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Psicologia e Iridologia - uma união possível. A personalidade na íris (página 2)

José Antonio de Oliveira

Seria possível a união entre Psicologia e Iridologia? Qual papel caberia a ambas? Como se enquadraria a Medicina nesse contexto? Estas perguntas encerram o objetivo deste trabalho, qual seja, o de demonstrar que o método Rayid tem um valor científico e que a Psicologia muito se beneficiaria com o seu reconhecimento, aliando-o à sua prática clínica. Para isso, será utilizada a teoria psicológica desenvolvida por Carl Gustav Jung, denominada de Psicologia Junguiana, a qual tem seu valor científico reconhecido pela Psicologia, sendo uma de suas especialidades.

Finalmente, tentar-se-á provar que há uma correlação entre a Psicologia, notadamente a Psicologia Junguiana, com a Iridologia, através do método Rayid, bem como, destas com a Medicina.

Iridologia / irisdiagnose

Iridologia significa estudo da íris. A íris é a parte do olho que lhe dá a cor. A Iridologia poderia, então, ser definida como "o estudo da íris que vai desde a sua anatomia, fisiologia, histologia, farmacologia, patologia até a possibilidade de se conhecer a constituição geral e parcial do indivíduo". (BATELLO, 1999).

No entanto, para a proposta deste trabalho, o termo Irisdiagnose, que pode ser definido como sendo o conhecimento do ser humano obtido através do estudo da íris, é o mais adequado pois o estudo iridológico nos proporciona conhecer não somente a constituição física mas, também, os aspectos psíquicos da pessoa.

Medicina e Psicologia sempre viveram em confronto, pois uma só conseguia ver o físico, o palpável; o que não podia ser medido não tinha valor científico. A outra, muitas vezes relegava, a segundo plano, o físico, voltando-se tão somente para o psíquico, o inominável e, por isso, era considerada misticismo, quando seus métodos de atuação e pesquisa, por mais sistematizados que fossem, não revelassem dados concretos. Como exemplo temos o trabalho com sonhos que, por não poderem ser medidos, sistematizados, observados e sentidos, a não ser pelo próprio sonhador, são classificados como ficção, sendo que o único referencial é o relato do sonhador no qual se tem que confiar cegamente. A utilização tão somente de técnicas psicológicas intuitivas acaba por se tornarem reducionistas, que desprezam situações concretas vivenciadas pela pessoa.

Este cisma que ainda perdura, divide o ser humano em metades: corpo e mente. De um lado, a Medicina a cuidar do corpo. De outro, a Psicologia a cuidar da psique. E com isso o ser humano que é único tornou-se o objeto de desejo da ciência.

Para por fim a essa disputa insana, surge a Irisdiagnose que permite ao profissional da saúde ver, enxergar a unicidade do ser humano através da simples observação de uma minúscula parte do corpo, a qual revela o físico e o psíquico ao mesmo tempo, provando que corpo e mente é a mesma coisa! Um é o reflexo do outro. Como nos diz o Dr. Batello: "a medicina é uma só, o que difere são as técnicas e os métodos terapêuticos utilizados" (BATELLO, 1999). Assim, podemos ser comparados a uma folha de papel: o que é impresso de um lado pode vir a impressionar o outro lado e vice-versa. Ou seja, uma pessoa que sofre a amputação de um braço pode vir a apresentar um quadro depressivo. Ou, então, uma pessoa extremamente ansiosa e distônica por vir a fazer uma úlcera duodenal! E que maravilha é, através da Irisdiagnose, poder ver revelada na íris do indivíduo ambas as situações e, com isso, poder tratar e cuidar da sua pessoa por completo.

A Irisdiagnose é um novo marco do saber que recoloca o ser humano no centro, único, indiviso, como a própria íris o é em seu formato circular, a indicar que o nosso olho passa a ser a janela para a nossa alma.

História da iridologia

Não podemos precisar um início para a Iridologia. No Egito e Grécia antigos há relatos de estudos iridológicos. No século XVII encontra-se estudos científicos sobre sinais na íris. Em todos os povos o olho, e mais especificamente a íris, é reverenciado como um caminho para o conhecimento interior do homem.

Entretanto, um acontecimento singular e original pode ser colocado como um marco para o que a Iridologia viria a se tornar. O mérito cabe ao húngaro Ignatz Von Peczely que aos 10 anos de idade fez uma observação espetacular. Ao passear por uma floresta "encontrou uma coruja que havia ficado presa numa cerca. Ignaz tentou ajudá-la e esta, apavorada, agarrou-se na mão do jovem. Ele, na tentativa de livrar-se das garras, quebrou-lhe uma das patas. Nesse momento notou que, na íris da coruja correspondente ao lato da fratura, apareceu um traço escuro. Ignaz tratou o ferimento e observou como o traço foi clareando gradativamente até restar uma tênue marca" (PIN e DOS SANTOS, 1997). Formando-se médico, Ignatz inicia seus estudos em Iridologia, tendo criado "o primeiro Mapa Iridológico, o qual mostrava, embora ainda de forma rudimentar, a correlação de órgãos e sistemas a áreas específicas do disco iridal". (PIN e DOS SANTOS, 1997).

Após Ignatz, muitos outros estudiosos pesquisaram a correlação entre alterações do funcionamento fisio-psíquico normal e os sinais na íris. Entre os que mais se destacaram temos o dr. Bernard Jensen, precursor da escola americana; Josef Deck, da escola alemã; Denny Jonhson, americano precursor da Iridologia Psíquica; dr. Celso Batello, brasileiro e criador do mapa condensado de Irisidiagnose que reúne os principais mapas iridológicos desenvolvidos até os dias atuais; dr. Daniele Lo Rito, italiano e seus estudos dos traumas psicológicos, dentre tantos outros.

Particularmente no Brasil a Iridologia-Irisdiagnose tem tido um avanço significativo. Em 1992 foi fundada a Associação Médica Brasileira de Iridologia, a qual, juntamente com a Associação Mundial de Irisdiagnose, tem realizado vários congressos e simpósios. Tem-se que ressaltar a existência de um curso em nível latu sensu, que tem formado inúmeros profissionais interessados em atuar com a Irisdiagnose como um instrumento auxiliar de suas atividades. Este curso talvez seja o único no mundo que propicia tal nível de formação acadêmica. Tudo isso serve para mostrar que a Iridologia-Irisdiagnose tende a ser um instrumento científico de suma importância, no trabalho com o cuidado do bem-estar do homem, despontando como um elo transdisciplinar a unir as mais diferentes áreas do saber.

Possibilidade e limites

A partir deste ponto estaremos utilizando o termo Irisdiagnose por entendê-lo mais apropriado do que Iridologia, em função do que é proposto neste estudo.

A Irisdiagnose surge como novo limiar científico onde corpo e mente são vistos como uma única realidade, embora com suas especificidades a se influenciarem mutuamente. Com isso, sua aplicabilidade se torna quase que inesgotável. Medicina e Psicologia, ou melhor, as ciências da saúde têm, agora, um novo instrumento que possibilita antever padrões físicos e psíquicos que podem se tornar ativos e, assim, conduzirem a vida das pessoas. Para que isso seja compreendido é preciso entender o significado dos termos grifados em itálico acima.

Antes cabe uma explicação. O conhecimento que a íris nos proporciona está relacionado com sua leitura. Isto é feito através da verificação de sinais em sua superfície que estão relacionados aos diversos órgãos do corpo, utilizando-se de mapas iridológicos onde consta a localização desses órgãos. Assim, um determinado sinal como uma mancha psórica ou uma lacuna (ou pétala) num ponto da íris que corresponda a determinado órgão pode significar uma fragilidade. Com isso, dizemos que aquele órgão é um órgão de choque que apresenta uma fragilidade inerente. Qualquer ação física ou situação/acontecimento psíquico podem desencadear doenças ou comportamentos que venham a prejudicar a homeostase, aquele estado de equilíbrio funcional quase (porquê se total significaria a morte) perfeito que mantém a vida da pessoa dentro de padrões aceitáveis como normais.

