A educação a distância como mecanismo para atendimento de alunos em condições especiais



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Políticas de inclusão e o aluno em situação especial
  4. A efemeridade da vida e o ensino de saúde
  5. A timidez da educação perante as "classes hospitalares"
  6. A demanda de novos olhares sobre a formação docente
  7. Conclusões
  8. Bibliografia

RESUMO

Rememorando fatos e amparado em pesquisa bibliográfica expressiva este trabalho busca a aproximação de dois campos da Educação relativamente recentes: a Pedagogia Hospitalar e a Educação a Distância mediada por computadores. O foco é o aluno portador de "necessidades especiais" em condição temporária ou crônica. São discutidas as políticas de inclusão, a postura dos educadores perante as "classes hospitalares" e a necessidade de inserção de ambos os assuntos nos cursos de Pedagogia: a Pedagogia Hospitalar e a Educação a Distância aos alunos portadores de "necessidades especiais".

PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia Hospitalar; Educação a Distância; Condições Especiais; Necessidades Especiais.

Introdução

Antes de buscarmos elucidar as condições de ensino-aprendizagem de alunos em condições especiais é importante situar esta discussão em termos mais amplos, a partir de fundamentação teórica da Evolução Humana desde o passado mais longínquo, quase que a remontar a origem da vida no planeta Terra.

Este é um imenso campo de estudos interdisciplinar que abrange várias ciências, tanto ligadas ao estudo da natureza quanto outras, que discutem aspectos ligados à própria condição humana como a conhecemos hoje e como tem evoluído desde os ancestrais mais distantes. A base de muitos estudos está fundamentada em registros fósseis, enquanto outras se apóiam na tradição oral transmitida de geração em geração, o que conhecemos genericamente por cultura.

Importante que se entenda que estes registros fósseis, alvo de conjecturas por parte dos cientistas, que descartam os aspectos culturais vem configurar o que se entende, na maioria das vezes, como Ciência, e é tida por muitas pessoas como um conjunto de estudos duros e frios, que descartam a contribuição dos relatos orais oferecidos pelas diferentes culturas.

Temos no Brasil, no Estado de Minas Gerais, importante sítio arqueológico em Lagoa Santa com registros de arte rupestre (Fig 1), objetos e ossos que datam de mais de dez mil anos atrás. Foram objeto de estudo já no século XIX por Peter Lund (CAPOZZOLI, 2009), cuja coleção encontra-se depositada e organizada no Museu Nacional do Rio de Janeiro (SANTOS; MELLO E SILVA, 2006).

Por outro lado, as tradições orais foram ganhando um caráter religioso pelas mais diferentes culturas, ao reverenciarem os conhecimentos acumulados pelas gerações anteriores. Quanto mais a população humana crescia mais difícil se tornava manter memorizadas todas as informações das gerações anteriores.

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Figura 1

A escrita com caracteres compreensíveis – o alfabeto – foi uma grande conquista, que teve sua expressão máxima na criação da prensa de tipos móveis por Johann Gutenberg(Fig. 2). A produção dos livros impressos iniciada no Ocidente a partir desta época popularizou todas as conquistas anteriores da humanidade e aquelas ocorridas durante a própria Renascença (CHASSOT, 1994).

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Figura 2

Logo estes livros passaram de registro dos conhecimentos acumulados até então e tornaram-se um forte instrumento de popularização das Ciências, impulsionando a chamada Revolução Científica que até hoje é buscada pelos mais diferentes países na busca dos avanços tecnológicos e reconhecimento no cenário internacional. Pedro João Gaspar (2004) defende que o papel de Gutenberg é tão importante que o milênio que se seguiu pode ser chamado de Milênio de Gutenberg, pelos avanços obtidos através da popularização da comunicação escrita.

Entretanto, os conhecimentos discutidos e aceitos pela comunidade científica a respeito da Evolução dos seres vivos sobre a face da Terra ainda é aceita com dificuldade perante grupos aguerridos à transmissão oral da cultura e alguns grupos religiosos. Lagoa Santa, são prova irrefutável da evolução dos seres vivos e do próprio homem. Esta é a teoria defendida por Charles Darwin em seu livro A origem das espécies cuja primeira edição deu-se em 1859 com o título original em inglês On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida). Apesar de muitos estudos e teorias anteriores, o que distinguiu o trabalho de Charles Darwin é que ele coloca a "seleção natural" como o principal mecanismo mecanismo evolutivo, abrangente a todos os seres vivos., inclusive o Homem. A chamada "lei do mais forte" ou "prevalência dos mais aptos" é uma condição que incomoda muito nossa visão humanística de mundo, onde toda expressão de Vida deve ser presenvada a qualquer custo. Inúmeras pesquisas têm sido feitas, especialmente no campo da Genética no reconheciamento do patrimônio genético de diferentes espécies – Projeto Genoma – e suas potencialidades. A biodiversidade é uma causa defendida pelos ambientalistas das mais diferentes facções, entretanto, no ambiente natural continua ocorrendo a "seleção natural" preconizada por Darwin, e como vem acontecendo entre os seres vivos desde o início de sua existência na Terra e retratadas até mesmo na arte rupestre aqui no Brasil e em todo o mundo. Uma teoria científica costuma ser amplamente debatida pela comunidade científica ao longo de sucessivas gerações, e é o que aconteceu com a Teoria da Evolução, de Charles Darwin.


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