Pedagogia e teatro para crianças e jovens: de ferramenta à experiência cênica



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Mais do que uma ferramenta pedagógica – o teatro infantil
  4. Os jovens e a experiência na escola – uma lacuna a preencher
  5. Um estudo de caso
  6. Análise quantitativa dos dados
  7. Referências bibliográficas
  8. Anexos

O adolescente é um marginalizado do teatro brasileiro. (Ingrid Dormien Koudela)

RESUMO

O mundo atual se apresenta como altamente tecnológico e fragmentado devido à influência da internet, das redes sociais, da televisão, dos celulares. O teatro, por sua vez, permanece tentando fincar suas raízes se mantendo como uma arte viva, que mantém a relação pessoal entre os homens. Esta monografia visa abordar a questão do público teatral, mais especificamente, o público juvenil. É possível traçar uma linha do tempo envolvendo a transformação do teatro infantil e cabe aqui, buscar verificar em que momento o jovem é visto como público ativo e importante do teatro.

A análise se estende a partir do momento em que se pensa mais profundamente na questão da formação do espectador. Afinal, não podemos colocar em um mesmo patamar um indivíduo que não tenha um conhecimento, não tenha um "olhar estudado", crítico, sobre a arte teatral e um que tenha estudado, experimentado estar na função de espectador, de ator. O gosto, o hábito, é algo que se cultiva não apenas pela ida às salas de espetáculo, mas também através de uma pedagogia e de um estudo voltado para essa arte.

Diante dessa situação, busca-se, através de questionários, compreender a frequência dos jovens no teatro, tentando encontrar pontos em comum em relação aos espetáculos que eles assistem e em relação aos temas que desejam assistir, de forma a traçar um perfil do público jovem contemporâneo contemplando os seus gostos e desejos em relação ao teatro.

De todo esse pensamento, vem o título da monografia: Pedagogia e Teatro para crianças e jovens: de ferramenta à experiência cênica, sendo o objetivo geral do trabalho entender a questão do hábito de ir ao teatro, mais precisamente por parte dos jovens, que não são contemplados epistemologicamente por um histórico ou por uma bibliografia, ao contrário do público infantil e adulto. Afinal, os jovens espectadores de hoje, serão o os adultos espectadores de amanhã, sendo, portanto, um público de imensa importância para permanência e existência da arte teatral.

Palavras-chave: jovem, espectador, teatro.

INTRODUÇAO

Este trabalho envolve a curiosidade de entender o teatro infanto-juvenil brasileiro. Este tipo específico da arte teatral vem, gradualmente, tendo o seu verdadeiro reconhecimento como trabalho, como estudo, como arte e como sendo um bom formador cultural, afinal, estamos tratando de um público em formação. Porém, a análise do teatro infanto-juvenil se torna complexa a partir do momento em que se afasta da compreensão do termo usado pelo senso comum para designar peças voltadas para crianças e jovens, e passa a se entender que não há um equilíbrio entre essas duas produções. Na realidade, esta discrepância se volta sumariamente para o teatro juvenil. Por isso o movimento de se aprofundar no teatro infantil de forma que se torne claro, esse desequilíbrio aparentemente equilibrado pelo termo.

O teatro infanto-juvenil brasileiro passa por um processo de amadurecimento desde a década de 50, em que se pode pontuar interessante momento de transformação que inclui o processo de investigação das possibilidades para se atingir esse público e importantes descobertas temáticas e dramatúrgicas que, com o passar do tempo estão sendo delineadas.

No entanto, há uma questão no conceito de "teatro infanto-juvenil". Freqüentemente, foca-se na figura da criança para destinar esses tipos de espetáculos e para abordá-los teoricamente. O teatro para jovens, no entanto, é raramente estudado ou citado durante a trajetória do teatro infantil ou do dito teatro infanto-juvenil.

O teatro infantil, apresenta inúmeros problemas dramatúrgicos que deixam claro que o entendimento deste universo ainda está em processo de investigação: "[...] enredos mal construídos, em que predomina o discurso verbal, impedindo o desenvolvimento da ação dramática; a incorporação do ritmo vídeo-clip, a correria, a movimentação desenfreada [...]" (BELTRAME,2005,P.41).

As claras deficiências apontam também para uma questão: onde estaria, em todo esse meio histórico-evolutivo do teatro para crianças o teatro juvenil? Os poucos textos teóricos sobre teatro infanto-juvenil tendem, com freqüência, a se fechar no teatro infantil, deixando a parte juvenil de lado: "Na verdade, o tão discutido teatro para jovens nunca chegou a existir como produção sistematizada, mas há anos tem sido objeto de acalorados debates e de tentativas isoladas de realização." (PUPO, 1991.p 37)


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