Quando dizemos antever, significa que podemos nos valer da Irisdiagnose como um instrumento preventivo na verificação de possíveis disfunções físicas e/ou distúrbios psíquicos. Ora se ao ler uma íris observamos que o coração aparece com um órgão de choque, ou seja, um órgão de menor resistência, o profissional da saúde pode atuar antes do aparecimento de um infarto controlando-se, por exemplo, o modo de vida e a alimentação do paciente. Como corpo e mente são únicos, a Psicologia sabendo o significado simbólico do coração, pode agir no campo emocional conhecendo o comportamento e atitudes do paciente e, junto com ele, trabalhar para que aqueles aspectos de sua vida que não estejam sendo vividos da maneira correta possam ser atualizados antes que o Self, centro controlador e regulador de nosso funcionamento, interfira e compense a negligência da pessoa com sua expressão amorosa com um infarto! Neste caso, há um duplo benefício proporcionado pela Psicologia: previne-se um sintoma físico e corrige-se um padrão comportamental/emocional que poderia estar levando a pessoa à infelicidade e à perda da homeostase.

Falamos em padrões físicos e psíquicos. Ora, mesmo os padrões têm variações e, em nosso caso, isso é devido à individualidade de cada ser humano, em função de sua genética única e de seu convívio social a influenciar seus comportamentos, isso sem mencionar seus complexos psíquicos que norteiam seu modo de ser no mundo, sua personalidade. Então, o que vale para uma pessoa pode não servir para outra e vice-versa. Mas os padrões existem e são eles que possibilitam a existência da ciência, senão não teríamos dados para serem coletados, medidos, analisados e comparados. Nem tão pouco se poderia desenvolver e aplicar teorias, pois, estaríamos sendo ilusionistas, ao mostrar algo que não existe.

Neste pensamento científico se enquadra perfeitamente a Irisdiagnose. Segundo Batello, no aspecto físico, "muito embora seja impossível estabelecer um diagnóstico, que pressupõe dar nomes às doenças, a Irisdiagnose funciona como um pré diagnóstico, onde a detecção dos órgãos de choque, permite mais facilmente a elaboração do mesmo, através de exames complementares que venham a confirmar as suspeitas clínicas" (BATELLO, 1999).

O mesmo raciocínio vale para o aspecto psicológico. A Irisdiagnose, de forma revolucionária, pode ser aplicada, como se pretende mostrar neste trabalho, a determinar os padrões de personalidade de uma pessoa, sem a necessidade de um teste tipológico de personalidade! E mais, quando a aplicação de tal procedimento é impossível, como no caso de pessoas não alfabetizadas, ou de nível intelectual sofrível ou, ainda, dissociadas egoicamente, visto ser o "Quati", teste padrão utilizado na determinação tipológica da personalidade, composto de perguntas e respostas. Neste sentido, a Irisdiagnose torna-se um instrumental único do qual pode se valer a Psicologia, notadamente a Junguiana.

Esta escola de Psicologia ensina que o ser humano possui, em sua personalidade, duas atitudes energéticas básicas e contrárias e quatro funções: duas conscientes, sendo uma dominante e outra auxiliar, e outras duas inconscientes. Isto será visto em detalhes no item I.8, aqui apenas colocado para melhor entendimento do que está sendo exposto. "Essas funções (sensação, pensamento, sentimento e intuição) serão introvertidas ou extrovertidas segundo o tipo psicológico do indivíduo. De ordinário uma só dessas funções, a função principal, é constantemente exercitada... diferencia-se em detrimento das três outras" (SILVEIRA, 1981). Para Jung, "graus de atividade muito diferentes dessas funções podem originar perturbações neuróticas. O exercício de atividades ocupacionais, escolhidas intencionalmente, viria solicitar o uso de cada uma das quatro funções e especialmente estimularia a função inferior, conforme o tipo psicológico" (SILVEIRA, 1981). A estimulação das funções menos desenvolvidas evitaria que o inconsciente se ativasse pondo em risco um ego fragilizado. Por outro lado, o estímulo adequado da função principal reforçaria o complexo do ego, impedindo seu esfacelamento.

Ora, como por em prática tão importante terapêutica se não pudermos saber a estrutura de personalidade do indivíduo, pela impossibilidade da aplicação de um teste de personalidade? A resposta está na Irisdiagnose, como será demonstrado no decorrer deste trabalho.

É importante frisar que a Irisdiagnose não faz diagnóstico. Na melhor das hipóteses ela atua como um instrumento de pré-diagnóstico e como preventivo de acontecimentos que poderiam interferir negativamente na vida da pessoa, seja no nível físico e/ou psíquico, bem assim, como um instrumento auxiliar da prática psicológica no que tange à doença mental, visando à homeostase físico/psíquica da pessoa.

Aqui está uma das maiores limitações da Irisidiagnose. O profissional ao fazer uso dela poderia ser levado a atuar corretivamente sobre algo que poderiam não estar ocorrendo, o que seria um desastre. Imagine dizer a uma pessoa que ela tem um câncer. Ou, então, que ela é esquizofrênica. Isto deixaria marcas indeléveis na sua vida. E não é só. Descoberta a falha e "corrigido" o problema, a competência desse profissional estaria abalada. Por isso fizemos questão de frisar a expressão "pode", pois o que a íris nos mostra pode vir a ocorrer ou não. Por outro lado, o que é mostrado "pode" estar ocorrendo neste momento ou "já ter ocorrido". Quanto ao que se relaciona ao passado, podemos nos reportar a um trauma psicológico que, como já mencionado, pode ter ficado impresso na íris. Estes fatos fazem parte de um estudo do Dr. Daniele Lo Rito e de seu estudo chamado cronorischio, o qual não será aqui abordado por não fazer parte desta proposta.

Entretanto, quanto ao que a íris mostra que pode estar ocorrendo no momento presente na vida do paciente, temos um outro meio de utilização da Irisdiagnose e, aqui sim, como um pré-diagnóstico pois, a Irisdiagnose, per se, é insuficiente para mostrar o quantum um órgão está afetado ou até que ponto um comportamento pode estar levando a pessoa a um distúrbio psíquico. Por isso, o profissional consciente e ético deve usar de todos os meios científicos para se confirmar o pré-diagnóstico dado pela íris, quer seja através de exames laboratoriais e/ou clínicos, quer seja através da análise psicológica, para que se feche o diagnóstico propriamente dito e, assim, o paciente seja realmente visto em sua integralidade física e psíquica, aliás, como é seu direito e o dever de todo profissional que se põe a cuidar do bem-estar do ser humano.

As limitações aqui colocadas poderiam depor contra a Irisdiagnose o que não é verdade. Ao contrário, atuam para que não se caia na "verdade indiscutível", no "eu sei tudo", "eu vejo tudo", abrindo-se caminho para a prepotência e a "cegueira narcísica" onde o profissional iridologista é o "deus do saber" e o resto é simplesmente resto. Não se pode negar os avanços científicos, nem tão pouco as especialidades médicas ou psicológicas, posto ser a pessoa humana extremamente complexa em sua existência o que torna impossível para uma única ciência saber tudo sobre ela. A mesma advertência vale para as demais ciências da saúde que, como já foi dito, tendem a negar tudo aquilo que não pode ser mensurado e que poderiam não dar, como não têm dado, à Irisdiagnose seu devido valor.

Portanto, cabe aos profissionais da saúde, conscientes de seu dever para com a evolução científica e o saber humano, atuar de maneira ética, precisa, comedida e científica para que a Irisdiagnose se torne um instrumento reconhecido e que possa servir de maneira eficaz à saúde e felicidade do ser humano.

O olho

É necessário fazer uma breve descrição anatômica, fisiológica e embriológica – e principalmente esta, para que se entenda o funcionamento do olho e o que se busca em um estudo iridológico.

De modo geral, as pessoas e, infelizmente, os profissionais de saúde não reconhecem na Irisdiagnose algo "científico". É mister, então, tornar evidente as razões que levam os iridologistas a praticarem a Irisdiagnose com total confiança naquilo que fazem. E isto porque eles sabem e conhecem aquilo com que estão lidando. Interessante notar que muitas coisas passam desapercebidas e, justamente, por estarem tão à "nossa vista". Pior é ver que, mesmo elas sendo trazidas à luz da consciência, muitos cientistas ainda teimam em renegar achados concretos, talvez em funções de interesses outros que não a evolução científica ou, quiçá, querendo disfarçar a própria ignorância.

Não se pode conceber que pessoas intelectualizadas, ditas sábias, estudiosas do corpo e da mente humana não admitam a validade da Irisdiagose diante de provas tão cabais que são e que já foram produzidas no decorrer das décadas em milhares de estudos iridológicos. Espera-se que tais pessoas e o próprio leitor, encontrem neste trabalho a certeza de que a Irisdiagnose é muito mais do que uma ciência. É a prova cabal de que o ser humano está acima de convenções sociais político-partidárias deste ou daquele interesse, pois o micro cosmos da íris revela todo o macro cosmos que é nosso corpo-mente.

