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Missões. Só há 3 coisas que uma perssoa pode fazer: fugir, ficar olhando ou fazer algo (página 2)


O gênero humano havia se corrompido, mas Deus tinha uma família que andava em perfeição.

  • Missões na aliança abraâmica (Gn 12.1-3)

Deus escolheu Abraão para formar uma nação que espalhasse sua glória e conhecimento a todos os povos da terra. Deus apresenta aqui uma idéia universal de seu propósito, não os limitando unicamente à descendência de Abraão, os judeus.

Esta aliança também confirma a promessa de um Redentor (Gn 7.4-8). Podemos chamar Abraão como o primeiro missionário do Antigo Testamento e dele podemos tirar lições para missionários atuais. Onde missões deve ser a nossa prioridade máxima. A tarefa suprema da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

  • Missões na aliança mosaica (Ex 19.5,6)

Com essa aliança Deus credenciou Israel como intermediário entre ele e os outros povos. A lei veio aumentar a previsão da aliança abraâmica até que a semente viesse e a cumprisse. A lei, por si só, não conseguia aperfeiçoar coisa alguma (Hb 7. 18,19). A partir dessa aliança Israel passa a ser reino e sacerdócio do Deus vivo na Terra (Ex. 19. 6). Antes de constituir o povo de Israel como nação, dando-lhes os dez mandamentos. Deus deixou bem claro o seu propósito para ele como nação. Nos seus bons tempos, Israel exercia notáveis atração sobre as nações ao redor (Is 56. 7; Mq. 4. 2).

  • Missões na aliança palestiana (Dt 30. 1,3)

Tudo que ocorre com o povo de Israel reflete no mundo inteiro. Israel, como observamos na aliança anterior, é o representante legal e espiritual de Deus entre as nações. Portanto, quando Deus trata com esse povo em particular, todos os povos são afetados. Ainda hoje Israel é o espelho das nações, esta aliança garante a restauração final e a conversão de Israel.

  • Missões na aliança davídica (2 Sm 7. 16)

Davi foi o instrumento de Deus para a expansão do domínio do povo Judeu e o estabelecimento do reinado, de onde iria se firmar o futuro reino de Cristo (Rm. 1. 3).

Davi e seu filho Salomão demonstraram os propósitos de Deus quanto a um reinado universal que se cumprirá em Cristo, nos últimos tempos.

Ao construir o templo eles tinham um propósito de tornar conhecido e temido o nome do Senhor por todas as nações (1 Rs 8. 43-60). Isto é denominado de missões centrípeta,

na verdade Israel tinha uma força atrativa, em física é a força giratória, que impele os objetos

ao redor para o centro dentro de seu campo de ação, ou seja, como um imã em pedaços de ferro (veja gráfico na p. 16).

  • Missões no livro dos Salmos (Sl 56. 1, 3)

Os Cântico ou Salmos, escritos e cantados pelo povo de Israel em louvor a Deus, revelam que eles sabiam do propósito dEle em tornar-se conhecido e glorificado entre as nações através do seu povo. Os salmistas conclamavam frequentemente os povos, nações e seres que respiram a renderem louvores, adoração e serviço ao Senhor. A sua glória é mencionada 175 vezes no livro dos Salmos e inúmeras vezes na Bíblia inteira.

Os salmistas mostram que o serviço e a adoração ao Senhor não são exclusividade dos judeus, mas se estende a toda criação (Sl 2; 46; 67; 86; 96; 100; 117 etc.).

  • Missões no livro dos Profetas

Os Profetas também revelaram os propósitos universais de Deus. Estavam conscientes do plano divino às outras nações.

a. O profeta Isaías (49. 6)

"Para seres a minha salvação até a extremidade da Terra" (Is. 52. 10).

Isaías cujo nome significa "salvação de Deus" declara serem todas às nações alvos de sua mensagem, que mostra a glória, a grandeza, o conhecimento e a proteção do Senhor, (2.3,4; 14.5-7,26; 40.15-17; 22; 66.18).

O livro de Isaías é repleto de referências a outros povos. A mensagem do livro é

nitidamente universal, em todos os aspectos. Em Isaías 49. 6, o Senhor afirma que é muito pouco a salvação de um só povo, ou mesmo a de apenas de alguns povos.

b. O profeta Jeremias (1. 10)

Jeremias foi comissionado desde o ventre de sua mãe para desenvolver seu ministério entre os povos; ele é comissionado e considerado "o profeta das nações" (Jr. 1. 5).

c. O profeta Ezequiel (2.3)

Ezequiel, cujo nome significa "Deus fortalece", mostra que Deus se revelará às nações, santificando seu nome que foi profanado por Israel (Ez 36.23) e manifestará sua glória e juízo (Ez 39.21), o clímax de Ezequiel é o relato da visão do avivamento do vale de ossos secos (Ez 37. 28).

d. O profeta Daniel (7.14)

Daniel, cujo nome significa "Deus é meu Juiz", teve seu ministério entre os gentios. Quando o povo de Israel estava cativo na babilônia, foi escolhido, juntamente com outros jovens israelitas, para estar perante o rei Nabucodonozor (Dn 1.1-7).

As profecias de Daniel contêm mensagens tanto para Israel (Dn 9) como para os gentios (cps 2, 4, 5, 7, 8).

e. O Profeta Joel (1.2)

"Ouvi isto, vós anciãos e escutai todos os moradores da terra".

Joel, cujo nome significa "Jeová é Deus", começa seu livro conclamando "todos os moradores da terra" a ouvir da mensagem que Deus lhe deu.

