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Distúrbios da linguagem escrita: dislexia (página 3)

vicente martins
Partes: 1, 2, 3, 4

5º caso - refere-se a um relato de uma mãe com queixa de filho que não consegue aprender a ler: " Prof. ,ele é muito inteligente e agitado, com relação aos estudos é muito preguiçoso. não quer fazer as tarefas da escola, só quer brincar e assistir desenhos.Fico no pé tentando incentivá-lo:comprando livrinhos de historinhas,ensinando o alfabeto, os números, as sílabas,no mesmo instante ele sabe repetir tudo , porém, depois não sabe mais nada.Estou desesperada!Já não sei mais o que fazer!Preciso de orientação urgente.Muito obrigada pela sua atenção!J.".

6º caso - Refere-se um relato de caso de uma mãe em que faz uma descrição detalhada da dificuldade de aprendizagem de seu filho: "Bom sobre o meu filhote, ele durante a leitura ainda da pausas como estivesse nervoso e gaguejando. Quando fala com adultos também custuma pausar a fala e dizer vários "éééé" e as vezes esquece o que ia falar.Mas noto que no meio das crianças ele se sente mais seguro e fala normal.Gosta de comandar as brincadeiras quando ele é o mas velho entre as crianças.Os professores me relatam sempre que ele é calmo até demais e parece não se colocar na sua idade(11 anos agora), mas ele é bom em matemática não tem problemas com números, e o pediatra dele me disse que ele esquece o que não enteresa a ele. E é verdade.  Quanto a ortografia ele ainda troca as letras quando escreve por exemplo v por f,  t por d essas são as que ele mas troca.  Durante a alfabetização ele começou a estudar com 2 anos e as 4 estava sendo alfabetizado e ai ele começou a trocar as letras.Teve uma pequena demora a entender as coisas na escola.E quando ele era bebê demorou a falar tinha vergonha quando falava errado e se calava pois tinhamos uma sobrinha 1 ano mas nova que já falava tudo então havia uma comparação não nossa mas das outras pessoas.E ele e assim até hoje não gosta de conversar com adultos que o criticam tem vergonha de cumprimentar as pessoas com um simples "Bom Dia" não é muito de contar o que acontece na escola ou fora dela,gosta muito de brincar e não leva os estudos a sério.Está na 4º série e parce não ligar.Durante a alfabetização dele eu tive o meu 2º filho, não sei se isso tem a haver, e eu brigava muito com ele pra prestar aenção no que fazia.Ele mudou um pouco depois do irmão era independente e agora até amarrar o cadarço ele quer que fassamos pra ele.  Bom acho que falei até demais desculpe.Por Favaor me ajude e me endique em qual médico levar.Muito obrigada F.T".

7º caso - Trata-se d eum relato de um mãe com queixa de filho com DA em leitura, escrita e ortografia. Observemos: "Durante a leitura em voz alto não ocorre nenhuma alteração ele lê normalmente é um menino que já está alfabetizado. Quanto aos professores eu sou a professora titular da classe e observo somente a escrita invertida que para ele parece ser normal. Na família, há registro de dificuldades em leitura, escrita (produção de idéias e organização de idéias no texto) e ortografia? Que outras dificuldades os pais e professores têm observado além das habilidades lingüísticas? Pelo o que conversei com os pais não há nenhum registro na família, além da dificuldade na escrita ele é atrapalhado com seus pertence se não possui um bom desenvolvimento motor, tanto fino como amplo. Quanto á memória da criança, o que ocorre para memorizar tabuada, dias da semana, os meses dos anos? Apresenta que tipo de dificuldade em compreender o texto lido ou uma informação durante a leitura de um texto por outrem ou em situação de exposição oral? Quanto á memória ele é bem esperto, pois todos questionamentos que faço em sala de aula é um dos primeiros a responder e não apresenta dificuldade ao compreender textos  e informações. e) Quanto á escola, que método de leitura foi utilizado durante sua alfabetização? O construtivista ou método fônico(alfabético, por exemplo)? Como ocorreu sua alfabetização? Como aprender a ler? Descreva, em detalhes, as dificuldades observadas durante a fase de alfabetização em leitura.  Ainda estamos em período de alfabetização, utilizamos uma palavra chave como estímulo, por exemplo: Fizemos uma visita aos mercado da comunidade, observamos as frutas ao retornarmos a escola fizemos com as crianças uma deliciosa salada de frutas, a partir deste estímulo introduzimos a letra F de Fruta e assim sucessivamente com as demais letras do alfabeto. No aluno não percebi dificuldades para ler pois já veio quase lendo da Ed. Infantil, sua única diferença é na letra como já lhe relatei anteriormente.

Caso 8º - Diz respeito a um relato de professora com aluno que apresentada dificuldades de aprendizagem em leitura. "Estou lhe enviando maiores detalhes sobre meu aluno: é um menino que apresentou uma boa adaptação á rotina diária escolar, é um tanto tímido, não gosta muito de expressar-se ao grande grupo. Na oralidade e questionamentos manifesta-se algumas vezes, mas sempre dando o retorno do que foi questionado de forma correta.  Gosta de manusear livros, ouvir histórias, revelando  espontaneidade em sua leitura sensorial. Muitas vezes  apresenta dificuldades em concentrar-se por mais tempo numa determinada atividade, não prestando atenção nas explicações dadas, parecendo estar longe da sala de aula, necessitando meu auxílio para retornar a sua tarefa, pois se dispersa facilmente do assunto e da atividade proposta. Na rotina diária necessita de estímulo para maior organização de seu lanche, de seus pertences e dos objetos da escola.  Participa das atividades com entusiasmo, porém percebo que apresenta dificuldades significativas em sua coordenação motora ampla e fina inclusive na letra como já lhe relatei é escrita de ponta cabeça. Tomei conhecimento pelos pais que foi encaminhado ao neurologista e está tomando uma medicação, a qual não sei lhe dizer o nome, mas segundo os pais a medicação pode ocasionar sono e foi receitada pelo médico, pois segundo ele o menino apresenta muita ansiedade o que em aula eu não o sinto desta forma. Obs: Ele sempre sentou na frente, no primeiro lugar, nunca conseguia copiar toda aula, casualmente o troquei de lugar com um menino do fundo e ele passou a copiar toda aula, logo que percebi lhe questinei onde encherga melhor, ele disse que atrás. Aguardo sua resposta, obrigada. D."

Caso 9º - Refere-se um relato de caso por uma profissional de pedagogia e psicopedagogia: " e sou Pedagoga e Psicopedagoga Clínica e Institucional. Estou com um cliente que possui disortografia e que está no 7º ano do ensino fundamental (6ª série).  Procurando informações sobre esta questão, me deparei com um site que possui seus textos e achei bastante interessante. Gostaria de saber se o senhor pode me oferecer algumas orientações a respeito de atividades para trabalhar no atendimento referente a disortografia. Este adolescente desde a primeira série é tratado como disléxico, mas sabe ler muito bem, escreve palavras difíceis, mas se atrapalha quando se trata de palavras que  ossuem m antes de p e b, ss, c, ç, s, z e palavras que terminam em am ou ão. Agradeço antecipadamente, C.A.P.B".

Caso 10º - Trata-se uma mãe, aluna do Curso de Pedagogia, sobre as dificuldades de sua filha: "Tenho uma filha de 6 anos que está no 1 ano, desde o ano passado percebi dificuldades com a leitura. Agora que ela está reconhecendo as letras e tem muitas dificuldades. Preocupo-me porque ela é atenta nas aulas, tem uma excelente oralidade e se desenvolve bem em todas as outras atividades.Cria estratégias para fazer leitura como imagens. é capaz de ler um livro inteiro para uma platéia com os dedos nas letras criando o texto através das imagens. Procuro fazer atividades lúdicas para desenvolver a leitura. Em ciências sociais ela estava estudando profissões e eu aproveitei e fiz um jogo da memória das profissões: numa carta tinha a gravura e na outra o nome. Ela jogou fácil, fácil. Por exemplo: Padeiro, ela olhava para a gravura e ficava repetindo padeiro e dizia que começava com P e procurava apenas a palavra que começasse com P e atingia o objetivo do jogo em precisar fazer a leitura da palavra.é muito inteligente. Na escola, tentaram me convencer que ela tem problemas de memória, mas não acredito, pois ela é capaz de contar histórias enormes. (Sou contadora de histórias e ela faz isso num jogo simbólico)Gostaria de saber sua opinião, estou preocupada com a dificuldade que minha filha tem apresentado e estou disposta a ajudá-la.Abraços agradecidos,A. K."