I.4.1 - Embriologia

"O olho se forma na 4a. semana de vida, a partir de 2 folhetos o ectoderma e o mesoderma. O ectoderma recebe do neuroectoderma do cérebro anterior (prosencéfalo), a base da vesícula óptica e do ectoderma superficial da cabeça, o lens placóide do cristalino, o mesoderma (da cabeça) recebe a base do mesênquima ocular." (BATELLO, 1996).

"Da prega neural no extremo cranial do embrião de 4 semanas, surge o sulco óptico que invagina para formar as vesículas ópticas. Com o desenvolvimento das vesículas ópticas, sua conexão com o cérebro anterior se estreita para dar origem ao pedículo óptico. O ectoderma superficial (lens placóide) se expressa e invagina até formar uma vesícula que irá se transformar no cristalino." (BATELLO, 1996).

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Figura 1

"O rebordo do cálice óptico que se projeta na frente do cristalino, cobrindo-o parcialmente tem o nome de ÍRIS e é composto por uma camada pigmentar, uma camada neural, pelo corpo ciliar e pela retina." (BATELLO, 1996) .

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Figura 2

Quando da formação embriológica, "o tubo neural se diferencia em duas regiões, o cérebro primitivo e a medula espinhal" (BATELLO, 1996), que é a responsável por conduzir os impulsos nervosos até o cérebro e deste para os mais distantes receptores do corpo. Ou seja, todo o corpo tem ligação com o cérebro.

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Figura 3 Figura 4

O cérebro primitivo se segmenta em 3 porções: a anterior, a média e a posterior. A porção anterior se divide em telencéfalo e diencéfalo, sendo que do diencéfalo brotam dois pedículos laterais que irão formar os dois olhos.

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Figura 5

Aqui está o cerne de tudo o que foi exposto até agora, a razão de se afirmar que a Irisdiagnose é tão ciência ou mais do que qualquer outra. Temos o seguinte diagrama: numa extremidade o corpo e na outra o olho/íris e no centro, unindo os dois, o cérebro.

A medula espinhal é formada do mesmo tecido neural que dá origem ao cérebro e é responsável pelas transmissões nervosas de todas as regiões, órgãos e tecidos do corpo. O olho e a íris são tecidos cerebrais, formados a partir do cérebro e, por isso, pode-se afirmar sem medo de errar que o olho e íris são uma extensão do cérebro. Ora se a medula traz ao cérebro todas as informações do corpo e sendo o olho e a íris uma extensão do cérebro, fica evidente que o corpo, e seu estado funcional, se revela na íris. Isto, pensando-se no aspecto físico, mas não é só.

A íris nos mostra, também, os aspectos psíquicos da pessoa. Isto ficará evidente nos próximos capítulos, que é nosso objetivo primário. Entretanto, se fez necessário, agora, esse maior enfoque no aspecto físico, pois era preciso comprovar a relação íris-olho com o corpo, para que não pairasse quaisquer dúvidas sobre o que será mostrado daqui para a frente. Não se esqueça, também que a Psicologia sempre pregou, como já demonstrado no capítulo anterior, que corpo e mente é a mesma coisa expressa cada qual em sua dimensão, ou seja, o corpo na dimensão física e a mente na dimensão psíquica. Daí não dá para analisar o corpo sem ver a mente e vice-versa. Isto nos deixa tranqüilos para demonstrar que a personalidade de uma pessoa pode ser evidenciada na íris.

I.4.2 - Sinais Iridológicos

A análise da íris é feita através da leitura dos sinais que ela apresenta.

Como estaremos abordando os aspectos psíquicos, quais sejam, os diversos padrões de personalidade estaremos nos valendo tão-somente de quatro sinais básicos, cuja presença ou não na íris, em conjunto ou isoladamente irão nos mostrar as características de personalidade da pessoa.

Sabemos que não existem duas pessoas perfeitamente idênticas. Igualmente, não existem duas íris perfeitamente iguais, mesmo em gêmeos univitelínios, o que confirma que cada pessoa é um ser único. Os sinais, então, servem como referencial que, quando presentes, indicarão que a pessoa cuja íris está sendo analisada e que contenham determinados sinais, possui determinadas características que são básicas e estão presentes em todas as pessoas que possuam sinais semelhantes.

Esses sinais se resumem basicamente em quatro e estarão sendo anali-

sados psicologicamente. Caso estivesse sendo feita uma análise orgânica, a interpretação desses sinais seria totalmente diferente. Como isso foge ao objetivo deste trabalho, não será aqui abordado.

O primeiro "sinal" é a "ausência de sinais". Isto é visto numa íris que possua uma aparência lisa, sem manchas.

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Foto 1

O segundo "sinal" é o que tem o formato de "pétalas" da flor margarida, "são aberturas curvas ou arredondadas nas fibras da íris". (JOHNSON, 1992). Neste caso as fibras da íris são frouxas.

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Foto 2

O terceiro "sinal" são "manchas" escuras, "concentrações que parecem pontos nas fibras da íris, em cores que variam do ouro claro ao negro" (JOHNSON, 1992), podendo ser uma ou várias.

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Foto 3

O quarto "sinal" é a presença na íris tanto de "manchas" escuras ou de "pétalas".

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Foto 4

O quinto e sexto "sinais" é a verificação da existência ou não de uma coloração mais escura (dourado ou marrom) na região do colarete (ao redor da pupila), em relação ao restante da cor da íris.

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Foto 5 - Foto 6

A leitura e o significado desses sinais serão vistos no próximo capítulo, à luz do método Rayid, desenvolvido por Denny Johnson, que foi uma primeira tentativa de associar aspectos psicológicos e Irisdiagnose.

Corpo e mente - o "ser"

O ser humano é formado por um conjunto de 46 cromossomos, sendo 23 doados pelo pai e 23 pela mãe. O processamento da conjugação desses 23 pares de cromossomos que irá formar o novo ser ainda é um mistério para a ciência e talvez nunca seja revelado. Isto nos leva a acreditar numa pré-destinação dada pela Natureza para cada vivente. Quer dizer que uma pessoa já nasce com um perfil físico-psíquico pré-determinado. Pré-determinado e não simplesmente determinado, pois fatores sociais e emocionais podem influir no modo como a pessoa atuará durante sua vida.

Entretanto, uma base formativa ou formada existe e irá nortear suas ações, seu comportamento e sua personalidade, como mostra Jung: "a personalidade já existe em germe na criança, mas só se desenvolverá aos poucos por meio da vida e no decurso da vida". (JUNG, 1994). Por exemplo, uma pessoa não se torna, mas já nasce extrovertida. Outra pessoa pode ser mais fria, racional. Embora o convívio social, por exemplo, possa influenciar o comportamento de ambas para que atuem de maneira um tanto quanto diferente, a base da personalidade não pode ser alterada, conforme diz Jung: "sem determinação, inteireza e maturidade não há personalidade". (JUNG, 1994).

Em termos metafísicos a teoria da pré-determinação psíquica pode bem explicar o fato de a personalidade de uma pessoa ser inata. Ora, em não sendo a personalidade básica construída, mas sendo formada durante a concepção e, sendo o cérebro - na verdade o corpo – o centro das emoções de uma pessoa, fica claro que na íris também está expressa a personalidade.

Atualmente, os estudos psicológicos se valem de teste de personalidade e das observações do analista em relação ao seu analisando para determinar a personalidade deste. A irisdiagnose, portanto, se coloca como algo extremamente inovador e sem precedentes, como um valioso auxiliar do trabalho psicológico antevendo e agilizando diagnósticos que poderiam demorar mais tempo. Por exemplo, um teste para corroborar observações clínicas, que já demandaram pelo menos 5 sessões psicoterápicas, pode demorar algumas horas para ser concluído, desde o início de sua feitura pelo analisando até o laudo emitido. Somando-se essas duas situações lá se vão de 3 a 6 semanas. A Irisdiagnose "pode" reduzir isso para "1 dia"! Agora, que fique bem claro as aspas, principalmente o "pode" pois, a Irisdiagnose deve ser um auxiliar e não um fim em si mesmo. Então, ela pode ser usada como um primeiro passo, para agilizar observações iniciais que deverão vir a ser confirmadas. Diagnósticos rápidos, "relâmpagos" na Psicologia não existem e se forem tentados podem rotular uma pessoa para sempre. Imaginem se o diagnóstico tenha sido "equivocado"? Imaginem o estrago na vida dessa pessoa. Portanto, ser criterioso, ético e parcimonioso na utilização desses instrumentais é de fundamental importância para que injustiças não sejam cometidas.

