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Relatório de estágio: Minicurso de Português - UniRitter (página 3)


6)  A língua portuguesa é muito importante e fundamental, porem há grandes diferenças entre a escrita e a falada. Essa é a maior dificuldade que tenho. Pois, não tenho muitas dificuldades em [...], porem quando essas ideias tem que ser escritas aí sim tenho bastante dificuldade.

8)  Professora, hoje exatamente estou entrando no terceiro mês de aula, busco o conhecimento, cada dia que passa aprendo mais em todas as matérias. Acho que a língua portuguesa tem tudo a haver com o Direito, para ser um bom advogado, temos que ter uma boa argumentação.

Busco o conhecimento e, a cada dia que passa,aprendo mais em todas ...

Use "ter a haver" no sentido de "ter a receber". Por isso, quando quiser dizer que algo não tem relação a outro, use "a ver". A ver é uma locução que indica o uso do verbo "ver" no infinitivo, como é o caso da frase: "Ficou a ver navios". (olhar, comparar: tem a ver ou não?)

  • 9)  [...] mas a grande dificuldade está em lidar com a gramática, os diferentes elementos do texto, cada um com suas regras e armadilhas.

  • 11)  Tenho boa vontade mas uma vida atribulada, ficando assim, com pouco tempo para um estudo complementar.

Restando pouco tempo

  • 12)  Todavia, o tempo de transição entre o colégio e a faculdade, que entre nós, escolhi porque as exatas nunca foram a minha área, foi o tempo suficiente para que a falta da escrita implicasse de modo que, hoje em dia o Português se tornasse um vilão em minha vida.

  • 14)  Tenho bastante dificuldade em escrever, pois a muitas regras e exceções em nossa língua portuguesa. Dentro do possível procuro me aperfeissoar quando à tempo, e este curso de Português veio num momento a onde eu tenho um tempo disponível.

HÁ e A: Tempo passado: Há (Faz) / Tempo futuro: A / ah - interjeição

Há (do verbo haver) só pode ser usado caso se refira a um tempo já transcorrido: faz tempo / há tempo

Verbo haver: Isso aconteceu há muito tempo. / Aqui não há quem nos salve

  • 15)  Ora temos que utilizar a forma mais comum e simples para atendimento do cliente ou assistido e ora temos que ser absolutamente formais, com um vocabulário vasto e por assim dizer bonito na exposição das ideias me tribunais [...].

ORA embora tenha a mesma origem de hora, "ora" tem uso diferente. A palavra vem da expressão latina "haq hora", que deu origem à palavra "agora". "A expressão "por ora" quer dizer por enquanto". HORA é igual a tempo cronometrado, relógio

REFORMA ORTOGRÁFICA

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TREMA: Elimina o trema. (linguiça, cinquenta, linguística, etc.). Também foi eliminado o acento agudo derivado do trema (argúem, averigúe / arguem, averigue, etc.).

OBS: O trema permanece em palavras estrangeiras (nomes próprios) e derivadas. (Müller – mülleriano).

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ALFABETO: Reintroduz as letras K, W, Y no nosso alfabeto, que passa a ter 26 letras.

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PAROXÍTONAS: Exclui o acento nos ditongos abertos "EI" e "OI" das palavras paroxítonas (assembléia, platéia, heróico, etc. ).

OBS: Essa regra é válida apenas para as paroxítonas. As oxítonas terminadas em éi, éu, ói/s, permanecem acentuadas (céu, chapéu, troféu, herói, papéis).

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PAROXÍTONAS - REGRA DA FEIURA: Exclui o acento no "I" e "U" tônicos das palavras paroxítonas, quando precedidas de ditongo. (feiura, taoismo, baiuca, etc.).

OBS: Permanece nas oxítonas terminadas em "I" ou "U" (tuiuiú, Piauí, Jundiaí ) e quando não precedidas por ditongo (egoísmo, raízes, gaúcho, paraíso, etc.)

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HIATOS: Elimina o acento circunflexo dos hiatos OO e EE (voo, veem, enjoo,etc.).

OBS: O acordo não altera os acentos circunflexos usados nas 3º pessoas do plural dos verbos

TER e VIR e seus derivados (contêm, detêm, provêm, advêm, etc.).

ACENTO DIFERENCIAL: Elimina os acentos diferenciais das palavras: para, pela, pelo, pera, polo, coa.

OBS: Segue os acentos nas palavras PÔR (diferenciar verbo de preposição) e PÔDE (3º pessoa sing. pretérito perfeito).

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FIM

REFERÊNCIAS

TUFANO,D. Guia prático da nova ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2008.

LEDUR. PAULO FLÁVIO. Guia prático da nova ortografia: As mudanças do Acordo Ortográfico. POA: AGE,2008.

ORLANDELI. Grump e o acordo ortográfico. Disponível em: http://blogdoorlandeli.zip.net/arch2009-01-11_2009-01-17.html Acesso em: 11 de agosto de 2009.

USO DO HÍFEN

O uso do hífen em palavras compostas foi eliminado daquelas que perderam a noção de composição:

mandachuva

girassol

paraquedas

madressilva

pontapé

malvisto

Nas palavras que têm prefixos em sua formação (intra, ante, anti, super, pré, sub, pan, etc.) ou falsos prefixos (agro, aero, bio, eletro, macro, mini, multi, etc.), o emprego do hífen deve seguir as seguintes normas:

  • a) Emprega-se hífen sempre que o segundo elemento começar por H:

anti-higiênico

co-herdeiro

eletro-hidráulico

semi-hospitalar

sub-humano

super-homem

  • b) Quando o primeiro elemento termina na mesma vogal com que se inicia o segundo, o hífen é obrigatório:

anti-inflamatório

contra-argumento

micro-ondas

micro-ônibus

micro-organismos

semi-interno

  • c) Se for outra vogal, aglutina-se os elementos:

autoajuda

autoestrada

contraindicação

contraordem

plurianual

semianalfabeto

  • d) Quando os prefixos terminados em vogal seguir elemento iniciado por R ou S, estas letras devem ser dobradas:

antissemita

autorretrato

antessala

contrarregra

minirreforma

minissaia

megassitema

neorrealismo

Os prefixos circum, pan, hiper, inter, super, ex (quando indicam estado anterior), sota,soto,vice, vizo, pós, pré e pró requerem hífen em outros casos, mantendo-se as regras em vigor antes do Acordo Ortográfico:

Circum-navegar

Ex-diretor

Inter-relacionar

Pan-americano

Pós-graduação

Pré-natal

Pró-africano

Sota-piloto

Soto-mestre

Super-requintado

Vice-presidente

Vizo-rei

EXERCÍCIOS REFORMA ORTOGRÁFICA

  • 1. No trecho:

"...fosse no dia seguinte, fosse dali 60 anos, ter na ponta da língua uma frase de efeito com que impressionar a platéia". (Fonte: Palavras de Deus, Eustáquio Gomes)

Questão: A palavra "platéia", o trecho acima, sofreu mudança na ortografia. Assinale a alternativa abaixo em que todas as palavras passaram pela mesma mudança:

  • a. ( ) cafe, pele, elem, ortografia; RESPOSTA: C

  • b. ( ) tem, pode, jiboia, você;

  • c. ( ) ideia, assembleia, heroico, paranóico

  • d. ( ) atlântico, pânico, assembleia, lâmpada.

  • 2.  No trecho:

Minha querida colega, estou entrando em parafuso: o microondas lá de casa queimou, meu filho está gordo e precisa de uma re-educação alimentar, minha empregada está com enjôo, e eu acho que estou tendo uma crise de paranóia. Preciso conversar contigo. Te espero na ante-sala ao meiodia. Amélia

Questão: Quantas palavras apresentam problema ortográfico? Faça as devidas adequações.

R: Micro-ondas, reeducação (prefixo re), enjôo, paranoia, antessala, meio-dia

3. Exercício: Vamos recordar outras regras de acentuação gráfica. Atentamente, leia o fragmento do poema e coloque a acentuação gráfica.

Olho as minhas mãos: elas so não são estranhas

Porque são minhas. Mas é tão esquisito distende-las

...como essas anêmonas do fundo do mar...

