Geomorfologia



  1. Introdução
  2. Desenvolvimento
  3. Conclusões
  4. Referências bibliograficas

Introdução

A terra é no seu conjunto, um dinâmico e complexo de esferas, como a litosfera, atmosfera, a hidrosfera e a biosfera, que permanecem sempre e continuamente em interacção.

Apesar desse facto e independentemente da interacção que elas estabelecem, cada uma delas tem de modo particular um papel, que como é óbvio, se completa com as demais esferas nesse processo de interacção.

É de ser assim, que pretendemos referenciar de modo particular a litosfera e sobretudo a sua parte mais superficial, sobre a qual descansam as diferentes formas de relevo, cuja ciência encarregue por estudar essas formas é a geomorfologia.

Para a realização do presente trabalho, constituíram suporte bibliográfico, os livros de textos de geografia física do INSTITUTO CUBANO DEL LIVRO, do Décimo grado do colectivo de Autores Cubanos e do II Ciclo do Ensino Secundário, Reforma Educativa em Angola.

Desenvolvimento

A superfície da litosfera, sobre a qual vivemos, é muito desigual. Suas desigualdades constituem o relevo terrestre, que é um rasgo mais evidente da paisagem e que lhe dá maior variedade.

As formas mais comuns do relevo são as montanhas, as colinas ou lombas, os planaltos ou mesetas, as planícies e os vales ou depressões. As formas do relevo possuem grande importância geográfica, pois que delas em grande medida as facilidades que uma região oferece para a ocupação humana. O relevo é um dos elementos mais significativos que podem registar os mapas.

Como as maiores depressões da Terra estão cobertas pelos oceanos, o nível médio do mar, se toma como base para classificar o relevo.

O nível médio do mar corresponde a altura zero; todo relevo situado acima do nível médio do mar é considerado relevo positivo e todo relevo situado abaixo do nível do mar é considerado relevo negativo.

A partir do nível médio do mar se mede a altitude ou elevação. Quando dizemos que uma montanha tem uma altitude de 2000 metros nos referimos a sua elevação sobre o nível do mar, não a sua altura sobre a terra mais próximas. O ponto mais elevado da superfície da Terra, o cimo do monte Everest nos Himalaias, tem uma altitude de 8.850 metros (I. C. del Livro. 1976, p. 178).

Existem infinitas provas acerca das mudanças que se produzem na crusta terrestre.

Os movimentos da crusta terrestre, não são percebidos facilmente pelo homem, excepto quando ocorrem terramotos ou actividades vulcânicas.

As mudanças da crusta terrestre se manifestam nas deformações das rochas que a constituem. Estas se observam nos cortes das estradas, pedreiras ou elevações onde o maciço rochoso aflora à superfície. Se podem ver nestes lugares, a simples vista, pregas, fracturas e as vezes se encontram fósseis, testemunhas dos movimentos sofridos.

Porquê é que, zonas que se encontravam cobertas pelas águas do mar, hoje constituem montanhas muito elevadas? Porquê é que, regiões que antes se encontravam sobre o nível do mar se encontram actualmente, debaixo deste? Quê causa terá originado a existência de diferentes formas de relevo?

No passado, as respostas a tais perguntas tinham um carácter mítico, mas com o avanço das ciências e o desenvolvimento da concepção sócio crítica do Mundo, contribuiu ao estabelecimento das relações causa-efeito (C. Autores Cubanos. 1976, p. 327).

II. 1. Origens das formas de relevo

O relevo que se observa é "o que resta", do modelado como consequência da acção dos agentes de modelação, que modificam continuamente a superfície da litosfera.

As mudanças do relevo são constantes, embora não se percebam facilmente. Pode dizer-se, que o relevo de hoje não é o mesmo de ontem e o relevo de amanhã será diferente ao que estamos observando hoje. Estas mudanças, são imperceptíveis, não podemos distingui-las a simples vista. Durante toda a sua vida, o homem pode observar unicamente algumas mudanças minúsculas no relevo de uma região. Somente quando se produzem movimentos súbitos, como terramotos, deslizamentos e outras catástrofes, se observa as vezes alguma modificação do relevo. Estas mudanças, no entanto, são locais (I. C. del Livro. 1976, p. 178).

As grandes mudanças no relevo terrestre têm ocorrido, através de milhões de anos da larga história geológica da Terra.

Quando estudamos o relevo de uma região não devemos limitar-nos a descrever suas características externas, isto é, tratando-se de planícies, colinas, montanhas ou planaltos, senão que devemos investigar sua origem e desenvolvimento, isto é, como chegou a produzir-se o relevo que observamos.

A Geomorfologia, que é a ciência moderna, estuda as formas de relevo, investigando as características e os processos que estiveram na base da sua origem (I. C. del Livro. 1976, p. 181).


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