O "Olho de Deus"

Nos termos em que tudo está sendo colocado o olho, dentro de todas as estruturas do corpo, passa a ter uma importância capital, pois ele nos revela o "todo" do ser. Estava correta a pessoa que cunhou a expressão: "os olhos são a janela para a alma".

Como esta própria frase diz, estamos lidando com a pessoa em todos os seus aspectos, em toda sua essência. Portanto, uma qualificação profissional teórica-técnica é fundamental. A essência da pessoa estará exposta à nossa frente e tudo o que dissermos poderá ser usado contra ela, lembrando Oliveira Filho: "só diga coisas que possam ajudar o paciente" (OLIVEIRA FILHO, in BATELLO, 1996). Assim, uma avaliação só deporá contra a pessoa se não formos éticos e capacitados e se nossas observações, sendo mal-feitas, estiverem erradas. Como, então, ter certeza de que o parecer que emitimos está correto? Como saber se o que observamos na íris está correto?

Na ciência, como em tudo, as grandes descobertas são feitas pelo método simplório, mas não menos eficiente da "tentativa e erros (e acertos!). Tentar, arriscar é válido mas, como já mencionado, pode destruir uma pessoa. O iridologista deverá se valer de outros métodos e, não sendo qualificado, deverá encaminhar o paciente para um profissional que o seja, para eliminar senão minimizar quaisquer possibilidades de erros.

O homem é imperfeito, mas busca a perfeição em tudo; e o deve fazê-lo sempre. Quando lidamos com um objeto uma "coisa" pode-se errar em todas as tentativas. Mas ao lidar com um ser humano... isso pode ser fatal. Não somos deuses, mas devemos agir como se fôssemos. Só assim o olho, a íris e a Irisdiagnose poderá ser vista como um instrumento sine qua non para o conhecimento integral, holístico do ser humano.

O método "Rayid"

Denny Johnson foi o criador do método Rayid. Baseando-se nos conhecimentos já existentes em Iridologia ele criou esse método que consiste em verificar a personalidade de uma pessoa através de sua íris. "Ray", significa "raio" e "id" é o representado do "inconsciente" preconizado por Freud. Portanto, Rayid poderia ser definido como um raio de luz a partir do inconsciente. "O método Rayid descreve as maravilhas da luz invisível que existe dentro e em torno de cada pessoa: ele acompanha o avanço dessa luz de dentro para fora, passando através dos inúmeros níveis da mente e do corpo." (JOHNSON, 1992).

O método é simples e baseado, logicamente, nos sinais iridológicos. Ele reúne conceitos psicológicos, pois é uma tentativa de se tornar um instrumento nesse nível. Entretanto, a Psicologia, como as demais ciências, pode demorar anos, décadas até reconhecer um procedimento como científico. Até lá muitas pessoas idôneas, sérias, éticas serão perseguidas, terão seus diplomas cassados, por utilizarem algo que é não-científico no exercício profissional, até o momento que, num rompante de luz, tudo é validado.

Com o método Rayid não é diferente. Ele não é reconhecido como um instrumento, uma técnica psicológica científica. Portanto, não pode ou deve ser utilizado como tal por um psicólogo. E o profissional que fizer uso dele, poderá ser cassado. Nossa tentativa, portanto é a de mostrar que o método Rayid pode ser sim científico e utilizado pela Psicologia como recurso para o conhecimento do ser humano.

Na sua essência, esse método procura determinar a personalidade e atitudes de uma pessoa como, por exemplo, se ela é introvertida ou extrovertida, se mais emocional ou racional e, ainda, usando de "simbologia", se um determinado sinal numa determinada área da íris que representa um determinado órgão leva a pessoa a ter uma determinada atitude. Através do método Rayid descobrimos que "o olho também é um holograma. É um holograma que revela mais do que apenas o físico. Ele expressão com precisão a totalidade de nossos pensamentos, emoções e capacidades." (JOHNSON, 1992).

Então, no método Rayid temos a extroversão que "é o movimento para fora da vitalidade emocional e física" (JOHNSON, 1992) e introversão que "é o movimento da vitalidade emocional e física voltado para dentro" (JOHNSON, 1992). Sobre esses fluxos energéticos básicos tem-se os 4 padrões de personalidades que são: o padrão jóia que "reagem aos demais com análise, pensamento e palavras" (JOHNSON, 1992); o padrão flor que "reagem à vida com os sentimentos e a comunicação visual" (JOHNSON, 1992); o padrão corrente que "são fisicamente sensíveis e reagem ativamente aos outros com gestos delicados" (JOHNSON, 1992); e, finalmente, o padrão agitador que "são pessoas intensamente entusiastas, em geral dedicadas a uma causa ou a um objetivo" (JOHNSON, 1992).

A correlação entre os sinais iridológicos, as características de personalidade apontadas pelo método Rayid e a Psicologia Junguiana será mos-

trada com detalhes no item I.8.2.

Psicologia e iridologia

Será possível uma interface entre a Psicologia e a Iridologia, através da Irisdiagnose? Poderá a Irisdiagnose vir a ser reconhecida como um método científico pela Psicologia? Temos total convicção que sim. Então porque esse reconhecimento ainda não ocorreu?

A Psicologia é uma ciência relativamente "nova"; tem pouco mais de 100 anos (embora desde que existe o ser humano ela existe – não oficialmente, não cientificamente). Igualmente, a Iridologia também é uma ciência nova. Como já visto, o homem precisa do concreto para que algo exista. Assim, uma "teoria" psicológica, abstrata, carecerá de observações e conclusões dentro das metodologias científicas para que seja reconhecida. Isso implica em muito trabalho, pesquisas e publicações de resultados para que algo abstrato se transforme em algo "concreto" ou reconhecido.

Como psicólogo junguiano vemos uma "estreita relação" entre o método Rayid e a Psicologia Junguiana, mesmo porque as duas se baseiam na simbologia. O sintoma na doença é um símbolo que pode ser interpretado. Segundo Dahlke, "o meio de expressão do corpo é a linguagem simbólica". (DAHLKE, 2000). Todo órgão "doente" tem um símbolo e esse símbolo é sempre particular e dirigido para a pessoa que o possui! Ora, se falamos de sinais iridológicos que podem determinar a fragilidade ou falência de um órgão, podemos nos referir ao símbolo ali mostrado, pois "tudo o que acontece no corpo de um ser vivo é a expressão do padrão correspondente de informação, ou seja, é a condensação da imagem correspondente." (DETHLEFSEN e DAHLKE, 1996). E isso é o campo do trabalho psicológico. Temos então, a interface entre Psicologia e Irisdiagnose que, sem sombra de dúvida, será reconhecido e aclamado como a grande descoberta deste século.

I.8.1 - Psicologia Junguiana

Assim como na Medicina existem as inúmeras especialidades, na Psicologia existem os diversos métodos ou teorias psicológicas. Somos adeptos da teoria junguiana criada pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung. Isso se deve ao fato de uma identificação pessoal, ou seja, "nos vemos na teoria". Por outro lado, a achamos a mais completa, pois ela vê o ser humano como um "todo" e não apenas alguns de seus aspectos. Nem tão pouco procura "reduzir" o ser humano e suas vicissitudes a apenas um de seus aspectos como, por exemplo, o faz a teoria freudiana que tenta explicar tudo o que acontece a uma pessoa através do impulso sexual que, na verdade, é apenas uma das facetas do ser.

Essa amplidão, essa liberdade, proporcionada pela Psicologia Junguiana nos dá espaço para ver e entender a Irisdiagnose e poder aplicá-la na clínica como um instrumento auxiliar sem precedentes. Logicamente estamos indo contra os "preceitos científicos atualmente reconhecidos" mas, isso também não o fez Freud, Jung, Einstein, Galileu, Copérnico e outros? E no final não foram reconhecidos, eles e seus métodos?

Utilizando a Irisdiagnose como um auxiliar da prática psicológica, não estamos usando algo "ilegal", mas um método que se vale do mesmo objeto que a própria Psicologia utiliza, especialmente a Junguiana, que é o "símbolo" e a "interpretação simbólica" de um achado físico, um sintoma. Se o uso do símbolo e sua interpretação simbólica já têm o reconhecimento científico pela Psicologia a Irisdiagnose também é científica!