Fecha-las, de repente,

Os dedos como pétalas carnívoras

So apanho, porem, com elas, esse alimento impalpável do

Tempo...

(Antologia poética – Mario Quintana)

R: só, distendê-las, anêmonas, fecha-las, pétalas, carnívoras, só, porém, impalpável.

4. Hífen: Falhou o emprego do hífen na seguinte alternativa:

a ( ) Iracema é uma garota hipercarinhosa.

b. ( ) Juarez se considera candidato à reeleição.

c. ( ) Meus primos têm atitudes anti-sociais.

f.  ( ) Aquele deputado foi recém-eleito.

g.  ( ) O sub-reitor compareceu à formatura.

5. Hífen: è correta a opção:

a. ( ) Um avião super-sonico sobrevoou a cidade.

b. ( ) João foi malagradecido com os amigos.

c. ( ) Ester foi uma namorada ultra-romantica.

d. ( ) Gomes prescreveu medicamentos alo-páticos

e. ( ) Nosso professor é bem-falante.

6. Corrija as frases quando necessário:

a) A idéia do presidente é que todos os países se unam contra o aquecimento. Ideia (excluído acento nos ditongos abertos ei e oi das paroxítonas)

b) O síndico marcou uma assembleia para decidir sobre a reforma do prédio.

c) Pesquisa revela que 97% dos brasileiros crêem em Deus. Creem (excluído acento nos hiatos oo e ee)

d) A estréia de Katie Holmes foi marcada por protestos. Estreia (excluído acento nos ditongos abertos ei e oi das paroxítonas)

e) Ela perdeu tudo que estava dentro da caixa de joias.

f) Eu apoio qualquer acordo entre os países.

g) Ele achou a nova estátua uma feiura.

7. Justifique a alterações dos termos abaixo de acordo com as novas regras ortográficas:

a) Voo: excluído acento dos hiatos ee/oo

b) Destoo: excluído acento dos hiatos ee/oo

c) Unguento: eliminado o trema

d) Pólo: acento diferencial eliminado, segue somente em pôr e pôde.

e) Têm: acento para diferencias 3º pessoa plural

f) Para: acento diferencial eliminado, segue somente em pôr e pôde

g) Pôde: acento diferencial segue somente em pôr e pôde

h) Egoísmo: i tônico não precedido por ditongo segue acentuado

i) Herói: oxítonas terminadas em ditongo seguem acentuadas, a regra refere-se as paroxítonas.

j) Ideia: eliminado acento nos ditongos abertos ei e oi tônicos das paroxítonas.

k) Heroico: eliminado acento nos ditongos abertos ei e oi tônicos das paroxítonas.

l) Taoismo: eliminado o i e u tônicos de paroxítonas, quando precedidos de ditongo.

m)  Piauí: i e u tônicos em final de palavras, segue acentuado.

8. Segundo a reforma ortográfica assinale a alternativa correta: R: b

a) Idéia, platéia, egoísmo, heroico.

b) Ideia, plateia, herói, heroico. Correta

c) Voo, chapeu, estreia, mocreia.

d) Creem, tranqüilo, europeia, taoísmo.

e) Ciúme, Tróia, enjôo, pêra.

ANEXO C – Plano de Aula II

A vírgula,

Martha Medeiros

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) completou cem anos em abril e aproveitou para lançar uma campanha muito útil a todos os brasileiros, não só aos jornalistas. Ela defende o uso correto da vírgula.

Todas as pessoas alfabetizadas escrevem. Escrevem e-mails, bilhetes, cartões, teses, contratos, receitas, blogs e mais um sem-fim de palavras. Algumas escrevem para si mesmas, e, nesse caso, até dá para perdoar um certo relaxamento, mas a maioria escreve para ser lida por outro alguém, e quem faz isso ambiciona ser compreendido. Então. O uso correto da vírgula é crucial para alcançar esse objetivo.

No entanto, o critério para "uso correto" continua sendo, para muitos, o da respiração. As pessoas escrevem como se estivessem conversando, e se imaginam que fariam uma pausa dramática num determinado momento, pronto: decidem que ali cabe uma vírgula. Entendo. Eu, às vezes, faço a mesma coisa. Por exemplo, deu vontade de não colocar entre vírgulas o "às vezes" que acabei de escrever. Preferiria ter escrito: "Eu às vezes faço a mesma coisa", porque eu, normalmente, falaria essa frase de forma veloz, e não pausada. Mas a vida não é tão simples. Salvo algumas licenças poéticas, é preciso seguir à risca os mandamentos da vírgula. Não me pergunte quais são, não sei, sempre escrevi por instinto, mas a ABI sabe e resolveu entrar nessa campanha dando exemplos muito práticos, que transcrevo abaixo.

A vírgula pode ser uma pausa... ou não:

Não, espere.

Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro:

23,4%

2,34%

Pode ser autoritária:

Aceito, obrigado.

Aceito obrigado.

Pode criar heróis:

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

E vilões:

Esse, Juiz, é corrupto.

Esse Juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução:

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:

Não queremos saber.

Não, queremos saber.

A campanha termina dizendo que a vírgula muda tudo. Dou outro exemplo. Dia desses, um moço mandou um e-mail para um programa de rádio que começava assim: "Eu como colono..." O radialista ficou injuriado, que pouca-vergonha era aquela? A vírgula que faltou poderia ter evitado o mico. "Eu, como colono, gostaria de...". Pois é. Pequeninha, mas salva até reputações.

Publicado no jornal Zero Hora, em 06 de agosto de 2008, página 3

A PONTUAÇÃO E A ORDEM DOS ELEMENTOS NA FRASE[11]

Primeiro vamos relembrar:

FRASE:

É todo enunciado linguístico capaz de transmitir uma ideia. A frase é uma palavra ou conjunto de palavras que constitui um enunciado de sentido completo.

A frase não vem necessariamente acompanhada por um sujeito, verbo ou predicado. Por exemplo: «Cuidado!» é uma frase, pois transmite uma ideia - a ideia de ter cuidado ou ficar atento - mas não há verbo, sujeito ou predicado.

A frase se define pelo propósito de comunicação, e não pela sua extensão. O conceito de frase, portanto, abrange desde estruturas linguísticas muito simples até enunciados bastante complexos.

ORAÇÃO:

é todo enunciado linguístico que tem o núcleo como o verbo, apresentando, desta maneira e na maioria das vezes, "termos essenciais da oração, sujeito e predicado".

Ex.: «O menino sujou seu uniforme.»

O que caracteriza a oração é o verbo, não importando que a oração tenha sentido ou não sem ele.

PERÍODO:

é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:

Simples: Quando constituído de uma só oração.

Ex.: João ofereceu um livro a Joana.

Composto: Quando é constituído de duas ou mais orações. Os períodos compostos são formados por coordenação, por subordinação ou por ambas as formas(coordenação-subordinação).

Ex.: O povo anseia que haja uma eleição justa, pois a última obviamente não o foi.

A RELAÇÃO DA PONTUAÇÃO COM A SINTAXE

A sintaxe é a organização das palavras no discurso. Quando usada adequadamente, constrói e organiza a frase. A sintaxe da Língua Portuguesa depende principalmente da ordem dos elementos na frase. Nossa Língua segue preferencialmente o padrão S-V-C, que chamamos de ordem direta (ou canônica).

Podemos, para melhor visualizar, dizer que o sujeito ocupa a casa 1, o verbo ocupa a casa 2 e os complementos (objeto direto, indireto ou predicativo) ocupam a casa 3.

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Essa forma é o que os antigos retóricos chamavam de dado e novo, ou seja, devemos começar a frase com um conhecimento compartilhado entre mim e o meu leitor para depois acrescentar a informação nova. É exatamente por isso que a ordem sujeito-predicado é a mais usada na escrita, pois enuncia o tema antes de acrescentar a informação nova contida no predicado

DADO (início da frase) ....................... NOVO (final da frase)

Em geral, o que é dado é representado linguisticamente pelo sujeito da frase, e o que é novo é representado pelo predicativo (parte da oração representada pelo verbo – ou locução verbal – e seu(s) complemento(s). Um bom exemplo do uso da ordem direta como preferência na construção frasal (dado/novo), são as manchetes jornalísticas, conforme aponta Souza:

A linguagem jornalística deve ser simples. Isto significa, por exemplo, que entre sinônimos deve preferir-se o mais comum e que as frases devem respeitar a ordem direta (sujeito – predicado – complemento), desde que esta opção não represente uma sobrecarga estilística." (SOUSA, p. 122, 2005).

