O ensino da geografia nas instituições de ensino superior em Angola

Enviado por Isaac Santo


  1. Resumo
  2. Introdução
  3. O ensino superior em Angola (1962 - 2016)
  4. Evolução do ensino superior (público e privado) em Angola
  5. O ensino da geografia no ensino superior em Angola
  6. Uma reflexão em torno do plano curricular da opção: ensino da geografia
  7. Um novo olhar ao perfil do "profissional" de geografia
  8. Contributo para a melhoria do plano curricular da opção: ensino da geografia nas IES
  9. Considerações finais
  10. Bibliografia

Resumo

O ensino da Geografia, presente em algumas Instituições de Ensino Superior em Angola, especialmente públicas, conta com mais de 20 anos.

Os candidatos a esta licenciatura provêm, no essencial, das Escolas de Formação de Professores e dos Magistérios Primários, que têm a Geografia como "curso" ou Unidade Curricular, dentro de outra opção de ensino.

Assiste-se, porém, a certo desequilíbrio entre o n.º de finalistas do ensino médio e os candidatos ao ensino superior por esta opção de ensino, o que demonstra que, na grande maioria dos casos, a Geografia é tida apenas como uma alternativa e não a "opção formativa preferida" para o seguimento académico, daí a sua oferta formativa em apenas nove das 64 IES, entre Universidades, Escolas Superiores e Institutos Públicos e Privados em Angola.

Por isso, neste trabalho defende-se o (re)desenho das competências de quem estude Geografia para ensinar e, sobretudo, se (re)pense em novos modelos para ensinar a ensinar e aprender a aprender Geografia dando ênfase aos aspectos pedagógicos e de natureza científica no âmbito da Geografia crítica para que possa responder, enquanto profissional, a outras necessidades do país.

Palavras-chave: Angola, Instituições de Ensino Superior (IES), Plano Curricular, Reforma Curricular; Ensino da Geografia.

I. Introdução

O desenvolvimento de novas formas de actuação perante a vida, e vida em sociedade, permite ao ser humano a sua adequação ao ambiente social em que está envolvido, não obstante ser possível não só a sua conformação, como também a sua interferência no sentido de mudança do natural.

Ora, entre avanços e recuos, tudo o que o homem faz tem relação directa e de interdependência com o meio que o circunda, tratando-se de percepção do espaço, de deleite com o que o rodeia e, assim, faz-se, dá-se à vida. O surgimento e crescimento da capacidade criadora do homem, enquanto ser em "constante reequilíbrio", obriga-o a olhar para os desafios como provocação, como meio para separação e não como um fim em si mesmo. Eis porque, entre o viver e o partir para a eternidade haja a intenção de bem viver. Porém, ninguém bem vive se desconhece e, pior ainda, não reconhece e nem se reconhece como parte de um todo que deve ser protegido. É aqui que se deve justificar o ensino da Geografia em qualquer nível de ensino, em especial no ensino superior em Angola, sendo de assinalar o crescimento de universidades e institutos públicas e privadas.

II. O Ensino Superior em Angola (1962 - 2016)

A história do Ensino Superior em Angola começa a ser desenhada em 1958, altura em que a Igreja Católica concebe "o seu Seminário, com estudos superiores em Luanda e no Huambo" (Carvalho, 2012). Porém, em 1962, década da descolonização em África, inicia-se a institucionalização deste subsistema de ensino, fruto da criação dos Estudos Gerais Universitários de Angola (Carvalho, 2012) tendo, por seu turno, surgido os cursos de medicina, ciência e engenharias (Luanda), Agronomia e Veterinária (Huambo). Dada a rápida expansão, seguiu-se a província da Huíla, com a instauração dos cursos superiores de Pedagogia, letras e Geografia. O ano de 1962 fica ainda marcado pela criação do Instituto Pio XII, por via da Igreja Católica, o qual se destinava à formação de assistentes sociais (Carvalho, 2012).

Já em 1968, pela mudança dos Estudos Gerais Universitários de Angola é criada a Universidade de Luanda. Como se estava ainda sob domínio colonial, percebe-se a limitação no acesso ao Ensino Superior pelo que não é de estranhar que só tivessem acesso à universidade membros de classes hierarquicamente bem posicionadas. Porém, este factor contribuiu em muito para o acelerar da consciência cívica de independência. Ao chegar-se ao ano de 1976 (um ano após a proclamação da independência) é criada a Universidade de Angola que, anos mais tarde, passa a designar-se Universidade Agostinho Neto (em alusão ao 1.º Presidente de Angola, Doutor António Agostinho Neto).

III. Evolução do ensino superior (público e privado) em Angola


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