino e que, agora, buscam concluir por exigência do universo do trabalho ou por vontade própria. E, por isso, o governo, a iniciativa privada, as organizações não-governamentais, entre outras instituições passam a investir em programas de educação básica para jovens e adultos trabalhadores.

"... a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma dívida social não reparada para os que não tiveram acesso a e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é , de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea." (SE/CENP,2001: 649)

No cenário global da Sociedade da Informação, oferecer a oportunidade de educação aos cidadãos/trabalhadores dentro das necessidades da nova realidade e respeitando também seus interesses, possibilidades e disponibilidade de tempo tornou-se mais um dos desafios para o poder público e para a sociedade como um todo.

 

Comunicação midiática e Tecnologias: uma alternativa para atender jovens e adultos trabalhadores

No século passado, os problemas educacionais estiveram em pauta em discussões nacionais e internacionais entre educadores, governantes, empresários e outros setores da sociedade, pois acredita-se que uma sociedade melhor educada possa se desenvolver socialmente e conquistar melhor posição no cenário de competitividade mundial.

Nas últimas décadas do século, no entanto, foi ampliado o debate sobre as questões das novas demandas educativas e da educação permanente dos cidadãos. Na década de 90, o Brasil passou por uma reestruturação da política educacional. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n.º 9.394/96, (LDBEN, conhecida como LDB), propôs a reestruturação da educação básica (ensinos fundamental e médio), suscitando melhorias para a qualidade de ensino e da formação profissional dos cidadãos.

O ensino básico foi "universalizado" para crianças e adolescentes em idade escolar. Mas, atender as demandas educativas de cidadãos, acima de 15 anos, que estão fora do sistema de ensino é uma meta que vem recebendo, além das iniciativas governamentais, iniciativas de "responsabilidade social" de diversos setores (empresarial, financeiro, midiático, organizações de classe, etc.) no desenvolvimento de programas de educação.

Mesmo com a ampliação da oferta educativa, jovens e adultos têm ainda certa dificuldade para se manterem estudando em sistemas regulares de ensino, onde a presença diária é imprescindível. Muitas vezes, a dificuldade se encontra na conciliação trabalho e estudos, devido a falta de tempo, o cansaço, as responsabilidades familiares que encontram fora dos horários de trabalho, entre outros motivos.

Para que os jovens e adultos excluídos da educação básica retomem os estudos e mantenham-se estudando, o Poder Público tem incentivado a criação de cursos supletivos semipresenciais e a distância, via TICs. Esses cursos vem sendo desenvolvidos tanto dentro dos locais de trabalho como fora deles.

Os investimentos estão tendo um retorno positivo dos cidadãos/trabalhadores, em especial dos adultos. O senso escolar de 2003, constatou que a população adulta com 25 anos ou mais está retornando às salas de aula. A educação básica tem cerca de 3,7 milhões de alunos com mais de 25 anos matriculados nos ensinos fundamental e médios regulares e na educação de jovens e adultos, em cursos supletivos presenciais e semipresenciais. (3)

Um dos passos fundamentais para ampliar a oferta e o acesso a educação aos jovens e adultos foi dado em 1995, quando o governo brasileiro criou a Secretaria de Educação a Distância (SEED) com o propósito de valorizar a educação a distância como uma nova cultura educacional.

A Secretaria de Educação a Distância tem entre suas metas levar para a escola pública todas as contribuições de métodos, técnicas e tecnologias de educação a distância que possam contribuir na construção de um novo paradigma para a educação brasileira. Para isso, articula com os demais órgãos do Ministério da Educação e em conjunto com as Secretarias de Educação dos estados, municípios e Distrito Federal, com universidades, centros de pesquisas, televisões e rádios educativas e outras instituições que utilizam a metodologia de educação a distância um programa de desenvolvimento de projetos estratégicos para institucionalização da educação a distância no país.

A educação a distância (EAD), destina-se a formar o educando em múltiplas linguagens, ampliando os espaços educacionais, incentivando as práticas autônomas de aprendizagem e o desenvolvimento permanente do ser humano.