Vejamos algumas manchetes:

FAMÍLIA GAÚCHA VIVE DRAMA EM SANTA CATARINA (ZH, 20/09/10-capa)

PDT COBRA MAIS ESPAÇO NA CAMPANHA (ZH, 20/09/10 - capa)

ASSEMBLEIA APROVA FATIA NA FERROSUL (ZH, 15/09/10 – p.24)

casa 1: casa 2: casa 3

Sujeito: Predicado:

A partir do exemplo das "casas", podemos fazer, agora, uma classificação básica dos verbos de nosso idioma:

VERBOS INTRANSITIVOS: Verbos que não precisam de complemento ( a casa 3 fica vazia.

Os prazos recursais transcorreram.

O celular da vítima desapareceu.

VERBOS TRANSITIVOS: Esses verbos têm complemento à direita e podem ser:

  • 1. DIRETOS (o que)

O cartório extraviou os autos.

Dois promotores de justiça acompanharam a reconstituição do crime.

  • 2. INDIRETOS

Ele concordou com todas as cláusulas propostas.

A solução depende do depoimento das testemunhas.

  • 3. DIRETOS E INDIRETOS

Ela devolveu os autos ao cartório (devolve algo a alguém)

Todas essas frases podem trazer, no final – naquela que chamaríamos de casa 4 – um ou vários adjuntos adverbiais (elementos que especificam as circunstâncias em que se dá a ação na frase, geralmente o tempo, o lugar ou o modo).

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Dois promotores de justiça acompanharam a reconstituição do crime, na semana passada.

O celular da vítima desapareceu misteriosamente.

Ele devolveu os autos ao cartório próximo a sua casa.

Essa é, então, a forma canônica de nossa língua, que estará presente também em situações de língua falada não-espontânea (como é o caso, muitas vezes, da linguagem dos tribunais).

Quando lemos o texto de outra pessoa, a tendência natural é aplicar o padrão sujeito – verbo – complemento nas frases que temos diante dos olhos – e esperamos que nos avisem, por meio de pontuação, cada vez que houver um desvio dessa ordem básica.

Eis que surgem os sinais de pontuação, que nada têm haver com as pausas (como muitos de nós aprendemos), mas sim com a sintaxe.

REFERÊNCIAS

MORENO, Cláudio. Português para convencer: Comunicação e Persuasão em Direito. São Paulo: Ática, 2006

SOUSA, Jorge Pedro. Elementos de Jornalismo Impresso. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2005.

WIKPEDIA. Frase, Oração e Período. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frase,_ora%C3%A7%C3%A3o_e_per%C3%ADodo Acesso em: 29 de set.2010.

PONTUAÇÃO: VÍRGULA

  • 1.  Pontue as frases abaixo conforme a necessidade.

Os estudantes do Centro Universitário Ritter dos Reis apresentaram novas propostas de estudos na última reunião.

Os estudantes do Centro Universitário Ritter dos Reis, na última reunião,apresentaram novas propostas de estudos.

Os estudantes do Centro Universitário Ritter dos Reis apresentaram, na última reunião, novas propostas de estudos.

Na última reunião, os estudantes do Centro Universitário Ritter dos Reis apresentaram novas propostas de estudo.

No mês passado, o gerente da rede de supermercados entregou sua carta de demissão ao seu chefe.

O gerente da rede de supermercados entregou sua carta de demissão ao seu chefe no mês passado.

O gerente da rede de supermercados, no mês passado, entregou sua carta de demissão ao seu chefe.

O gerente da rede de supermercados entregou ao seu chefe, no mês passado, sua carta de demissão.

Não adianta xingar, reclamar , mandar e-.mail. Adianta, sim, estudar , estudar e estudar.

Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, elegeu seu governador no primeiro turno.

A diretora da empresa, que é excelente profissional , não compareceu a reunião de sexta-feira.

A Governadora do Estado Yeda Crussius perdeu seu mandato nas eleições de 2010.

O rio Tietê atravessa várias cidades do Estado de São Paulo.

Gostaria de informar-lhes , queridos alunos, que nossas aulas terminarão em novembro.

Numa situação dessas , meus amigos, não se deve agir sem cautela.

A vírgula, por exemplo, é um sinal de pontuação que nada tem a ver com as pausas de leitura.

Quero, além disso, dizer que a vírgula , conforme Cláudio Moreno , tem relação estrita com a sintaxe.

Preferimos, a saber , que nos digam sempre a verdade.

Nós gostamos de café e eles chá.

Observem , por exemplo, o edital publicado no Diário Oficial de quinta-feira.

Os deputados , segundo consta nos jornais, tomarão posse de seus cargos em janeiro de 2011.

PARALELISMO SINTÁTICO:

Observe as seguintes frases:

  • 1) Em seu discurso exaltado, ele demostra não ter paciência, insociabilidade, desconfiança, ser irritável e não ter segurança.

  • 3) Era fundamental que eles viessem e que comprem logo o carro.

  • 5) Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:  I -  zelar pela guarda da Constituição

II -  cuidarem da saúde e assistência pública, ...

III – que protejam os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV -  não permitir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural

V -  proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; 

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Problemas de estrutura frasal : paralelismo

1. O professor mandou Paulo fechar o livro e que pegasse uma folha de papel.

(pegar)

2. Em público, ele demonstra insociabilidade, ser irritável, desconfiança e não ter segurança. (irritabilidade e insegurança)

3. Na Europa, ele teve oportunidade de visitar Paris, Munique, Roma e sua avó.

(e Roma, onde mora sua avó)

4. Vamos tratar da origem da imprensa e como ela progrediu nos últimos quatrocentos anos.

(e da sua progressão)

5. João é um homem de muita experiência e que tem grande popularidade entre seus colegas. (e de grande popularidade)

6. As pessoas se dividem naturalmente em dois grandes grupos: as trabalhadoras e as que preferem explorar as outras. (e as exploradoras)

7. Peço-lhe que escreva a fim de informar-me a respeito das atividades do Grêmio e se a data do concurso de oratória já está marcada. (e sobre a data do concurso de oratória)

8. O Governador negou estar a polícia de sobreaviso e que a visita da PM do Estado tivesse qualquer sentido político. (negou que estivesse a polícia...)

9. Espero que as provas permitam a vocês distinguirem entre morte intencional e matar totalmente por acidente. ( morte acidental)

10. A solução, às vezes, implica diminuir despesas, otimizar o uso dos recursos materiais e melhor seleção de material. (melhorar a seleção)

11. O programa tinha três objetivos: a) reorganizar o transporte coletivo; b) que se priorizassem os espaços para os pedestres e a regulamentação do transporte pesado no centro da cidade. (priorizar – regulamentar)

12. A boa pontuação serve para a orientação do leitor e dar clareza ao texto.

(orientar o leitor e dar clareza...)

13. Uma moça aprende muito sobre as crianças quando cuida de seus irmãos ou como babá nos sábados e domingos. (ou quando trabalha como babá...)

14. Ao dirigir, não fume, não tome chimarrão e prestar atenção nos outros veículos.

(preste atenção...)

15. O livro explica como foi descoberto o Brasil e a composição de sua população.

(a descoberta)

16. A campanha Verão com Saúde recomenda: a) evitar o sol entre as 10 h e as 15h; b) o uso adequado de filtro solar; c) ingerir bastante líquido. (usar adequadamente)

NEXOS COORDENATIVOS

  • ADITIVOS

Pensamentos similares

(,) E

, NEM

, MAS TAMBÉM

; ALÉM DISSO,

ADVERSATIVOS

Pensamentos opostos ou contrastantes

, NEM

, E SIM

; PORÉM,

; TODAVIA,

; CONTUDO,

; ENTRETANTO,

; NO ENTANTO,

; NÃO OBSTANTE,

ALTERNATIVOS

Pensamentos que se alternam ou se excluem. Idéia de opções

(OU)., OU.