Caso 11º - Trata-se um de um relato de caso de adolescente de 14 anos, com DA, feito por seu pai: "Tenho um filho, André, que está com 14 anos e é dislexo. Atualmente ele cursa a 7ª série, 8º ano, e está com bastante dificuldade com a aprendizagem, especialmente na matemática (falta de raciocínio abstrato) e na redação, inclusive de textos e respostas curtas. é um menino brilhante, que colabora e tem consciência de suas dificuldades. Há 04 anos faz fono para trabalhar o processamento auditivo e o último exame indicou que as dificuldades nesta questão foram supridas, mas a fixação de conteúdos, o raciocínio abstrato e a expressão escrita estão muito debilitados.  Eu gostaria de saber se existe alguma bibliografia específica que me orientepara tentar ajudá-lo a suprir e solucionar estas dificuldades, pois não posso contar com a escola. Atenciosamente,A.L.F".

Caso 12º - Trata-se um relato de uma mãe com filho de 9 com dificuldade de aprendizagem na escrita: "  Fui chamada na escola de meu filho porque ele tem problemas com a escrita, faz trocas de letrascomo v/f, d/t, ele tem 9 anos está na terceira serie, pediram para que o leve para fazer uma avaliaçãocom uma fono, queria saber se este caminho que devo seguir, ou o que devo fazer. Grata, C."

Caso 13º - Refere-se um relato de uma pediatra cujo filho possui DA: "Boa noite.  Li o seu artigo, e gostei muito. Sou pediatra, e tenho um filho de 8 anos que ainda não sabe ler. Isso muito me preocupa, pois tenho 5 filhos , e não estou sabendo lidar com o Matheus.Ele é (ou está hiperativo) , e, acredito, sofrendo com essa dificuldade, pois aqui, em Minas Gerais, a criança é alfabetizada aos 6 anos, ou até menos.Se o senhor puder me envie outros dados ou orientações que eu possa seguir, mesmo á distância. E.M.R".

Caso 14º - Refere-se a um relato de uma mãe cuja filha de 8 anos apresenta dificuldade específica em linguagem escrita: "Tenho uma filha de 8 anos que está na segunda série mas que até o momento não consegue ler. Ela só começou a falar, de uma forma que outras pessoas pudessem entender, depois dos 4 anos. Até o momento ela não consegue pronunciar o /r/ e tem dificuldades para pronunciar palavras com mais de três sílabas.

Minha filha freqüenta a educação infantil desde os dois anos e meio, tem um irmão de 12 anos que não apresentou essas dificuldades, sempre teve acesso a um ambiente que privilegiou a leitura. Também desde os 3 anos ela tem atendimento fonoaudiológico e psicopedagógico. Não tem problemas auditivos, neurológicos ou visuais. Na escola que freqüenta, embora ela não tenha atingido os objetivos da primeira série, optou-se para que ela fosse para a segunda  série porque se verificou que houve avanço no aprendizado dela e pela questão afetiva, o relacionamento com a turma. Num exame realizado por fonoaudiólogos, disseram que ela tinha problemas no processamento auditivo central. Estou muito angustiada o que me leva a buscar ajuda e escrever, e peço desculpas  por estar ocupando seu tempo.

Tenho um pouco de medo de rótulos, principalmente aqueles que estão na moda e atribuem toda dificuldade de aprendizagem ao fato da criança ser DDA, como estão sugerindo e empurrando Ritalina.  Acredito que não seja dificuldade de aprendizagem, mas uma nova forma de aprender, mas eu, como mãe, não consigo enxergar como ajudá-la e as escolas, pelo visto, também não. Gostaria que o senhor sugerisse bibliografias, estratégias para aprendizagem, ou que profissional procuraria.  Alguém me sugeriu que procurasse o grupo da professora Leonor Scliar Cabral, aqui da UFSC. Obrigada,professor, por sua atenção, L.S.A".

Caso 15º - Trata-se um relato de uma professora de aluno com DA: "Sou professora, (pedagoga...)atuo nas séries iniciais, e concordo que a escola não está "dando conta", eu não estou dando conta!!!Aluno na terceira série sem ler, e ele está ali na minha frente, do meu lado e eu fico com minha impotência. Acho que se eu fizer psicopedagogia irá me ajudar em aula, porque é frustante perceber a não aprendizagem, só que será que é só questão de método?Está tão difícil ver a realidade do dia a dia destas crianças.Gostaria muito de fazer algo, só não sei como. Estou mandando o email pq vou pensar mais no teu artigo e sei que gostei, só preciso organizar minhas idéias! N.A.;".

Caso 16º - é um relato de uma  estudante de Pós Graduação em Educação Especial, estou iniciando com filho que apresenta DA em leitura: "Lendo alguns sites encontrei varias matérias escritas pelo senhor, que alias esta de parabéns, o que estou entendendo ate agora, são através delas. Mas o que gostaria e que ainda não entendi direito é a itiologia da dislexia. Agora há pouco li outra matéria do senhor que esta sendo descoberto uns genes que podem ser os causadores da mesma, gostaria se fosse possível que me esclarecesse melhor essas causas, se são mesmo genéticas, desconheço casos na minha familia se pessoas disléxicas, mas isso é complicado pois, nem todos são alfabetizados.Se puder contar com sua atenção, agradeço desde já, F.P".

Caso 17º - Uma professora de artes, depois de atender um aluno, sente-se com dificuldade de intervir adequadamente na DA da educanda com diagnóstico de dislexia: "Prezado professor Vicente: A mãe me fez um relato dizendo que a filha era disléxica, já tinha sido feito o diagnóstico por profissionais da área. A menina passou por diversos fonoaudiólogos, psicólogos, no fim a mãe ,já cansada (e filha também), resolveu que a colocaria numa oficina de artes onde trabalharia com a leitura, artes e estimulando a sua auto - estima que é baixa .Foi assim, que  M. veio parar em minha oficina, indicada pela fono do irmão, que tambémé disléxico. Mariana , hoje na quarta série,  teve muita dificuldade no curso de alfabetização e repetiu a primeira série. Sempre taxada de preguiçosa , porque não gostava de ler,  porque não tinha capricho com a letra, porque era distraída e "comia" ou trocava as letras, etc.. Desenvolveu uma baixa auto-estima, quando chegou a mim, não lia em voz alta de maneira alguma, aos poucos com muita brincadeira começou a ler e perdeu a vergonha , causada por sua dificuldade ( ou por medo da crítica dos outros).  Sua leitura  é bem pausada, troca letras, adivinha palavras e frases, troca também palavras. Tento fazê-la parar em cada palavra para poder ler cada uma como realmente é. Tem funcionado,antes eu lia para ela a maior parte do texto. Hoje, ela quem lê o texto todo por conta própria, ás vezes são capítulos grandes, mas  lê tudo, com muita satisfação. Quanto á memória, gostaria que me definisse que tipo de memória. Pois , em relação  interpretação do texto , ela o faz muito bem. Sempre na outra sessão, quando continuamos a ler o livro, antes me faz um relato do que foi  lido na semana anterior com precisão. A sua ortografia, ainda não observei, pois escrevemos muito pouco, trabalhamos mais com a interpretação através da expressão corporal e artes  plásticas. A mãe me relata que não consegue entender o que ela escreve , que  muitas vezes não faz sentido e é  confuso. O pouco que escreveu na aula, não  deixou eu ler ,ela própria leu para mim. Talvez, tenha contado a história do  que escreveu usando sua imaginação. Este é o quadro que eu conheço de minha aluna. Se puder me ajudar, poderei auxiliar melhor a esta menina , que tanto já sofreu com profissionais que não a compreendiam ou estavam despreparados, não quero repetir o erro. Muito obrigada, C.C".

