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Perfil epidemiológico da leishmaniose visceral americana em paraíso do Tocantins, Tocantins, Brasil (página 2)


Na América Latina, a LVA foi descrita em pelo menos 12 países, onde 90% dos casos se concentram no Brasil. No país, o Ministério da Saúde registrou, nos últimos dez anos, uma média anual de 3.156 casos, sendo a incidência de 2 casos/100.000 habitantes (Brasil, 2006).

Sua gravidade não se restringe apenas ao âmbito de sua grande ocorrência, sua manifestação clínica e sua característica crônica podem acarretar óbito, principalmente se o diagnóstico não se der em tempo hábil para iniciar o tratamento adequado. A LVA compromete o baço, o fígado e a medula óssea, e o indivíduo apresenta um quadro de febre, anemia e caquexia, além da evidente hepatoesplenomegalia. Novos aspectos complicadores da enfermidade emergiram com o aparecimento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), aumentando seu grau de impacto nas populações (Brasil, 2003).

No Brasil, a LVA é causada pela Leishmania (Leishmania) infantum chagasi, seu vetor principal é Lutzomyia (Lutzomyia) longipalpis, espécie antropofílica e adaptada ao ambiente urbano, e seus principais reservatórios são o cão, neste ambiente, e a raposa, no ambiente silvestre (Rangel e Lainson, 2003).

Os vetores, que medem de 3 a 5 mm quando adultos, apresentam hábitos crepusculares e noturnos. Apenas as fêmeas realizam hematofagia, sendo capazes de transmitir o parasito. Tanto os machos quanto as fêmeas alimentam-se de carboidratos provenientes da secreção de afídeos ou de seivas de plantas. Seu ciclo evolutivo inclui as fases de ovo, larva (quatro estágios), pupa e adulto, ocorrendo em matéria orgânica (Rangel e Lainson, 2003).

O período de incubação da LVA é bastante variável, tanto para o homem (10 dias a 24 meses) quanto para o cão (3 meses a vários anos). Seu diagnóstico é realizado através de testes sorológicos de (imunofluorescência indireta / IFI ou enzyme linked immmunosorbent assay/ ELISA), e parasitológico (aspirado de medula óssea e baço). O tratamento, constituído por aplicações endovenosas ou intramusculares de antimoniato N-metil glucamina, é prolongado e doloroso com efeitos colaterais que contribuem para o seu abandono. Crianças menores de 10 anos são as mais acometidas (54,4%), e o sexo masculino é proporcionalmente o mais afetado (60%) (Brasil, 2006).

O primeiro registro da doença no Brasil foi realizado por Migone em 1913, que diagnosticou um caso em Mato Grosso (Alencar e Dietze, 1991). Desde então, a transmissão da doença vem sendo descrita em vários municípios de vários estados do Brasil (Brasil, 2003).

A LVA foi inicialmente considerada como uma zoonose de animais silvestres, sendo o homem hospedeiro acidental quando freqüentava florestas primárias, onde são encontrados tanto os reservatórios naturais das espécies de leishmânias, quanto seus respectivos vetores. No Brasil, esse aspecto estaria restrito à região da Floresta Amazônica, aos resíduos de Mata Atlântica, e ao Cerrado (Brasil, 2006).

Atualmente, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS Ministério da Saúde), definiu dois padrões epidemiológicos para a LVA. O primeiro é o padrão clássico, associado ao ambiente rural, à periferia das grandes cidades, à presença de baixo nível socioeconômico e à pobreza. O segundo padrão é recente, sendo encontrado no ambiente urbano, em cidades de médio e grande porte, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste (Brasil, 2006).

Este perfil mais atual de transmissão da LVA está intimamente ligado às alterações ambientais, principalmente o desmatamento da vegetação primária, que favorece a aproximação de mamíferos silvestres (alguns reservatórios naturais de leishmânias) do ambiente peridomiciliar e até mesmo domiciliar, onde flebotomíneos, principalmente as espécies de elevado ecletismo alimentar, acabam por estabelecer ciclos de transmissão próximos ao homem (Lainson, 1983; 1988; Rangel,1995; Walsh et al, 1993).