Neste livro encontramos a promessa do derramamento do Espírito do Senhor "sobre toda a carne", sem distinção de raça, cor, posição social, idade ou sexo (Jl 2.28,15).

f. O profeta Amós (9.12)

"São todas as nações que são chamadas pelo meu nome".

Amós, o seu nome significa "Carregador de fardos", revela que, após a restauração do reino de Davi, o restante da humanidade buscará o Senhor, pois todos pertencem a Ele (9.11,12). Revela também que os juízos divinos recaem sobre todos sem distinção.

g. O profeta Jonas (4.11)

Jonas, nome este que significa "Pomba", ele foi um dos poucos missionários bíblicos para os estrangeiros. O tema de seu livro é a misericórdia do Senhor para com todos os homens (Jn 1.2; 3.4; 4.4-11).

h. O profeta Miquéias (4. 1, 3)

Miquéias, o nome significa "Quem é semelhante a Jeová". Ele foi revelado pelo Espírito de Deus a universidade do futuro reino do Messias, quando congregará Israel e todas as nações da Terra para "ensinar seus caminhos e para que possam andar em suas veredas".

i. O profeta Habacuque (2. 20)

Cujo nome significa "o que abraça".

"Mas o Senhor estar em seu santo templo; cale-se diante dele toda a Terra".

"Porque a Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor" como as águas cobrem o mar. (Hq. 2. 14).

j. O profeta Zacarias (8. 20, 23)

Zacarias significa "Jeová se lembra".

"O Senhor será Rei sobre toda a Terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o seu nome" (Zc. 14. 9).

l. O profeta Malaquias (1. 11)

Malaquias significa "Mensageiro de Deus", "mas, desde o nascente do Sol até o poente, é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar, se oferecerá ao meu nome, incenso e uma oblação pura; porque o meu nome será grande entre as nações. Diz o Senhor dos Exércitos".

Pelo que vimos não restam dúvidas que missões no Antigo Testamento, como podemos ver Israel, devia servir como ímã espiritual e atrair para Deus os povos de outras nações. Veja o gráfico ou figura.

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3 MISSÕES NO NOVO TESTAMENTO

Enquanto no Antigo Testamento tinha a tendência centrípeta o Novo Testamento demonstra claramente a atitude ativa, ou seja, centrífuga. Agora a Igreja tem que sair para alcançar o resto do mundo. A Teologia do Novo Testamento e evidentemente missionária. Enquanto o povo de Israel falhou no seu propósito missionário, Deus decidiu organizar um novo povo, que é a Igreja no Novo Testamento, a qual designou a tarefa missionária. O clímax dos propósitos universais de Deus para a redenção do homem é atingido no Novo Testamento.

Falar de missões sem envolver o Senhor Jesus Cristo, que foi o missionário por excelência, ele foi enviado pelo Pai, Deus. "Porquanto Deus enviou o seu filho" (Jo 3. 16).

Só no evangelho de João, a frase "aquele que me enviou" ou "como me enviaste" ocorre quase quarenta vezes.

"O missionário por excelência", o filho de Deus, deixou a glória que tinha com o Pai para tornar-se homem. Portanto, ele fez missões transculturais para valer. Há uma frase de David Livingstone diz que "Deus tinha um único filho e fez dele um missionário".

Estamos usando constantemente o termo missionário, mas afinal o que é um missionário? Os dicionários seculares definem "missionário" como pregador de missões "aquele que Missiona". Para George W. Peters, "É aquele que possui uma mensagem divinamente autorizada com propósito definido de evangelização, de fundação e edificação de igrejas". (PETERS apud OLIVEIRA; CANTO, 1983, p. 120)

Não encontramos o termo "missionário" na Bíblia Sagrada, mas, podemos dizer que Felipe foi um missionário, Barnabé, Paulo, Silas, Timóteo e os doze. Todos eles foram missionários, embora nunca tenham sido definidos como tais. O missionário é um apóstolo porque é um "enviado". Missionário é aquele obreiro dotado do ministério apostólico conforme Efésios 4.11. De certa forma, todos somos missionários. Moddy disse: "Se formos verdadeiros cristãos, então todos devemos ser missionários". (colocar referencia)

"Cada crente no Senhor é um missionário cultural entre os não-salvos do seu próprio povo em sua própria cultura e língua". (MEDEIROS apud OLIVEIRA; CANTO, 1983, p. 120). Missionário é uma pessoa com chamada divina para o ministério, que deixa seu país para ministrar a um povo de cultura ou civilização diferente. A Igreja de Cristo é o instrumento de Deus para atingir seus propósitos na terra. Ela recebeu a ordem de evangelizar o mundo, este é o grande desafio da Igreja de Cristo antes de subir aos céus, o Senhor deixou a ordem mais importante aos seus discípulos (Mc 16.15) fazer missões é uma ordem, um mandamento bíblico, não meramente uma opção, um parecer ou uma recomendação.

Portanto, a grande comissão ou o grande desafio não foi dado aos anjos e sim aos homens como eu e você (Mt 28.19,20) missões é levantar os olhos "erguei os olhos e vedes os campos" (Jo 4. 35). Jesus não inovou ao proferir para a grande comissão. Está em perfeita sintonia com a mensagem das escrituras do Antigo Testamento o anúncio das boas novas aos gentios estava previsto na palavra de Deus ao missionário Abraão (Gn 12.3) abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

No Novo Testamento encontramos a Igreja realizando missão centrífuga que em física (a força rotativa que impele os objetos de um centro para fora), ou seja, a Igreja primitiva enviando missionários para fora dos seus limites culturais com o objetivo de atingir outros povos. Em (Lc 10.2) no grego a palavra enviar é "Ekballo" dá o sentido de "tirar com força" ou "lançar para fora." veja a figura.