Esta modalidade de educação é vista como uma alternativa para atender tanto aqueles com maior renda e oportunidades de acesso aos recursos tecnológicos modernos quanto os que vivem em condições menos favoráveis, ou ainda, os que vivem em grupos dispersos geograficamente.

A EAD, graças as dinâmicas proporcionadas pelo uso das mídias e das novas tecnologias, pode garantir um ensino mais flexível e a formação básica de qualidade, num menor espaço de tempo atendendo uma ampla demanda de cidadãos trabalhadores. E, paralelamente, pode-se ser incorporada como modelo educativo para a formação em outros níveis e modalidades de ensino, promovendo a educação permanente dos cidadãos.

Os modernos recursos tecnológico-informacionais, como o computador e a Internet, hoje, figuram como os principais recursos de informação e comunicação. Valoriza-se muito as novas tecnologias mas, na realidade brasileira, o acesso a elas ainda não abrange toda sociedade. No Brasil, as antigas mídias, como o rádio e a televisão, são as tecnologias que estão presentes em praticamente todas as camadas sociais.

Na educação pública a realidade de acesso e de uso das NTICs não é diferente da realidade da sociedade de modo geral. Ainda, são as "antigas" mídias e tecnologias que tem maior penetrabilidade nos programas de educação básica (ensinos fundamental e médio), sejam de educação presencial, a distância ou semipresencial.

Cada vez mais as relações interpessoais são intermediadas por relações simbólicas midiatizadas e tanto antigas como novas tecnologias estão sendo utilizadas para transmissão de informações em programas educacionais que atendem as grandes demandas educativas.

Na sala de aula, as mídias e as tecnologias são usadas para informar, sensibilizar, motivar, ilustrar, apoiar o conteúdo, etc., servindo para aproximar os educandos das informações no tempo e no espaço ampliando a visão pessoal, local e global da realidade, gerando reflexão e discussão. Estes recursos constituem, portanto, alternativas para educar dentro e fora dos espaços escolares.

 

Educação de Jovens e Adultos via oferta televisiva: Telessalas 2000

A comunicação midiática desponta como uma aliada para os processos de ensino-aprendizagem de jovens e adultos trabalhadores. As mídias e NTICs possibilitaram tornar mais flexível e acessível à oferta educativa, a socialização de informações e conhecimentos, trazendo benefícios àqueles que necessitam combinar trabalho e estudos no decorrer de suas vidas. Favorecendo, também, uma aproximação dos conteúdos com as práticas da realidade sócio, histórica e cultural.

A televisão (TV) é o meio de comunicação mais presente em toda sociedade brasileira. E, na educação a distância, o maior programa do Brasil voltado a formação de jovens e adultos no ensino básico (nível fundamental e médio), é o Telecurso 2000 (TC 2000), transmitido por canais de sinal aberto e a cabo de emissoras de TV comercial e emissoras de TV educativa.

O Telecurso 2000 é uma ação educacional supletiva que faz uso de tecnologias avançadas e do trabalho coletivo face a face, mais o estudo individual, na busca de uma educação voltada para a perspectiva profissional, integrada ao processo de desenvolvimento da cidadania. ( FRM/FIESP,1995: 6)

Originado dos Telecursos, de 1º e 2º graus, das décadas de 70 e 80, o Telecurso 2000, nasceu de uma parceria entre a Fundação Roberto Marinho (FRM), ligada a Rede Globo de Televisão, e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

O Telecurso é um método de transmissão dos conteúdos curriculares de ensino fundamental e médio, via oferta televisiva, por meio de teleaulas que ditam o ritmo do curso, com programas sistematizados, onde os conteúdos estão organizados em etapas dentro de um processo pedagógico pré-definido.

Além de oferecer as aulas via canais de televisão aberta e a cabo, o TC 2000, também oferece os programas em fitas VHS de vídeo, que são veiculadas em centros de recepção, denominados Telessalas, que são organizados por empresas, entidades sindicais, associações, escolas, etc.