A teoria junguiana não será aqui colocada em detalhes, pois fugiria ao nosso objetivo e incorreria no fato de ser repetitiva com o que será colocado no próximo capítulo. Fica a sugestão para aqueles que quiserem maiores esclarecimentos que se valham da bibliografia utilizada neste trabalho.

I.8.2 - A personalidade e a íris

A partir de agora será feita a ligação entre a Psicologia e a Irisdiagnose. Para cada aspecto psicológico haverá uma breve introdução sendo utilizada especificamente a teoria junguiana, a qual será aplicada ao método Rayid. Após cada exposição teórica será colocada uma foto para demonstrar como este ou aquele aspecto será visto e estará determinado na íris.

Para a Psicologia Junguiana, a personalidade de uma pessoa encerra um número indefinido de potencialidades. Essas potencialidades são inatas. São os fatores interativos, notadamente os sociais, que farão uma determinada potencialidade aflorar e outra se retrair e ficar "escondida" no subconsciente. Essas potencialidades são conhecidas pela Psicologia Junguiana como "arquétipos" que são "sistemas de prontidão para a ação e, ao mesmo tempo, imagens e emoções." (JUNG, apud SHARP, 1993). Esses sistemas psíquicos constituem o inconsciente coletivo que é "camada estrutural da psique humana" (SHARP, 1993), e que são encontrados em todas as pessoas de qualquer cultura; como exemplo o arquétipo materno.

Paralelamente, os complexos são "idéias carregadas de sentimento que, com o correr do tempo, se acumulam ao redor de determinados arquétipos". (SHARP, 1993). Não são bons nem ruins mas, quando ativados, são acompanhados de afeto o que podem interferir e até dominar a orientação do ego (que também é um complexo). O correto, então, é dizer que um complexo tem a pessoa e não que a pessoa tem um complexo. Eles se diferem dos arquétipos, por serem pessoais, ou seja, embora estejam presentes em todas as pessoas, só estão ativos naquelas em que foram levados a serem dominantes; como exemplo um complexo de inferioridade. Isto é determinado pela interação social. Os complexos que não foram ativados, que não atuam junto ao complexo do ego, são "reprimidos" para o subconsciente especificamente numa instância psíquica chamada de "sombra". Isto não significa que os complexos reprimidos estejam "mortos". Eles continuam a atuar e a influenciar as pessoas, principalmente se forem aspectos dos quais elas precisem para serem perfeitas. Esse complexos podem aflorar no corpo em forma de sintomas, forçando a pessoa a tomar ou mudar certas atitudes ou comportamentos. Neste ponto a avaliação iridológica pode ajudar a antecipar essas mudanças evitando sofrimentos para a pessoa.

I.8.2.1 - Atitudes e funções

Vejamos, então, os aspectos e características psicológicas "básicas" que estão expressas na íris:

I.8.2.1.a-; As atitudes

"Prontidão da psique para agir ou reagir de um determinado modo, com base em uma orientação psicológica subjacente. A adaptação ao meio ambiente requer uma atitude apropriada: mas, devido à mudança de circunstâncias, nenhuma atitude é permanentemente conveniente." (SHARP, 1993). Quando uma atitude não é mais apropriada à realidade interior ou exterior, pode haver o surgimento de um sintoma para compensar e tentar orientar o sujeito para uma mudança de atitude. De acordo com Jung existem dois tipos de atitudes: a extroversão e a introversão.

I.8.2.1.a.1 - introversão

A pessoa está voltada para o seu interior de onde retira sua energia. Pode-se dizer que ela quase não precisa do meio para sentir-se viva. Exemplo: pessoa que aprecia um esporte individual, como a natação, ao contrário de um esporte coletivo.

Essa atitude pode ser vista na íris como uma faixa de cor concentrada circundando a pupila.

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Foto 7

Características pessoais: são pessoas sensíveis, reservadas e observadoras. Preferem os arredores conhecidos do lar e as horas íntimas com poucos amigos mais chegados. Preferem fazer tudo com seus próprios recursos, por sua própria iniciativa e a seu próprio modo. Com isso, tendem a serem classificadas como egoístas e individualistas, o que pode não ser verdade.

I.8.2.1.a.2 - extroversão

A pessoa é movida por motivações externas a si. É como se retirasse sua energia vital do ambiente que a circunda, confiando naquilo que é recebido de fora e não é propenso a examinar motivações pessoais. Preferem o convívio social, por exemplo, preferindo esportes coletivos como o futebol.

Na íris, a extroversão é caracterizada pela ausência de concentração de cor e por uma estria distinta circundando a pupila.

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Foto 8

Características pessoais: são pessoas expressivas e francas, exteriorizando pensamentos, emoções e palavras. Quando chegam em algum lugar são logo percebidas ou se fazem perceber, o que pode ser uma vantagem em situações sociais e no relacionamento com o meio ambiente. Procuram sempre o convívio social. Tendem a serem classificadas como pessoas verdadeiras e que não escondem o que pensam, sendo que isso pode não corresponder à realidade, pois podem usar essa habilidade de relacionarem-se para proveito próprio.

I.8.2.1.b - As funções

Jung descobriu que o ser humano possui quatro funções psicológicas

básicas, sendo uma dominante da sua personalidade, outra ficando num nível mais abaixo na sua psique, no subconsciente e, as outras duas, compondo seu inconsciente, mas não menos atuante e influenciando o comportamento da pessoa. Isto pode ser visto nos complexos que, quando são ativados e por estarem inconscientes e reprimidos, são forçados "para fora" para o consciente, tentando conduzir o comportamento da pessoa, tirando-a de seu "eixo emocional".

Cada função tem sua oposta: o pensamento é oposto ao sentimento; a intuição é oposta à sensação. Com isso, se a função pensamento é a função dominante, o sentimento estará no mais profundo inconsciente. Se a função intuição estiver no subconsciente, a sensação estará no inconsciente, mas num nível menos profundo do que o sentimento. São essas funções aliadas às atitudes, introversão ou extroversão, que regem a personalidade da pessoa, as quais serão pormenorizadas adiante.

"Em síntese, a função da sensação nos assegura de que algo existe; a do pensamento nos diz do que se trata; o sentimento nos fornece o seu valor e, através da intuição, temos um palpite do que podemos fazer com isso (as possibilidades)." (SHARP, 1990).

I.8.2.1.b.1 - a pessoa pensamento (jóia)

Corresponde ao padrão mental jóia no método Rayid. Utilizam o processo mental de interpretação daquilo que é percebido. É uma função racional, tendo a lógica como base. "O pensamento consiste em associar idéias umas às outras para chegar a um conceito geral ou à solução de um problema. É uma função intelectual que procura compreender as coisas." (HALL e NORDBY, 1992).

Na íris, são observadas manchas de tonalidades escuras que variam do dourado claro ao negro.

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Foto 9

Características pessoais: usam poucos gestos físicos e subconscientemente aprendem melhor a partir de instruções visuais. As pessoas pensamentos podem ser tachadas como frias e calculistas mas, na realidade, pensam e analisam profundamente antes de tomarem uma atitude. Sentem-se atraídas por pessoas do tipo sentimento, seu oposto, como um movimento para compensar este aspecto inconsciente.

I.8.2.1.b.2 - a pessoa sentimento (flor)

Corresponde ao padrão emocional flor no método Rayid. A função sentimento, assim como o pensamento, é uma função racional, avaliadora. "Aceita ou rejeita uma coisa, idéias ou fato tomando como base o sentimento agradável ou desagradável que suscita." (HALL e NORDBY, 1992). Não se deve confundir emoção, que é afeto e resultado de um complexo ativo, com o sentimento. O sentimento, não contaminado pelo afeto, pode ser bastante frio.

Na íris, são vistas estruturas como pétalas de uma margarida, aberturas arredondadas e ovaladas nas fibras.

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Foto 10

Características pessoais: como julgam o valor, as pessoas sentimento podem parecer "lentas". Costumam reagir com emoção e podem ser sentimentais, saudosistas. Utilizam bastante a visão e aprendem melhor através de instruções auditivas. Sentem-se atraídas por pessoas do tipo pensamento, seu oposto psíquico.

