A violência e sua relação com o fracasso escolar



Partes: 1, 2, 3
  1. Resumo
  2. Introdução
  3. A violência: um olhar histórico
  4. Fracasso escolar
  5. Metodologia
  6. Considerações finais
  7. Referências

"O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação fisiológica em que se confirma como inquietação e curiosidade, como inclusão em permanente movimento na história".

Paulo Freire

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo analisar a relação entre a violência e os fatores que promovem o fracasso escolar na escola. Tomamos como referências de análise, o estudo das teorias de Maffesoli em Dinâmica da Violência (1987), Barreto em Bons e maus alunos e suas famílias, entre outros, possibilitando um conhecimento teórico que servirá como alicerce para a fundamentação de conceitos sobre violência e fracasso escolar. Utilizamos a observação como procedimento metodológico, onde analisamos o cotidiano de duas escolas públicas estaduais, analisando como ocorre e a violência na realidade dessas escolas, e em seguida comparamos os resultados dessas escolas com as taxas de fracasso escolar das mesmas. Observamos, que cada escola está às voltas com sua própria violência, com aquilo que ela pontua como violento, dependendo de critérios de valores, tradição e outros fatores. No entanto, nos resultados indicam que nem sempre a violência está atrelada ao fracasso escolar. Diante disso cabe a escola, possibilitar ao aluno o desenvolvimento de suas ações seja motora, verbal e mental, de forma que possa intervir no processo sócio-cultural e inovar a sociedade, fortalecendo as relações família-escola. Ao que indicam os resultados, a escola precisa promover ações que busque que promova um trabalho de respeito mútuo entre todos que participam dela, professores, alunos, pais, equipe gestora.

Palavras-chave: escola, aluno, fracasso escolar, violência.

Introdução

Historicamente, a violência e a insegurança nas escolas tornaram-se mais visíveis no Brasil, no início da década de 80 do século XX e, nos anos 90 desse mesmo século. As ocorrências incidiam sobre a escola como violência externa ou social, por isso eram reivindicadas melhores condições de segurança diante de assaltos, furtos, invasões de escolas para roubos de equipamentos e merenda escolar. Porém, há casos em que a violência surge dentro da própria escola, seja com atos de rebeldia pela rigidez de dinâmicas administrativas e pedagógicas seja como ataques ao espaço físico e aos equipamentos da escola.

Portanto, esta pesquisa objetiva apresentar uma análise a respeito da violência na escola e sua relação com o fracasso escolar.

Este tema foi escolhido porque é um dos problemas que mais tem afligido a comunidade escolar e por fazermos parte da mesma lidando diretamente com os mesmos, encarando como desafio no aprofundamento da historicidade desta temática.

De acordo com as leituras realizadas, esta temática tem sido largamente comentada por vários escritores e que ela não é algo novo, mas infelizmente, a cada momento histórico assume novos contornos. Ademais ela tem se manifestado em todos os espaços sociais tradicionais; família, escola, igreja, política. Na história tem-se revelado em manifestações individuais ou coletivas.

É um dos assuntos que está diretamente vinculado às violações dos direitos humanos, principalmente as que atingem a vida e a integridade física dos indíviduos. "Esta negação dos direitos fundamentais à maioria da população brasileira encontra explicação no modelo econômico e social excludente, que apresenta grandes disparidades quanto ao acesso da população aos bens sociais, caracterizando-se como uma sociedade que apresenta uma das piores distribuições de renda do mundo. A convivência dos indivíduos em extrema desigualdade social, certamente é um dos fatores que muito contribuem para a degradação do comportamento humano". Não obstante, se observa nos meios de comunicação cotidianamente, que esta temática se encontra destacada nos noticiários e são amplamente divulgadas na sociedade, constituindo-se uma das piores preocupações da população das grandes cidades.

As causas apontadas são várias, desde as sociais, tais como a vigência de políticas públicas de exclusão social que não oportunizam acesso a uma educação de qualidade e trabalho digno, até causas psicológicas que convertem a baixa auto-estima em respostas anti-sociais, que se descortinam como única alternativa de sobrevivência, aceitação e auto-afirmação, a exemplo do poder paralelo do narcotráfico.

Temos que questionar, diante desta problemática no cotidiano escolar, se o currículo faz sentido para os alunos e professores; se a dinâmica da sala de aula faz com que os atores envolvidos se sintam incluídos ou excluídos. Se a estrutura organizacional da escola é feita para facilitar sua vida e o seu crescimento; se as normas e regimentos são pautados no respeito mútuo.

Partes: 1, 2, 3

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