De acordo com a política de saúde vigente no Brasil, o controle das leishmanioses é da responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as Secretarias Municipais de Saúde, apoiadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde, deverão, segundo a orientação do Programa Nacional de Leishmanioses, da Secretaria de Vigilância em Saúde, ter a responsabilidade de organizar a rede básica para atendimento ao paciente e instituir as ações de combate ao vetor. Já as medidas preventivas preconizadas podem estar dirigidas à população humana, ao vetor e à população canina (Brasil, 2006).

Para a população humana é recomendado o uso de mosquiteiro com malha fina, a telagem de portas e janelas, o uso de repelentes, a não exposição nos horários de atividade do vetor em ambientes onde estes habitualmente podem ser encontrados e ações de educação em saúde. As medidas direcionadas ao vetor estão relacionadas à aplicação de inseticida residual (quando possível) e ao manejo ambiental. A captura e eutanásia de cães errantes, especialmente em áreas urbanas, é a medida recomendada para eliminação do reservatório urbano (Brasil, 2006).

1.1. LEISHMANIOSE VISCERAL AMERICANA EM PARAÍSO DO TOCANTINS

Criado pela Constituição de 1988, o estado do Tocantins representa hoje o que era anteriormente a região norte do antigo estado de Goiás. Sua população é estimada em 1.243.627 habitantes distribuídos em 139 municípios, onde, na maioria deles, a população não ultrapassa 10.000 habitantes (IBGE, 2007). A economia tocantinense tem na pecuária e na agricultura as atividades mais relevantes. A atividade comercial é concentrada nos principais centros urbanos, devido à proximidade com a rodovia BR-153 (Belém-Brasília). A indústria é pouco desenvolvida, predominando aquelas relacionadas a atividades alimentícias (Governo do Estado do Tocantins, 2007).

Tocantins está localizado no centro geodésico do Brasil e possui uma área de 277.620,914 km² (IBGE, 2002). Por estar em uma área de transição, apresenta características climáticas e físicas tanto da Amazônia Legal quanto da região central do Brasil e tem apenas duas estações distintas: seca e chuvosa. O clima é tropical semi-úmido e o cerrado é a vegetação predominante, cobrindo 87,8% da área do estado, o restante é ocupado por florestas (Tocantins, Secretaria de Administração, 1990).

Nos últimos anos, o Tocantins tem apresentado elevados índices de LVA, tendo sido notificada, entre os anos de 1999 e 2002, em 80 municípios, o que corresponde a quase 60% dos municípios do Estado, sendo a terceira doença vetorial com maior registro de casos em Tocantins, a primeira é a dengue e a segunda a leishmaniose tegumentar americana (TOCANTINS, SESAU-TO, 2004).

De acordo com a nova metodologia proposta para a estratificação dos municípios brasileiros para a LVA (Brasil, 2006), considerando os dados epidemiológicos dos últimos três anos, atualmente nove municípios tocantinenses estão classificados como áreas de transmissão intensa para LVA: Araguaína, Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Tocantinópolis, Wanderlândia, Araguatins, Buriti do Tocantins e Augustinópolis(Tocantins, SESAU-TO, 2004).

A região central de Tocantins é a que concentra um maior número de casos notificados, abrangendo os municípios de Palmas, Porto Nacional, e Paraíso do Tocantins, que concentraram 77% dos casos registrados em 2002. A ocorrência da LVA no Estado é maior nos homens (55%) que nas mulheres (45%), sendo os menores de 9 anos os mais acometidos, com predominância na faixa etária de 0 a 4 anos de idade. A letalidade média da doença em Tocantins alcança a taxa de 3%. O controle da doença no Estado está relacionado com a formação de uma força tarefa, com atribuições federal, estadual e municipal, que utilizou-se de estratégias de educação ambiental, controle vetorial, vigilância dos casos e borrifação de inseticidas (Tocantins, SESAU-TO, 2004).

Paraíso do Tocantins teve sua ocupação iniciada com a construção da Rodovia BR-14, hoje Belém-Brasília ou BR-153. A povoação estabelecida ao lado do acampamento da Companhia Nacional (empreiteira responsável pela construção da rodovia) se expandiu e passou a ser reconhecida como distrito do município de Pium em 1963. O Distrito de Paraíso foi assim chamado por apresentar belezas naturais características de sua região montanhosa (Tocantins, Secretaria de Administração, 1990).

