Artes visuais e a educação de jovens e adultos (eja) em ambientes não formais de educação



  1. Resumo
  2. Artes visuais
  3. Ambientes não formais
  4. A educação de jovens e adultos
  5. A pesquisa
  6. Proposta para o novo currículo
  7. Conclusão
  8. Referências bibliográficas

"Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido!"

Rubem Alves

RESUMO

A visita à ambientes extra escolares acontece no ambiente educacional como complementação de determinado assunto estudado. No campo das Artes os ambientes não formais, como Museus, Parques, teatros, representam a vertente dinâmica de fruição do ensino- aprendizagem.

Esta pesquisa busca trazer o conteúdo exibido em ambientes não formais de educação para dentro de sala, considerando a importância de abranger realidades diferentes que aproximem o fazer artístico com o cotidiano dos alunos em processo de alfabetização tardia – EJA, auxiliando a aprendizagem através da observação, conversa e assimilação.

O principal objeto de estudo para esse trabalho é a formação do profissional em Artes, as possibilidades da aplicação do conteúdo teórico aprendido durante a graduação na prática, adequações necessárias a grade curricular, dinamismo para a exploração de novos ambientes de trabalho e adequação aos vários grupos a serem atingidos, em especial, ao ensino de jovens e adultos, para que encontrem um incentivo de aprendizagem através da disciplina de Artes.

Palavras chave: Arte, Artes Visuais, Educação de adultos, Museus.

ABSTRACT

Keywords: Arts, Visual Arts, Adult Education, Museums

ARTES VISUAIS

1.1 INTRODUÇAO

Por englobar diferentes formas de representação, a definição de Artes Visuais é ampla.

No início do século XX era a cultura dominante de cada região que definia quais seriam as disciplinas ministradas nas escolas de Arte. Os professores da escola dita "tradicional" eram transmissores de conhecimento específico, se baseavam em livros didáticos e em modelos convencionais.

Com conteúdo de arte limitado ao desenho técnico geométrico as escolas formavam profissionais qualificados para trabalhar mas com conhecimento restrito em arte.

A partir dos anos 20, o movimento modernista influenciou estudantes e artistas a divulgarem seus trabalhos fora das escolas e do ambiente formal, o que culminou nos anos 70 com a aproximação do conteúdo extra-escolar com a realidade das salas de aula.

Atualmente por oferecerem múltiplas possibilidades de aprofundamento em áreas como pintura, desenho, gravura, fotografia, cinema e escultura e também em assuntos lidos contemporâneos, como instalação, arquitetura, design, moda e outros, as escolas de arte foram renomeadas para Artes Visuais e seus alunos integrantes passam por diversas experiências do fazer artístico não limitando seu campo de conhecimento apenas ao tema escolhido para a habilitação.

A proposta para as Diretrizes Curriculares (1998) cita que os cursos de Artes Visuais devem formar profissionais habilitados para a produção, pesquisa, a crítica e o ensino de Artes Visuais.

O aluno, ao escolher o curso de Arte precisará lidar com um campo inexato passível de alterações e novidades diárias.

O tempo em que a arte se limitava à conhecimentos técnicos e específicos com conteúdo de acesso limitado, foi substituído gradativamente pela realidade atual, em que o profissional de artes é múltiplo, sempre buscando o conhecimento do novo e de possibilidades diferenciadas na atuação, seja individualmente como artista plástico ou no coletivo como arte educador.

  • GRADE CURRICULAR

Os currículos apresentados pelas escolas de arte podem ser restritos ou amplos, alguns fatores interferem nessa área como o tema da habilitação escolhida pelo arte educador, o sistema político e as possibilidades do local de estudo/trabalho e a localização territorial dessa região, sendo que as modificações curriculares ocorrerão com maior freqüência em áreas com grande fluxo de informações.

De acordo com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais - 1997), a educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, pois o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação. Isso está relacionado com as propostas dos cursos de favorecer experiências que envolvam pensamento, sentimento e percepção e de desenvolver percepção e sensibilidade para estimular a criatividade.

Seguindo os PCN a Universidade do Estado de Minas Gerais possui como grade curricular para o curso de Licenciatura em Artes Visuais matérias práticas de (Desenho, Fotografia, Representação Técnica, Oficinas de metal e madeira, Xilogravura, Artes Gráficas e Expressão Gráfica) teóricas, de (Prática de Ensino, Didática, Fundamentos da Educação, História da Arte, Psicologia Percepção e forma, Psicologia da Educação, Leis e Normas, Processos de Criação, Semiótica e Fatores Filosóficos Sociais e Culturais) e optativas (Ilustração, Pintura, Museologia, Arte Pública, História da Arte Contemporânea, Oficina de Bonecos para ações teatrais e outras).


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