I.8.2.1.b.3 - a pessoa sensação (corrente)

Corresponde ao padrão cinestésico corrente do método Rayid. Perce-

be a realidade através dos sentidos físicos, que "incluem todas as experiências conscientes produzidas pela estimulação dos órgãos dos sentidos, tanto quanto as sensações que têm origem no interior do corpo." (HALL e NORDBY, 1992). A sensação, assim como a intuição, são tidas como funções irracionais, pois são experiências dadas imediatamente e não resultantes da análise do pensamento ou avaliação do sentimento.

Na íris, são vistas variações sutis nas fibras da íris que aparecem como linhas retas ou faixa de cor.

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Foto 11

Características pessoais: As pessoas sensação têm uma sensibilidade física extrema, sentindo as percepções físicas, externas e internas, com grande intensidade. Por exemplo, quando sentem fome, ficam desesperadas, irritadas, só voltando ao seu estado emocional "normal" quando têm essa sensação desagradável aliviada. Aprendem melhor através da experiência e do toque. Percebemos facilmente uma pessoa sensação pela sua maneira de vestir: elas costumam não serem muito discretas, usando muitos adereços, como brincos, anéis, roupas mais coloridas, perfumes fortes. Aprendem melhor através da experiência, do toque e das idéias. Por isso, são atraídas pelo seu oposto, as pessoas do tipo intuição.

I.8.2.1.b.4 - a pessoa intuição (agitador)

Corresponde ao padrão extremista agitador do método Rayid. Também é uma função irracional, porque sua apreensão do mundo baseia-se na percepção dos fatos dados através do inconsciente, não dependendo da realidade concreta. "A pessoa não sabe de onde vem (a intuição) nem como ela se origina." (HALL e NORDBY, 1992). São os conhecidos insights. Devido à falta de concretude, a pessoa intuitiva pode não ser levada a sério, sendo freqüentemente vista como visionária e fora da realidade, quase um louco.

Na íris, são observados pontos de cor, como no padrão jóia-pensamento, além de pétalas, como no padrão flor-sentimento. Seria uma junção dos dois sinais.

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Foto 12

Características pessoais: São pessoas dinâmicas, progressistas, visionárias, que se aventuram além dos limites convencionais do pensamento e ação. Na vanguarda da mudança e da inovação, desafiam a vida pela entrega e dedicação, muitas vezes através do ridículo. Impelida para o sucesso, passa por ciclos de grandes altos e baixos. São dedicadas a uma causa e aventureiras, aprendendo pelo contato físico e pelo movimento. Por isso, são atraídas pelo seu oposto, as pessoas do tipo sensação.

Aspectos éticos

A quem cabe o exercício da Irisdiagnose? Ao médico, ao psicólogo, ao nutricionista, ao fisioterapeuta, ao terapeuta ocupacional, ao naturopata ou será que deve ser exercida por qualquer pessoa bem intencionada? Sendo a Iridologia e mais a Irisdiagnose não reconhecidas como ciência, devem ser exercidas e praticadas enquanto atividades relacionadas à saúde? Quais atitudes poderiam validar estas práticas?

Responder a estas perguntas e a outras pertinentes é difícil, porquanto não há uma sistematização para o ensino e a prática da Iridologia/Irisdiagnose. Ainda "não são científicas". E isso torna a sua prática algo que "ilegal". Por isso observa-se que os aspectos éticos envolvidos são de suma importância.

Nos dias atuais qualquer pessoa ou profissional pode se valer das técnicas iridológicas que estão sendo desenvolvidas para exercer a "profissão" de iridologista, geralmente por trás de um título, no mínimo impróprio, de "terapeuta". Há até um sindicato para tornar "oficiosa" esta e outras práticas não reconhecidas oficialmente. Isto faz da Iridologia/Irisdiagnose uma "terra de ninguém", onde uma pessoa com um curso de "final-de-semana", possa avocar a si o saber inerente para ser um terapeuta.

É inadmissível que um leigo que faça um curso de 24, 48 horas saia pelo mundo à fora se dizendo terapeuta e "receitando" medicamentos para pessoas doentes, mesmo que sejam fitoterápicos. Ou, então, exercendo a função do psicólogo e dispondo-se a "tratar" a pessoa acometida de uma alteração psíquica "visualizada" na íris.

Dúvidas não há quanto à aplicabilidade da Irisdiagnose nas mais diversas áreas da saúde. Isto, per se, já delimita o quadro de profissionais que poderiam se valer de tal técnica. Mas não é o suficiente. Há que se ter o reconhecimento oficial do ensino e instituições que o forneçam. Entretanto, antes é preciso reconhecer-se o valor científico da Iridologia. E mais: permitir-se somente pessoas legalmente habilitadas e vinculadas à área da saúde o exercício profissional da Irisdiagnose. Como bem observa Valter de Oliveira Filho: "... o exame iridológico deve ser de competência de médicos, médicos veterinários, psicólogos, ou, no mínimo, assessorado por estes profissionais". (OLIVEIRA FILHO, in BATELLO, 1996)

Em nosso entender somente o psicólogo e o médico seriam os profissionais aptos ao exercício da Irisdiagnose, devidamente autorizados e respaldados pelas normas de seus respectivos Conselhos Profissionais. A estes caberia, também, a fiscalização, denúncia e punição de quaisquer outros que praticassem a Irisdiagnose irregularmente.

Mas para que tudo isso seja atingido, é preciso que a Iridologia seja reconhecida como ciência e a Irisdiagnose como uma prática válida e eficaz. Talvez um começo ideal para isso seria impedir que pessoas não relacionadas à Medicina ou à Psicologia pudessem ter acesso a esses estudos e práticas. O seu ensino seria considerado "sério" e sua prática "válida" pois seria exercida por pessoas competentes e aptas para tal.

Pressuposto

O método Rayid se propõe a dar informações sobre o psiquismo do ser humano. Contudo, ainda, faltam elementos que comprovem ou validem este método.

Partindo-se do pressuposto que a Psicologia Junguiana é aceita pela Comunidade Científica como sendo uma teoria psicológica válida cujo campo de ação está centrado no estudo da personalidade humana, e sendo este composto pela determinação do padrão tipológico do indivíduo, pretende-se estabelecer uma correlação entre o método Rayid e a Psicologia Junguiana.

Isto será feito através da análise dos sinais iridológicos e sua comparação com os resultados obtidos com a aplicação do Questionário de Avaliação Tipológica Quati, que é o teste utilizado na determinação tipológica da personalidade e aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia.

Justificativa

O método Rayid é praticado no mundo inteiro, sendo utilizado como um instrumento único de avaliação psíquica, indicando padrões de comportamento social e emocional, baseados em fatores genéticos. Isto, per se, já o torna uma revolução no estudo do psiquismo e abre precedentes ainda não calculados. Neste sentido, algo que reconheça e valide este método pode ser de extrema valia para a Ciência.

Outro fator que também justifica este reconhecimento é a rapidez, praticidade e fácil execução que o método Rayid proporciona, bastando a utilização de instrumentos baratos como uma lupa e uma laterna, olhando-se diretamente a íris do analisando.

E mais. O único instrumento para determinação tipológica da personalidade, até hoje, é um teste que precisa ser respondido pelo analisando. Ora, uma pessoa não-alfabetizada ou sem condições intelectuais jamais poderia ter seu padrão de personalidade determinado. Isso não existe com o método Rayid, pois é possível analisar-se qualquer íris e de qualquer pessoa.

Portanto, a Psicologia não pode abrir mão de um diferencial como este que facilitará a sua práxis.

OBJETIVO

O objetivo deste trabalho é, em se analisando a íris humana através da ótica do método Rayid, se estabelecer uma inter-relação com a Psicologia Junguiana obtendo-se, assim, o reconhecimento científico para este método e sua ampla utilização pelos profissionais psicólogos.

Material e método

Foram analisadas as íris de 24 pessoas, escolhidas aleatoriamente entre estudantes, funcionários públicos, profissionais autônomos, estudantes, donas-de-casa, aposentados, empresários e pacientes psiquiátricos, todos em condições de responderem ao teste tipológico aplicado.

V.1 - MATERIAL

Após a explicação da finalidade científica do experimento e obtenção de autorização para a pesquisa, por escrito, aplicou-se o Questionário de Avaliação Tipológica QUATI, obtendo-se o resultado do tipo de personalidade de cada um, de acordo com padrão determinado pela Psicologia Junguiana.

Em seguida, fotografou-se as íris com uma máquina fotográfica digital Sony Mavica FD200 com a utilização do iridofoto, lente especialmente desenvolvida para esse fim, analisando-as sob a ótica do método iridológico Rayid.