Este projeto de educação a distância dá ao estudante certa comodidade por não exigir que ele se desloque diariamente a um local fixo de estudo para receber informações e orientações. O estudante pode acompanhar o curso de modo autônomo pela televisão em casa, ou pode acompanhá-lo em grupo no local de trabalho, na escola, entre outros locais de recepção da oferta televisiva.

Os alunos do TC 2000 são caracterizados como jovens e adultos já alfabetizados, portadores de um saber anterior, mas com escolaridade de nível fundamental ou médio incompleta ou deficiente, tendo necessidade de uma aprendizagem mais pragmática, isto é, ligada ao cotidiano, devido ao pouco tempo para dedicarem-se aos estudos e até mesmo a posição cética em relação as experiências anteriores que tiveram na escola. Em suma, são cidadãos que por diversos motivos não concluíram os estudos no tempo regular e precisam retomá-los seja para ingressar ou permanecer no mercado de trabalho.

A base pedagógica do TC 2000 direciona-se para o mundo do trabalho, procurando ligar a teoria a prática pela teledramaturgia. Por isso, os conteúdos são apresentados em situações da vida cotidiana e do universo do trabalho.

De acordo com os Fundamentos e Diretrizes do TC 2000 (1994), os dois eixos principais do TC 2000 são a contextualização do currículo no mundo do trabalho e o desenvolvimento de um conjunto de habilidades básicas de leitura, escrita, cálculo, concentração e interpretação, que consistem principalmente no desenvolvimento de competências com aprender a buscar informações, compreendê-las e saber utilizá-las para resolução de problemas.

No programa Sociedade da Informação brasileiro, o TC 2000 através do projeto Telessalas 2000 têm um papel estratégico. O projeto Telessalas 2000 foi lançado em 1998 e inicialmente dirigiu-se a cerca de 75 mil trabalhadores que tiveram os estudos interrompidos por algum motivo. Em sua primeira fase implantou 200 Telessalas no Rio de Janeiro, 108 no Amazonas, 200 em São Paulo e 92 na Amazônia Legal. Um programa de educação de jovens e adultos que tende a ser ampliando. (TAKAHASHI, 2000: 52)

A princípio, este modelo educativo atendia programas de educação de empresas e entidades a elas ligadas. Mas, na década de 90 do século passado as propostas de apoio ao uso das tecnologias na educação continuada e a distância da nova LDBN (1996) e do programa de desenvolvimento da Sociedade da Informação brasileira, Livro Verde (2000), abriram espaço para a incorporação do TC 2000 na rede de ensino pública. Atualmente, as Telessalas funcionam por todo país, graças a uma parceria da FRM e da FIESP com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A Telessala é um espaço destinado a recepção das teleaulas e nele, além dos multimeios, é oferecido ao estudante o auxílio de um Orientador de Aprendizagem, que exerce o papel de mediador entre a produção videográfica, alunos e conteúdos. O Orientador é o responsável por preencher possíveis lacunas da oferta televisiva e estabelecer dinâmicas comunicativas que promovam a interação e a produção de sentidos, ele cria condições de diálogo e reflexão para desencadear a aprendizagem.

A metodologia de ensino a distância adotada pelo Telecurso 2000 utiliza os multimeios (TV, vídeo, material impresso) e, no caso do ensino semipresencial da Telessala, inclui a ação do Orientador de Aprendizagem.

Na escola pública, a Telessala é configurada como um espaço de recepção organizada, onde os alunos se reúnem de segunda a sexta-feira, para assistir a Teleaula e receber orientações do Orientador de Aprendizagem.

No espaço de recepção da Telessala, além de assistir a Teleaula de 15 minutos, o aluno tem oportunidade de interagir com colegas e professor Orientador, expondo idéias, dúvidas, trazendo outras informações, recebendo orientações e avaliando seu desempenho. É um espaço onde a mediação midiática das informações encontra a mediação humana de professor e alunos, negociando e produzindo sentidos e conhecimentos.

