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Grãos de soja como fonte de urease na amonização do bagaço de cana-de-açúcar com uréia (página 2)

Daniele Rebouças Santana Loures; Rasmo Garcia; Odilon Gomes Pereira; Paulo

 

4. Material e métodos

O trabalho foi conduzido no Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa. A cana-de-açúcar foi beneficiada na Usina de Rio Branco (MG) e o subproduto (bagaço), transportado para Viçosa e armazenado em local coberto. Posteriormente, o bagaço foi ensacado (8 kg na matéria original/saco) e misturado com 7,5% de uréia (base MS), em diferentes níveis de soja crua moída (2,5; 3,75 e 7,5% base MS) sendo a relação soja:uréia de 1:3; 1:2; e 1:1, respectivamente. Adotou-se o nível de 7,5% de uréia com base na matéria seca em função de resultados promissores encontrados por Sarmento et al. (1999) na amonização de bagaço de cana-de-açúcar com a utilização desse mesmo nível. Outros trabalhos de amonização de volumosos de baixa qualidade recomendam que sejam utilizadas de 3 a 4% de amônia anidra (82% N) (Garcia & Neiva, 1994) o que eqüivale a 5,58 e 7,28% de uréia (45% N), respectivamente.

Logo após a adição de uréia e dos níveis de soja crua, os sacos (50 L) foram hermeticamente fechados, cobertos por lona plástica e deixados ao ambiente por período de 96 dias. Após esse período de amonização, os sacos foram abertos e deixados dois dias em aeração, seguido de homogeneização e coleta de amostras para subseqüentes análises químico-bromatológicas. As amostras foram secas à temperatura de 40°C para minimizar perdas de amônia por volatilização (Silva, 1990).

A composição bromatológica do grão de soja e do bagaço de cana não-tratado está apresentada na TABELA 1.

As análises de matéria seca (MS), nitrogênio total (NT), fibra em detergente neutro (FDN) e hemicelulose foram realizadas de acordo com os procedimentos descritos por Silva (1990). Foram também realizadas as análises de digestibilidade in vitro da MS (DIVMS), utilizando-se a técnica de Tilley & Terry (1963).

Utilizou-se a técnica de dedução matemática da contribuição dos nutrientes provenientes da soja crua (TABELA 1) para que não interferissem no efeito dos níveis de urease presentes na soja, sobre a composição do bagaço amonizado com uréia. Os resultados químico-bromatológicas do bagaço de cana tratado com uréia e com crescentes níveis de urease, na qual retirou-se o efeito dos constituintes da soja na composição do bagaço, estão apresentados na TABELA 3.

Os dados percentuais para retenção de nitrogênio (RN) no bagaço de cana-de-açúcar tratado com uréia, em relação ao não amonizado, foram obtidos com base no procedimento adotado por Campos (1994) e Pires et al. (1999):

RN (%) = [(%NA - NB) ¸ (%uréia x 0,45)] x 100 sendo:

RN (%) = retenção de nitrogênio expressa em porcentagem do nitrogênio adicionado; %NA = porcentagem de N total no material amonizado; %NB = porcentagem de N total no material não-amonizado; %uréia = porcentagem de uréia utilizada no tratamento e 0,45 = valor percentual de N na uréia.

O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com quatro níveis de soja crua e três repetições. Foi utilizado o programa estatístico SANEST-USP (Sarriés et al., 1993) para testar a hipótese de efeito dos níveis de soja crua, utilizando-se o teste F na análise de variância. Para observar o efeito dos níveis de soja crua em relação às variáveis analisadas, foi utilizada a análise de regressão polinomial.

5. Resultados e discussão

Observa-se na TABELA 2, na qual não se retirou o efeito dos constituintes da soja crua dos tratamentos, maiores teores de MS, PB e DIVMS e menores de FDN, quando comparados com os resultados da TABELA 3. Dessa maneira, quando não se retirou os efeitos dos constituintes da soja crua, houve o confundimento da composição da soja nos resultados. No entanto, quando se eliminou o efeito da soja (TABELA 3), foi possível distinguir os efeitos da urease presentes no grão de soja sobre a conversão da uréia em amônia no bagaço tratado com crescentes níveis de soja crua.

A aplicação de crescentes níveis de soja crua não alterou (P>0,05) os teores de MS e PB do bagaço de cana tratado com uréia (TABELA 3). Resultados semelhantes, em relação ao teor de PB, foram encontrados por Hassoun et al. (1990) e Cândido et al. (1998) trabalhando com bagaço de cana amonizado com uréia. Uma vez que o teor de PB engloba o teor de nitrogênio protéico e não protéico (NNP) não foi possível detectar o efeito da adição de soja crua sobre essa variável.

Por outro lado, houve aumento no teor de PB do bagaço amonizado em 76% em relação ao teor de PB do bagaço original. Isso pode ser explicado pela adição de NNP através da uréia. Nunes (1995) mencionou que para a manutenção da microbiota ruminal exige-se o mínimo de 1% de nitrogênio na dieta (6,25% de PB). Portanto, a amonização em resíduos agro-industriais é benéfica por adicionar nitrogênio ao material, o que favorece o crescimento dos microorganismos ruminais que possuem habilidade de utilizar a NH3 na síntese protéica (Teixeira, 1992).

A RN do bagaço de cana amonizado foi de 35,3%. Pires et al. (1999) relataram que a RN diminui à medida que ocorre aumento na dose de amônia anidra aplicada à quirera de milho, tendo encontrado os valores de 61,9; 39,0 e 31,2% nas doses de 1, 2 e 3% de amônia anidra, respectivamente. Srivastava & Mowat (1980) encontraram RN de 35% quando utilizaram dose de 2% de amônia anidra em espiga de milho.