ORA ., ORA.

QUER ., QUER .

SEJA ., SEJA.

CONCLUSIVOS

Introduz idéia que conclui uma anterior.

; LOGO,

;PORTANTO,

;verbo, POIS,

, POR ISSO

;CONSEQÜENTEMENTE,

;POR CONSEGUINTE,

NEXOS SUBORDINATIVOS

  • FINAIS

Expressam objetivo

A FIM DE QUE

PARA QUE

PARA

  • CONFORMATIVOS

Introduzem citação ou antecipação

CONFORME

SEGUNDO

COMO (=CONFORME)

PROPORCIONAIS

Ações que interferem uma na outra

  • A PROPORÇÃO QUE

À MEDIDA QUE

QUANTO MAIS

(TANTO) MAIS

QUANTO MENOS

(TANTO) MENOS

COMPARATIVOS

Esclarecer um pensamento contido na oração principal mostrando algo semelhante. Estabelecer relações de inferioridade, superioridade, etc.

COMO (=IGUAL A)

MAIS QUE

ASSIM

TAL COMO

MAIS

MENOS

MAIOR (QUE, DO QUE)

MELHOR (QUE, DO QUE)

CONSECUTIVOS

Indicam a conseqüência do fato enunciado na oração principal

TÃO.QUE

TAL

TAMANHO (QUE)

TANTO (QUE)

NEXOS SUBORDINATIVOS

  • EXPLICATIVOS

Introduz explicação a uma opinião dada anteriormente

, PORQUE

, POIS

, PORQUANTO

, VISTO QUE

, JÁ QUE

, QUE (=PORQUE)

  • CONDICIONAIS

Hipotético, apresenta circunstância da qual depende a oração principal

SE

CASO

A MENOS QUE

CONTANTO QUE

SALVO SE

DESDE QUE (=CASO)

  • CAUSAIS

Apresenta a causa para uma afirmação dita anteriormente

PORQUE

JÁ QUE

DESDE QUE

UMA VEZ QUE

VISTO QUE

POIS

COMO

JÁ QUE (início de frase)

NA MEDIDA EM QUE

CONCESSIVAS

Introduz um fato que se opõe à realização do anterior, mas não impede que ele ocorra.

  • EMBORA

AINDA QUE

APESAR DE QUE

POSTO QUE

SE BEM QUE

MESMO QUE

CONQUANTO

A DESPEITO DE

TEMPORAIS

Exprimem um acontecimento ocorrido em tempo relativo à oração principal

QUANDO

LOGO QUE

ASSIM QUE

MAL

APENAS

ANTES QUE

DEPOIS QUE

SEMPRE QUE

ANEXO D – Plano de Aula III

Resumir é uma das práticas lingüísticas mais freqüentes na vida cotidiana. Saber resumir textos é uma capacidade necessária para o desempenho de várias funções e atividades, tanto pessoais, como profissionais. Um advogado, por exemplo, precisa resumir o que leu num processo; um administrador, precisa resumir um projeto; um jornalista, o que ouviu numa entrevista e assim por diante.

Resumir é também um saber-fazer necessário ao universo do ensino. Schneuwly e Dolz (1999) acreditam que o resumo constitui-se num "eixo de ensino/aprendizagem essencial para o trabalho de análise e interpretação de textos e, portanto, um instrumento interessante de aprendizagem" (p. 15). A produção do gênero resumo no meio acadêmico, mais do que um simples procedimento de ensino-aprendizagem, é um modo de inserção nas práticas de formação de futuros profissionais.

Resumir é uma apresentação concisa e freqüentemente seletiva do texto de um artigo, obra ou outro documento, pondo em destaque os elementos de maior interesse e importância. Um resumo é, então, uma condensação fiel das idéias contidas em um texto, é uma redução do texto original. Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e no encadeamento em que aparecem.

Baseando-se nas normas da ABNT, o resumo, segundo o tipo de informação que divulga, está classificado em resumo informativo e resumo indicativo. Há ainda o chamado resumo crítico, cuja classificação é divergente, o que uns consideram resumo crítico, outros classificam como resenha crítica.

Certo é que, tanto o resumo informativo/indicativo, quanto o resumo crítico, pede um elemento importante que é a compreensão de texto. Por isso, antes de começar a escrever seu resumo você deve se certificar de ter feito uma boa leitura do texto, buscando identificar, primeiramente: o tema tratado pelo autor; o problema que ele coloca (tese); a posição defendida pelo autor e os argumentos centrais e complementares utilizados pelo autor para defender sua posição e a conclusão do autor. Também é interessante, para resumos de obras, você buscar informações sobre o autor e sobre o texto a ser resumidos.

resumo informativo: este tipo de resumo informa ao leitor as características e ideias principais do texto. Se o texto é o relatório de uma pesquisa, por exemplo, um resumo informativo não diz apenas do que trata a pesquisa (como seria o resumo indicativo), mas informa as finalidades da pesquisa, a metodologia utilizada e os resultados atingidos. Existem vários modos de resumos informativos, cada um com suas especificidades, segundo o gênero resumido: livros, filmes, artigos, editoriais, teses, etc. Não cabem no resumo (informativo e indicativo) comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido

resumo crítico: também chamado de resenha crítica, requer a interpretação do texto lido. Estão, em certa medida, certos os professores que dizem que resenha não é resumo. A resenha (ou resumo crítico) não é apenas um resumo informativo ou indicativo, pois têm como característica a crítica, ou seja, a sua análise sobre o texto. Para a construção de uma boa resenha crítica (ou resumo crítico) é crucial a sua capacidade de relacionar os elementos do texto lido com outros textos, outros autores, ou outras ideias sobre o tema em questão (contextualização).

RESUMO DE LIVRO

A Farsa de Inês PereiraGil Vicente

A Farsa de Inês Pereira é considerada a mais complexa peça de Gil Vicente. Ao apresentá-la, o teatrólogo português diz: "A seguinte farsa de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, na era do Senhor 1523. O seu argumento é que, porquanto duvidavam certos homens de bom saber, se o Autor fazia de si mesmo estas obras, ou se as furtava de outros autores, lhe deram este tema sobre que fizesse: é um exemplo comum que dizem: Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube. E sobre este motivo se fez esta farsa". A obra pode ser dividida em cinco partes: a primeira é um retrato da rotina na qual se insere a protagonista; a segunda reflete a situação da mulher na sociedade da época, cujos registros são dados pela mãe de Inês, pela própria Inês e por Lianor Vaz; a terceira mostra o comércio casamenteiro, representado pelos judeus comerciantes e pelo arranjo matrimonial-mercantil de Inês com Brás da Mata; a quarta considera o casamento, o despertar para a realidade, contrapondo-a ao sonho que embalava as fantasias da protagonista e, finalmente, a quinta parte reflete a realidade brutal da qual Inês, experiente e vivida, procura tirar proveito próprio. A peça apresenta uma situação concreta, com uma personagem bem delineada psicologicamente e um fio condutor melhor configurado que as produções anteriores de Gil Vicente. O enredo trata-se de uma jovem sonhadora procura, por meio de um casamento com homem ioavisado que saiba tanger violala, fugir à rotina doméstica. Despreza a proposta de Pero Marques, filho de um camponês rico, homem tolo e ingênuo, e aceita se casar com Brás da Mata, escudeiro pelintra e pobretão. No entanto, os sonhos da heroína são logo desfeitos, porque o marido revela sua verdadeira personalidade, maltratando-a e explorando-a. Brás da Mata vai para a África e lá vem a falecer. Inês, ensinada pela dura experiência, toma consciência da realidade e aceita se casar com Pero Marques, seu primeiro pretendente. Depressa também a jovem aceita a corte de um falso ermitão. A farsa termina com o marido (cantado por ela como cuco, gamo e cervo, tradicionalmente concebidos como símbolos do homem traído) levando-a às costas (asno que me carregue) até a gruta em que vive o ermitão, para um encontro nada ingênuo. http://www.mundocultural.com.br/resumos/afarsadeinespererira.htm

Legenda: apresentar o livro: tema, referências sobre o autor,

Descrever o livro: visão geral da organização do livro, tópico de cada capítulo

Destacar pontos específicos da obra, enredo.