Caso 18º -  Refere-se ao relato de caso de um pai com filho com DA e um histórico de doença: "Estou a procura de respostas ou possíveis caminhos para investigar um problema com meu filho L. G.Ele tem 11 anos e um histórico de Meningite aos 4 meses de idade. Como seqüela ficou uma perda auditiva profunda e bilateral. Aos 11 meses, notamos a deficiência e iniciou a nossa jornada para ajudá-lo a ser uma pessoa "normal" ou seja, fazer com que ele aproveite o que lhe sobrou de audição(cerca de 15%), somado aos outros sentidos, vir a ser uma pessoa normal, falante como o irmão gêmeo chamado L.A. Por indicação de um amigo, que também sofre o problema com sua filha, conheci a fonoaudióloga G. F., que o acompanha desde bebe ou seja 10 anos de tratamento fonaudiológico que nos trouxe bons resultados. Tendo em vista que o G. freqüenta a 5ª série do ensino fundamental numa escola regular da Prefeitura de SJCampos, como o irmão.Ele é muito estimulado inclusive em sua escola( por Psico Pedagogas), que é piloto por integrar "Alunos Especiais" com deficiências de vários níveis, para tanto existe todo um projeto em torno da proposta.Voltando ao problema do Gustavo, estamos pleiteando junto á UNICAMP, um Implante Coclear para ele, pois teoricamente ele teria uma qualidade auditiva melhor do que o aparelho auditivo Retro-auricular lhe proporciona e foi numa das reuniões com o Otorrino que foi levantada a hipótese de haver um comprometimento cognitivo a nível cerebral, também como seqüela da Meningite. Tudo isto porque ele está numa fase da escola onde a base de interpretação é mais exigida tanto nas matérias digamos "decorativas" qto na matemática(solução de problemas). Minha teoria é de que ele não tendo um vocabulário montado pela memória auditiva(já que perdeu a audição), como poderia interpretar com exatidão se não sabe o significado das palavras . Por outro lado é possível que a are cognitiva do cérebro tenha sido danificada a ponto de não conseguir memorizar PALAVRA x SIGNIFICADO de maneira coerente para depois poder relacionar e montar frases com elas. Existe algum estudo sobre isto ? Qual sua opinião ?Obrigado. K.N.M"

Caso 19º -  O pai faz o relato do caso de seu filho com dificuldade de aprendizagem: "Tenho um filho de 11 anos , que tem estas caracteristicas , porem com alguns particulares , ele é  extremamente popular , o telefone em casa toca o tempo todo,é habil em motricidade , destaca-se em tudo que faz , principalmente no esporte, porem tem as caracteristicas descritas ,quando o assunto é leitura ou estudo .Ele tem mais 3 irmãos um de 20 anos ,cursa arquitetura um dos melhores da classe , uma irmã gemea ,que esta na mesma classe e tem a mesma atenção nossa , e tira só 9 e 10 nas materias ,se interessa por filmes , lê as legendas etc, e uma irmã de 9 anos que tem tambem dificuldades em ler e se concentrar , mas num grau muito menor.

A questão qualidade da escrita e a falta de concentração do P., este é o seu nome , nos salta os olhos ,e ele só tira notas 1 , 2, 4, assim por diante ,ele está na 5a serie , ainda não perdeu nenhum ano , ele está sendo acompanhado pela fonoaudiologa da escola , mas os resultados não vêm. Também coloquei-o em uma professora particular para tentar auxiliá-lo nos estudos , e ela diz que ele é muito inteligente , tem um excelente raciocínio lógico, faz todos os exercícios de matemática com assertiva. Sei que  a distancia ,é difícil  ajudar , mas a seu ver o que devemos fazer?? O Sr,. Recomenda algum colega em S.Paulo ??Sou de S. José do Rio Preto , interior de São Paulo.Desde já obrigado , I."

Caso 20º -  Trata-se de um relato de uma terapeuta, ainda em formação inicial que cursa o Faculdade de Terapia Ocupacional (último ano): "Tenho uma paciente de 27 anos que apresenta algumas dificuldades na escrita e na fala. Em uma das atividades que realizei com ela, a mesma apresentou-se nervosa ao ler,trocando algumas letras. Ao pedir para ela falasse qual o número que estava no dado, a mesma teve dificuldades; tendo dificuldade também em distinguir letras aleatórias, trocando principalmente as letras F e V.A paciente relata ser muito agressiva querendo bater nas pessoas e não gosta de "conviver" com elas. Sente ódio de todos.Gostaria de saber como faço para verificar se ela pode ter Dislexia? Obrigada pela atenção.L."

Caso 21º - Refere-se ao relato de mãe cujo filho tem dislexia associada a TDAH : "Eu tenho um filho de 11 anos que tem TDAH, não foi diagnosticado dislexia, mas ele apresenta muita dificuldade de ler  e entender o que leu e também de escrever corretamente, tanto com erros ortográficos quanto com a caligrafia.Eu sinto que ele poderia melhorar muito se tivesse um educador, para ensinar e estimulá-lo a adquirir competência em leitura e escrita. Você teria algum professor(a) para me indicar, ou outro profissional que eu pudesse procurar?? Obrigada, A."

Caso 22º - Chamo a atenção do GT para o relato deste adulto com  "distúrbios de aprendizagem": "Caro Vicente Martins, tenho 35 anos e faço tratamento na PUC-MG de processamento auditivo central. Tenho procurado pesquisar sobre livros de consciência fonológica e processamento auditivo centra, e o que tenho encontrado é decepcionante. Os profissionais se preocupam apenas com as crianças e nó máximo com os adolescentes quando se trata de distúrbios de aprendizagem, o adulto está fora de questão. Justificam dizendo que não há procura. Isto mostra que o que incentiva os profissionais é o dinheiro. Se há procura, há clientes, caso contrário, não há interesse em estudar distúrbios de aprendizagem em adultos. Isto mostra como a máquina do capitalismo influencia na formação dos jovens profissionais.Quando um adulto procura o fonoaudiólogo com problema de aprendizagem, eles simplesmente não sabem como direcionar o problema, beiram a frustração, pois não foi desenvolvido nenhum tipo de programa para o adulto, tudo tem que se adaptado para ele. Preocupam muito se está dando resultado o tratamento, jogando isto para o paciente, porque eles não têm a mínima idéia se haverá melhora no paciente adulto.A fonoaudiologia centralizou demais na criança, e nem imaginaram que adultos poderiam procurá-los com problemas de aprendizado.Penso seriamente em desistir da fonoaudiologia, porque ela tem sido incompetente em tratar de adultos com distúrbios de aprendizagem.Atenciosamente, C.C" .

Caso 23º -  O relato é de uma profissional de Letras com filha que apresenta dificuldades específicas em leitura9dislexia): "Tenho uma filha de 8 anos e meio diagnosticada com dislexia, além de ter disgrafia e disortografia. A Fono disse que a dislexia dele é bem leve. Ela lê razoavelmente bem, apesar de soletrar muitas vezes, principalmente as palavras pouco freqüentes, mas eu acredito que a disgrafia e a disortografia nela sejam um pouco mais severas que a dificuldade de leitura propriamente dita. Ela não consegue escrever uma frase sem cometer vários erros, em palavras que já escreveu várias vezes (sempre escreve valar ao invés de falar, xegou ao inves de chegou, soldade ao inves de saudade entre outras coisas) e a aparência grafica de sua letra é muito franca, parace de criança ensaiando as primeiras letras. No entanto ela gosta muito de escrever, tem um diário, escreve historinhas, só que é é uma luta conseguirmos decifrar o que ela quis dizer.Gostaria de saber, se poderia indicar alguma literatura, que contivesse exercicios  especificamente para disgrafia e disortografia .Estou em véspera de iniciar minha pósgraduacão em Psicopedagogia agora em agosto. Espero po'der ajudar minha filho melhor assim.Agradeço sua ajuda antecipadamente, T.F".