Na nova realidade, no entanto, redes tecnológicas complexas promovem a transição do modelo comunicativo massivo para um modelo interativo. O avanço tecnológico está transformando o modelo comunicacional que privilegiava a distribuição de informações num novo modelo que privilegia a idéia da comunicação dialógica, da interatividade, onde emissores e receptores trocam constantemente de papel. (SILVA, 2002)

A televisão é um meio "antigo", linear e unidirecional na difusão de informações. Mas, no cenário de transição para um modelo comunicacional interativo, não é somente o tipo de tecnologia que determina o diálogo e a interatividade.

É necessário estarmos atentos para a questão dos usos das tecnologias e das informações, ou seja, mais do que ter acesso ao recurso tecnológico e as informações, a maneira como se articula o diálogo e como se interage com as informações é primordial, um processo ligado a gestão da comunicação e da informação, aos processos de mediação e negociação de sentidos, indo além da incorporação de novas tecnologias.

 

Gestão da Comunicação e Educação: a tecnologia e a questão das mediações

De acordo com Lévy (1993), as TICs são tecnologias intelectuais que nos proporcionam novas formas de armazenamento, processamento e redistribuição das representações culturais, gerando novos valores, novas formas culturais que conduzem a um novo perfil de humanidade. Essas tecnologias influem nos processos de subjetivação individuais e coletivos, mas para ele não são determinantes do pensamento.

Comunicação, tecnologias e educação compõem um tripé fundamental para a formação do homem do século XXI. (CORTELAZZO, 1998) A tecnologia cria as condições para que a Comunicação Social se insira cada vez mais nos espaços de aprendizagem, pois favorece a socialização do saber, através de suas dinâmicas de distribuição de informações.

No cenário atual, Educação e Comunicação, são áreas de conhecimento independentes que se complementam à medida que participam simultaneamente dos processos de socialização e formação dos indivíduos. Áreas que articulam-se num novo espaço de conhecimento, a Educomunicação.

A gestão da comunicação na educação é uma área de estudos e pesquisas da Educomunicação que está relacionada ao uso do recurso midiático em sala de aula, tendo em vista ampliar o coeficiente comunicativo das ações humanas mediadas pelas tecnologias. O objetivo da gestão da comunicação na educação seria criar e desenvolver ecossistemas comunicativos mediados por processos de comunicação humana intermediados por tecnologias. (SOARES, 2003)

Um dos grandes desafios para o educador é ajudar a tornar a informação significativa, a escolher as informações verdadeiramente importantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las de forma cada vez mais abrangente e profunda e a torná-las parte do nosso referencial. (MORAN, 2000, p.23)

Na educação formal, como em qualquer outra situação social, percebemos que ao utilizarmos as TICs pensamos mais depressa e muitas vezes não pensamos melhor, pois somos pressionados pela velocidade das informações. O fato de recebermos grandes quantidades de informações, portanto, não nos permite afirmar que estamos mais bem informados ou que estejamos construindo conhecimento. (CÉBRIAN, 1999)

Isso, no entanto, não quer dizer que as pessoas permaneçam passivas diante das informações e das tecnologias que as mediam. As pessoas interagem de diversos modos a partir de diferentes referenciais, mas nem sempre conseguem lidar com a grande quantidade de dados. Por isso, cresce a valorização dos processos de educação básica e de educação permanente dos cidadãos destinados a desenvolver ou ampliar as competências dos indivíduos para lidarem de modo seletivo, crítico e criativo com as informações.

No intuito de melhor aproveitar e articular as informações midiatizadas, a gestão da comunicação pode ser identificada como um eixo importante dos processos educativos. Podemos entender que no processo de gestão da comunicação e da informação efetiva o processo de educação, pois "(...) educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados" (FREIRE, 1977, p.69).

Freire (1977) nos lembra que a educação não é transferência de conhecimentos e que o educando não é um ser passivo. Figueiredo (1999), destaca que é necessário conciliar a preparação adequada do homem para o trabalho sem perder de vista o ideal de ampliação de sua capacidade de reflexão crítica. É preciso, portanto, humanizar a tecnologia, tendo o homem como centro do processo de ensino.

Sugere-se educar num processo de trocas e diálogo entre sujeitos. E, esse processo pode ser estimulado por uma gestão comunicativa planejada que diversifique as estratégias de uso das informações mediadas pelas mídias e TICs articulando-as de modo a promover a construção de conhecimentos.