RESUMO DE PESQUISA

Resumo: Destaca a influência da internet no processo da comunicação científica da comunidade acadêmica de saúde pública do Brasil, objetivando conhecer a influência da internet nas atividades acadêmico-científicas da comunidade brasileira de docentes da área de saúde pública e as alterações provocadas pela inserção das novas tecnologias da informação no processo da comunicação científica. A população foi constituída por 372 docentes vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva das Instituições de Ensino Superior no Brasil, nos níveis Mestrado e Doutorado, cadastradas no sistema CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no ano de 2001. Para a obtenção dos dados optou-se pelo uso de questionário via internet. Para os que não responderam o instrumento eletrônico, foram enviados questionários impressos. A taxa de retorno dos questionários eletrônicos e impressos foi de 64,8%. O uso da internet foi apontado por 95,0% dessa comunidade, sendo o correio eletrônico (92,1%) e a web (55,9%) os recursos mais utilizados, diariamente. A influência mais marcante da internet foi na comunicação informal entre os docentes, principalmente para o desenvolvimento de pesquisas, propiciando maior colaboração com colegas de instituições brasileiras e de outros países. Quanto à divulgação de resultados de pesquisa, ainda há predominância dos formatos impressos, sendo principalmente, em artigos de periódicos de circulação nacional. Os docentes que declararam não utilizar a internet argumentaram a falta de tempo e facilidade de conseguirem de seus colegas o que precisam. Os dados mostram que a internet influenciou no trabalho dos acadêmicos e vem afetando o ciclo da comunicação científica, principalmente na rapidez com que a informação pode ser recuperada, porém com forte tendência em eleger a comunicação entre os pesquisadores como a etapa que mais passou por mudanças desde o advento da internet no mundo acadêmico brasileiro.

Palavras-Chaves: Programas de pós-graduação; Pesquisadores; Tecnologia da informação; Internet; Saúde pública.

Legenda: Introdução (indicativo) – objetivo - método - resultado - conclusões

RESUMO CRÍTICO - RESENHA

Aprender a viver

Jerônimo Teixeira

O francês Luc Ferry pôs a filosofia nas listas de livros mais vendidos - e sem baratear suas idéias.

Filósofo fundamental do pensamento moderno, o alemão Immanuel Kant é complexo nas idéias e árido no estilo. O Francês Luc Ferry, no entanto, leu a Crítica da razão pura quando tinha 15 anos. "Não entendi rigorosamente nada, mas tive a impressão de que aquele era um pensador importante, de que havia ali uma espécie de tesouro escondido", disse a Veja o filósofo e ex-ministro da Educação da França, hoje com 56 anos. Ferry é autor de Aprender a viver (tradução de Véra lúcia Reis; Objetiva; 304 páginas; 37,90 reais), um livro de divulgação filosófica que discute de forma acessível mas séria, autores como Nietzche, Husserl e Heidegger. A obra vendeu impressionantes 230000 exemplares na França e respeitáveis 14000 no Brasil. Já aparece há seis semanas na lista dos mais vendidos de Veja. Feito talvez mais extraordinário do que a precocidade de sua formação filosófica, Ferry transformou a filosofia em best-seller. [...]

É claro que Ferry não é nem o único nem o primeiro "popularizador" da filosofia. O norueguês Jostein Gaarder foi best-seller mundial ao recontar a história da filosofia com uma simpática moldura ficcional em O mundo de Sofia. O suíço radicado na Inglaterra Alain de Botton tem se firmado como um "filósofo popular" - embora não tenha ainda freqüentado as listas de mais vendidos -, recorrendo a Sêneca ou Schopenhauer para consolar o leitor que sofre uma desilusão amorosa ou inveja o sucesso do vizinho. Nenhum dos dois, porém, vem de uma carreira acadêmica, como Ferry, que estudou nas tradicionais universidades de Sorbone, na França, e Heidelberg, na Alemanha. Nos livros de Botton, em particular, a filosofia é reduzida a uma coletânea de citações cosméticas. Aprender a viver, pelo contrário, explica sistematicamente o pensamento dos autores abordados. [...]

Salvação é a palavra-chave do livro. A filosofia, na visão de Ferry, é uma alternativa laica à religião: busca respostas para a angústia fundamental que todo ser humano tem ao tomar consciência de sua irremediável finitude. Aprender a viver investiga as respostas que diferentes escolas filosóficas deram a esse problema [...], encerrando-se com a alternativa do próprio Ferry, sua resposta - talvez excessivamente otimista - de um novo humanismo secular, que supere os becos sem saída construídos pela dúvida radical de pensadores como o alemão Friedrich Nietzsche. São idéias que o autor já apresentou, de forma mais "técnica", em livros anteriores, como O homem deus e especialmente O que é uma vida bem-sucedida?, publicado no Brasil pela Difel. Aprender a viver, porém, é voltado especificamente para o leigo, e em particular para o leitor jovem. O título, com certo jeitão de auto-estima, tem um apelo inegável, que talvez responda por parte do sucesso da obra - e talvez prometa mais do que este ou qualquer livro pode dar. A busca da vida boa, virtuosa, é de fato uma ambição ancestral dos filósofos. Qualquer resposta, porém, será sempre provisória e insuficiente. O entusiasmo de Ferry por seu humanismo secular não basta para matar a charada dessa esfinge antiga.

Legenda: Contexto- expansão do contexto; Informações básicas; Descrição resumida da obra; Juízos de valor – conclusão; Argumentos.

FERREIRA, Jerônimo. Veja, São Paulo: Abril, ano 40, ed. 2004, n. 15, 18 abr. 2007. p. 118-9 (Fragmento).

PROCESSO DE SUMARIZAÇÃO

- Processo mental essencial para a produção de resumos.

- Sempre ocorre durante a leitura, mesmo quando não produzimos resumos orais ou escritos.

- Segue uma certa lógica que depende, entre outros elementos, do tipo de destinatário e do que julgamos que ele deve conhecer sobre o texto segundo seus objetivos:

Apagamento de conteúdos facilmente inferíveis a partir de nosso conhecimento de mundo.

Apagamento de sequências de expressões que indicam sinonímia ou explicação.

Apagamento de exemplos

Apagamento das justificativas de uma afirmação.

Apagamento de argumentos contra a posição do autor.

Reformulação das informações, utilizando termos mais genéricos.

Conserva-se as informações, dado que não são resumíveis.

Observe o processo de sumarização nos exemplos abaixo:

1. TEXTO ORIGINAL: Com a evolução política da humanidade, dois valores fundamentais consolidaram o ideal democrático: a liberdade e a igualdade, valores que foram traduzidos como objetivos maiores dos seres humanos em todas as épocas. Mas os avanços e as conquistas populares em direção a esses objetivos nem sempre se desenvolveram de forma pacífica. Guerras, destruições e enforcamentos de reis e monarcas, revoluções populares e golpes de estado marcaram a trajetória da humanidade em sua busca de liberdade e igualdade.

2. PROCESSO DE SUMARIZAÇÃO: Com a evolução política da humanidade, dois valores fundamentais consolidaram o ideal democrático: a liberdade e a igualdade, valores que foram traduzidos como objetivos maiores dos seres humanos em todas as épocas. Mas os avanços e as conquistas populares em direção a esses objetivos nem sempre se desenvolveram de forma pacífica. Guerras, destruições e enforcamentos de reis e monarcas, revoluções populares e golpes de estado marcaram a trajetória da humanidade em sua busca de liberdade e igualdade. (Clóvis Brigadão, 1988)

3. RESUMO: Ao longo da evolução da humanidade, dois objetivos maiores do homem consolidaram o ideal democrático: a liberdade e a igualdade. No entanto, a perseguição desses valores não se desenvolveu de forma pacífica.