Caso 24º -  Um relato de mãe que relata a DA de um filho no 5º do ensino fundamental: "Gostaria de saber como ajudar meu filho na escola. Desde que ele entrou na escola ele apresenta dificuldade de aprendizado. Ele está na 4° fundamental. Foi diagnosticado que ele apresenta uma deficiência no processamento auditivo central. ele tem dificuldade de interpretação de texto, entendimento do enunciado e dificuldade de expressão.. Isso tem lhe causado um processo de auto estima rebaixada e isolamento pelo grupo de criança da escola. Se taxa de burro. Já há um ano ele faz acompanhamento fonoaudiológico, mas não estou vendo resultado..estamos começando a achar que ele precisa de outra coisa. Preciso de ajuda, para poder ajudá-lo. Aguardo retorno. Moro em São Paulo, zona sul. Obrigada, C."

Caso 25º -  Relato de um pai cuja filha de 10 anos, no 6º ano do ensino fundamental, apresenta dificuldades de aprendizagem em sala de aula "Professor, imagino o quanto o senhor deva estar ocupado para ler mais esta nota e muito mais para respondê-la; mas mesmo assim resolvi arriscar e pedir sua orientação.  Minha filha tem 10 anos e está na 5a. série. Sempre senti necessidade de apoiá-la nos estudos (eu mesmo ou com a ajuda de professor particular), já que suas notas sempre ficaram abaixo da média da turma. Já conversei com a coodenadora da escola e tive o retorno de que ela conversa na aula e não presta atenção mas tem bom relacionamento e não é considerada um problema, já que com a nossa ajuda, ela faz os trabalhos, consegue obter notas regulares e no final, passa de ano. Minha avaliação pessoal tem sido  de que ela é imatura para os desafios da sua série escolar, já que faz aniversário no final de outubro (acredito que isto ainda faça alguma diferença) é que com o tempo esses problemas serão superados (ou não). Por recomendação de amigos, a matriculei no Kumon, (método japonês de ensino que dizem, melhora o desempenho escola), para reforçar os estudos em matemática (ela já está nesse curso há 1 ano) e nós acreditamos que teve algum progresso (ela também acredita). Mesmo assim, minha filha não consegue obter notas superiores a média da turma (7 ou 8). Durante esses anos eu tenho estudado com ela e muitas vezes perco a paciência, fico nervoso e a chamo de burra. Depois peço desculpas, ela diz que tudo bem mas fico preocupado e triste com essa situação. Este ano a matriculei num curso de Inglês e da mesmo forma, já tive retorno da professora que ela conversa durante a aula, dispersa e prejudica o seu aprendizado. Já conversei com a minha filha, briguei... ela se senbiliza, diz que vai tentar mudar e assim vamos vivendo. Até que um amigo meu me falou de Dislexia, que seu filho fez um tratamento na Clínica RA terapias e obteve melhoras e eu fiquei interessado no assunto e na esperança de tratá-la, se for o caso, a fim de que adquira mais confiaça em si e e obtenha melhor desempenho escolar. O senhor tem alguma sugestão, orientação ? Minha filha tem Plano de Saúde Sul América. Será que esses tratametos tem cobertura ?  Se não puder responder,não faz mal. Um grande abraço, P.M".

A questão da escolarização dos disléxicos: O GT - Transtornos Funcionais Específicos (SEESP/SEB)

Nomeado, em Portaria Ministerial, pelo Ministério da Educação, desde o início de junho deste ano,  integro o Grupo de Trabalho - Transtornos Funcionais Específicos, que tem por objetivo realizar estudos e definir diretrizes voltadas para a escolarização dos alunos com dislexia, disgrafia, disortografia e déficit de atenção.

A nomeação do GT foi publicada no DOU de 09/06/2008- seção 2 - Portaria nº 6, de 05/06/2008 e terá o prazo de 120 dias para apresentação de proposta á Secretaria de Educação Básica e á Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação.

A primeira reunião técnica do GT ocorreu nos dias 23 e 24 de junho passado, em Brasília.O MEC vê a necessidade de elaborar diretrizes que orientem os sistemas de ensino na implementação de políticas direcionadas á educação de alunos com transtornos funcionais específicos matriculados na rede regular de ensino.

O Ministério de Educação vem desenvolvendo ações, estudos e pesquisas para implementar sua Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, MEC/2008, que orienta a atuação articulada da educação especial com o ensino regular para o atendimento ás necessidades educacionais dos alunos que requerem respostas específicas para participação e aprendizagem no processo educacional.

O  ponto de partida dos estudos do GT tem sido o Decreto nº 6.094/2007 que estabelece, nas diretrizes do Compromisso Todos pela Educação, a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o atendimento ás necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo a inclusão educacional nas escolas públicas.

Durante o processo educacional, alguns alunos podem apresentar necessidades educacionais decorrentes de transtornos funcionais específicos como dislexia, disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

é, necessário na visão dos técnicos do MEC,o que os sistemas nacional, estadual e municipal de educação disseminem, junto aos estabelecimentos de ensino e aos pais dos alunos, estudos, pesquisas e orientações pedagógicas para os profissionais que atuam com crianças que apresentam transtornos funcionais específicos, de modo a envolver os pais, professores e demais membros da comunidade escolar no processo educacional, visando maximizar o potencial dos alunos e promover as condições necessárias para sua aprendizagem.

O Grupo de Trabalho do MEC é constituído por representantes dos seguintes órgãos e instituições:

I Claudia Maffini Griboski, da Secretaria de Educação Especial - SEESP/MEC;

II Rosangela Machado, da Secretaria de Educação Especial - SEESP/MEC;

III Jeanete Beauchamp, da Secretaria de Educação Básica - SEB/MEC; IV Marcelo Soares Pereira, da Secretaria de Educação Básica - SEB/MEC;V Milca Severino Pereira, do Conselho Nacional de Secretários de Educação - CONSED;

VI Magela Lindner Formiga, da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME;

VII - Paulo Vinícius Silva Alves, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO;

VIII - Rita Vieira Figueiredo, da Universidade Federal do Ceará - UFC;

IX Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla, da Universidade Presbiteriana Mackenzie;

X - Vicente Martins, da Universidade Estadual do Vale do Acaraú-UVA;

XI - Giselle Massi, da Universidade de Tuiuti do Paraná;

XII Edwiges Maria Morato, da Universidade de Campinas - UNICAMP;

XIII Maria Ângela Nogueira Nico, da Associação Brasileira de Dislexia - ABD;

XIV Clélia Argolo Ferrão Estill, da Associação Nacional de Dislexia - ANDXV - Maria Consuelo de Jesus Mazzini, da Associação de Pais e Amigos de Disléxicos - APAD e

XVI Iane Kestelman, da Associação Brasileira de Déficit de Atenção - ABDA.

O atendimento educacional para os disléxicos a partir do Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008

O decreto supra citado dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamenta o parágrafo único do art. 60 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007. Faz remissão ao que confere o art. 84, inciso IV, e tendo em vista o disposto no art. 208, inciso III, ambos da Constituição, no art. 60, parágrafo único, da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no art. 9o, § 2o, da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007,

O decreto estabelece no ser Art. 1o  que "A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular".

O decreto presidencial traz  um conceito importante de atendimento educacional especializado, considerado como " o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar á formação dos alunos no ensino regular. Diz no § 2º do referido artigo que " O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas".

O decreto traz no ser artigo Art. 2º os objetivos do atendimento educacional especializado:

I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos no art. 1º;

II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;

III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e

IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino.

