Dioniso: Interpretações psicológicas, teológicas e históricas



  1. Introdução
  2. Dioniso: uma historiografia
  3. Divino Dioniso
  4. Psicologia do espírito dionisíaco
  5. Conclusão
  6. Referências bibliográficas

1. Introdução

Os estudos históricos possibilitados por dados arqueológicos são dificultados por vivências transpostas em palavras escritas ou peças já sem sua utilidade originária. O contexto dos dados só faz sentido após um estudo antropológico da visada cultura ou de uma suposta relação com os "impulsos humanos universais". O presente estudo busca dar o entendimento de uma divindade estudada desde os inícios da sociedade moderna, constituindo uma das principais referências de autores contemporâneos à sociedade antiga. Dioniso, esta divindade conhecida como deus do vinho e do desejo, percorreu um grande caminho e se manifestou em várias civilizações sob vários nomes, sendo aqui abordado em três perspectivas, tentando a coesão dos vários escritos consultados, que por mais que variassem de visões e detalhes históricos, se referiam ao mesmo deus que conduzia comemorações extáticas despertadas por necessidades ainda hoje vigentes.  As elucubrações a respeito de Dioniso visam captar suas idéias e fatos mais comprovadamente aceitos juntamente com a mensagem essencial de sua representação, deixando de lado as divergências e oposições entre visões paralelas e os detalhes arqueológicos e documentais correspondentes às culturas estudadas.

Em primeiro lugar será visada uma abordagem de cunho histórico, visando introduzir um contexto que permita entender quais as condições mundanas básicas que permitiram o surgimento de tal divindade, onde pode ter primeiro aparecido e algumas de suas diferentes máscaras sobre deuses que poderiam ser fundamentalmente o mesmo. As construções factuais ajudam a entender como se manifesta um conjunto de idéias que parecem arraigadas a um plano fantástico sem limites, estabelecendo relações concretas e influentes sobre a vida comunitária de uma civilização permeada por mitos.

A visão de Dioniso como um deus que participava ativamente das mitologias será feita em segundo lugar, colocando-o em relação com outros deuses e demonstrando suas metamorfoses que correspondiam a outros fatores humanos. Seus atributos como deus e os epítetos que ele ostentava serão relacionados aos seus mitos e ligações ou oposições teológicas. Esse aspecto das religiões mostrará como seus mitos são ligados a manifestações cultuais e atividades práticas da vida humana, mostrando um conjunto de deuses que demonstravam comportamento diretamente humano.

Por último, será dada uma interpretação de Dioniso enquanto representação humana, um deus que é idéia colocada em prática por um sentimento que se torna comum quando se vive impulsionado por um instinto comunitário. Sua posição como deus das orgias e estados sem normatizações, a expressão espontânea da humanidade em seu estado mais cru, a sua possível representação das necessidades básicas humanas e a tentativa de unificação de entendimentos diversos. O espírito dionisíaco mostra como se tornou comum a várias culturas, se tornou expresso em analogia ao vinho e deveu suas grandes manifestações ao inconsciente coletivo dos cidadãos comuns do mundo antigo.

 


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