Na sumarização apagamos:

As explicações: "valores que foram traduzidos como objetivos maiores dos seres humanos em todas as épocas".

As inferências: se não houvesse avanço de forma pacífica, evidente houve guerras, revoluções, etc.

Para sumarizar, antes de qualquer coisa é necessário compreender o texto original. É preciso identificar a ideia principal e as secundárias. Podemos eliminar, sempre que possível, exemplos, sinônimos, explicações e justificativas e efetuar generalizações. Frequentemente alguns conectivos (nexos) como mas, isto é, porém, portanto, porque auxiliam essa identificação e podem orientar os processos de sumarização.

ETAPAS PARA UM BOM RESUMO:

1. Compreender o texto que será resumido.

Pode ajudar buscar informações sobre o autor, sua posição ideológica, seu posicionamento teórico, etc.

2. Detectar as ideias que o autor considera relevante.

Principalmente quando se trata de gêneros argumentativos, busque identificar:

  • a questão que é discutida;

  • a posição (tese) que o autor rejeita;

  • a posição (tese) que o autor sustenta;

  • os argumentos que sustentam ambas as posições;

  • a conclusão final do autor.

SUMARIZAÇÃO: PROCESSO ESSENCIAL PARA A PRODUÇÃO DE RESUMOS

EX: No supermercado, Paulo encontrou Margarida, que estava usando um lindo vestido azul de bolinhas amarelas.

Sumarização: Paulo encontrou Margarida.

Informações excluídas: circunstâncias que envolvem o fato (no supermercado), qualificações/descrições de personagens (que estava usando um lindo vestido de bolinhas amarelas).

Seguindo o exemplo, sintetize os períodos a seguir, quando possível. Utilize as estratégias do quadro abaixo, indicando aquela utilizada em cada período no memento de sua sumarização.

  • a. Suzana era uma boa pessoa. Gostava de ajudar as pessoas e participava de vários eventos sociais.

Sumarização: Suzana era uma boa pessoa / ajudar as pessoas é inferível.

  • b. Discutiremos a construção de textos argumentativos, isto é, aqueles textos nos quais o autor defende determinado ponto de vista por meio de uso de argumentos, procurando convencer o leitor da sua posição.

Sumarização: Discutiremos a construção de textos argumentativos / "isto é" é explicação.

  • c. De manhã acordou cedo, foi para o trabalho, participou de uma reunião e elaborou a ata. À tarde, após o almoço, foi ao banco, pagou algumas contas e retirou novo talão de cheques. À noite, saiu do serviço, pegou o ônibus para ir à faculdade e realizou uma prova.

Sumarização: De manhã foi para o trabalho; à tarde ao banco e, à noite, foi para a faculdade. Sintetizar as informações, atentando para as mais relevantes.

  • d. O Iluminismo ataca as injustiças, a intolerância religiosa e os privilégios típicos do antigo regime.

Sumarização: Não é possível resumir.

  • e. No resumo de uma narração, podem-se suprimir as descrições de lugar, de tempo, de pessoas ou de objetos, se elas não são condições necessárias para a realização da ação. Por exemplo, descrever um homem como ciumento pode ser relevante e, portanto, essa descrição não poderá ser suprimida, se essa qualidade é que determinará que o homem assassine sua esposa. Já a sua descrição como alto e magro poderá nesse caso ser suprimida.

Sumarização: No resumo de uma narração, podem-se suprimir as descrições de lugar, de tempo, de pessoas ou de objetos, se elas não são condições necessárias para a realização da ação.

( a ) Apagamento de conteúdos facilmente inferíveis a partir de nosso conhecimento de mundo.

( d ) Conservação de todas as informações, dado que elas não são resumíveis.

( c ) Reformulação das informações, utilizando termos mais genéricos (ex: homem, gato, cachorro – mamíferos).

( e ) Apagamento de exemplos.

( b ) Apagamento de sequência de expressões que indicam sinonímia ou explicação.

A vovó na janela

Claudio de Moura Castro

1 Em uma pesquisa internacional sobre aprendizado de leitura, os resultados da Coréia pareciam errados, pois eram excessivamente elevados. Despachou-se um emissário para visitar o país e checar a aplicação. Era isso mesmo. Mas, visitando uma escola, ele viu várias mulheres do lado de fora das janelas, espiando para dentro das salas de aula. Eram as avós dos alunos, vigiando os netos, para ver se estavam prestando atenção nas aulas.

2 A obsessão nacional que leva as avós às janelas é a principal razão para os bons resultados da educação em países com etnias chinesas. A qualidade do ensino é um fator de êxito, mas, antes de tudo, é uma conseqüência da importância fatal atribuída pelos orientais à educação.

3 Foi feito um estudo sobre níveis de stress de alunos, comparando americanos com japoneses. Verificou-se que os americanos com notas muito altas eram mais tensos, pois não são bem-vistos pelos colegas de escolas públicas. Já os estressados no Japão eram os estudantes com notas baixas, pela condenação dos pais e da sociedade.

4 Pesquisadores americanos foram observar o funcionamento das casas de imigrantes orientais. Verificou-se que os pais, ao voltar para casa, passam a comandar as operações escolares. A mesa da sala transforma-se em área de estudo, à qual todos se sentam, sob seu controle estrito. Os que sabem inglês tentam ajudar os filhos. Os outros – e os analfabetos – apenas vigiam. Os pais não se permitem o luxo de outras atividades e abrem mão da TV. No Japão, é comum as mães estudarem as matérias dos filhos, para que possam ajudá-los em suas tarefas de casa.

5 Fala-se do milagre educacional coreano. Mas fala-se pouco do esforço das famílias. Lá, como no Japão, os cursinhos preparatórios começam quase tão cedo quanto a escola. Os alunos mal saem da aula e têm de mergulhar no cursinho. O que gastam as famílias pagando professores particulares e cursinhos é o mesmo que gasta o governo para operar todo o sistema escolar público.

6 Esses exemplos lançam algumas luzes sobre o sucesso dos países do Leste Asiático em matéria de educação. Mostram que tudo começa com o desvelo da família e com sua crença inabalável de que a educação é o segredo do sucesso. Países como Coréia, Cingapura e Taiwan não gastam muito mais do que nós em educação. A diferença está no empenho da família, que turbina o esforço dos filhos e força o governo a fazer sua parte.

7 É curioso notar que os nipo-brasileiros são 0,5% da população de São Paulo. Mas ocupam 15% das vagas da USP. Não obstante, seus antepassados vieram para o Brasil praticamente analfabetos.

8 Muitos pais brasileiros de classe média achincalham nossa educação. Mas seu esforço e sacrifício pessoal tendem a ser ínfimos. Quantos deixam de ver TV para assegurar-se de que seus pimpolhos estão estudando? Quantos conversam freqüentemente com os filhos? As pesquisas mostram que tais gestos têm impacto enorme sobre o desempenho dos filhos. Se a família é a primeira linha de educação e apoio à escola, que lições estamos dando às famílias mais pobres?

9 O Ministério da Saúde da União Soviética reclamava contra o Ministério da Educação, pois julgava que o excesso de horas de estudo depois da escola e nos fins de semana estava comprometendo a saúde da juventude. Exatamente a mesma queixa foi feita na Suíça.

10 No Brasil, uma pesquisa recente em escolas particulares de bom nível mostrou que os alunos do último ano do ensino médio disseram dedicar apenas uma hora por dia aos estudos – além das aulas. Outra pesquisa indicou que os jovens assistem diariamente a quatro horas de TV. Esses são os alunos que dizem estar se preparando para vestibulares impossíveis.

11 Cada sociedade tem a educação que quer. A nossa é péssima, antes de tudo, porque aceitamos passivamente que assim seja, além de não fazer nossa parte em casa. Não podemos culpar as famílias pobres, mas e a indiferença da classe média? Está em boa hora para um exame de consciência. Estado, escola e professores têm sua dose de culpa. Mas não são os únicos merecendo puxões de orelha.

PRODUÇÃO TEXTUAL: RESUMO

Antes de produzir o seu resumo do texto "A vovó na janela", leia as considerações abaixo

Não cabem, no resumo informativo, comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que será resumido.