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Portanto, a natureza da missão da Igreja é missão centrífuga, requer-se que vá a outras gentes e as ganhe, onde quer que se encontrem, para a causa de Cristo. Depois de ganhar para Cristo, devem formar extensões da Igreja em seu próprio país a seguir, esse povo mesmo, levará a cabo missões centrífugas. Saindo a pregar.

Em Marcos 16.15 lemos: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura". Já falamos que no Novo Testamento Jesus transfere esta responsabilidade para a sua Igreja à Nova Nação Santa (I Pe 2.9).

Em Jo 20.21-23 Jesus identifica os discípulos com os propósitos eternos do Pai "assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós." Aqui também a palavra envio está no sentido contínuo Jesus está sempre enviando.

Missões é uma tarefa tão grande e tão desafiadora que implica a inclusão de todos os crentes. Nem uma igreja pode omitir-se, nem um crente pode negar sua responsabilidade.

Podemos ir até mais longe, enfatizando que missões é responsabilidade de cada crente de cada igreja. Ninguém pode desculpar-se por não estar participando.

Se o Pastor tiver amor por missões, a igreja vai adquiri este amor, o pastor é a pessoa chave para as missões.

O Espírito Santo é o poder para as missões. Os discípulos deveriam ficar em Jerusalém até serem revestidos desse poder, pois não podiam começar a obra de Deus sem o revestimento de poder.

O Espírito Santo, ele conduz os discípulos a entenderem que o evangelho também é para outros povos (At 10.44.49). Ele guia os obreiros ao campo missionário (At 8.26; 16.6,7) e chama os obreiros às missões transculturais. (At 13.2).

3.1 Missões na Igreja em Antioquia

A Igreja em Antioquia da Síria é conhecida como a agência missionária, ou seja, o centro de missões. Ela serve como exemplo, pois foi à base missionária do avanço da Igreja primitiva no alcance dos outros povos.

A Igreja em Antioquia foi o resultado de uma forte perseguição que sobreveio à Igreja em Jerusalém.

A Igreja em Jerusalém estava voltada apenas ao trabalho da cidade, esquecida Judéia, Samaria e dos confins da terra, quando Deus permitiu uma forte perseguição.

Existe hoje em dia a idéia de que a Igreja precisa ser perseguida para que cresça, esta idéia é contrária à ênfase do Novo Testamento, pois conforme o livro dos Atos dos Apóstolos conhecido como o manual de missões, a Igreja foi perseguida porque crescia. Foi o crescimento que causou a perseguição, e não ao contrário a perseguição, depois causou a dispersão, que pela providência de Deus, resultou em plantações das igrejas em muitos lugares (1 Pe 1. 1-3)

A Igreja em Antioquia enviou missionários (At 13. 1-3) "e impondo sobre eles as mãos, os despediram", "é símbolo de autoridade em enviar", ela está aprovando a pessoa para ser representante de Deus e daquela igreja local ou denominacional. Então a Igreja tem que reconhecer sua responsabilidade na vida dos seus missionários em orar, contribuir, amar, socorrer e compreender, isto fez a Igreja em Antioquia. Rohden (Ano e Página) descreve em detalhes a partida dos missionários enviados pela igreja em Antioquia:

Barnabé e Paulo, acompanhados dos presbíteros e todo povo, atravessaram a "avenida marmórea" e a ponte sobre Orontes e descem ao Porto de Selêucia [...] o pequeno grupo de cristãos, como se refere Lucas ajoelha nas areias brancas da praia, orando com fervor e chorando em silêncio [...].

A Igreja em Antioquia serve de modelo para nós hoje, Donald Stamps, autor da Bíblia de Estudo Pentecostal, sustenta: "Pela imposição de mãos e o envio de missionários, a igreja indica que se compromete a sustentar e assistir os que saem à obra". ( ANO e Página)

O Pastor José Satírio dos Santos recomenda:

Ao sair para o campo missionário, o obreiro deve ter garantidos o salário (condizente com a realidade do país de destino) e moradia. Se possível, também um veículo e havendo recursos suficientes, o financiamento para a construção, compra de propriedades e adequação de estrutura de trabalho. [....]. (ANO E PÁGINA)

O pastor ainda nos adverte: "não vejo outra forma de fazer missões com eficiência".

Muitos saem ao campo missionário por que se encantam com a palavra "missionário" e saem para o campo sem experiência, sem preparo e muitos nem sabem o que é a obra missionária. Outros saem porque um "profeta" falou sobre o assunto, sem o próprio candidato não ter plena convicção e certeza da chamada, e o resultado sem dúvida será fracasso na obra missionária.

A Igreja em Antioquia dava ouvidos à voz do Espírito Santo, a Igreja ouvia o que o Espírito Santo tinha a lhes dizer; e você tem ouvido o Espírito Santo falar com você sobre missões?

A Igreja em Antioquia deu o melhor para missões. O Espírito Santo separa, prepara, capacita e impulsiona a Igreja a enviar obreiros para o trabalho missionário.

3.2 Missões na vida do missionário Paulo

Falar em missões sem mencionar o missionário Paulo, não estamos falando sobre missões na sua totalidade, porque podemos afirmar que depois de Jesus, Paulo foi o maior missionário de todos os tempos. E missões, Paulo fez com eficiência. Ele considera-se um abortivo (1 Co 15. 8) para desempenhar seu mistério entre os gentios, sendo considerado apóstolo deles o que o Senhor fala a Ananias (At 9. 15; Gl 1.15,16).

Consideramos duas passagens bíblicas, onde Paulo fala da sua visão de levar o evangelho a povos que viviam longe da luz do Senhor Jesus (Rm 15. 19-20; 2 Co 10. 15).