Posteriormente, comparou-se os dois resultados, tabulando-os e expressando-os em gráficos. Neste particular, considerou-se o conjunto de personalidades e não seus portadores, posto que são aquelas que estão sendo analisadas e comparadas. Afinal, a personalidade independe de a pessoa ser um funcionário público ou um empresário, mas exatamente o contrário.

Como a intenção é a validação científica do método Rayid, a explanação teórica sobre os padrões de personalidade centrou-se na teoria da Psicologia Junguiana, não só por ser esta reconhecida oficialmente pela Ciência mas, também, em função de as características de personalidade descritas no Rayid serem essencialmente as mesmas desta teoria psicológica.

V.2 - ESTUDO METODOLÓGICO

Com o intuito de se mostrar que há uma correlação entre personalidade e a íris, serão feitas análises de íris utilizando-se o método iridológico Rayid com concomitante classificação frente ao modelo tipológico da Psicologia Junguiana sendo que, neste caso, utilizou-se da aplicação do teste tipológico de personalidade Quati.

Cabe ressaltar que o teste Quati classifica a personalidade em função dominante com uma correspondente auxiliar. Neste trabalho estamos, apenas, ressaltando a função dominante sem mencionar sua auxiliar, motivo pelo qual algum sinal possa vir a ser visualizado na íris sem ser mencionado, sendo que isto não invalida o resultado final da avaliação. A função auxiliar também pode ser determinada pelo método Rayid mas, igualmente, nos delimitamos em mostrar apenas a função principal, em razão da importância e/ou maior presença dos sinais iridológicos, bem como ser a que rege funcionamento consciente da pessoa. Tal procedimento visou simplificar a análise, avaliação e classificação das íris.

As fotos não diferenciam as íris, se íris esquerda ou íris direita, por isso não interessar-nos e nem interferir nos resultados.

V.2.1 - Fatores técnicos de análise

Mostra-se abaixo os resultados encontrados na análise das íris de 24 pessoas através do método Rayid, sendo que o índice de corroboração com o método Junguiano, através do Questionário de Avaliação Tipológica Quati, ficou em torno de 95 % (noventa e cinco por cento) . Este índice de concordância, embora não total, é suficiente para validar o método Rayid, mesmo porque, a discrepância verificada deve-se ao fato de o Quati assinalar o momento de vida presente. Como a pessoa vive em interação com o meio, ela deve adaptar-se a este levando-a a mudar de forma relativa o seu comportamento, seu modus operandi, para que a homeostase pessoa-meio seja relativamente estabelecida e sua vida tenha um curso normal. Entretanto, a base da personalidade fica preservada e é a registrada na íris. Nos gráficos, então, optou-se por registrar tão somente os resultados obtidos pelo método Rayid.

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V.2.2 - Quadro resumo

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Discussão

"Conheça-te a ti mesmo". Esta parece ser a frase que melhor definiria a aventura humana na terra. Ciência, Filosofia, Religião, Psicologia, Medicina são criações do próprio homem, esse ser que busca o conhecimento de si próprio, traduzido em normas e experiências físicas e metafísicas. Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Isto é tudo? Ou será uma parte, um início?

Desde a pré-histórica essa busca se efetiva. E hoje se torna intensa. O conhecimento, a gnose (sabedoria) é buscada com ânsia. Clonagem, manipulação genética, projeto Genoma, bilhões de dólares investidos, dias, meses, anos, décadas de estudos para se chegar a um simples resultado, uma descoberta ínfima, quando ocorre. Mas é preciso tentar, é preciso saber.

Irisdiagnose, a gnose através da íris, também faz parte do pool de estratégias que o homem está utilizando para seu auto-conhecimento. E é uma ferramenta espetacular, pois permite conhecer o homem no seu todo, corpo, mente e espírito. E no que ela é insuficiente em si, funciona como auxiliar de outros mecanismos científicos.

Quando comecei a estudar Irisdiagnose há 5 anos, o fiz por curiosidade. Já havia ouvido falar, mas nada sabia a respeito e, como intuitivo que sou, vislumbrei possibilidades. Mas, também, sou uma pessoa pensamento, racional. Preciso ver lógica nos fatos, ou seja, que sejam científicos, comprováveis. Qual não foi minha surpresa quando descobri que algo que, até então, era tido como uma prática de misticismo, se transformava na mais pura ciência. Mais surpreso ainda fiquei, quando vi que podia aplicar a Irisdiagnose em minha prática clínica de psicologia. Um instrumento de trabalho impar, revolucionário, científico e não invasivo.

Jung falava da totalidade do ser. Todos os aspectos psíquicos estando presentes na personalidade da pessoa, um compensando a ação do outro, levando o indivíduo à totalidade e, ao mesmo tempo, à individuação. Da mesma forma, cada ser é parte de um todo maior, cósmico, indiviso. Estes ensinamentos psicológicos não podiam ser contemplados fisicamente. Uma tentativa de solução dessa problemática é a física quântica e falaríamos até em psicologia quântica mas, ainda, abstratas. Com a Irisdiagnose esse impasse é superado, pois o abstrato e o psicológico podem ser visualizados. O método Rayid propiciou isso, como técnica de Irisdiagnose. Agora pode ser validado e incorporado como uma técnica psicológica e de apoio ao trabalho do psicólogo.

Para mim ficou bem claro, com a realização deste trabalho, os alcances da aplicação da Irisdiagnose como método propedêutico, propiciando uma visão integral do ser humano. Mente e corpo, até agora tratados de forma separada, como que não fazendo parte de um único ser podem, desde já, serem re-unidos e vistos em sua unicidade.

Entretanto me pergunto até quando o Conselho de Psicologia irá lutar contra inovações na prática psicológica? Até quando trabalhos psicoterapêuticos, que poderiam ser realizados em cima do desenvolvimento psíquico, levando a pessoa à individuação e a humanidade a um estágio evolutivo superior, serão taxados de prática espúria ou proibida? Isso me deixa profundamente triste, enquanto psicólogo. Se esqueceram que a própria Psicologia, em seu início, foi considerada loucura e misticismo. Sei que uma prática para ser científica precisa ser pesquisada, aplicada, testada, confirmada mas, já são mais de 100 anos de existência da Iridologia, praticamente a mesma o mesmo tempo de existência da Psicologia, sem que esse reconhecimento tenha chegado. Onde a Irisdiagnose está falhando? Ou será que a falha é mais subjetiva? Não podemos esquecer que toda mudança ou inovação causa estranheza e medo. O que se teme com a Irisdiagnose?

Concluo este trabalho com esta esperança. Que os resultados aqui obtidos falem por si. Que a comunidade científica comece a ver a Irisdiagnose através de um critério científico por excelência e não pejorativo e depreciativo. E, como integrante da comunidade humana, lutando para que as perguntas feitas no início desta discussão, possam ser respondidas com a ajuda da Irisdiagnose.

Conclusão

Não se pode calcular a capacidade do saber humano, posto estar vinculado ao que se há por aprender. Do mesmo modo, não há como se quantificar o que tem para ser aprendido pelo homem, pois não sabemos até onde vai nossa existência e, aqui, a existência deve ser entendida como todo o universo.

Buscar, pesquisar, errar, acertar, ser um cientista, um aventureiro, um idealista, um realizador, parece fazer parte de nossa própria essência. A existência do homem é impulsionada por desafios, para a superação de seus limites e por suas descobertas. É isso que dá energia à vida.

A Iridologia/Irisdiagnose é uma dessas descobertas ao acaso e um desafio que nos intriga, encanta, impressiona e estimula a irmos sempre em frente. Essa força da Iridologia/Irisdiagnose vem exatamente de seu objeto de estudo: o ser humano. Buscar nossa essência, nossa origem e tentar saber nosso destino é o que mais nos impele em nossa existência. E se cuidamos de nós mesmos, devemos fazê-lo com o máximo de critérios.

Por isso, essa ciência que desponta não deve ser tratada como uma

"coisa" qualquer, mas como algo que nos torna capazes de conhecermos a nós mesmos, corpo e alma. Portanto, Medicina e Psicologia devem se valorizar mutuamente, deixando diferenças de lado e lembrando que o "ser" de compreensão de ambos é o ser humano, que é único e indivisível.

Essa união pode voltar a existir e o caminho será a Iridologia/Irisdiagnose que provou isso quando permitiu a visão de um achado psíquico através da observação do físico. Por outro lado ela, também, propiciou encontrar algo físico através de um fato psíquico. Na íris a união corpo-mente se evidencia. Na Iridologia/Irisdiagnose a re-união Medicina-Psicologia se concretiza.