Para se fazer um bom resumo, é de suma importância a compreensão do texto original. Por isso, antes de começar a escrever é relevante que se faça uma leitura e uma releitura do texto a ser resumido.

Na leitura (releitura), identifique a informação principal e as informações secundárias de cada parágrafo: grife o que for relevante para a compreensão do texto = SUMARIZAÇÃO.

Lembre-se de que resumir é apagar o texto: podemos eliminar então, sempre que possível, exemplos, sinônimos, explicações e justificativas. Também, quando possível, podemos efetuar generalizações.

Para iniciar seu resumo, é interessante construir um parágrafo introdutório, a fim de contextualizar o seu leitor. Indique o texto que será resumido, o autor e algumas informações relevantes sobre o seu perfil, o tema que será tratado, etc.

Identifique e destaque: o tema tratado pelo autor; o problema que ele coloca (tese); a posição que defende; os argumentos que utiliza para defender sua posição; e, claro, a conclusão do autor.

No desenvolvimento, utilize os nexos coesivos (conjunções) para "costurar" o seu texto (resumo). Os nexos são elementos importantes na construção textual, pois "conectam" as ideias conferindo coesão e coerência a sua construção.

Bom Trabalho!

Claudio de Moura e Castro especialista em educação, carioca, nascido em 1938, Castro é formado em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, embora entre seus muitos títulos acumule o de ph.D. em economia pela Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, encontrou na educação seu maior interesse. Atualmente, com a autoridade de quem se dedicou por 30 anos ao assunto, Moura Castro é uma das contundentes vozes que se levantam contra as políticas públicas brasileiras na área e que têm perpassado os governos - a seu ver, sem mudanças - desde o final da ditadura militar "a educação nunca foi agenda de ninguém no Brasil, nem da esquerda nem da direita". Autor de mais de 30 livros, entre eles Educação Brasileira (Editora Rocco, 1994), Crônicas de uma educação vacilante, (Editora Rocco, 2005) e 200 artigos para publicações científicas, o autor já foi chefe da Divisão de Políticas de Formação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, economista sênior de recursos humanos do Banco Mundial, e chefe da Divisão de Programas Sociais no Banco Internacional do Desenvolvimento (BID). Atualmente é presidente do Conselho Consultivo das Faculdades Integradas Pitágoras, em Montes Claros, Minas Gerais, e articulista da revista Veja.

(Fonte: http://sescsp.net/sesc/revistas/revistas_link.cfm?).

REVISÃO DO CONTEÚDO: RESUMO

Qual o objetivo do resumo?

Resumo é uma apresentação concisa e freqüentemente seletiva do texto de um artigo, obra ou outro documento, pondo em destaque os elementos de maior interesse e importância. O gênero resumo é um dos mais importantes nas atividades acadêmicas, pois as capacidades produção desse gênero são indispensáveis para a produção de outros gêneros acadêmicos, tais como resenha, artigos, relatórios, projetos, etc.

O resumo informativo

Resumir (resumo informativo) é fazer uma condensação fiel das idéias contidas em um texto, uma redução do texto original. Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e no encadeamento em que aparecem.

No resumo informativo você deve abster de comentários / julgamentos pessoais / juízo de valor a respeito do texto resumido.

Para se fazer um bom resumo...

Para se fazer um bom resumo, antes de tudo, é necessário compreender o texto original. Para tal, é importante identificar a ideia principal e as secundárias, destacando as ideias que o autor considera relevante. Quando se tratar de gêneros argumentativos, busque identificar:

- a questão que é discutida (tema tratado pelo autor);

- a problema que o autor apresenta (tese)

- a posição (tese) que o autor defende;

- a contraposição apresentada (contraponto);

- os argumentos que sustentam ambas as posições;

- a conclusão final do autor.

Resumir é um processo de sumarização

Para resumir de forma concisa devemos partir do processo de sumarização: Podemos eliminar, sempre que possível, exemplos, sinônimos, explicações e justificativas, e efetuar generalizações.

Frequentemente alguns conectivos (nexos) como mas, isto é, porém, portanto, porque auxiliam essa identificação e podem orientar os processos de sumarização.

Como iniciar seu resumo

Para iniciar seu resumo, é interessante construir um parágrafo introdutório, a fim de contextualizar o seu leitor.

Indique o texto que será resumido, o autor e algumas informações relevantes sobre o seu perfil, o tema que será tratado, etc.

No desenvolvimento do seu resumo...

No desenvolvimento, utilize os nexos coesivos (conjunções) para "costurar" o seu texto (resumo). Os nexos são elementos importantes na construção textual, pois "conectam" as ideias conferindo coesão e coerência a sua construção.

Adversativos: porém – contudo – entretanto – não obstante – etc.

Explicativos: pois – visto que – já que – etc.

Condicionais: caso – a menos que – contanto que – etc.

Causais: na medida em que – uma vez que – etc.

Concessivas: embora – ainda que – apesar de que – etc.

Finais: a fim de que – para que – etc.

Conformativos: conforme – segundo – etc.

Proporcionais: à proporção que – à medida que – etc.

Conclusivo: logo – portanto – por isso – consequentemente – etc.

Deixe claro no seu resumo de quem são as ideias ali expostas. Para tal, mencione o autor de diversas formas, usando os verbos mais adequados para indicar os diferentes atos do autor:

apontar – definir – descrever – elencar – enumerar - classificar – caracterizar – exemplificar – contrapor – confrontar – comparar – criticar - julgar - questionar – apresentar –mostrar - começar – iniciar introduzir – relatar – narrar – exemplificar - acreditar – pensar – expor - afirmar – abordar – esclarecer - comprovar – defender – argumentar – justificar - sugerir – incitar - negar - opor – diferenciar – etc.

Ao produzir o seu resumo tenha em vista que o leitor a quem se destina o seu texto não conhece o texto original. Cabe a você passar-lhe as informações importantes para a compreensão.

Analise o seu resumo perguntando-se: O meu resumo pode ser compreendido em si mesmo por um leitor que não conhece o texto original?

FICHA DE AVALIAÇÃO

  • 1. O texto está adequado ao objetivo de um resumo acadêmico?

  • 2. O texto transmite a imagem de quem leu e compreendeu adequadamente o texto original?

  • 3. Todas as informações que o autor do texto original coloca como sendo as mais relevantes estão expressas no seu resumo?

  • 4. Podemos identificar no resumo a questão que está sendo discutida no texto original, a posição do autor, seus principais argumentos e sua conclusão?

  • 5. No início do resumo há uma indicação clara do título e do autor do texto?

  • 6. O processo de sumarização atende aos procedimentos estudados? (apagamento de exemplos, explicações, justificativas de afirmações, dados inferíveis / generalizações).

  • 7. As relações entre as ideias do texto original estão claramente explicitadas por conetivos (nexos) e verbos adequados?

  • 8. Fica claro de quem são as ideias resumidas, mencionando-se o seu autor de diferentes formas?

  • 9. O resumo pode ser compreendido em si mesmo por um leitor que não conhece o texto original?

10. No resumo informativo você absteve-se de comentários / julgamentos pessoais / juízo de valor a respeito do texto resumido?

AVALIE OS RESUMOS ABAIXO, SEGUNDO A FICHA DE AVALIAÇÃO

Lyra Filho, o que é Direito?

Nesta obra, Roberto Lyra Filho se propõe a explicar o que é o Direito. Em linguagem simples, e freqüentemente até mesmo entremeada de termos mais explícitos e de gírias do cotidiano, raramente utilizados em textos jurídicos, o Autor consegue tornar mais fácil e agradável a sua empreitada.

Roberto Lyra Filho, falecido em 1.986, foi professor titular de Filosofia e Sociologia Jurídica da Universidade de Brasília e é sobre o seu profundo embasamento filosófico, histórico e sociológico que ele constrói seu estudo, para concluir que "O Direito é o reino da libertação, cujos limites são determinados pela própria liberdade,....e que o Direito e a Moral são "conquistas sociais, históricas e fortemente condicionadas pela estrutura social, onde emergem, na oposição, no contraste de modelos diversos, conforme a divisão de classes e grupos dominadores e dominados, cujas normas estão sujeitas aos critérios de legitimidade, histórica também, isto é, definida pelo padrão mais avançado, ao nível do tempo presente".