Paulo era aquele missionário que se esforçou por anunciar o evangelho, ele procurava pregar dando atenção especial aos lugares onde ainda não havia um trabalho organizado. É por isso que seu coração ardia pela Espanha: "Penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha, pois espero que de passagem, estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado [...] passando por vós irei à Espanha" (ROMANOS, 15. 24, 28).

Nenhum trabalho ou feito próprio era motivo de orgulho para Paulo a não ser o

Senhor Jesus somente (2 Co 10.17)

Paulo considerava o missionário como um lançador de fundamentos, de maneira que pregar onde já havia um trabalho estabelecido, significava edificar sobre o trabalho de outro, causando choques, contendo desperdícios de tempo e dinheiro, e até os prejuízos morais para a obra de Deus.

Paulo escreveu em grego ??????????????? cuja a transcrição simples seria "yperhekeina ymon" que significa "lugares além de vós", ARC [Almeida Revista Corrigida]; ou para além das vossas fronteiras ARA [Almeida Revista Atualizada] (2 Co 10.16).

3.2.1 Paulo e sua primeira viagem missionária

Apesar de sua confiança e do chamado divino para as missões Paulo entra em um período de inatividade durante sete ou oito anos, poucos se ouvia falar dele. Mas aqueles anos foram de espera, disciplina e paciência. Ele tinha uma missão, mas faltava-lhe oportunidade. Ele aprendeu que as delongas de Deus têm sempre um propósito; nada sai errado em seu cronograma.

Depois de várias reuniões e muita oração, os líderes da Igreja entenderam que era a vontade de Deus que enviasse. A sua primeira viagem missionária está registrada em (At 13. 1 - 14, 28), Barnabé e Paulo ou os missionários levaram com sigo o jovem Marcos. Quando a primavera chegou aos montes da Síria, os três partiram; muitos irmãos estavam lá para se despedirem deles. Os missionários caminharam pela longa estrada pavimentada que os levaria ao porto da Selêucia (Porto do Mar Mediterrâneo sendo também uma das principais cidades da Síria) onde havia grande atividade. A sua primeira viagem missionária durou cerca de dois anos (48 a 49 d.C.).

Em atos 3.6 "E, havendo atravessado a ilha até Pafos". Dá idéia de uma campanha evangelística. Lucas que escreveu o livro de Atos mencionou trinta e dois países, cinquenta e

quatro cidades e nove ilhas. Significa "uma turnê evangelística em toda a ilha".

3.2.2 Paulo e sua segunda viagem missionária

Paulo agora leva consigo Silas (At 15. 40-41) "E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu," passou pela Síria e Cilícia eram duas províncias, Paulo visitou as igrejas que já estavam organizadas ali, essas igrejas foram plantadas pelo esforço da Igreja em Antioquia, que era uma Igreja missionária, e de Paulo quando passou dez anos em Tarso (At 15. 23; Gl 1. 21). A segunda viagem missionária de Paulo aconteceu em 50 ou 49 d.C. perseguiu por terra rumo ao norte, atravessando os "portões da Síria" e Cilícia até o sul da Galácia.

Derbe – Quando fora a primeira vez fizeram muitos discípulos, em Listra Paulo encontrou um discípulo por nome Timóteo (At 16. 1) e o mesmo acompanhou Paulo nesta segunda viagem missionária. Frígia, Galácia e Mísia região que foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia (At 16. 6-7).

Paulo a noite teve uma visão em que se apresentava um varão da Macedônia e lhe rogava, dizendo: "passa a Macedônia, e ajuda-nos".

O missionário nos dias de hoje precisa ter visão como tinha o missionário Paulo. Depois desta visão Lucas registra "E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho. (v. 10). Tudo indica que Lucas se juntou com a equipe missionária.

4 MISSÕES NA HISTÓRIA DA IGREJA

A história de missões não deve ser confundida com a história da Igreja. Portanto, queremos estudar a expansão do cristianismo e da forma como chegou aos povos da Terra, mostrando o nosso papel na evangelização contemporânea.

4.1 História de missões na era apostólica

Até 500 a.D. do dia de pentecoste até o ano 100, as testemunhas de Jesus – apóstolos, evangelistas crentes leigos – levaram o evangelho através de uma vasta região. Alcançando a Síria, Grécia, Chipre, Itália e talvez a Espanha.

Todas as terras bíblicas foram alcançadas até o primeiro século. São hoje terras dominadas pelo Islamismo, onde a pregação do evangelho é proibida. Os anos entre 300 a 560 a.D podem ser chamados, o período romano. A história registra grandes empreendimentos missionários durante o período de 100 e 300 a.D., mas a Igreja cresceu, apesar das terríveis perseguições.

4.2 As missões transculturais

O prefixo (trans) deriva do latim que significa "movimento para além de", "através de".

Missões transculturais é o movimento de caráter universal sua mensagem não se restringe a uma só cultura, mas abrange todos os quadrantes da terra.

Teve início com o avanço de missionários entre povos pagãos ao norte da Europa, Patrício que hoje se tornou padroeiro da Irlanda, logo após sua conversão recebeu um chamado missionário.

Estabeleceu naquele país igrejas e mosteiros durante mais de três décadas. No século IV, Ulfilas, destacou-se pelo seu trabalho no Norte da Europa, ministrando entre os gotos, durante 40 anos. Criou um alfabeto e traduziu partes da Bíblia na língua Gótica. Foi, sem dúvida, um grande missionário.

Martim de Tours, hoje padroeiro da França, é outro missionário notável do século IV. Soldado transformado em missionário evangelizou os gauleses ao norte da Europa e mais tarde pregou nos Bálcãs, ao Sul.