No final deste mesmo ano o distrito foi emancipado de Pium, passando a ser denominado como Paraíso do Norte, que em 1989, com a criação e implantação do estado do Tocantins, passou a se chamar Paraíso do Tocantins (Tocantins, Secretaria de Administração, 1990). (Fig. 01 a e b).

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Figura 01 a e b. Vista panorâmica do Município de Paraíso do Tocantins (TO).

Paraíso do Tocantins apresenta clima tropical úmido com temperaturas elevadas. Sua vegetação primitiva é caracterizada por duas formações não florestais, o cerrado ralo e campo limpo de cerrado, conhecido também por campo sujo. Em ambos são comuns ocorrências de matas ciliares. Porém, em função principalmente da atividade pecuária extensiva, a vegetação se apresenta bastante modificada (Almanaque Cultural do Tocantins, 2001).

A economia do município encontra-se em quarto lugar de arrecadação do Estado, sendo a pecuária sua principal atividade econômica. Paraíso do Tocantins apresenta ainda o terceiro maior rebanho bovino do Estado e a segunda maior bacia leiteira, com atual expansão da piscicultura e avicultura (Rêgo, 2003).

A agricultura do município conta com mais de 470 propriedades rurais, sendo o arroz o principal grão produzido, seguido pelo feijão, milho, mandioca, cana forrajeira, melancia, abacaxi, acerola e seringueira (Rêgo, 2003).

Quanto à saúde pública, a cidade apresenta diversos problemas importantes, sendo considerada endêmica para várias doenças, especialmente as vetoriais e as zoonoses, como dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, hepatites virais, doenças diarréicas, entre outras.

No município, nos últimos quatro anos ocorreu uma progressão considerável no número de casos novos da doença, as estratégias de controle estão centradas no controle do reservatório canino (inquérito sorológico canino e eutanásia dos cães sororreagentes e com suspeita clínica) e do vetor (borrifação de inseticidas), além do diagnóstico (sorologia realizada pelo LACEN/TO e parasitologia através de punção medular realizada pelo Hospital de Referência de Paraíso) e tratamento adequado dos casos humanos.

Entretanto, essas medidas, muitas vezes realizadas de forma isolada, não apresentam a efetividade esperada sobre a redução da incidência da doença. O controle da LVA na cidade permanece um desafio, pois o impacto das alterações ambientais determinadas pela ação do homem vêm alterando, em todo o país, a ecologia de algumas espécies de flebotomíneos e reservatórios e, conseqüentemente, a epidemiologia das leishmanioses (Lainson 1983, 1988; Rangel 1995; Walsh et al. 1993; Rangel e Lainson 2003), o que também é observado no município em questão.

Em contrapartida, não há estudos publicados sobre a ocorrência da doença em Paraíso do Tocantins, o que dificulta o direcionamento, monitoramento e avaliação das ações de vigilância e controle da LVA. Torna-se, portanto, oportuno e fundamental para o direcionamento das ações de controle a serem implementadas em Paraíso do Tocantins, o conhecimento acerca do perfil epidemiológico da doença na população humana da cidade.

2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Conhecer o perfil epidemiológico da LVA em Paraíso do Tocantins (TO), na população humana, visando oferecer subsídios para ações de vigilância e controle da doença na cidade.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Caracterizar a distribuição da LVA em Paraíso do Tocantins (TO) em período recente (2001 a 2007);

  • Estimar a incidência da doença no município e nas localidades de ocorrência;

  • Determinar o padrão de ocorrência da doença na população humana, por sexo, idade e ocupação na cidade;

  • Gerar indicadores epidemiológicos relacionados com a ocorrência humana da doença para o município;

  • Discutir as ações de controle empregadas no município tendo como base o perfil epidemiológico descrito.

3. METODOLOGIA

3.1 ÁREA DE ESTUDO: PARAÍSO DO TOCANTINS (TO)

A cidade escolhida para o desenvolvimento deste estudo corresponde a Paraíso do Tocantins, onde residem 42.319 pessoas (IBGE, 2006). O Município está localizado na Mesorregião Ocidental do Tocantins, Microrregião Vale do Araguaia na bacia do Araguaia no Planalto Central do Tocantins, distando 63 Km de Palmas (capital estadual) e 920 Km de Brasília (capital nacional) (Tocantins, Secretaria de Administração, 1990). (Fig. 02).

