Uso de drogas na adolescencia e familia

Enviado por Nathalia Justino


Partes: 1, 2, 3
  1. Resumo
  2. Lista de Siglas
  3. Introdução
  4. Uso de drogas na adolescência e as relações familiares
  5. Tratamento e políticas públicas em dependência química
  6. Análise e apresentação dos dados
  7. Considerações finais
  8. Referências

Resumo

Esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar como se estabelece o uso de drogas na adolescência, seus impactos no âmbito familiar e o papel da família no processo de tratamento do adolescente. Os sujeitos desta pesquisa são familiares que estão em acompanhamento no grupo de família no Centro de Prevenção e Tratamento ao Toxicômano, de onde foram selecionados sete familiares, tendo como critério de seleção a assiduidade dos mesmos no grupo. Para realizarmos a pesquisa de campo freqüentamos quatro reuniões do grupo de família para conhecer melhor a dinâmica do mesmo, logo após realizamos as entrevistas, apoiadas na abordagem qualitativa. A análise dos dados nos possibilitou verificar quais as atribuições da família durante o processo de tratamento do adolescente. Percebemos, durante a pesquisa, que a família passa a ter conhecimento do uso de drogas pelo adolescente pela mudança de comportamento do mesmo ou por intervenção da justiça. Logo após a descoberta a família passa por momentos em que sentimentos negativos se tornam prementes. E embora tenhamos percebido mudanças no comportamento da família após a descoberta do uso, a família tende a negá-lo, e que a busca por tratamento proporciona à família uma oportunidade de retomada das relações familiares interrompidas.

Palavras-chaves: adolescência, drogas, família, tratamento, política pública.

Lista de Siglas

AA – Alcoólicos Anônimos.

AL-ANON – Grupo de Familiares dos Alcoólicos Anônimos

ALATEEN – Grupo de Familiares Adolescentes dos Alcoólicos Anônimos.

AIDS, HIV – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

CAP’s – Centro de Atenção Psicossocial.

CAP’s ad – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas.

CERSAM’s – Centro de Referência em Saúde Mental.

COMENS – Conselhos Municipais de Entorpecentes.

CONENS – Conselhos Estaduais de Entorpecentes.

CONFEN – Conselho Federal de Entorpecentes.

CPTT – Centro de Prevenção e Tratamento ao Toxicômano.

DSM – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders.

ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

NA – Narcóticos Anônimos.

NAP’s – Núcleo de Atenção Psicossocial.

OMS – Organização Mundial da Saúde.

PEA – População Economicamente Ativa.

PMV – Prefeitura Municipal de Vitória.

PNAD – Programa Nacional Antidrogas.

PRD – Programa Redução de Danos.

SENAD – Secretaria Nacional Antidrogas.

SUS – Sistema Único de Saúde.

UDI – Usuários de Drogas Injetáveis.

Introdução

O presente estudo refere-se a uma pesquisa acerca da dependência química na adolescência, seus impactos no âmbito familiar, e principalmente o papel da família no processo de tratamento do adolescente. Para isso, buscamos no primeiro capítulo conhecer em um breve histórico as transformações sofridas pelo adolescente nesta fase de transição, apontamos o papel da família enquanto eixo que move as relações sociais desses indivíduos e fechamos com uma discussão sobre o uso de drogas na adolescência.

Entende-se que a adolescência é uma fase conflituosa da vida devido às transformações biológicas e psicológicas vividas. Surgem as curiosidades, os questionamentos, à vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo sabendo dos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar as suas próprias decisões.

É o momento em que o adolescente procura a sua identidade, não mais se baseando apenas nas orientações dos pais, mas também, nas relações que constrói com o grupo social no qual está inserido, principalmente o grupo de amigos.

A propósito, Nery Filho e Torres (2002), apontam que a amizade torna-se uma relação de pessoas específicas no qual o adolescente cria novos laços afetivos estabelecendo assim, um círculo social reduzido e homogêneo, em que os jovens encontram sua própria identidade num processo de interação social.

Também realizamos uma análise sobre a instituição familiar, que é o eixo que move as relações sociais dos indivíduos. Desta maneira, compreendemos que a família enquanto instituição socializadora deveria ser conhecida desde seus primeiros modelos de constituição até aos moldes mais contemporâneos onde sua estrutura toma diversas formas.

A família nuclear burguesa foi e é um dos moldes mais conhecidos de estrutura familiar, na qual os papéis são categoricamente bem definidos onde o pai é o provedor e chefe da casa e a mãe assume o papel de esposa e a ela é designada a educação dos filhos e organização do lar. Aquela família que não fosse composta de tal maneira era estigmatizada como desestruturada ou incompleta.

O processo de modernização dos modelos de família é estigmatizado com a entrada da mulher no mercado de trabalho e na complementação da renda doméstica. A partir daí, as mudanças na família conforme afirma Sarti (2003 p.43), relacionam-se com a perda do sentido da tradição. Este processo foi impulsionado basicamente pelas mulheres, a partir de um fato histórico fundamental: a possibilidade de controle da reprodução que permitiu à mulher a reformulação do seu lugar na esfera privada e sua participação na esfera pública.

Atualmente, podemos observar as mais diversas formas de organização familiar, onde existem os recasamentos e a união de homossexuais. Os casamentos são motivados não mais pela união das famílias e sim pelo afeto, a mulher conquistou sua liberdade de expressão sexual, não há mais a exigência de virgindade para que haja o enlace matrimonial, etc.

Ao iniciarmos a discussão sobre o uso de drogas na adolescência buscamos apoio nos mais diversos autores que possibilitassem o esclarecimento de questões que fazem parte de nosso cotidiano e que são tão pouco exploradas no âmbito familiar e social.

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