Ensaios ecotoxicológicos com metais pesados em larvas de ucides cordatus



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Objetivos
  4. Materiais e métodos
  5. Resultados e discussão
  6. Conclusão
  7. Referências

RESUMO

O presente trabalho verificou a influência de metais pesados na sobrevivência e comportamento de larvas de Ucides cordatus através de ensaios toxicológicos em laboratório onde foram realizados testes agudos com exposição a diferentes concentrações de quatro poluentes por um período de 96 horas.

ABSTRACT

This study examined the influence of heavy metals on survival and behavior of larvae of Ucides cordatus by toxicological tests in laboratory where tests were performed with acute exposure to different concentrations of four pollutants over a period of 96 hours.

1 INTRODUÇAO

Ucides cordatus (LINNAEUS, 1763) é um caranguejo de mangue que pode ser encontrado em ambientes estuarinos, onde escava suas galerias no sedimento inconsolidado. É uma espécie de caranguejo (Decapoda: Brachyura) pertencente à família Ocypodidae e à subfamília Ocypodinae, popularmente conhecido como caranguejo-uçá ou catanhão. Sua distribuição acompanha as áreas de manguezal,

desde a Flórida (EUA) até o estado de Santa Catarina (Brasil) (MELO, 1996).

Segundo C. Conti (2006), apresenta comportamento territorialista, visto que cada exemplar penetra sempre em sua galeria que oferece proteção contra os extremos de salinidade e temperatura, predação e dessecação.

Góes et al. (2000), definiram a ocorrência de quatro eventos reprodutivos: caranguejo espumando (apenas em machos, que produzem uma espuma branca, exalando odor característico); andada para acasalamento (grande movimentação e batalhas entre machos, machos e fêmeas e entre fêmeas); acasalamento (quando macho e fêmea permanecem entrelaçados ventre a ventre); e liberação das larvas, quando as fêmeas abrem e fecham o abdome várias vezes enquanto liberam um líquido sobre os ovos.

Segundo Costa (1979), durante o período de andada os indivíduos de ambos os sexos se deslocam desordenadamente de um lado para outro, perseguindo-se mutuamente. A formação de casais inicia com a entrada da fêmea em uma toca abandonada, seguida por um macho que a puxa até a superfície. Inicia-se a corte, o macho e a fêmea lançam os quelípodes sobre seu parceiro e finaliza com o acasalamento.

As fêmeas liberam as larvas nos manguezais inundados, precedendo as marés vazantes, com os picos de eclosão sempre ocorrendo antes da lua nova (DIELE, 2000). O desenvolvimento larval envolve seis estádios zoea e um de megalopa, não sendo observado estágio pré-zoea (RODRIGUES, 1982; RODRIGUESE HEBLING, 1989).

Os estádios seguintes de zoea podem permanecer em zonas estuarinas durante as suas três ou quatro semanas de desenvolvimento (DIELE, 2000); ou apresentam dispersão, afastando-se dos manguezais parentais em direção à costa (FREIRE, 1998), devido à salinidades letais (=10) que ocorrem com freqüência em estuários, o que gera uma exportação larval para regiões de águas mais salinas. O recrutamento das larvas é influenciado por odores de espécies de caranguejos que possivelmente indicam locais favoráveis para a colonização das megalopas (DIELE e SIMITH, 2007). Após a ecdise da megalopa, origina-se o primeiro estágio juvenil.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Verificar a influência de metais pesados na sobrevivência e comportamento de larvas de Ucides cordatus através de ensaios toxicológicos em laboratório.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Testar a influência de Ferro, Zinco, Cádmio e Cobre na sobrevivência e comportamento das larvas.

  • Testar diferentes concentrações destes poluentes na sobrevivência das larvas.

  • Analisar o comportamento das larvas ao serem expostas aos poluentes.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 ECOTOXICOLOGIA / TESTES ECOTOXICOLÓGICOS

 

A ecotoxicologia é uma ciência que compreende a interação entre a ecologia e a toxicologia (CHAPMAN, 1995; BAIRD et. al., 1996), tendo como objetivo principal compreender e predizer os efeitos de substâncias químicas em comunidades biológicas, sob circunstâncias reais de exposição. Chapman, (2002), Calow, (1996), apud por Brendolan, (2004), esta ciência tornou-se uma importante ferramenta na avaliação de como substâncias químicas afetam diferentes organismos e populações, fornecendo subsídios para avaliar e proteger adequadamente a qualidade ambiental.


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