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Figura 02. Localização geográfica do Município de Paraíso do Tocantins (TO). Fonte: www.pt.wikipedia.org

3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E FONTES DE DADOS

A ocorrência da LVA em Paraíso do Tocantins foi identificada a partir do levantamento do registro de casos disponibilizados pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2001 a 2007.

Foi construída uma base de dados onde os casos foram agregados segundo o endereço de moradia do paciente e então analisados.

Para a análise dos dados, foram calculadas a freqüência de casos e a incidência da doença, tanto para o município quanto para as localidades onde houve registro de casos. A população utilizada para o cálculo de incidência de LVA no município, foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos referidos. Já a população das localidades foi estimada pelo Sistema de Referencial Geográfico / Informação de Localidades (SISLOC), sistema do Ministério da Saúde, que atualiza seus dados bimensalmente, estando disponível para o cálculo apenas o ano de 2008 (população estimada de 38.947 habitantes).

Num primeiro momento buscou-se identificar a importância relativa da doença no município frente ao estado do Tocantins. Após, foi identificada a magnitude da doença na cidade, apontando as localidades com maior número de casos e as localidades onde a incidência da doença mostrava-se mais elevada.

Para que fosse possível uma visualização espacial da ocorrência da LVA na cidade, foi desenvolvido um mapa do município, no qual foram apontados as localidades com registro de casos.

A análise de ocorrência da LVA também esteve pautada no estudo das variáveis: sexo, ocupação e idade dos moradores acometidos.

A análise da situação epidemiológica do município contou também com o cálculo dos indicadores epidemiológicos preconizados pelo Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde, que inclui o Coeficiente de Incidência de LVA, a Média de Casos de LVA e a Taxa de Letalidade.

O primeiro indicador, Coeficiente de Incidência de LVA (CI), é utilizado para o acompanhamento e avaliação das ações de controle instituídas e corresponde:

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Já o segundo indicador, Média de Casos de LVA, é utilizado para a classificação epidemiológica das áreas com transmissão, que indica as propostas do Ministério da Saúde para vigilância, monitoramento e controle da doença. O cálculo do indicador foi realizado a partir da divisão do número de casos autóctones de LVA nos últimos 5 anos pelo total de anos analisados (5).

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O terceiro indicador avaliado, Taxa de Letalidade (Tx), é utilizado para medir a gravidade da doença e a qualidade da assistência em determinado local de ocorrência. Este indicador foi calculado através da seguinte fórmula matemática:

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4. RESULTADOS

No período de 2001 a 2007 foram registrados, no município de Paraíso do Tocantins (TO), 121 casos de LVA, o que representa 7,5% dos casos registrados no Estado no mesmo período (Graf. 01).

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Gráfico 01. Número de casos de LVA registrados no estado do Tocantins (TO) e no município de Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

A cada ano de estudo, a ocorrência da doença no município variou de 4,0% (em 2005) a 14,6% (em 2002) da sua ocorrência no Estado.

Das 22 localidades presentes no município, 11 apresentaram notificações da doença no período de estudo: Centro, Chapadão, Jardim Paulista, Jardim Serrano, Milena, Nova Esperança, Pouso Alegre, Santa Clara, Setor Oeste, Vila Regina e Vila Santana (Fig. 03).

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Código

Localidade

Casos

Código

Localidade

Casos

1

Centro

19

13

Setor Pouso Alegre

15

2

Milena

13

14

Santa Clara

6

3

Jardim Paulista

33

15

Setor Sul

0

4

Setor Interlagos

0

16

Jardim América

0

5

Serrano

2

17

Vila Regina

10

6

Serrano II

0

18

Jardim dos Buritis

0

7

Chapadão

2

19

Hospital de Referência

8

Setor Oeste

13

20

Prefeitura

9

Setor Bela Vista

0

21

Santa Lúcia

0

10

Setor Aeroporto

0

22

Nova Esperança

2

11

Vila Virgínia Avelino

0

Vila Santana

6

12

Setor Alto Paraíso

0

Vila Santa Rosa

0

Figura 03. Mapa da área metropolitana do município de Paraíso do Tocantins (TO), mostrando as localidades com notificação de casos de LVA (em vermelho), no período de 2001 a 2007.

