A prevenção no contexto educativo do tabaquismo e alcoolismo em adolescentes e jovens em angola



  1. Introdução
  2. Desenvolvimento
  3. O tabaquismo: a droga legal mais mortífera
  4. O risco associado ao alcoolismo como droga porteira
  5. A prevenção do consumo de drogas desde o contexto educativo
  6. Conclusões
  7. Referencias bibliográficas

Resumo:

As drogadicções constituem uma das mais complexas e lamentáveis problemáticas que enfrenta o mundo actual. Estudos levados a cabo pela Organização Mundial da Saúde terão identificado uma tendência na redução do início do consumo. A adolescência e a juventude como etapas de desenvolvimento, considerando suas características distintivas; constituem períodos importantes no entanto, se desenvolvem e consolidam formações psicológicas reguladoras da personalidade; assim se reconhecem como etapas de risco para o início de consumo de drogas. Dentro delas, as de maior incidência, quiçã pelo seu carácter de drogas legais são precisamente o tabaquismo e o alcoolismo; que posteriormente se convertem em drogas porteiras. A complexidade deste fenómeno exige uma abordagem multicausal e multisectorial. As instituições educativas não podem nem devem permanecer a margem desta tarefa, não só porque têm a missão de formação integral de seus estudantes e o desenvolvimento de habilidades para a vida, senão porque elas constituem um espaço idóneo para levar a cabo acções de prevenção. No presente trabalho, apresentam-se algumas reflexões derivadas da revisão teórica e de investigações prácticas realizadas em diversos contextos educativos. O mesmo visa como propósito oferecer aos docentes e líderes académicos alguns referentes teóricos e metodológicos para garantir a maior efectividade das acções preventivas que hoje estão a ser desenvolvidas.

Palavras chaves: drogadicções, adicções, tabaquismo, alcoolismo, prevenção, psicoeducação.

Introdução:

As drogadicções constituem uma das grandes tragédias do mundo actual, apenas comparáveis, no que se refere a significação humana, com as guerras, calamidades naturais e a miséria (González, 2007). Neste sentido, a drogadependência converteu-se em uma das problemáticas de maior preocupação pelo crescente número de usuários registado nos últimos anos, manifesto com uma ampla gama de problemas de saúde pública, sociais, económicos, assim como também de um significativo impacto familiar, conforme o menciona Martín del Moral e Lorenzo Fernández (1998).

Embora este fenómeno afectar diferentes grupos etários, diversos estudos revelam que o consumo de substâncias psicoactivas em adolescentes e jovens, tem seu início cada vez mais precocemente, tornando-se deste modo mais vulneráveis. Ao referenciado acima, Becoña (2004) destaca que o começo no consumo de substâncias psicoactivas mantem estreita relação com a percepção de risco que os jovens têm sobre estas. Por sua vez, o consumo de drogas pode verse afectado pela diferença existente entre as substâncias como consequência da legalização de algumas; sendo as drogas legais como o alcoolismo e o tabaquismo, as de maior incidência na actualidade.

Não restam dúvidas de que o objectivo fundamental da educação é atingir o nível de desenvolvimento integral, harmónico e equilibrado da personalidade das nossas crianças, adolescentes e jovens. É por isto que as instituições educativas, como importantes agentes de socialização, têm o dever de realizarem diagnósticos cada vez mais certeiros, assim como estratégias programas e recursos educativos dirigidos a prevenção de las adicciones, centrados en las necesidades psicoeducativas de cada escuela, lo que implica considerar las particularidades psicológicas dos adolescentes e jovens, por ser etapas da vida onde generalmente começa o tabú de consumo destas drogas. Tratar de resolver esta problemática, implica aproximar-nos ao imaginário do que seria uma "instituição saudável" que aspiramos ter, conservar e / ou defender.

Desenvolvimento:

Ricardo González Menéndez, define como droga a toda substância natural ou sintética médica ou não médica e de carácter legal ou ilegal capaz de produzir efeitos psicoactivos (estimulantes, depresivos ou distorsionantes) e cujo uso consistente determina tolerância e dependência, assim como relevantes efeitos nocivos de carácter biológico, psicológico ou social (González, 1996).

No Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), se enunciam critérios para o diagnóstico de dependência de uma droga, qualquer que seja, pelo que são adaptáveis a temática em questão (1994). Assim, aponta a um padrão desadaptativo de consumo da substância que conduz ao deterioro ou mal - estar clinicamente significativo, expressado por três (ou mais) dos items seguintes em algum momento de um período continuado de 12 meses:


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