Las habilidades práticas no processo de ensino- aprendizagem na disciplina de geografia

Enviado por Mabel Font Aranda


  1. As habilidades como componentes do conteúdo do processo de ensino – aprendizagem
  2. Fundamentos didáctico – metodológicos para a formação e desenvolvimento de habilidades
  3. Classificação das habilidades
  4. Habilidades práticas
  5. Habilidades práticas no processo de ensino – aprendizagem da Geografia
  6. Conclusões
  7. Bibliografia

O presente trabalho recria os elementos essenciais que sustentam o desenvolvimento de habilidades como processo e resultado do processo de ensino – aprendizagem; por outra parte, assume-se a actividade como a via para sistematizar e desenvolver habilidades práticas; tais pressupostos constituíram a base teórica da investigação realizada. A sistematização teórica que se mostra constitui o resultado da análise da bibliografia consultada, tendo em conta os pontos de vista dos diferentes autores.

1.1 As habilidades como componentes do conteúdo do processo de ensino – aprendizagem

As habilidades constituem um componente do conteúdo do processo de ensino - aprendizagem, que é o domínio consciente da actividade. O seu processo de formação é complexo e está indissoluvelmente ligado à formação dos conhecimentos.

Por conteúdo do processo de ensino – aprendizagem, segundo Danilov, (1985:35) deve entender-se:

1-O sistema de conhecimentos sobre a natureza, a sociedade, o pensamento, a técnica e os modos de actuação, cuja assimilação ou apropriação garante a formação de uma imagem do mundo correcta, e de um enfoque metodológico adequado da actividade cognitiva e prática.

2-O sistema de hábitos e habilidades gerais, intelectuais e práticas, que são a base de múltiplas actividades concretas.

3-A experiência da actividade criadora, que gradualmente foi acumulando a humanidade durante o processo de desenvolvimento da actividade social prática.

4- O sistema de normas de relações com o mundo, de uns com os outros, que são a base das convicções e ideais.

O estudo das habilidades é um problema científico da actualidade, o qual resulta polémico sendo necessário adoptar posições sobre a sua base teórica, para a sua aplicação de maneira consequente no processo de ensino – aprendizagem. Seguidamente expõem-se definições emitidas por diferentes autores:

Petrovsky (1981:65) considera habilidade o domínio de um complexo sistema de acções psíquicas e práticas necessárias para a regulação racional da actividade com a ajuda de conhecimentos e hábitos que a pessoa possui e somente mediante a reprodução reiterada e a aplicação dos modos de actuação de maneira consciente se alcança a formação e o desenvolvimento de habilidades.

Para Leontiev (1982:75) é a acção que se executa com um alto nível de domínio e que se subordina a um objectivo. Acção dominada e instrumentada de forma consciente por parte da pessoa.

A habilidade para Lara e outros, (1996:1) é a assimilação pelo sujeito dos modos de realização da actividade, que têm como base um conjunto determinado de conhecimentos e hábitos, sustentado por um conjunto de características, qualidades e valores do desenvolvimento da personalidade.

Para Garrita (2006:130) as habilidades são formações intelectuais como classificar, controlar variáveis, usar modelos, prosseguir a partir de dados, etc., que são comummente usados na ciência.

O termo habilidade, independentemente das distintas concepções que aborda na literatura psico-pedagógica moderna, é geralmente utilizado como sinónimo de "saber fazer" (Smirnov, Leontiev e outros, 1961:412)

Saber fazer abrange os modos de actuação, supera o saber, mas os conhecimentos a respeito destes modos de actuação estão incluídos nesse tipo de conteúdo.

Estes modos de actuação podem ser práticos, quando se trata de acções e operações externas, ou intelectuais, quando se trata de acções e operações internas. Também podem ser gerais ou particulares, os primeiros formam parte de diversos tipos de actividades, os segundos só formam parte de actividades específicas.

A concepção das habilidades está ligada de maneira muito estreita à teoria da actividade. Para a compreensão da categoria actividade é imprescindível a análise da sua estrutura apresentada por A. N. Leontiev.

A actividade é a mais complexa das formas de actuação do homem. É uma forma de interacção entre o homem e o seu meio em cujo processo o homem trata de obter um fim consciente. A actividade que realiza a pessoa é um processo complexo. Ela conforma um sistema que como tal possui uma estrutura. Esta estrutura geral caracteriza, e é comum a todas as actividades que realiza o homem (operários, estudantes, artistas, desportistas, etc,).

Chama-se actividade àqueles processos mediante os quais o indivíduo, respondendo às suas necessidades, se relaciona com a realidade adoptando determinadas atitudes para com a mesma. (IPLAC. 1997:15)


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