4.3 Missões na Idade Média (de 500 a 1600 a.D)

Neste período, a influência de Roma aumentou sobremaneira no mundo eclesiástico da Europa, mas a pesar das mal-conduzidas cruzadas e outros fatores negativos a obra missionária continuava.

Missionários dedicados implantavam igrejas e estabeleciam mosteiros ao norte da Europa. No século VIII, Bonifácio atacou furiosamente o paganismo da Alemanha foi um grande missionário. Francisco de Assis tentou evangelizar os Maometanos no ano de 1212, porém sem resultados. Raimundo Lull foi quem consegui que alguns Mulçumanos se salvassem, antes de ser morto pelos próprios sarracenos, em 1316.

As ordens dos Franciscanos e dos Dominicanos foram estabelecidas no século XIII, a dos Jesuítas 300 anos mais tarde. Os frades das primeiras duas ordens eram pregadores e educadores - verdadeiros missionários que iam até aos confins da terra.

4.4 Missões na era moderna (1600 a.D.)

A Reforma Protestante começou no século XVI, mas não estimulou qualquer movimento missionário. Seus líderes Lutero, Calvino e outros, não tinham visão missionária por várias razões, contudo, Calvino enviou alguns evangelistas para a França. Encorajou um grupo de huguenotes a virem ao Brasil, a fim de que pudessem ter liberdade religiosa e tornarem-se testemunhas de Cristo.

Justino, um dos apologistas, ou seja, defensor intelectual do cristianismo, conhecido como o (Mártir) 100-167 d.C nasceu em Siquém na Antiga Samaria, estudioso considerado "Filósofo" pelo contato com as mensagens proféticas, converteu-se ao cristianismo "ascendeu-se imediatamente em minha vida uma chama de amor pelos profetas e pelos amigos de Cristo".

Viajava num manto de filósofo, procurando ganhar pessoas para Cristo, como Paulo, Justino se tornou um missionário.

Patrício nasceu na Bretanha Romana por volta do ano 390, filho de pais cristãos, começou a orar com fervor aos dezesseis anos, quando foi preso. Quando chegou a sua terra natal, Patrício sonhou com as crianças irlandesas implorando para que ele levasse a elas o evangelho: "Imploramos que você venha e caminhe entre nós uma vez mais".

Por volta do ano 432 d.C. chega Patrício na Irlanda em sua primeira visita missionária.

O missionário converteu a maioria dos irlandeses ao cristianismo estabelecendo cerca de 300 igrejas e batizando cerca de 120.000 pessoas.

No ano 563 Columba vai à escócia como missionário. Seu nome que quer dizer "pomba" nasceu de uma família de cristãos em 521. No norte da Irlanda em 563 com doze amigos, Columba corajosamente lançou ao mar em uma "Currach" – embarcação bastante popular na Irlanda – e se dirigiram a "Iona" uma ilha na costa ocidental da Escócia. Quando chegaram ali, os treze homens levantaram habitações simples e uma Igreja em tábuas que foi usada como base para seus esforços missionários, juntos aos picos, a tribo escocesa, vizinhanças, muitos historiadores notaram a grande influência que o cristianismo teve sobre a Escócia.

4.5 Missões na história da Igreja atual

Qual o papel da Igreja atual em missões? A Igreja tem uma grande responsabilidade com a obra missionária, deve preparar-se para esta tarefa. Uma Igreja que nunca realizou a obra missionária deverá ser despertada para o grande desafio da evangelização mundial. Disse: João Wesley: "Tua incumbência única sobre a terra é salvar almas". Isto nos mostra que a Igreja do Senhor Jesus Cristo foi estabelecida aqui na terra para salvar almas perdidas. Há ainda uma frase que diz: "o melhor remédio para a Igreja enferma é pô-la em dieta missionária".

Nós somos a Igreja de Jesus Cristo, somos os continuadores daqueles dos tempos apostólicos. Somos chamados a dar testemunho do Salvador até os confins da terra. O evangelho não é propriedade de uma cultura ou de uma raça. É poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

A Igreja da atualidade pode ajudar e participar ativamente na obra missionária. Muitas das vezes quando é para realizar missões, ou seja, enviar missionários, ou sustentar financeiramente um missionário lamentavelmente há muitos líderes que diz "não temos condição", "não podemos", todos nós que estudamos sobre missões sabemos que uma igreja pequena pode fazer muito por missões mediante a contribuição financeira dos seus membros. Deus faz milagres nas finanças da Igreja quando esta coloca missões em primeiro lugar. Você não pode levá-lo [o dinheiro] com você, mas pode mandá-lo adiante [ao céu], mediante missões.

Missões, portanto, é um milagre de Deus, e só os que colocam nas mãos do Senhor os seus poucos recursos e que vêem o milagre realizado, os povos precisam de Jesus. Nós temos Jesus, aleluia! Não temos migalhas, mas graça infinita de Deus à nossa disposição. Oswald Smith (ANO E PÀGINA) disse: "Se Deus quer a evangelização do mundo, mas te recusas a sustentar as missões, então te opões a vontade de Deus".

Cada Igreja existente na terra pode ser comparada aquele pequeno menino que tinha tão pouco. Repito o que disse anteriormente você pode dizer: não temos condição de enviar missionários; não temos condição de sustentar financeiramente.

O menino só tinha cinco pães e dois peixinhos (Jo 6.9), mas que nas mãos do Senhor Jesus seria multiplicado de tal forma a saciar tantos e ainda sobrar.

Como pode uma igreja pobre enviar missionários para evangelizar em países ricos? Jesus não tinha nas mãos nada para usar até que o rapaz lhe entregou tudo o que tinha em mãos e então o milagre aconteceu.

