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Que fazer com a universidade pathos-lógica *

Enviado por Raymundo de Lima

  1. Sintomas que ninguém quer reconhecer
  2. O sintoma " pesquisite"
  3. A patologia no ato de ensinar
  4. A ambiência universitária é patológica?
  5. O ponto-cego do discurso político acadêmico: a doença/saúde mental
  6. Referências bibliográficas

Onde a luz [da razão] bate mais forte, a sombra é mais escura.[Provérbio  alemão]

Nietzsche, o filósofo academicamente incorreto certo vez reconheceu que os "espíritos livres e insolentes" caminham na contramão das escolas e universidades, apolíneas. A psicologia e a psiquiatria de hoje classificaria-os de "inadaptados" por rejeitarem tais instituições tidas como a mais racional, científica e "perfeita" dos espaços humanos.

Quem seriam os inadaptados da universidade? O filósofo alemão reconhece que aqueles seguem uma linha de conduta dionisíaca (tendentes ao prazer, ao humor) tendem a não serem bem vistos nesse ambiente apolíneo ou racional, sisudo e hipócrita. Nas escolas e universidades, a ética é reduzida a moral, visto que nelas vigoram os regulamentos, as normas e regras disciplinares, visando à repetição de hábitos e a domesticação de corpos e de mentes. O que se consegue em Ordem, disciplina, e no cânon das linhas de pesquisa e ensino, perde-se em autonomia, ousadia e criatividade. Nietzsche achava que o Estado é o "patrão de todos os egoísmos inteligentes", pois se utiliza a cultura para se promover. O cientista [apolíneo] acredita estar desse modo, fazendo algo para a cultura, quando, na verdade, está a serviço de suas próprias necessidades".

 


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