No Art. 3o  diz que o" Ministério da Educação prestará apoio técnico e financeiro ás seguintes ações voltadas á oferta do atendimento educacional especializado, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto:

I - implantação de salas de recursos multifuncionais;

II - formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado;

III - formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva;

IV - adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade;

V - elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade; e

VI - estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior.

§ 1o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado.

§ 2o A produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade incluem livros didáticos e paradidáticos em braile, áudio e Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, laptops com sintetizador de voz, softwares para comunicação alternativa e outras ajudas técnicas que possibilitam o acesso ao currículo.

§ 3o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior visam eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de alunos com deficiência.

No Art. 4o  estabelece que o Ministério da Educação disciplinará os requisitos, as condições de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional especializado.

No Art. 5o afirma que Sem prejuízo do disposto no art. 3o, o Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o monitoramento do acesso á escola por parte dos beneficiários do benefício de prestação continuada, em colaboração com os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate á Fome e com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Bibliografia Básica na área dislexiológica

1.       ALLIEND, G. Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

2.       .CARDOSO-MARTINS, Cláudia (org.). Consciência fonológica e alfabetização.Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.

3.       CATANIA, A. Charles. Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição. 4ª ed. Tradução de Deisy das Graças de Souza. Porto Alegre: Artmed, 1999.

4.       CHAPMAN, Robin S. Processos e distúrbios na aquisição da linguagem. Tradução de Emilia de Oliveira Diehl e Sandra Costa. Porto Alegre: Artmed, 1996.

5.       COLL, César, MARCHESI, Álvaro e PALACIOS, Jesús. Desenvolvimento psicológico e educação: volune 3, transtornos do desenvolvimento e necessidades educativas especiais. 2 ed. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2004.

6.       COLOMER, Teresa, CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

7.       CONDEMARÍN, Mabel e MEDINA, Alejandra. A avaliação autêntica: um meio para melhorar as competências em linguagem e comunicação. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2005

8.       CONDEMARÍN, Mabel, BLOMQUIST, Marlys. Dislexia: manual de leitura corretiva. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artmed, 1989.

9.       CONDEMARÍN, Mabel.Leitura corretiva e remedial. Tradução de Jonas Pereira dos Santos. Campinas, SP: Psy II, 1994.

10.   CORRÊA, Letícia Maria Sicuro(org.). Aquisição da linguagem e problemas do desenvolvimento lingüístico. São Paulo: Loyola, 2006.

11.   DAVIS, Ronald Dell, BRAUN, Eldon M. O dom da dislexia: por que algumas das pessoas mais brilhantes não conseguem ler e como podem aprender. Tradução de Ana Lima e Garcia Badaró Massad.

12.   EHRLICH, Stéphane. Aprendizagem e memória humanas. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.

13.   ELLIS, Andrew W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. 2ª ed. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Artmed, 1995.

14.   EYSENCK, Michael W., KEANE, Mark T. Manual de psicologia cognitiva. 5ª ed. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 2007.

15.   FLAVELL, John H., MILLER, Patricia H. e MILLER, Scott A. Desenvolvimento cognitivo. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1999.

16.   FONSECA, Vítor da. Introdução ás dificuldades de aprendizagem. 2ª ed. rev. aum. Porto Alegre: Artmed, 1995.

17.   GARCIA, Jesus Nicacio. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 2006.

18.   GERBER, Adele. Problemas de aprendziagem relacionados á linguagem: sua natureza e tratamento. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre: Artmed, 1996.

19.   GRéGOIRE, Jacques e col. Avaliando as aprendizagens: os aportes da psicologia cognitiva. Tradução de Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artmed, 2000.

20.   GRéGOIRE, Jacques, PIéRART, Bernadette. Avaliação dos problemas de leitura: os novos modelos teóricos e suas implicações diagnósticas. Tradução de Marian Regina Borges Osório. Porto Alegre: Artmed, 1997.

21.   GUIMARÃES, Sandra Regina Kirchner. Aprendizagem da leitura e da escrita: o papel das habilidades metalingüísticas. São Paulo: Vetor, 2005.

22.   HOUT, Anne Van, ESTIENNE, Françoise. Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento. 2ª ed. Tradução de Cláudia Shilling. Porto Alegre: Artmed, 2001.

23.   JAMET, éric. Leitura e aproveitamento escolar. Tradução de Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Loyola, 2000.

24.   JOLIBERT, Josette e col. Formando crianças leitoras, vol.1. Tradulção de Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artmed, 1994.

25.   KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística. 3ª ed. São Paulo: Ática, 1990.

26.   KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 1999.(Coleção Texto e Linguagem).

27.   KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura: teoria & prática. Campinas, SP: Pontes, 2001.

28.   KLEIMAN, Ângela.Leitura:ensino e pesquisa. 2ª ed. Campinas, SP: Pontes, 2004.

29.   KOCH, Ingedore Villaça, ELIAS, Vanda Marai. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006.

30.   LAMPRECHT, Regina Ritter et ali. Aquisição fonológica do português: perfil de desenvolvimento e subsídios para terapia. Porto Alegre: Artmed, 2004.

31.   LECOURS, André Roch, PARENTE, Maria Alice de Mattos Pimenta. Dislexia: implicações do sistema de escrita do português. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

32.   LIBERATO, Yara, FULGÊNCIO, Lúcia. é possível facilitar a leitura: um guia para escrever claro. São Paulo: Contexto, 2007.

33.   MARTINS, Vicente. A dislexia em sala de aula. In: PINTO, Maria Alice (org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d"Água, 2003.

34.   MATA, Francisco Salvador. Como prevenir as dificuldades de expressão escrita. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2003.

35.   McGUINNESS, Diane. O ensino da leitura. Tradução de Luzia Araújo. Porto Alegre: Artmed, 2006.

36.   MCSHANE, John, DOCKRELL, Julie. Crianças com dificuldades de aprendizagem: uma abordagem cognitiva. Tradução de Andrea Negreda. Porto Alegre: Artmed, 2000.

37.   MORAIS, Artur Gomes de (org.). O aprendizado da ortografia. 3ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. (Linguagem e educação, 4).

38.   MORAIS, José. A arte de ler. São Paulo: Unesp, 1996.

39.   MUSSALIM, Fernanda, BENTES, Anna Christina. (orgs.). Introdução á lingüística: domínios e fronteiras,v.1. São Paulo: Cortez, 2001.

40.   NUNES, Teresinha, BUARQUE, Lair e BRYANT, Peter. Dificuldades na aprendizagem da leitura: teoria e prática. São Paulo: Cortez, 1992.[Polêmicas do nosso tempo, 47]

41.   PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artmed, 1992.

42.   PENNINGTON, Bruce F. Diagnósticos de distúrbios de aprendizagem. São Paulo: Pioneira, 1997.

43.   PUYUELO, Miguel e RONDAL, Jean-Adolphe. Manual de desenvolvimento e alterações da linguagem na criança e no adulto. Tradução de Antônio Feltrin. Porto Alegre: Artmed, 2007.

44.   ROTTA, NewraTellechea, OHLWEILER, Lygia e RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

45.   SCHOLZE, Lia, RÖSING, Tania M. K. (Orgs.).Teorias e práticas de letramento. Brasília: INEP, 2007.

46.   SCLIAR-CABRAL, Leonor. Guia prático de alfabetização. São Paulo: Contexto, 2003.

47.   SCLIAR-CABRAL, Leonor. Introdução á psicolingüística. São Paulo: Ática, 1991.

48.   SCLIAR-CABRAL, Leonor. Princípios do sistema alfabético do português do Brasil. São Paulo: Contexto, 2003.

49.   SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia: um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura. Tradução de Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.

50.   SMITH, Frank. Compreendendo a leitura: uma análise psicolingüística da leitura e do aprender a ler. 4ª ed. Tradução de Daise Batista. Porto Alegre: Artmed, 2003.