A Igreja atual diante de tantas desculpas para não realizar missões, ela tem avançado consideravelmente na conquista dos povos, mas, temos que observar que existe metade da população do mundo que ainda não ouviu o evangelho. Para alcançar esta grande massa, é preciso vencer as barreiras transculturais da religião milenar e os costumes quase que indisponíveis ao nosso mundo moderno. Os povos não alcançados ainda são os que vivem na miséria social, cultural e econômica. Só o evangelho pode mudar esse quadro.

5 A IGREJA E A PREPARAÇAO DO MISSIONÁRIO

Se a Igreja, representada por sua liderança, reconhece a chamada do missionário, o primeiro passo é ajudá-lo em sua preparação, visando já a sua partida, a instalação no campo missionário. O Pastor. Edison Queiroz apresenta um interessante capítulo sobre o título.

A Igreja treinando o candidato resumidamente, eis aqui alguns passos que o Pr. Edison recomenda:

  • A Igreja oferecendo preparo espiritual. Basicamente, neste ponto, o autor advoga a necessidade de uma boa preparação do candidato enquanto se encontra na Igreja local. A Igreja deve ser dinâmica e espiritual, e que realmente possa contribuir para a edificação do candidato.

  • A Igreja oferecendo preparação intelectual. Um bom estudo sobre as condições intelectuais do missionário deve ser realizado. Não basta uma decisão emocional: O obreiro deve demonstrar certa preparação intelectual.

  • A Igreja oferecendo preparo teológico. Lamentavelmente, muitos crentes estão equivocados quando utilizam a afirmação: "Quando o Espírito Santo chama a uma pessoa, olha também na capacidade". Para eximir-se na responsabilidade de buscar um preparo acadêmico teológico. Afirma o Pastor Edison "Creio que um missionário deve estar teologicamente bem preparado, no seminário, em casa, seja onde for, mas deve ter um conhecimento profundo das verdades bíblicas.

  • A Igreja oferecendo preparo transcultural. "Muitos missionários tem fracassado no campo: por não terem recebido preparo, tem fracassado". Para enfrentar as dificuldades de adaptação de uma nova cultura – afirma o Pastor Edílson – "é necessário um bom treinamento".

Se uma pessoa enfrenta outra cultura sem preparo, poderá cometer erros quase irreparáveis no futuro, não produzir fruto ou não se adaptar á cultura, tendo, de volta a sua base.

  • A Igreja oferecendo preparo linguístico. O idioma será o principal instrumento do trabalho de um missionário. Se ele não pode se comunicar satisfatoriamente, não poderá alcançar os seus objetivos.

  • A Igreja oferecendo preparo prático. O Pr. Edson diz: a Igreja deve oferecer oportunidades para que o futuro missionário possa receber treinamento prático ou o próprio ministério da Igreja local e na sua base missionária. É importante que o candidato para um estágio, iniciando um novo trabalho, num bairro, ajudando uma congregação trabalhando no ministério local, a fim de que produza fruto e seja reconhecido pela Igreja como alguém chamado por Deus para a obra.

Se uma pessoa não produz frutos no seu país, não vai produzi-lo em outros lugares também.

  • A Igreja oferecendo o preparo psicológico. Em alguns casos, o missionário deixa o Brasil e vai para o campo missionário sem haver antes solucionado algumas crises e conflitos internos. "Essa boa condição psicológica" deve ser examinada não apenas na pessoa do missionário, mas também na sua família.

  • A Igreja deve examinar sua boa condição física. Sem uma boa condição física, como resultado de um bom estado de saúde, um obreiro não deveria ser enviado aos campos de missões, especialmente se o lugar para onde ele for não fornece as condições mínimas e adequadas para o cuidado de sua saúde. Como, por exemplo: Dr. Osvaldo Smith, a sua saúde não lhe permitiu ser enviado ao campo missionário por nenhuma agência missionária.

  • O preparo da Igreja. Agora que já atualizamos o preparo do missionário será necessário também o preparo da Igreja local que enviou ou enviará o missionário. A Igreja oferecendo o preparo do missionário não poderá esquecer jamais seu preparo.

A Igreja deve preparar-se não somente para o envio do missionário, como também para a sua manutenção ou qualquer eventualidade. O Pr. Oséias Macedo nos oferece como a Igreja deve preparar-se.

a. Oração e jejum. É necessário esclarecer que o impulsionador da obra missionária é a oração. A Igreja que deseja ser missionária primeiramente deverá estar orando por missões, consciente de que entrará em campo de batalha ofensiva (Ef 6. 12-18; 2 Co 10.4-7).

As barreiras que se levantarão contra a obra missionária serão vencidas apenas pela oração, para a qual as portas nunca se fecham. Esta é indispensável na vida da Igreja.

b. O planejamento missionário da Igreja. É correto fazer um plano de ação ou um programa de missões em médio e longo prazo. Esse plano deverá esclarecer os objetivos da Igreja e a maneira de alcançá-los dentro de um prazo estabelecido. Onde quer chegar? Quando e quanto missionário enviará etc... Deve ela fazer um planejamento financeiro anual, ou seja, quanto irá dispor para manter a obra missionária.

c. Salário do missionário. A Igreja deverá proporcionar ao missionário uma manutenção razoável e equilibrada. Para levantar o sustento, a Igreja levará em conta a situação socioeconômica e cultural do campo alvo baseando-se no número de integrantes da família do missionário. Há uma frase sobre o assunto que diz: "eu vou descer a mina, mas vocês têm que segurar as cordas". (WILLIAN CAREY Ano e Página).

