"Três conseqüências
graves: imediatamente teríamos um acréscimo no hall (sic)
de advogados do Brasil de aproximadamente 2,5 milhões de inscritos,
com um crescimento anual de 249 mil profissionais. Se o Brasil já
possui hoje algo em torno de 600 mil advogados, correspondendo a 20%
dos advogados no mundo, se perceberia o absurdo que nós passaríamos
a ter praticamente a metade dos advogados do mundo; o segundo, que é
mais grave, é que boa parte com baixa qualificação
profissional e a péssima qualidade do ensino jurídico.
No último exame nacional da Ordem, que abrangeu 17 Estados da
Federação, constatou-se a afirmação anterior.
As boas instituições de ensino, que são poucas,
conseguem aprovar mais de 75% dos seus inscritos, e as de péssima
qualidade reprovam aproximadamente 100% dos seus egressos. Se o exame
consegue a aprovação de mais de 75% egressos, não
é o exame que está ruim, mas as instituições
é que estão fracas; já o terceiro, que para mim
é o principal aspecto, é que a profissão do advogado
tem relação direta com a defesa de princípios e
regras fundamentais ao ser humano, como a liberdade, a luta pela desigualdade
(sic), a conquista de um direito violentado, a supressão de uma
esperança de justiça (sic). E se essa profissão
não é exercida com uma necessária qualificação,
o prejuízo que se causa à cidadania que contrata o serviço
é grave é irreversível. Certamente os presídios
estariam superlotados de cidadãos que perderam sua liberdade
por uma defesa mal feita. O exame de ordem é acima de tudo um
instrumento de defesa da cidadania."