Somente incorporar mídias e tecnologias no processo educacional, não garante o aproveitamento adequado das informações, por isso, a presença dos meios técnicos no ensino-aprendizagem é amplamente discutida, principalmente em relação as interações que possibilitam ou não com os usuários.

Refletem-se questões sobre a mediação tecnológica contribuir ou não para a aprendizagem. Procura-se desvendar como o processo comunicativo gerado pela mediação de informações articula a negociação e produção de sentidos, verificando o papel e a necessidade do diálogo entre homem-homem e homem-máquina.

"Enfatiza-se , assim, o fato de que a aprendizagem não é jamais pura transmissão, e sim a socialização de um saber, portanto, experiência de uma relação de indivíduos concretos." (SODRÉ, 2002, p. 99)

Na relação tecnologias e educação, o educador passa a ser um gestor de informações e conhecimentos, uma pessoa que deve atrair não só por suas idéias mas por sua capacidade comunicativa no contato, um indivíduo entusiasmado, curioso, aberto ao diálogo e capaz de motivá-lo.

O educador tem a tarefa de problematizar os conteúdos que a mídia e as tecnologias trazem para o processo de ensino-aprendizagem. "Pela comunicação aberta e confiante desenvolvemos contínuos e inesgotáveis processos de aprofundamento dos níveis de conhecimento pessoal, comunitário e social."(MORAN, 2000, p.25). Para Moran, o processo de interação, de comunicação tem papel fundamental na construção do conhecimento.

Na Telessala, a tecnologia que media as informações é a televisão, um meio de comunicação unidirecional, como já mencionamos anteriormente. Na TV, predomina a lógica da distribuição de informações, um processo não interativo entre emissor e receptor. No entanto, o contexto de veiculação da oferta televisiva na sala de aula envolve outras relações comunicativas e interações humanas, que através do diálogo permitem ultrapassar a lógica da distribuição de informações, devido ao processo de negociação de sentidos que parte tanto das informações veiculadas quanto das experiências culturais dos sujeitos.

É no contexto de veiculação das informações da oferta televisiva que se quebra a unilateralidade da informação, através de mediações humanas que estabelecem o diálogo entre a produção videográfica, os conteúdos curriculares, professor e alunos, criando um ambiente interativo onde os sujeitos interpretam as informações a partir de suas experiências culturais, agregando novos valores e reinterpretando.

O espaço de recepção, centra a comunicação nas mediações humanas e não somente na mediação da tecnologia. A Teleaula é um auxiliar no processo de produção de conhecimentos e no espaço da Telessala pode servir para criar um movimento que favoreça o ensino ativo, participativo e centrado na cultura, nos interesses e nas necessidades dos educandos na realidade da Sociedade da Informação e do mundo globalizado.

 

Algumas considerações:

A Sociedade da Informação caminha para a Sociedade do Conhecimento, onde o novo foco de desenvolvimento social sai do desenvolvimento de tecnologias e vai para a gestão humana das informações, tendo em vista o domínio de conhecimentos pelos indivíduos.

(...) a nova economia é uma economia do conhecimento, a aprendizagem faz parte da atividade econômica cotidiana e da vida, e tanto as empresas quanto os indivíduos descobriram que têm de assumir a responsabilidade de aprender, se querem realmente funcionar. (CÉBRIAN, 1999: 17)

Hoje, os indivíduos necessitam de várias alfabetizações, já que a formação educacional não se limita ao domínio da leitura e da escrita, abrangendo um diversidade de códigos da cultura, da sociedade, das relações econômicas e produtivas, o que inclui a alfabetização pelas antigas e novas tecnologias e a capacitação para lidar com elas em diferentes situações do dia-a-dia.

Passamos por diversas mutações pedagógicas e, hoje, o modelo educativo adotado destaca a relação entre ciências e tecnologias e procura por fim na dicotomia entre a formação escolar e a vida ativa, dando destaque para a formação polivalente dos indivíduos, devido à porosidade das ocupações.