51.   SMITH, Frank. Leitura significativa. Tradução de Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre: Artmed, 1999.

52.   SNOWLING, Margaret e STACKHOUSE, Joy. (orgs.) Dislexia, fala e linguagem: um manual do profissional. Tradução de Magda França Lopes.Porto Alegre: Artmed, 2004.

53.   SOLé, Isabel. Estratégias de leitura. 6ª ed. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.

54.   TERNBERG, Robert J. Psicologia cognitiva. 4ª Ed. Tradução de Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artmed, 2008.

55.   STERNBERG, Robert J., GRIGORENKO, Elena L. Crianças rotuladas: o que é necessário saber sobre as dificuldades de aprendizagem. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 2003.

56.   TACKHOUSE, Joy. (orgs.) Dislexia, fala e linguagem: um manual do profissional. Tradução de Magda França Lopes.Porto Alegre: Artmed, 2004. pp.183-202.

57.   ZORZI, Jaime Luiz. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

Sondagem dos transtornos funcionais específicos

 (DISLEXIA, DISGRAFIA E DISORTOGRAFIA)

Estabelecimento de ensino:.............................................................................................

Nome completo do aluno: ..............................................................................................

Cidade:.......................Data de nascimento do aluno: ......../......../........ série ou ano escolar:.......................

Professor de língua portuguesa:.....................................................................................

grau de instrução do professor/curso:.....................curso:..............................................

observações:.......................................................................................................................

data:.............../ ............/..................

 I  - EXPRESSÃO ESCRITA

1. Desenvolvimento Lingüístico

1.1. Vocabulário pobre

(     )

1.2. Sintaxe inadequada

(     )

1.3. Articulação de idéias incorretas

(     )

1.4. Expressão abreviada

(     )

2. Ortografia

2.1 Omissões:letras (     )  sílabas (     )  palavras (     ) acentos (     ) sinais gráficos (     )

2.2 Inversões:                                                                              letras (     )  sílabas (     )

2.3 Confusões:                  fonemas (     )   grafemas (     )   ditongos (     )  dífrafos  (     ) 

2.4 Adições:                                                        letras(     )   sílabas (     )   acentos   (     )  

2.5 Repetições:                   letras (     )   sílabas (     )   palavras (     )   expressões    (     ) 

2.6 Ligações

(     )

2.7 Separações

(     )

2.8 Substituições

(     )

2.9. Assimilações semânticas

(     )

2.10 Erros de concordância:                                       em gênero (     )  em número (     )

                                                                                                    tempo/pessoa verbal (     )

2.11. Desrespeito de regras ortográficas da língua

(     )

3. Traçados Grafomotores

3.1 Desrespeito de margens, linhas, espaços

(     )

3.2 Anarquia nos trabalhos, apresentação deficiente

(     )

II - LINGUAGEM MATEMÁTICA

4. Incorreções

4.1 Omissão de elementos: números (     ) parcelas (     )  sinais(     )  expoentes  (     )

4.2 Inversões:                                 números (     )  parcelas (     )  figuras / traços (     )

4.3 Adição de elementos                                                                                         (     )

4.4 Confusão de sinais                                                                                            (     )

III -  LEITURA

5. Fluência - Expressão - Compreensão

5.1 Hesitante

(     )

5.2 Arritmada

(     )

5.3 Expressão inadequada

(     )

5.4 Desrespeito á pontuação

(     )

5.5 Palavras mal agrupadas

(     )

5.6 Dificuldade de evocação dos conteúdos das mensagens lidas

(     )

5.7 Dificuldade de compreensão dos textos lidos

(     )

5.8 Dificuldades de interpretação de perguntas

(     )

5.9 Dificuldades em emitir juízos e tirar conclusões

(     )

6. Exatidão

(     )

6.1 Omissões:                                letras (     ) sílabas (     )  palavras (     )  acentos   (     )

6.2 Inversões:                                                                              letras  (     ) sílabas   (     )

6.3 Confusões:                                              fonemas (     ) grafemas (     ) ditongos  (     )

6.4 Adições:                                     letras (     ) sílabas (     )palavras (     ) acentos   (     )

6.5 Substituições

(     )

6.6 Assimilações semânticas

(     )

IV - EXPRESSÃO

7. Desenvolvimento Linguístico

7.1 Vocabulário pobre

(     )

7.2.Sintaxe inadequada

(     )

7.3 Articulação de idéias incorreta

(     )

7.4 Expressão abreviada

(     )

7.5. Inibição na produção lingüística

(     )

7.6. Articulação de idéias incorretas

(     )

V - HABILIDADES COGNITIVAS

8. Dificuldades

(     )

8.1 Reconhecimento de lateralizações:    em si (     ) no outro (     ) no espaço real (     )

  no espaço gráfico (     )

8.2 Integração de noções espaciais:        orientação(     ) estruturação  (     )                                                                                      posição relativa(     )

8.3 Compreensão de noções temporais:      organização(     ) decurso (     )                                                                                            seqüência (     )                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

8.4 Evocação / Compreensão de cadência rítmica

(     )

8.5 Discriminação auditiva de sons próximos

(     )

8.6 Retenção auditiva de estímulos sonoros

(     )

8.7 Análise e síntese de sons

(     )

8.8 Identificação e discriminação visual

(     )

8.9 Retenção visual de símbolos

(     )

8.10 Categorização / Identificação de categorias

(     )

8.11 Resolução de situações problemáticas

(     )

8.12 Associação de ideias

(     )

8.13 Concentração da atenção

(     )

8.14 Retenção / Evocação de conhecimentos

(     )

VI - AJUSTAMENTO EMOCIONAL

9.1. Insegurança

(     )

9.2.Revolta

(     )

9.3. Inibição

(     )

9.4. Isolamento

(     )

9.5. Baixo auto-conceito

(     )

9.6. Baixa auto-estima

(     )

9.7. Desmotivação

(     )

NOTAS EXPLICATIVAS

1         DISLEXIA foi definida como "incapacidade de processar os símbolos da linguagem", ou ainda como "dificuldade na aprendizagem da leitura, com repercussão na escrita, devida a causas congênitas, neurológicas, ou, na maioria dos casos, devida expressamente á imaturidade cerebral".

2         Para iniciar e desenvolver com êxito o processo de leitura e escrita é necessário atingir uma certa maturidade nos domínios linguísticos, motor, psicomotor e perceptivo, bem como uma dada capacidade de concentração da atenção, de memorização auditiva e visual, de coordenação visuomotora.

3         Em cada caso, importa situar as dificuldades quer quanto aos referidos domínios quer quanto á codificação e decodificação da linguagem oral e ou escrita e quantitativa.

4         Um mesmo aluno não apresenta todos os sintomas que se aqui se referem, podendo apresentar apenas alguns deles. Num caso em que surgem apenas um ou outro destes erros ou dificuldades não significa que exista dislexia.

Para melhor compreensão dos itens considerados, exemplificam-se a seguir as diversas situações.

I - EXPRESSÃO ESCRITA

1. - Desenvolvimento Lingüístico

1.1. expressa-se utilizando um vocabulário elementar para o nível escolar e área do conhecimento

1.2. constrói frases sintática e semanticamente incorretas ( por fim o frade comeu a sopa - por fim comer sopa)

1.3. a linguagem escrita reflete desorganização de pensamento (as idéias não se encadeiam, são dispersas, desligadas)

1.4. expõe as suas idéias de forma abreviada, em estilo telegráfico

2. - Ortografia

2.1. omite letras no início, no meio ou no fim das palavras (gosto - osto; sílaba - síaba; levar - leva), sílabas (habitação - habição), palavras (estava a fazer malha - estava malha), acentos (colégio - colegio), sinais de pontuação, cedilhas, hífens, etc.