A Amazônia não está à venda

No texto "A Amazônia não está à venda", os ministros Celso Amorim, Sérgio Rezende e Mariana Silva revelam discordar das iniciativas que têm surgido no exterior com a finalidade de adquirir terras na Amazônia como meio de impedir o desmatamento e, desse modo, evitar mudanças climáticas.

Segundo eles, nosso país reconhece a importância das variações climáticas, mas entende que esse fenômeno resulta principalmente da concentração progressiva de gases de efeito estufa na atmosfera, particularmente da queima de combustíveis fósseis praticada nos últimos 150 anos. Desse modo, como o desmatamento responde por uma pequena parcela dos efeitos da mudança climática, entendem que os países emergentes, como o Brasil, têm pouca ou nenhuma responsabilidade sobre o aquecimento global. Apesar disso, lembram que nosso país está fazendo sua parte, buscando a melhor saída: matrizes energéticas limpas.

A cultura da paz

Leonardo Boff inicia o artigo "A cultura da paz" apontando o fato de que vivemos em uma cultura que se caracteriza fundamentalmente pela violência. Diante disso, o autor levanta a questão da possibilidade de essa violência poder ser superada ou não. Inicialmente, ele apresenta argumentos que sustentam a tese de que seria impossível, pois as próprias características psicológicas humanas e um conjunto de forças naturais e sociais reforçariam essa cultura da violência, tornando difícil sua superação. Mas, mesmo reconhecendo o poder dessas forças, Boff considera que, nesse momento, é indispensável estabelecermos uma cultura da paz contra a da violência, pois esta estaria nos levando à extinção.

Segundo o autor, seria possível construir essa cultura, pelo fato de que os seres humanos são providos de componentes genéticos que nos permitem sermos sociais, cooperativos, criadores e dotados de recursos para limitar a violência e de que a essência do ser humano seria o cuidado, definido pelo autor como sendo uma relação amorosa com a realidade, que poderia levar à superação da violência. A partir dessas constatações, o teólogo conclui, incitando-nos a despertar as potencialidades humanas para a paz, construindo a cultura da paz a partir de nós mesmos, tomando a paz como projeto pessoal e coletivo.

Globalização está restrita a países ricos e emergentes

O artigo "Globalização está restrita a países ricos e emergentes", publicado no jornal Folha de São Paulo, busca conceituar o que é globalização e avaliar suas consequências nos dias de hoje. Segundo o texto, globalização é a atual fase de expansão mundial capitalista, resultante dos avanços tecnológicos, caracterizada pelo intenso fluxo de capitais, produtos, informações, etc. Entre as principais consequências da globalização estão a intensificação da competitividade das empresas e o desemprego. Como já não há fronteiras para os produtos, as empresas buscam competitividade no mercado internacional. Por isso, adotam medidas como a automação da produção e a demissão de trabalhadores, o que a profunda ainda mais as desigualdades entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

ANEXO E – Textos dos Alunos (resumos)

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ANEXO F – Alunos Avaliam o Professor

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Meus agradecimentos aos professores do UniRitter por proporcionarem-me uma excelente formação profissional e intelectual, e em especial ao Professor Flávio Lunardi, professor, orientador e amigo. Agradecimentos aos amigos, colegas de curso - boas lembranças, significativas discussões, eternas saudades.

 

 

Autor:

Angela Francisca Mendez de Oliveira

mendez_oliveira[arroba]yahoo.com.br

CENTRO UNIVERSITÁRIO RITTER DOS REIS - UNIRITTER

FACULDADE DE LETRAS

Relatório de Estágio Obrigatório, apresentado ao Curso de Letras como requisito das atividades curriculares, sob orientação do professor Flávio Lunardi.

Porto Alegre, 2010


[1] Concepção que lembra muito o livro "Admirável mundo novo", no qual Huxley faz uma metáfora ás sociedades e as suas 'formas' de manutenção. O indivíduo é pré-destinado a ocupar certa posição na sociedade de 'classes', determinada e resguardada pelo sistema, sem que possa, o 'cidadão', alterar essa ordem. Tal como na fábrica alegórica brilhantemente criada por Huxley.

[2] João A. Comênio foi educador do século XVII, nascido na antiga Moravia (hoje Tchecoslováquia). Escreveu várias obras sobre educação, sendo a Didática Magna, publicada em 1657, a mais conhecida de suas publicações.

[3] Pensamos que a escola enquanto instituição de responsabilidade do Estado tende a ocupar-se dos interesses desse, ou seja, o estabelecimento e manutenção da ordem social e de seus valores morais, o que nos levou a associar tal prática áquela tendência que compreende a educação como redenção da sociedade. Conseguintemente, o fato de a escola ainda hoje ter como obrigatório o ensino religioso, poderia, também, ser associado á tendência da educação como reprodução da sociedade, visto que tanto essa quanto o Estado edificaram-se, e mantêm-se, com base nas morais ditadas pela igreja. Dessa forma, o ensino religioso nas escolas do Estado poderia perfeitamente configurar a tendência reprodutora, principalmente no Brasil onde a sociedade, quase que homogeneamente, orienta-se pelas leis da igreja católica e defende suas práticas, reproduzindo suas ideias e ideias sem refletir sobre tais. Ainda que adote, vez ou outra, uma postura crítica diante aos ditames da igreja, a sociedade não propõe ou se permite ações sobre essa. Trata, ao contrário, de perpetuá-la e a educação, sua reprodutora, é o meio pelo qual a pereniza-se. Podemos, contudo, concluir que a educação, como aí está, oscila entre a tendência redentora e a tendência reprodutora, não sem procedentes, então, sua calamitosa situação.

[4] In: BARBARA, Leila e Ramos, Rosinda de Castro Guerra (orgs.). Reflexões e ações no ensino-aprendizagem de línguas. Campinas: Mercado de Letras, 2003. O livro reúne relatos de professores, a fim de compartilhar ações e reflexões acerca do ensino e da reforma da escola. A citação é da professora Maria Bernadette Nogueira de Souza, autora do capítulo "A tormenta do buscar: refletir para transformar" (p. 195-205).

[5] "transmissão" discordamos do autor e da forma como concebe a idéia de ensino. Ensino não se transmite, se compartilha (assim, também, a instituição Uniritter concebe o conhecimento e o ensino, visto seu slogan "venha compartilhar conhecimento o"). Conceber o ensino como algo que possa ser transmitido é afirmar a superioridade do professor diante do aluno. O aluno nessas considerações é tido como 'tábula rasa', sendo o professor o detentor do conhecimento, idéia um pouco contraditória a nossa época e aos nossos propósitos de reestruturação e reflexão do ensino.

[6] Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná.

[7] Fonte: WACQUANT, Löic. Esclarecer o habitus. Disponível em: http://sociology.berkeley.edu/faculty/wacquant/wacquant_pdf/ESCLARECEROHABITUS.pdf Acesso em: 20. Agos.2010.

[8] Refiro-me a 'modelo aristotélico' por ser Aristóteles o precursor do chamado empirismo, ou filosofia da experiência, que é a corrente filosófica que considera a experiência como fonte única do conhecimento. O empirismo ignora que a experiência só é possível na pressuposição de condições não experimentáveis. As argumentações de Aristóteles vinham contra ao inatismo ou apriorismo que acreditava que o ser humano nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética e a interferência do meio deve ser mínima , ao que o dizia que os conhecimentos são absorvidos como resultado da prática e da repetição e não gerados somente pela natureza.

[9] KLEIMAN, Angela. Leitura e Prática Social no Desenvolvimento de Competência no Ensino Médio. In: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA , Márcia (orgs.). O Português no Ensino Médio e A Formação do Professor. SP: Parábola, 2007.

[10] Dissertação consultada na obra "A leitura como prática pedagógica ".

[11] Tópicos retirados do livro de Cláudio Moreno - capítulo 7 - apontado nas referencias bibliográficos.

Partes: 1, 2, 3


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