Em Paraíso do Tocantins, 77% dos casos de LVA no período estudado ocorreram nas seguintes localidades: Jardim Paulista, Centro, Pouso Alegre, Milena e Setor Oeste, sendo o Jardim Paulista o bairro com o maior registro de casos, cerca de 27%, seguido pelo Centro, com aproximadamente 16% e Pouso Alegre com 12% dos casos registrados no município, Milena e Setor Oeste, ambos com quase 11% das notificações. Já as demais localidades compreenderam 18% dos casos ocorridos no período (Graf. 02).

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Gráfico 02. Casos de LVA registrados no município de Paraíso do Tocantins (TO), segundo as localidades de notificação, no período de 2001 a 2007.

Durante o período estudado, a incidência da doença na cidade variou de 1,6 casos/10.000 habitantes em 2005 a 7,6 casos/10.000 habitantes em 2002, sendo a incidência média 4,4 casos/10.000 habitantes (Graf. 03).

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Gráfico 03. Incidência da LVA no município de Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

Nas localidades com registro de casos, Vila Santana foi o de maior incidência, registrada no ano de 2004, enquanto que o Centro teve a menor incidência da cidade, ocorrido nos anos 2005 e 2006. No que diz respeito à incidência no período de estudo, Vila Santana apresentou a maior taxa (38,6 casos/10.000 habitantes) e Jardim Serrano a menor (1,2 casos/10.000 habitantes). Nas localidades em que há registro de casos de LVA, a incidência para o período atingiu a taxa de 4,4 casos/10.000 habitantes (Tab. 01).

Tabela 01. Número de casos e incidência nas localidades do município de Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

Bairro

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

População

Incidência/10.000 hab

Centro

4

5

3

0

1

1

5

11746

2,3

Chapadão

0

0

1

0

0

1

0

290

9,8

Jardim Paulista

2

14

7

2

2

2

4

5967

7,9

Jardim Serrano

1

0

1

0

0

0

0

2287

1,2

Milena

3

1

4

0

0

2

3

3029

6,1

Nova Esperança

0

0

0

0

0

0

2

810

3,2

Pouso Alegre

0

2

2

2

4

2

3

5993

3,6

Santa Clara

0

1

2

2

0

0

1

1651

5,2

Setor Oeste

1

1

2

2

0

4

3

4304

4,3

Vila Regina

0

3

2

2

0

2

1

2648

5,4

Vila Santana

1

2

0

3

0

0

0

222

38,6

Total

12

29

24

13

7

14

22

38.947

4,4

Na cidade, no período estudado, a doença ocorreu mais em homens (52%) que em mulheres (48%). Dentre as profissões mais acometidas estão os sem ocupação (pouco mais que 60%), estudantes (13,3%), do lar (7,5%) e lavradores (6,0%), o restante das ocupações compõem juntas quase 13% das notificações para o período (Tab. 02).

Tabela 02. Ocupações acometidas por LVA em Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

Ocupação

Casos

Ocupação

Casos

Agente Comunitário de Saúde

1

Auxiliar de Serviços Gerais

1

Autônomo

2

Comerciante

1

Chapa

1

Desempregado

1

Cozinheiro

1

Estudante

16

Do lar

9

Garimpeiro

1

Funcionário Público

1

Pedreiro

3

Lavrador

7

Sem ocupação

73

Professor

1

Sem Informação

1

Aposentado

1

 

A faixa etária mais acometida em Paraíso do Tocantins, no período de estudo, esteve situada entre 1 a 4 anos (38%), seguida pela faixa de 5 a 9 anos (19,8%) e de 20 a 39 anos de idade (16,5%). Os menores de 14 anos representam 71% das notificações ocorridas no período estudado (Graf. 04).

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Gráfico 04. Casos de LVA ocorridos em Paraíso do Tocantins (TO), segundo faixa etária, no período de 2001 a 2007.

De acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, é preconizado o cálculo de alguns indicadores em estudos sobre a LVA, como o coeficiente de incidência da doença, a média de casos e a taxa de letalidade.

O coeficiente de incidência da doença em Paraíso do Tocantins variou de 16 casos/100.000 habitantes no ano de 2005 a 76,5 casos/100.000 habitantes no ano de 2002, sendo o coeficiente médio de incidência para o período de estudo de 43,7 casos/100.000 habitantes (Graf. 05).