d. O envio dos missionários. Antes de enviar os missionários, é importante que a Igreja lhes permita frequentar um curso preparatório de missões transculturais. É importante esclarecer o tempo mínimo que o missionário permanecerá no campo e quando irá retornar, antes de enviá-lo. O missionário deverá regressar apenas em casos justificáveis (como enfermidade que não tenha tratamento no lugar onde se encontra). Isto para não parecer aos mantedores da obra que ele está fazer turismo à custo de missões.

e. Desafio religioso. Entre os cristãos: Há cerca de dois bilhões de cristãos no mundo atual. Este número inclui, entre outros, os chamados "cristãos nominais" espalhado por vários ramos do cristianismo moderno. Entre os romanos: mais da metade dos cristãos sãos católicos romanos ou afirmam ser "cristãos nominais" que vivem entre nós, necessitando de um encontro pessoal com Jesus Cristo. Dentre os 946 milhões de católicos romanos, menos de 20% são praticantes. Isto significa que mais de 756 milhões não tem compromisso com a Igreja. Entre os muçulmanos: o Islã é a segunda maior religião do mundo, contando com mais de novecentos milhões de adeptos. Entre os sem-religiões: São mais de 850 milhões de pessoas sem religião que desafiam a Igreja do Senhor nesta última hora. Na Europa há maior parte de concentração dos sem religiões. Entre os hindus: atualmente, há no mundo mais de setecentos milhões de hindus. Entre os budistas: somam mais de 320 milhões no mundo. Maior concentração se encontra no Japão com quase 115 milhões. Entre as tribais: calcula-se mais de cinco mil grupos de tribais a serem alcançados. Entre os judeus: totalizam mais de 18 milhões no mundo, o que apresenta 0,36% do total da população do mundo hoje.

f. Desafio urbano. Mais de 40% da população mundial vive em cidades. Mais da metade deste número vive em cidades com a população acima de meio milhão de pessoas.

g. Desafio rural. Mais da metade da população mundial vive em zonas rurais.

h. Desafio antropológico. Hoje calcula-se que há cerca de 6.528 línguas faladas no mundo sem contar as línguas gestuais.

i. Desafio da "Janela 10/40". Porque janela 10 x 40? Porque está entre 10º e 40° gruas ao norte da linha do equador e vai do Oeste da África, no Oceano Atlântico até o Leste da China, no Oceano Pacífico passando pelo Norte da África e Ásia Menor.

Nessa Janela está concentrada a maior parte dos povos não alcançados do mundo. Onde se encontram os três maiores grupos religiosos não cristãos do mundo: mulçumanos, budistas e hindus. São cerca de 67 países, onde temos mais de 95% dos povos menos evangelizados e são os mais pobres do mundo.

J. Desafio de África (Guiné Bissau). Ainda quero lhe apresentar especialmente o desafio em Guiné Bissau no continente Africano os principais citados no livro da missionária Francisca Conceição "Meu Povo". (p. 52/53) ela nos apresenta:

  • Religião: Animismo e o Islamismo que está em crescimento.

  • Educação: Grande parte da população é analfabeta

  • Cultura: Há práticas democráticas, circuncisão do homem, as meninas são trocadas por vinho ao nascerem, ao crescerem são forçadas ao casamento. Outro traço da cultura é a liberdade para o homem casar com várias mulheres.

  • Pobreza: Por falta de infra-estrutura as carências são visíveis em todas as circunstancias.

  • Doenças: A malária, Sida (AIDS) matam muitas pessoas.

Como percebeu você leitor os desafios dos povos são gigantescos; esses grupos são grandes e de difícil acesso.

Baseado em "A igreja local e missões" o Pr. Edson Queirós mostra-nos seis passos para uma Igreja pequena fazer missões.

Confie no grande Deus: O que faz a diferença é o tamanho do nosso Deus (Jr 33.3 Ef 3.20-21). Às vezes olhamos para nossa incapacidade e fraqueza, para o tamanho de nossas igrejas, para a situação financeira e ficamos desanimados, dizendo que é impossível.

Inicie uma semana de oração: Por meio da oração, a Igreja pode fazer um movimento missionário e atingir as nações.

Treine os crentes para a evangelização pessoal: Muitas vezes os crentes não estão evangelizando porque não sabem. Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na escola dominical, e a meta é que todos os membros da Igreja saibam explicar o plano da salvação.

Desafie pessoas para o campo missionário: Mediante pregação, ensino, recomendação de livros etc... Você pode desafiar pessoas a se entregarem para a obra de missões. Não somente desafie, mas também apóie os vocacionados, muitos pastores estão pecando ao deixar de apoiar, ajudar e orientar aqueles que têm sido chamados por Deus para a obra missionária.

Desafie os crentes a contribuir financeiramente: Uma Igreja pequena pode fazer muito para missões mediante a contribuição financeira, há uma frase que diz: "Contribui de acordo com a tua renda para que Deus não torne tua renda segundo a tua contribuição". (Peter Marshall).

Associe sua Igreja à outra para enviar missionários: É claro que uma Igreja pequena pode realizar missões, mas, às vezes não tem condições de levantar todo o sustento financeiro necessário; por tanto poderá se unir a outra Igreja e, juntas, enviar o missionário. (QUEIRÓS, 1998, p. 129-133)

No Curso de Missões por correspondência, lição 01, introdução a missões da EMAD, diz que se queremos ver o mundo alcançado pelo evangelho, então temos que investir nos obreiros que estão no seio da Igreja e enviá-los aos perdidos – quem envia os missionários é a Igreja local e não a agência missionária. Quem avalia o trabalho e a vida do obreiro é a Igreja local. Para isso foi realizado ou elaborado diretrizes para as Igrejas Assembléia de Deus em todo o Brasil.