2.2. inverte letras na sílaba (estante - setante), sílabas na palavra (pesquisa - quespisa)

2.3. confunde letras de sons equivalentes (gabar - cabar), ou de forma próxima (diálogo -biálogo), ou ditongos (fui - foi; então - entam)

2.4. adiciona letras (flor - felore), sílabas (mandado - mandatado), acentos (estava - estáva)

2.5. repete letras (joelho - joellho), sílabas (sentido - sentitido), palavras (ia a sair - ia ia a sair), ou expressões (fomos ao cinema - fomos ao cinema e fomos ... e fomos ...)

2.6. reune várias palavras (ás vezes - ásvezes; dizia-me - diziame)

2.7. separa partes constituintes da palavra (motora - motor-a; agarrado - a garra do)

2.8. substitui letras de sons e formas bem diferentes (mercado - mertado)

2.9. utiliza palavra da mesma área vocabular mas de significado diferente (avião - comboio)

Se se verificarem distúrbios nestas áreas de desenvolvimento, a aprendizagem nas áreas escolares básicas -leitura, escrita, aritmética - poderá resultar deficitária. Por sua vez, os fracos desempenhos dos alunos nestas áreas prejudicam todo o processo de aprendizagem, levando a sub-realização académica quase sempre generalizada, em qualquer dos diferentes níveis de ensino.

2.10. não respeita regras de concordância em gênero (a professora - a professor), em número (os testes - o teste) ou não utiliza o verbo na pessoa ou tempo adequados (nós corremos em grupo - nós corre em grupo; levava sempre - leva sempre)

2.11. não respeita as regras ortográficas da língua (campo - canpo; longe - longue; mesa - meza; birra - bira).

3. - Traçados Grafomotores

3.1. escreve desrespeitando os espaços das margens e linhas, amontoando letras no final da linha

3.2. os trabalhos apresentam-se riscados, garatujados, com palavras sobrepostas ou há uma desorganização generalizada dos espaços projetados

II - LINGUAGEM QUANTITATIVA

4. - Incorreções

4.1.a 4.4. - Nas operações efetuadas, no desenvolvimento de cálculos, na transição de dados,na observação de gráficos, esquemas ou figuras, na utilização de fórmulas ou sinais, na compreensão de relações e orientações espaciais, etc., pode verificar-se que são omitidos ou adicionados alguns elementos, ou invertida a ordem ou posição de outros, ou ainda confundidos elementos equivalentes.

III - LEITURA

Na leitura estão implicadas duas componentes ou funções que funcionam de forma interativa: a decodificação e a compreensão da informação escrita.

A decodificação - capacidade de reconhecimento das palavras - é o processo pelo qual se extrai suficiente informação das palavras através da ativação do léxico mental, para permitir que a informação semântica se torna consciente.

A compreensão - compreender a mensagem escrita de um texto - é o processo regulado pelo leitor e no qual se produz uma interação entre a informação armazenada na sua memória e a proporcionada pelo texto.

Na compreensão da leitura a nível literal, interpretativo e crítico o aluno disléxico pode apresentar eventuais dificuldades:

  •   na compreensão de palavras e frases que derivam das insuficiências semânticas e sintáticas, uma compreensão literal ou compreensão inferencial limitada e pouco eficaz para recordar fatos, detalhes e/ou detectar a idéia principal, devido á impossibilidade de relacionar a informação com quem, quando, onde e porquê do que lêem para sintetizar o conteúdo, devido á dificuldade para compreender a idéia principal na compreensão de relações que derivam da menor capacidade para comparar e deduzir as relações de causa e efeito entre as idéias  fundamentais para realizar inferências, devido á dificuldade para pensar de forma semelhante perante duas ou mais situações de leitura para diferenciar entre realidade e ficção, devido a carências na capacidade de distinguir entre o real e o fictício para tirar conclusões a partir da análise de dados conflituosos para julgar a relevância e a consistência de um texto, que se manifestará pela incapacidade para distinguir entre fatos e opiniões, para julgar a veracidade de uma informação, para determinar se trata de um fato ou de uma opinião e se as conclusões são ou não subjetivas.

5. - Fluência - Expressão - Compreensão

5.1 . com hesitações

5.2 . com paragens e recomeços/momentos de fluência intercalados com hesitações

5.3 . inexpressiva/sem modelação de voz

5.4 . pontuação não respeitada/pausas impróprias

5.5 . não lê por grupos de sentido

5.6 . após a leitura, não recorda a informação que o texto contém

5.7 . não interpreta o texto adequadamente

5.8 . não compreende o que se pergunta e portanto sobre que deve incidir a resposta

5.9 . não revela sentido crítico ou raciocínio conclusivo consistentes

6 . - Exatidão

Na decodificação podem surgir erros na leitura de letras, sílabas e palavras:

6.1. ao ler, omite letras (livro - livo), sílabas (armário - mário), palavras (iam ambos

apoiados - iam apoiados), acentos (está - esta)

6.2. altera a posição das letras nas sílabas (prédio - pérdio - pédrio ou falar faral), das sílabas na palavra (toma - mato)

6.3. substitui letras de sons próximos (fila - vila), de traçados equivalentes (fato - tato) ou de orientações inversas (data - bata) ou ditongos (fugiu - fugio); (levei - levai)

6.4. acrescenta letras (solar - solare), sílabas (estalam - estalaram), palavras (chamaram o médico - chamaram depois o médico), acentos (cadete - cadéte)

6.5. "inventa" partes de palavra ou mesmo palavras inteiras (represa - refresca)

6.6. "lê" uma outra palavra que de alguma forma se associa (madrugada - manhã)

IV - EXPRESSÃO ORAL

7. - Desenvolvimento Lingüístico

7.1. Vocabulário pobre: ao expressar-se oralmente utiliza um vocabulário impreciso,

inadequado e limitado, atendendo ao nível escolar, etário e social

7.2. Morfossintaxe inadequada: constrói frases de estrutura simplificada ou incorretas sintática e semanticamente (quando gosto muito, leio um livro depressa - quando depressa leio um livro gosto muito); omissão ou uso inadequado de palavras de função: conjunções, preposições, pronomes e artigos; erros de concordância (gênero, número, tempo e modo)

7.3. Articulação de idéias incorretas: expressa-se através de um discurso algo incoerente (não segue uma linha de pensamento com lógica); seqüência incorreta e/ou desordenada de idéias; dificuldade em estabelecer relações lógicas

7.4. Expressão abreviada: expressa-se de forma lacônica;expressa-se de forma concisa, breve, podendo recorrer a palavras-chave;

7.5. Inibição na produção lingüística: fala muito pouco e com inibição; dificuldade em se expor.

Os itens seguintes destinam-se exclusivamente ao preenchimento da parte final da FILIAL - Ficha de Levantamento de Informações sobre Aquisição da Linguagem (Na versão lusitana, a Ficha B - "Levantamento das dificuldades específicas do aluno relativamente á dislexia, para uso do psicopedagogo institucional ou especialista em educação especial.

V - HABILIDADES COGNITIVAS

8.1 . se ainda não reconhece espontaneamente no seu corpo, no outro de frente, no espaço envolvente e nos espaços gráficos, os elementos que se situam á direita e á esquerda

8.2 . não reconhece/não executa simetrias, falha no reconhecimento imediato de uma dada estrutura (ex: b q d p ), ou na compreensão das distribuições espaciais de váriascomponentes (ex: )

8.3 . lida mal com dados relativos á forma como o tempo se organiza (ex: a relaçãohora/minuto/segundo; o mês que se segue ou antecede um outro mês), não "encaixa" as

ações ou tarefas nos tempos disponíveis (não interpreta adequadamente a passagem dotempo), não respeita a seqüência com que os elementos de uma série ouvida ou os eventos de uma narrativa se sucedem no tempo (ex: ao fazer a repetição da série "Lisboa, Porto,Viana, Braga, Tomar, Faro" ou um reconto, perturba a seqüencialidade)

8.4 . ouvida uma dada cadência rítmica que lhe é proposta, não a repete corretamente(ex: 000 . 0 . 00)

8.5 . ao escrever, ao falar, ao escutar, erra quanto aos sons equivalentes (ex: vesta-festa )

8.6 . oferecida uma série de palavras, não a retém devidamente (ex: escutando verde/lilás/azul/preto/roxo/castanho, repete verde/preto/roxo......)