Observou-se diminuição no teor de FDN (P<0,05), em função dos níveis de soja crua adicionados (TABELAS 3 e 4). No entanto, esse resultado não está de acordo com os observados por Brown & Adjei (1995) e Cândido et al. (1998). O resultado encontrado no presente trabalho pode ser atribuído à ação positiva da urease, presente no grão de soja, sobre a conversão da uréia em amônia, contribuindo, assim, no processo de amonização, por intermédio da solubilização parcial da hemicelulose. Decréscimos dos teores de FDN de materiais amonizados têm sido observados por vários autores (Pires, 1995, Cândido et al., 1998 e Sarmento et al., 1999).

No entanto, os teores de FDN do bagaço tratado podem ter sido subestimados devido à utilização do método de dedução matemática dos nutrientes provenientes da soja não ter considerado o efeito da amônia sobre o FDN da soja crua. Da mesma maneira, o teor de hemicelulose do bagaço tratado pode ter sido subestimado e a digestibilidade da MS superestimada. No entanto, material com baixo teor de FDN e alta digestibilidade apresenta pequena alteração nesses componentes quando amonizado (Cândido et al., 1999 e Pires et al., 1999). Garcia & Neiva (1994) mencionaram que o efeito da amonização é altamente dependente da qualidade do material avaliado. Assim, pode-se especular que o provável efeito da amonização sobre a soja crua talvez seja desprezível nesse contexto.

Houve efeito (P<0,05) dos níveis de soja crua na DIVMS do bagaço amonizado com uréia (TABELA 3). O melhor ajuste no modelo matemático para DIVMS, em função dos níveis crescentes de soja crua adicionados, foi o quadrático (TABELA 4). O efeito positivo da adição da soja-grão pode ser atribuído, provavelmente, à contribuição da urease no aumento da eficiência do processo de amonização do bagaço via uréia. Aumentos na DIVMS são resultantes da ação da amônia sobre a hemicelulose, ocorrendo expansão da mesma, facilitando, assim, o ataque da parede celular pelos microrganismos do rúmen (Grotheer, 1985).

No entanto, em estudos realizados por Williams et al. (1984) e Wanapat et al. (1985), não se observou efeito na DIVMS, com a adição de 5 e 0,5% de farelo de soja (fonte de urease), respectivamente, sobre a amonização via uréia de palha de cevada. Tal fato pode ser atribuído, provavelmente, à perda da atividade da enzima da soja durante seu processamento (Jayasuriya & Pearce, 1983).

A DIVMS do bagaço tratado com uréia sem soja crua aumentou em 32,3% em relação ao bagaço original. Por outro lado, nos níveis de 2,5 e 3,75% de fonte de urease ocorreram pequenos aumentos na DIVMS (6,2 e 7,3%, respectivamente) em relação ao bagaço amonizado sem soja crua (TABELA 3). Essa pequena magnitude do efeito de fonte de urease em relação ao efeito da uréia sem a soja crua sugere a provável existência de urease no bagaço de cana que garanta a conversão da uréia em amônia. Diante disso, é possível inferir que somente a utilização de uréia, ao nível de 7,5%, na amonização do bagaço de cana apresenta alto potencial para aumentar a digestibilidade desse material e que o uso de soja crua, como fonte de urease, não seja imprescindível no tratamento do bagaço de cana com uréia. Hassoun et al. (1990) e Cãndido et al. (1999) obtiveram aumentos no teor de DIVMS em torno de 20,5 e 14,9%, respectivamente, no tratamento do bagaço de cana com 8,8 e 8,0% de ureia, sem o uso de fonte de urease.

A DIVMS do bagaço no nível de 7,5% de grão de soja apresentou-se semelhante ao nível zero de soja (TABELA 3), com valores de 46,5 e 46,9% respectivamente. Isso pode ser explicado pela provável contribuição do alto teor do óleo da soja na diminuição da fermentação microbiana e conseqüente decréscimo da DIVMS. Observações semelhantes foram encontradas por Erickson & Barton (1987). Van Soest (1994) afirmou que o excesso de ácidos graxos insaturados pode causar profunda alteração no balanço da fermentação, por intermédio da supressão das bactérias metanogênicas e celulolíticas, comprometendo, assim, a digestibilidade do material.

6. Conclusão

A aplicação de níveis de soja crua no bagaço de cana tratado com uréia, quando se removeu o efeito da participação dos constituintes da soja-grão, não alterou os teores de MS, PB e hemicelulose do bagaço de cana-de-açúcar. Por outro lado, o teor de FDN do bagaço diminuiu com a adição de soja. A adição de soja crua até 3,75% (base MS) melhora a DIVMS do bagaço de cana tratado com uréia, no entanto altos níveis de soja crua (7,5%) podem causar decréscimo da DIVMS. A utilização de uréia na amonização do bagaço, sem urease, proporcionou resultados mais expressivos do que com o uso de soja crua, sugerindo que no tratamento do bagaço de cana com uréia o uso de fonte urease não é imprescindível.

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Patrícia Sarmento1*; Rasmo Garcia2; Aureliano José Vieira Pires3; Andréia Santos Nascimento4 rgarcia[arroba]ufv.br

1Pós-Graduanda do Depto. de Produção Animal - USP/ESALQ, C.P. 9 - CEP: 13418-900 - Piracicaba, SP.

2Depto. de Zootecnia - UFV, C.P. 308 - CEP: 36570-000 - Viçosa, MG.

3Depto. de Tecnologia Rural e Animal (DTRA) - UESB, Pça Primavera, nº 40 - CEP: 457000-000 - Itapetinga, BA.

4Graduada em Zootecnia - UFV - Viçosa, MG.



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