Quem tem como objetivo que o trabalho seja feito conforme o padrão bíblico as diretrizes dizem:

  • I. às igrejas competem selecionar, enviar, sustentar e acompanhar as atividades e ações dos missionários;

  • II. devem ter ardor missionário, expresso em verdadeiro amor pelas almas perdidas;

  • III. devem promover a oração missionária sistemática e intercessória em favor da obra missionária;

  • IV. devem dar apoio financeiro à obra missionária, isenta de motivação periódica e emoções momentâneas; a capitação de recursos financeiros para missões que deve ser sistemática e sacrificial;

  • V. devem zelar com máxima simpatia, pelo missionário e sua família supervisionando seu trabalho local de modo que, na medida do possível, nada lhe falte de bem pessoal, familiar e conceitual perante a Igreja, obreiros, autoridades e sociedade do país a quem serve como missionário;

  • VI. deve evitar insinuações de princípios de ética, prática da vida brasileira - eclesiástica ao missionário, com fim de seres inculcados aos conversos no campo missionário transcultural;

  • VII. pode associar-se com outras igrejas da Assembléia de Deus para sustento de um ou mais missionários, desde que determinem responsabilidade de cada uma;

  • VIII. deve registrar seus missionários na SENAMI antes deles partirem ao campo missionário;

VX. deve comunicar a SENAMI; retorno de missionário, novo local de atividades, mudança do endereço do missionário, etc...

X. deve solucionar a situação de seus missionários no caso de retorno do campo;

XI. deve evitar problemas que prejudiquem a continuidade do trabalho de obra missionária, com a saída do missionário do campo;

XII. deve organizar secretárias de missões para servirem como órgão de apoio de toda a Igreja no desempenho das atividades missionárias.

Estes, portanto, foram elaborados conforme o padrão bíblico e serve para todas as igrejas assembléias de Deus em todo o Brasil.

A realização do trabalho missionário pode também ser auxiliada por instituições que atuem em nível local, como secretarias de missões locais em nível nacional, nas áreas de conscientização, mobilização, treinamento, assessoramento e informações. Atuando nessas áreas e no âmbito nacional, as Assembléias de Deus tem a SENAMI (Secretaria Nacional de Missões) é um órgão da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, órgão da (CGADB) fundada em 1975, serve para promover e incentivar a obra missionária nas igrejas, assessorá-las em suas atividades missionárias. Foi criada no dia 5 de setembro de 1989 a EMAD (Escola de Missões das Assembléias de Deus), com o objetivo de preparar os missionários que serão enviados ao campo, inserir os líderes das igrejas na realidade missionária atual, ela oferece cursos de missões e preparo missiológico para os candidatos ao campo missionário.

Deus nos chama para fazer missões e é preciso nós nos prontificarmos como fez Isaías (Is 6.8): "Depois disto ouvia a voz do Senhor que dizia: a quem enviarei e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim".

Portanto, Deus está nos chamando para este grande desafio que é fazer missões. Há uma frase de Alexandre Duff que diz: "Quando a rainha Vitória pede voluntários, os jovens respondem ao apelo, mas quando Jesus chama para missões, ninguém se apresenta". E nós estamos prontos para nos apresentar para as missões transculturais como fez Abraão, Deus lhe abençoou (Gn 12.1). "Ora, disse o Senhor a Abraão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei.

E o versículo 4 diz: "partiu, pois, Abraão como lhe ordenara o Senhor".

É nós se recebermos um chamado Abraâmico está nos despertando a deixar tudo e partir?

Na história de missões o Pr. Ronaldo Lidório no seu livro restaurando o Ardor Missionário fala sobre o missionário Nicolas Von Zinzendorf, tinha uma pequena Igreja e enviou missionários para todos os continentes da terra. Zinzendorf desejou, fortemente enviar um missionário para alcançar os esquimós no Alaska e decidiu falar ao oleiro da Aldeia, um homem meia idade, solteiro que fazia vasos de barro para viver.

Mas Zinzendorf não tinha mais dinheiro e nem uma equipe para enviar com ele como fizera no passado. Após orar, ele o chamou em um fim de tarde e disse: Creio que é vontade do Senhor que alcancemos os Esquimós e quero lhe desafiar a ser este missionário. Porém não há mais ninguém pra ir; portanto se aceitar você irá só. Também não temos dinheiro para lhe dá, somente poderá ir como peregrino e sem sustento certo. Para a distância e dificuldade de chegar à região. Creio que jamais voltará aquele oleiro pensou por um momento e disse: Falar de Jesus? "Se você puder me dar um par de sapatos usados, amanhã cedo eu irei."

Concluímos com esta frase de Arionaldo Ramos que diz: A Igreja que se centraliza em missões influencia, muda, faz e fica na história.

REFERÊNCIAS

PAULA, Oséas Macedo de. Manual de missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

QUEIROZ, Edson. A igreja local e missões. São Paulo: Vida Nova, 1998.

LIMA, Francisca Conceição. Meu povo. São Luis: Aquarela, 2007.

OLIVEIRA, Timóteo Ramos de; CANTO, Judson. Como ser um missionário. 3. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

ROKER. Garkl. Missiologia. 2. ed. Campinas: EETAD, ANOOOOOOOOOOOOOO

SANTOS, José Satírio dos; CANTO, Judson. Missão em Cucuta. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

LIDÓRIO, Ronaldo. Restaurando o ardor missionário. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

EMAD. Introdução a missões (CMC) Curso de Missões por correspondência. Lição 1 CPAD 3ª Edição Janeiro de 2008.

 

Autor:

George Gonçalves

prgeorgegeorge[arroba]hotmail.com

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