Damos, assim, por atingido nosso objetivo primevo que era o de demonstrar que as descobertas da Iridologia no campo psíquico são válidas e que a Psicologia pode valer-se da Irisdiagnose para melhor desempenhar suas funções. Mais ainda, concluímos que Psicologia-Iridologia-Medicina são facetas diferenciadas da mesma realidade humana – o saber humano. Poder-se-ia falar num novo termo: Psicoiridomedicina ou Iridopsicomedicina. Mas, na verdade, o que importa é que sempre se tenha em mente que o que sempre estará em jogo é a vida humana e que o objetivo final, seja da Psicologia, da Medicina ou da Iridologia, deve ser o bem-estar e o estar-bem de cada um dos seres humanos, nós.

Pós conclusão

Quando do início deste trabalho não atuávamos com a prática da Irisdiagnose. Apenas tínhamos contato em sala-de-aula e com estudo de casos. Entretanto, após a finalização da redação, fomos contratados pela municipalidade de Jundiaí (SP), através de concurso público, para atuar na Secretaria da Saúde, mais especificamente no CAPS – Centro de Atenção Psicossocial, que cuida de doentes mentais graves – neuróticos e psicóticos, de classes sociais menos abastadas.

A população atendida é, em sua maioria, de pessoas não alfabetizadas ou semi-alfabetizadas, com baixo nível intelectual e/ou cognitivo que, embora tenham diagnósticos severos, acham-se com certo controle egóico. Essas características per se impedem uma atuação "dialética" na abordagem psicoterapêutica sendo que o mais indicado é o trabalho através da terapêutica ocupacional como anteriormente citado. Este trabalho se traduziria em um reforço/reestruturação egóica, ao mesmo tempo em que se tem que integrar, no consciente, conteúdos do inconsciente que irrompem na consciência desestruturando-a e ocasionado, assim, o surto psicótico ou neurótico. Como os melhores ou únicos procedimentos, métodos, formas e técnicas terapêuticas, bem como o enfoque psicológico utilizado nesses casos, são preconizados pela Psicologia Junguiana que estabelece que o ponto de partida é a determinação dos padrões de personalidades, fica evidente a dificuldade que se apresenta, face à impossibilidade de determinar tais padrões pelos métodos convencionais – os testes psicológicos.

Poderíamos ficar, então, com as observações do psicoterapeuta que poderiam ser falhas dado que inconsciente e consciente estariam quase num mesmo nível de atividade. Pela perspectiva da Psicologia Junguiana não haveria, então, muito o que fazer sem um procedimento sistematizado, organizado, organizador e re-estruturador da personalidade do doente. Estaria criado um impasse?

Sim, estaria mas, graças à predestinação (será que se poderia falar em destino?), chegamos ao final do curso de especialização com um instrumental fantástico: a Irisdiagnose que, através do método Rayid e da comprovação de sua íntima relação com os conceitos da Psicologia Junguiana, mostrou que é possível sua aplicabilidade como método eficaz, válido e comprovado de pesquisa e de auxílio na prática clínica da psicoterapia. Pese-se o fato de a Irisdiagnose poder ser utilizada no serviço público de saúde que, diante dos recursos financeiros escassos, não pode abrir mão de um método propedêutico por excelência, seja no âmbito médico como quanto no psicológico, auxiliando no pré-diagnóstico ou na redução do tempo de tratamentos prolongados como tende a ser a psicoterapia.

Surge, agora, uma nova possibilidade de exploração da práxis da Irisdiganose, bem como, seu reconhecimento oficial como ciência ou, no mínimo, um método de atuação oficialmente reconhecido pela Psicologia e pela Medicina. Como nosso objetivo era o de mostrar a interface Psicologia/Iridologia, por sinal totalmente atingido, e reforçado pelo ora exposto, fizemos uma pequena menção desta grande descoberta, qual seja, a utilização da Irisdiagnose na determinação dos padrões de personalidade. Ficando, portanto, em aberto a necessidade de novos estudos que possam ampliar esta pesquisa.

Palavras-chave: iridologia, irisdiagnose, método Rayid, Psicologia Junguiana, atitudes, fluxo, função, padrão.

Unitermos: personalidade, sinais iridológicos, psiquismo, energia psíquica, padrões básicos de personalidade, extroversão, introversão.

Key Words: Iridology, Irisdiagnosis, method Rayid, Psychology Junguiana, attitudes, flow, functions, standards.

Uniterms: personality, iridological signals, psyche, psychic energy, basic standards of personality, extroverted, introverted.

Referências bibliográficas

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5 - DAHLKE, R. A doença como símbolo. Trad.: Saulo Krieger. São Paulo: Cultrix, 2000.

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7 - FERREIRA-SANTOS, E. Psicoterapia breve. 2a. ed. São Paulo: Ágora, 1997.

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Lima Dantas. 4a. ed. São Paulo: Cultrix, 1992.

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10 - JACOBY, M. O encontro analítico. Trad.: Cláudia Gerpe. 2a. ed. São Paulo: Cultrix,

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11 - JOHNSON, D. O olho revela. Trad.: Beatriz Sidou. 3a. ed. São Paulo: Ground,

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12 – JUNG, C. G. A prática da psicoterapia. 4a. ed. Trad.: Maria Luiza Appy. Petrópolis

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13 - --------------- A energia psíquica. 5a. ed. Trad.: Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha.

Petrópolis: Vozes, 1994

14 - --------------- O desenvolvimento da personalidade. Trad.: Frei Valdemar do Amaral

São Paulo: Círculo do Livro, 1995.

15 - JURASUNAS, S. e PACHECO, C. Iridologia – Um diagnóstico natural. Tubarão:

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16 - KURTZ, R. e PRESTERA H. O corpo revela. Trad.: Maria Ap. Barros Libanio.

2a. ed. São Paulo: Summus, 1989.

17 - PIN, E. G. e dos SANTOS, M. L. De olho na saúde. São Paulo: Saraiva, 1997

18 - RAMOS, D. G. A psique do coração. 2a. ed. São Paulo: Cultrix, 1995.

19 - ------------------. A psique do corpo. São Paulo: Summus, 1994.

20 - SHARP, D. Tipos de personalidade. Trad.: Yara Camillo. São Paulo: Cultrix, 1990.

21 - -------------- Léxico junguiano. Trad.: Raul Milanez. São Paulo: Cultrix, 1993.

22 - SILVEIRA, N. Imagens do inconsciente. 4a. ed.. Brasília: Alambra, 1981

23 - ----------------- O mundo das imagens. São Paulo: Ática, 2001

24 - STEINBERG, W. Aspectos clínicos da terapia junguiana. Trad.: Pedro S. Dantas Jr.

São Paulo: Cultrix, 1992.

25 - VALVERDE, R. Os olhos dos deuses. São Paulo: Ground, 1997.

26 - VON FRANZ, M-L e HILLMAN J. A tipologia de Jung. Trad.: Adail Ubirajara

Sobral. São Paulo: Cultrix, 1995.

27 - WHITMONT, E. C. A busca do símbolo. Trad.: Eliane F. Pereira e Kátia M. Orberg

2a. ed. São Paulo: Cultrix, 1994.

28 - ZACHARIAS, J. J. M. Questionário de Avaliação Tipológica – QUATI – 2ª. Ed.

São Paulo: Vetor, 1997

29 - Anais do V Congresso Brasileiro de Iridologia e III Congresso Internacional de

Irisdiagnose. Valinhos: 2000

CRÉDITOS DAS ILUSTRAÇÕES

Figuras 1, 2, 3 e 4:

Iridologia Total de Celso Batello

Figura 5:

Iridologia e Irisdiagnose de Celso Batello

Fotos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12:

O Olho Revela de Denny Johnson

À minha mulher CONCEIÇÃO APARECIDA,

pelo amor, carinho e compreensão nas

ausências e por sua ajuda na revisão do texto;

e aos colegas e amigos que, com suas íris, contribuíram

para que este trabalho pudesse ser o mais completo possível,

e em especial ao Dr. CELSO BATELLO, por sua confiança,

DEDICO

 

 

Autor:

José Antonio de Oliveira

junguiano[arroba]saudepsi.com.br

Orientador: Prof. Dr. Celso Batello

São Paulo (SP) - 2004

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - FACIS

INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS

HOMEOPÁTICOS – IBEHE



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