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Gráfico 05. Coeficiente de incidência de LVA em Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

Nos últimos 5 anos, foram notificados 80 casos de LVA na cidade, o que resulta numa média de 16 casos da doença, classificando o município como uma área de transmissão intensa (média de casos maior ou igual a 4,4) (Brasil, 2006).

Dentre as localidades com registro da doença, a maior média de casos foi observada no Jardim Paulista (3,4) enquanto a menor foi observada em Chapadão (0,4), o que classifica epidemiologicamente as localidades como áreas de transmissão moderada e esporádica, respectivamente (Tabela 03).

Tabela 03. Média de casos de LVA e classificação epidemiológica das localidades do município de Paraíso do Tocantins (TO), nos últimos cinco anos.

Bairro

Casos (2003 - 2007)

Média de Casos

Classificação Epidemiológica

Centro

10

2

Transmissão esporádica

Chapadão

2

0,4

Transmissão esporádica

Jardim Paulista

17

3,4

Transmissão moderada

Jardim Serrano

1

0,5

Transmissão esporádica

Milena

9

1,8

Transmissão esporádica

Nova Esperança

2

0,4

Transmissão esporádica

Pouso Alegre

13

2,6

Transmissão moderada

Santa Clara

5

1,0

Transmissão esporádica

Setor Oeste

11

2,2

Transmissão moderada

Vila Regina

7

1,4

Transmissão esporádica

Vila Santana

3

0,6

Transmissão esporádica

Total

121

24,2

Transmissão intensa

No período estudado, a taxa de letalidade da doença variou de 7,7 em 2004 a 14,3 em 2005, alcançando uma média de 0,8 no município, situação igual à observada no Estado do Tocantins, que apresentou taxa de letalidade de 0,8 no mesmo período (Tab. 04).

Tabela 04. Taxa de letalidade da LVA no município de Paraíso do Tocantins (TO), no período de 2001 a 2007.

Ano

Óbitos

Casos

Taxa de Letalidade

2001

0

12

0

2002

0

29

0

2003

3

24

12,5

2004

1

13

7,7

2005

1

7

14,3

2006

0

14

0

2007

2

22

9,1

Total

07

121

0,8

5. DISCUSSÃO

Paraíso do Tocantins está situado em uma região formada por vegetação de cerrado, local onde há presença de reservatórios naturais das espécies de leishmânias e de seus respectivos vetores. Dentro deste contexto, o intenso processo de modificação ambiental associado ao desmatamento pelo qual o município, por apresentar alta atividade extensiva de agricultura e pecuária, vem passando, favoreceu a aproximação de vetores e reservatórios das áreas urbanas, onde o homem passou a ser mais facilmente acometido. (Brasil, 2006)

No período estudado, Paraíso do Tocantins representou 7,5 % das notificações de casos de LVA do estado do Tocantins. A doença se mostrou presente em 50% das localidades do município, tanto as periféricas quanto as do centro urbano. Destes, Jardim Paulista, bairro que concentra aproximadamente 15% da população de Paraíso do Tocantins, é o que apresentou os piores indicadores para LVA. Já a maior taxa de incidência no período de estudo ocorreu na Vila Santana, onde residem 0,5% da população do município (gráf. 01) e (fig. 03).

O perfil epidemiológico encontrado para a população humana do município, mostra que o maior acometimento de pessoas é do sexo masculino, da faixa etária correspondente aos menores de 10 anos de idade (38% em menores de 4 anos) e de pessoas sem ocupação e estudantes (variável condicionada pela faixa etária mais acometida), está muito próximo do perfil epidemiológico da doença no estado do Tocantins e do país de um modo geral (Brasil, 2006) (gráf. 05) .

A maior ocorrência da doença em menores de 10 anos de idade revela uma tendência de transmissão da LVA no ambiente peri e intradomiciliar. Os hábitos do vetor, bastante adaptado a áreas alteradas pelo homem, de ocorrência registrada no peri e intradomicílio e dotado de alto grau de antropofilia favorecem a ocorrência deste tipo de ciclo de transmissão (Lainson e Rangel, 2003).