A crescente demanda por educação inicial e permanente, desafia as sociedades a oferecer a todos os cidadãos uma educação coerente com as exigências do novo contexto e nem sempre é possível contar com as novas tecnologias para intermediar este processo. Deve-se criar oportunidades para que os indivíduos adquiram as informações de modo autônomo e seletivo e produzam conhecimentos nos espaços formais e informais de ensino-aprendizagem, nesse aspecto tecnologias como a televisão são as mais acessíveis.

As TICs trazem contribuições aos contextos educacionais, devido a introdução de novas práticas comunicativas e como mediadoras de informações oferecem mudanças para as abordagens tradicionais de ensino-aprendizagem. No entanto, estas mudanças dependem muito mais dos usos que se faz das tecnologias e das informações do que da incorporação de antigas e modernas tecnologias nos sistemas de ensino.

Muito mais do que analisar a necessidade de incorporação das mídias e das TICs na educação, precisamos entender e avaliar o papel das mediações tecnológicas dentro do processo de ensino-aprendizagem, analisando seus usos e novas possibilidades de aproveitamento para a produção de conhecimentos.

A Telessala, enquanto ambiente de mediação da oferta televisiva no ensino-aprendizagem, através dos processos de gestão da comunicação e da informação entre Orientador e educandos pode resgatar a aprendizagem como um espaço de negociação e produção de sentidos, contribuindo para que se ultrapasse a comunicação linear da oferta televisiva.

A interação educandos – professor – conteúdos – oferta televisiva, configura a potencializa a dialogicidade no espaço da Telessala, na medida em que o processo de comunicação está planejado nas necessidades e interesses, histórias e experiências culturais dos indivíduos, ampliando a proposta inicial do TC 2000.

São importantíssimos os estudos sobre a qualidade de produção e da técnica empregados nos multimeios do TC 2000, de sua proposta pedagógica e metodológica enquanto produtos midiático-educativos industrializados. Mas, também, são relevantes os estudos que foquem o processo de gestão da comunicação determina o uso desta oferta televisiva no ensino-aprendizagem, atentando para as diversas possibilidades de uso de antigas e novas tecnologias que surgem na prática de ensino, pois, este projeto de educação via TV atende um número significativo de cidadãos.

Somente classificar programas de educação via tecnologias e seus conteúdos como bons ou ruins, massivos, ideológicos, criativos, inovadores, não basta. É importante analisar o modo como programas de alta penetrabilidade são utilizados nos contextos educativos, verificando quais as suas contribuições e as novas possibilidades de uso, não somente suas deficiências. Na prática da sala de aula, o processo de comunicação introduz o diálogo entre a as informações mediadas pela tecnologia e pela atuação de professor e alunos surgem inovações no uso da oferta midiática.

A relação comunicação e educação enriquece ambas as áreas e os estudos da comunicação voltados a educação podem contribuir para que as metas atuais de formação dos cidadãos sejam atingidas. Os estudos da comunicação oferecem possibilidades de otimização dos usos das tecnologias e das informações no ambiente de aprendizagem, tendo o homem como o centro do processo de ensino e valorizando sua capacidade de coletivamente negociar e produzir novos sentidos para o conteúdo informativo que lhe é ofertado.

 

Bibliografia

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Notas

· [1] - No Brasil, o Livro Verde (2000), é documento oficial do Ministério da Ciência e da Tecnologia, criado para impulsionar ações de desenvolvimento da Sociedade da Informação nacional. O período de 2001 a 2003 foi determinado como prazo para que as metas propostas no documento fossem executadas.

· [2] - O analfabetismo funcional é a condição de indivíduos com baixa escolaridade que apresentam uma leitura deficiente, com pouca ou nenhuma competência interpretativa.

· [3] - INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANISIO TEIXEIRA. População adulta volta à sala de aula. 06 de julho de 2004. Disponível em: http://www.inep.gov.br/imprensa/notícias/censo/escolar/news04_18_imp.htm.

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"Este artículo es obra original de Patrícia de Tillio Claro y su publicación inicial procede del II Congreso Online del Observatorio para la CiberSociedad: http://www.cibersociedad.net/congres2004/index_es.html"

 

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