Alimentação artificial para filhotes de Tamanduá-Bandeira (Myrmecophaga Tridactyla) E



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Materiais e método
  4. Resultados e discussão
  5. Conclusão
  6. Referências bibliográficas
  7. Anexos

RESUMO

Tamanduás requerem uma dieta especial e um tratamento específico em cativeiro, devido à dificuldade em se obter cupins e formigas diariamente, têm-se desenvolvido um alimento que substitui os mesmos e que mantém as exigências nutricionais desses animais. Para isso foi desenvolvido uma papa com ingredientes específicos durante a criação de um filhote macho de tamanduá-bandeira no Parque Zoológico de Goiânia, Goiás. Tendo-se como melhor resposta a Dieta IV composta de leite, gema de ovo, creme de leite, banana, ração canina, probiótico, mamão, couve, cenoura e alface, proporcionando respostas nutricionais positivas pelo animal.

Palavras chave: cativeiro, taurina, nutrição.

INTRODUÇAO

O tamanduá bandeira pertence à família Myrmecophagidae, sendo encontrado no sudeste do México, América Central e América do Sul, Paraguai e Argentina. Apresentam língua longa e protátil, glândulas salivares desenvolvidas, cuja secreção auxilia na atividade alimentar; e não possuem dentes, possuem adaptações anatômicas, comportamentais e fisiológicas voltadas à alimentação constituída de formigas, cupins e seus ovos, além de larvas de besouros (Iasbeck, J. R. et al, 2008).

Estudos sobre a dieta do tamanduá feitos em cativeiro reportam que a espécie prefere cupins a formigas ( Carvalho e Kloss, 1951; Carvalho 1966), e em cativeiro não é possível manter tal dieta.

Em estudo realizado utilizando duzentos casos de doença em 103 tamanduás, 20% se referem a problemas nutricionais, sendo 11,5% por absorção inadequada e 8,5% por deficiências (Diniz et al.,1995).

Eles diferem dos insetívoros facultativos, pois necessitam de todos os seus requerimentos nutricionais a partir da ingestão de insetos. A composição nutricional destes é, inclusive, variável, de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontram. Outra particularidade é a presença de quitina, um polissacarídeo estrutural com função semelhante à da celulose para os herbívoros (Allen, 1992; Edwards & Ewandowski, 1996).

A dieta usual em Zoológicos para Myrmecophaga é constituida de leite de baixa lactose, ovos, carne moida, iorgute, ração comercial e suplementação com vitamina K (Miranda & Costa, 2006).

O objetivo desse trabalho foi desenvolver através de uma alimentação artificial, uma dieta com respostas positivas ao animal afim de obter uma boa adaptabilidade pelo mesmo.

MATERIAIS E MÉTODO

No presente trabalho, um filhote de tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), do sexo masculino, com aproximadamente duas semanas de vida, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiro no município de Bela Vista, Goiás, em novembro de 2007 e levado para o Parque Zoológico de Goiânia, situado na zona urbana de Goiânia, Goiás (Figura 1).

Ao ser recebido, o animal apresentava-se em bom estado de saúde, com peso de 550gr e ficava condicionado na creche do Parque Zoológico, com cuidados especiais.

O acompanhamento do peso era feito (tabela 1) e consequentemente o alimento sofria algumas alterações de acordo com o crescimento e necessidade do animal.

Fornecia-se mamadeira de três em três horas nos primeiros mêses e cupim duas vezes por semana e a papa fornecida tinha seus nutrientes mudados de acordo com problemas que surgiram no animal em relação à sua saúde.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Por serem animais rigorosos na alimentação que são basicamente formigas e cupins e pela dificuldade de se encontrar e fornecer diariamente essa dieta, a alimentação em cativeiro foi se adaptando nos Zoológicos.

A primeira dieta formulada denominada de Dieta I, que serviu de base para todas as outras dietas, continha os seguintes ingredientes:

- leite (água, gordura, proteína, minerais)

- gema de ovo (proteína e aminoácidos como a taurina)

- creme de leite (gordura, cálcio)

Através desta dieta obeteve-se resultados positivos mantendo o peso e após um mês causou um efeito negativo ao animal provocando desconforto intestinal (diarréia).

A Dieta II foi acrescida de:

- banana (cálcio, fósforo, ferro)

- ração canina triturada (proteína, fibra, amido, gordura, vitaminas, minerais)

- probiótico (ajudando na manutenção da flora intestinal)

Nessa dieta com o uso do probiótico e da banana a flora intestinal foi restaurada. Com certo tempo com o uso da dieta, o animal apresentou queda dos pêlos.

Na Dieta III acrescentou-se ingredientes com vitamina A devido à queda:

-mamão (vitaminas A e C, cálcio, potásso)


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