Vale ressaltar que, a partir do cálculo da média de casos, Paraíso do Tocantins pode ser classificado como área de transmissão intensa para a LVA. Além disso, as altas taxas de letalidade encontradas para o município no período de estudo, torna o quadro apresentado ainda mais importante, pois este indicador está relacionado com a qualidade da assistência e com a gravidade da doença (Brasil, 2006) (tab. 02).

No que diz respeito ao coeficiente de incidência, o ano de 2004 apresentou uma queda marcante com posterior ascendência a partir de 2005, o mesmo ocorreu com a taxa de letalidade. Isto pode estar relacionado às ações de controle instituídas pelo município em colaboração com a Secretaria Estadual da Saúde do Tocantins (SESAU) (Graf. 03 e tab. 03).

Em 2004, com objetivo de reduzir a ocorrência de LVA nos municípios tocantinenses de maior incidência, através do fortalecimento das ações de combate a doença realizada por estes, o Governo Federal repassou recurso financeiro a SESAU. Esta, através de critérios epidemiológicos, estabeleceu os municípios prioritários para receber tal recurso, formando uma força tarefa.

De acordo com o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, as ações a serem instituídas em áreas de transmissão intensa, como é o caso de Paraíso do Tocantins, estão relacionadas aos casos humanos, ao controle vetorial e do reservatório urbano e à educação em saúde (Brasil, 2006).

No ano de 2003, com objetivo de reduzir a situação endêmica que se encontrava o estado do Tocantins, o Ministério da Saúde acrescentou recursos ao Teto Financeiro de Epidemiologia e Controle de Doenças – TFECD, para o desenvolvimento das ações contingenciais da leishmaniose visceral, no que se refere à contratação de pessoal para execução das atividades de campo no combate ao vetor transmissor da LVA, neste ano ocorreram dois repassem através de portarias ministeriais, constando o repasse de recurso financeiro apenas para o município de Palmas e Paraíso do Tocantins (Gabinete do Ministério, 2003).

Em 2004, Paraíso do Tocantins recebeu um montante de recurso financeiro, referente à portaria do ano de 2003, onde as ações também foram voltadas para contratação temporária de recursos humanos para o controle químico no combate ao calazar, porém não houve repasse financeiro através de portaria no ano de 2004 (Gabinete do Ministério, 2003).

Já em 2005, o Ministério da Saúde novamente repassou recurso pelo Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde através de portaria para as ações contingenciais de leishmaniose visceral, nos anos seguintes Paraíso do Tocantins não recebeu mais repasse financeiro para o desenvolvimento das ações contingenciais da doença, o que contribuiu para descontinuidade das ações de combate a LVA no município (Gabinete do Ministério, 2005).

Assim, o ano de 2006 começou a apresentar um aumento considerável na incidência do agravo. Pode-se notar que o ano de 2005 foi o que apresentou os melhores indicadores para LVA. Muito provavelmente, este fato foi um reflexo das ações que findaram neste ano.

A falta de um plano municipal específico para as ações de controle da doença aliada à descontinuidade da força tarefa fez com que o ano de 2007 fosse um dos anos com o maior número de notificações da doença.

Com base no perfil epidemiológico encontrado, o ciclo de transmissão da LVA em Paraíso do Tocantins está, muito provavelmente, instalado no ambiente peri e intradomiciliar. Neste ambiente, há o contato do homem com o vetor e a presença do potencial reservatório urbano.

Assim, são necessárias medidas de controle vetorial, que busquem diminuir a abundância vetorial no peri e intradomicílio, visto que o vetor apresenta grande capacidade de adaptação a este ambiente antrópico. O inquérito e eutanásia canina são igualmente importantes no município, uma vez que o cão está presente no ambiente de transmissão amplificando o potencial da endemia. A qualidade da assistência aos casos humanos, no sentido de diagnosticar precocemente e instituir tratamento adequado, deve ser melhorada para que se reduza a taxa de letalidade do município.

Outra ação importante a ser considerada é a educação em saúde, que, nessa situação de transmissão peri e intradomiciliar, pode contribuir para a adoção de comportamentos que busquem diminuir a exposição do homem ao vetor. Ressalta-se também a importância da realização de um manejo ambiental no sentido de limitar os possíveis abrigos e criadouros de vetores neste ambiente.