8.7 . tem dificuldade em perceber quais os sons isolados que compõem um todo ou, a partir de sons individuais compreender a sua junção num todo (ex: cofre - c/o/f/r/e e r/a/s/p/a -raspa)

8.8 . tem dificuldade em perceber diferenças mínimas em desenhos (ex: os habituais jogos "encontrar as diferenças")

8.9 . apesar de procurar fixar visualmente, durante um tempo, uma dada estrutura de signos, erra ao reproduzi-la de imediato (ex: Σ β γ χ ) Λ)

8.10 . não integra devidamente certos conceitos prejudicando a compreensão ou reconhecimento de categorias (ex: reconhecer substantivo-adjetivo-verbo)

8.11 . perante novas situações problemáticas ficam bloqueados ou ansiosos, sem disponibilidade para as ultrapassar

8.12 . pouca habilidade para estabelecer relações, associar dados

8.13. a atenção é fugidia, os períodos de concentração são curtos

8.14. aquilo que parecia já aprendido como que "se varre" da memória, em certos momentos.

VI - AJUSTAMENTO EMOCIONAL

9. As dificuldades sentidas, a incerteza de vir a relembrar o que foi "aprendido", a soma de todos os  fracassos sofridos, a certeza da existência de barreiras no acesso á informação e no seu uso, desencadeiam porventura, um certo tipo de comportamento que sendo gerados pelas dificuldades, são geradores de novas outras dificuldades. Podem assumir atitudes que vão desde o desalento e desmotivação, á inibição, insegurança, baixa auto-estima, isolamento e revolta

TERMOS  A SEREM UTILIZADOS NA PRÁTICA DE PESQUISA

1         Diagnóstico

Termo é entendido aqui como a fase em que o educador ou gestor pedagógico, procura com a orientação psicopedagógica,  a natureza e a causa da DA (Dificuldade de Aprendizagem). Em sala de aula, o educador pode proceder com um diagnóstico diferencial informal, onde descarta a possibilidade de  distúrbios orgânicos que apresentem sintomatologia comum com a dificuldade apresentada pelo  educando. A etimologia da palavra diagnóstico é a seguinte: fr. diagnostic/diagnostique (1759) 'id.', do adj. gr. diagnóstikós 'capaz de distinguir, de discernir', de mesma orig. que diagnose, do qual se torna sin., substv. na loc. gr. diagnóstikê (tékhné) 'arte de distinguir doenças'

2         Anamnese

No âmbito da psicopedagogia clínica, refere-se ao  histórico que vai desde os sintomas ou queixas iniciais do educando até o momento da observação psicopedagógica clínica, realizado com base  nas lembranças do  educando e nas avaliações de desempenho do aluno.

3         Blesidade

No campo da foniatria, ao defeito ou conjunto de defeitos da fala, que consiste em substituir sistematicamente uma ou mais consoantes por outras, devido á dificuldade em articulá-las. Também conhecida como: ceceio,  gaguez, albuciação, balbuciadela, balbuciamento, balbúcie, balbuciência, balbucio, ceceadura, ceceio, ceceísmo, dislalia, lalação, lambdacismo, mogilalismo, nasalação, rotacismo, sigmatismo, zetacismo, zezeação, zezeísmo.

4         Catamnese

No âmbito da psicopedagogia clínica, o termo  indica o registro da evolução de um  educando desde que  observado e diagnosticado com dificuldade de aprendizagem após ter feito exames  psicopedagógicos.

5         Disartria

O termo é datado de 1958. No campo da Neurologia, refere-se ao distúrbio da articulação da fala (dificuldade na produção de fonemas) que resulta de uma lesão cortical ou de uma lesão periférica (paralisia dos órgãos de fonação). Também denominada de barilalia.

6         Disgrafia

No âmbito da  patologia., o termo refere-se á perturbação da escrita por distúrbios neurológicos. Sua Etimologia: dis- + -grafia.

7         Dislalia

O termo é datado de 1873 .  Nos campos da foniatria e da patologia, diz respeito á perturbação na articulação de palavras por lesão de algum dos órgãos fonadores. Sua etimologia: dis- + -lalia; f.hist. 1873 dyslalia.

8         Dislexia

Termo datado de 1913 . No campo da Medicina ou da Psicolingüística, refere-se á perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais. Tem também a acepção de  dificuldade para compreender a leitura, após lesão do sistema nervoso central, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler. Sua etimologia é dis- + -lexia; f.hist. 1913 dyslexia, a1951 dislexia. O prefixo dis vem  do grego dús- (por contraposição a eû- e a-), de grande vitalidade no próprio grego clássico., abundantemente representado na terminologia científica, exprime as idéias de: 1) 'dificuldade, perturbação': disartria, díscolo, disenteria, dispepsia, dispnéia, distanasia, distocia, disúria; 2) 'enfraquecimento': dismnesia, disogmia, disopia, distaxia; 3) 'falta, privação': disbulia, dissimetria, dissimétrico

9         Disortografia

No âmbito da  psicolingüística, refere-se á dificuldade no aprendizado e domínio das regras ortográficas, associada á dislexia na ausência de qualquer deficiência intelectual. Sua etimologia: dis- + ortografia.

10     Queixa

No âmbito psicopedagógico, adotamos o termo queixa por entendermos que qualquer dificuldade de aprendizagem relatada pelo educando, em sala de aula ou no lar,  é relevante para o atendimento educacional e a tomada de providências pedagógicas. relatado pelo paciente. A queixa discente é, pois, aquela que, na opinião do educando, é a mais importante de todo o seu relato pedagógico e que terminou por levá-lo  ao baixo rendimento escolar[Constitui um item em separado e importante da anamnese].

Nota importante para fonte documental:

Portugal. Ministério da Educação. Júri Nacional de Exames. Exames do ensino secundário - Orientações gerais. Condições especiais de exame. Alunos com necessidades educativas especial de caráter prolongado. Lisboa, Direcção de Serviços de Educação Especial e do Apoio Sócio-Educativo/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2007.

 No dia 14 de junho de 2007, recebemos a autorização para utilizar a Ficha B do Júri Nacional de Exames (JNE, MEC, Portugal), assinada pela Dra. Filomena Pereira (DGIDC) para aplicarmos, no Brasil, a Ficha B, que faz o diagnóstico de dificuldades específicas em leitura e particularmente relacionadas com as síndromes disléxicas.

No e-mail, a Dra. Filomena Pereira assim se manifesta: " Exmo. Senhor Professor.Pede-me o Senhor Director-Geral que o informe de que poderá utilizar, conforme solicita, a Ficha B relativa a situações de dislexia..Com os melhores cumprimentos. Filomena Pereira. Direcção de Serviços de Educação Especial e do Apoio Sócio-Educativo/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Ministério da Educação (Lisboa, Portugal)".

SINAIS DE ALERTA PRECOCE PARA SONDAGEM DOS TRANSTORNOS FUNCIONAIS ESPECÍFICOS[3]

1 = Nunca ou poucas vezes (moderada); 2 = Com freqüência (grave) e 3 = sempre (profunda)

SINAIS DE DISLEXIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Detecção

Freqüência de apresentação

Sim

Não

1

2

3

Indícios de pontos  fracos

1.      Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns

         

2.      Falta de interesse pelas rimas

         

3.      Palavras malpronunciadas

         

4.      Persistência na chamada linguagem de bebê

         

5.      Dificuldade em aprender (e lembrar) o nome das letras

         

6.      Deficiência em saber o nome as letras de seu próprio nome

         

Processos de pensamento de alto nível

(Habilidades lingüísticas fortes)

1.      Boa compreensão de novos conceitos

         

2.      Capacidade de descobrir como as coisas acontecem

         

Partes: 1, 2, 3, 4


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