6. CONCLUSÕES

  • A LVA é uma doença grave de grande ocorrência no município de Paraíso do Tocantins, acometendo atualmente 50% de suas localidades. A doença está presente em 11 localidades: Centro, Chapadão, Jardim Paulista, Jardim Serrano, Milena, Nova Esperança, Pouso Alegre, Santa Clara, Setor Oeste, Vila Regina e Vila Santana.

  • No município, a incidência média da doença entre 2001 e 2007 alcançou a taxa de 4,4 casos/10.000 habitantes e nas localidades variou de 1,2 casos/10.000 habitantes em Jardim Serrano a 38,6 casos/10.000 habitantes em Vila Santana.

  • O perfil epidemiológico da doença está relacionado à maior ocorrência em pessoas do sexo masculino, na faixa etária inferior a 14 anos (71% dos casos) e dentre as ocupações estão os sem ocupação, estudantes e do lar.

  • Através do perfil epidemiológico encontrado sugere-se que há ocorrência de um ciclo de transmissão peri e intradomiciliar da LVA no município;

  • Quanto aos indicadores epidemiológicos: através da média de casos encontrada, o município pode ser classificado como área de transmissão intensa de LVA; a taxa de letalidade por LVA revelou a importância de investimento na assistência; a análise do coeficiente de incidência a importância das ações de controle realizadas pela força tarefa;

  • De acordo com o perfil epidemiológico do município, sugere-se a necessidade de serem adotadas ações permanentes referentes a casos humanos, ao controle do reservatório e do vetor, e ao desenvolvimento de atividades de educação em saúde e manejo ambiental.

  • Ressalta-se a necessidade de desenvolvimento de estudos que explorem as condições de receptividade a LVA em Paraíso do Tocantins, assim como seus determinantes sociais e biológicos numa perspectiva histórica e ecológica, no sentido de contribuir para as questões relacionadas à vigilância epidemiológica da doença.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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AGRADECIMENTOS

A todos que direta ou indiretamente contribuíram para realização deste trabalho.

A minha orientadora Cheryl Gouveia, que apesar da distância se mostrou participativa e colaboradora, e pela dedicação ao nosso trabalho ao compartilhar seus conhecimentos que muito embasam minha jornada de trabalho.

Ao co-orientador Maurício Luiz Vilela, que incentivou com sua base profissional a realização deste trabalho.

A Fundação de Medicina Tropical – FMT, que através do curso de Especialização em Vigilância em Saúde: Controle de Zoonoses me possibilitou desenvolver o aludido trabalho.

A Secretaria Municipal de Saúde de Paraíso do Tocantins, que possibilitou o uso dos dados epidemiológicos do agravo estudado.

Ao digitador Roberto Barbosa, que com sua busca empenhada e consultas incansáveis no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN, contribuiu para a busca do perfil epidemiológico de nosso município.

Aos professores do curso de especialização que aguçaram nossa mente em busca de novas descobertas e mostraram caminhos a serem desbravados por todos.

Aos colegas de especialização da FMT, que incentivaram meu trabalho e juntos chegamos nesta final, sabedores do dever cumprido.

A minha esposa Nayara Nascimento, que muito me incentivou e participou diretamente nas conclusões finais de mais um trabalho profissional.

"A menor das ações ainda é melhor que a maior das boas intenções." Duguet

Dedico este trabalho em primeiro lugar ao Poder Supremo de DEUS que possibilitou a minha chegada até aqui, a minha esposa Nayara, a meu filho Kaio Miguel, que hoje são fundamentais em minhas decisões de vida e a minha Orientadora Cheryl pela sua dedicação e compromisso assumido até o final.



Autor:

Kleber Miguel N. V. Nascimento

FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DO TOCANTINS

INSTITUTO DE MEDICINA TROPICAL DO TOCANTINS

ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÃNCIA EM SAÚDE: C0NTROLE DE ZOONOSES

Monografia apresentada ao Instituto de Medicina Tropical da Fundação de Medicina Tropical do Tocantins, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Vigilância em Saúde: Controle de Zoonoses.

Orientador: Profª. MSc. Cheryl Gouveia

Co-Orientador: Prof. MSc. Maurício Luiz Vilela.

ARAGUAÍNA

2008

Monografias.com



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