Patrimônio cultural e turismo: estudo de caso sobre a relação entre o órgão Arp Schinitger e a população local de Mariana, MG



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Patrimônio Cultural: princípios e conceitos
  4. Patrimônio Cultural e Turismo
  5. O Órgão Arp Schnitger em Mariana, MG, e a sua relação com os moradores locais
  6. Considerações finais e propostas
  7. Referências

Resumo

Este artigo pretende realizar uma discussão sobre a relação entre patrimônio cultural, atividade turística, e comunidade local. Tal objetivo será alcançado através de revisão bibliográfica sobre os assuntos, bem como um estudo de caso sobre a relação do Órgão Arp Schinitger, em Mariana, MG, com os moradores do município. O trabalho versa sobre um assunto atual, interligando as áreas cultura, patrimônio e turismo, ao mesmo tempo em que propõe ações que visam ao desenvolvimento cultural aliado à utilização e preservação de bens patrimoniais pelo turismo.

Palavras-chave: Cultura; Patrimônio Cultural; Turismo Cultural; Identidade.

Abstract

This article intends to carry through a quarrel the relation between cultural patrimony, tourism activity, and local community. Such objective will be reached through bibliographical revision on the subjects, as well as a study of case on the relation of the Arp Schinitger, in Mariana, MG, with the inhabitants of the city. The work deals with a current subject, establishing connection the areas culture, patrimony and tourism, being that at the same time it considers actions that aim at to the cultural development ally to the use and preservation of capital assets for the tourism.

Key-Words: Culture; Cultural patrimony; Cultural tourism; Identity.

Introdução

Este artigo tem como objetivo discutir a relação entre patrimônio cultural e população local e como esta relação se reflete na atividade turística. Esta discussão se faz necessária, tanto no âmbito do Turismo quanto da Cultura, uma vez que grande parte dos deslocamentos turísticos é motivada pelo desejo de se conhecer os patrimônios materiais e imateriais do local visitado, e assim poder entrar em contato com a cultura do "outro".

Entretanto, é preciso considerar que um patrimônio comercializado através do turismo deva possuir de antemão uma relação de identidade e memória consolidada com a população local, observando se os autóctones o considera como um bem que deve ser respeitado e preservado, para que em um segundo momento possam "dividi-lo" com visitantes, através da prática do Turismo Cultural. Definido pelo Icomos (1976), esta prática seria um movimento de pessoas motivadas essencialmente por algum interesse cultural, como representações artísticas, festivais e outros eventos culturais, visitas a lugares e monumentos históricos, viagem de estudos, folclore, arte ou peregrinação.

Em um segundo momento, será apresentado um Estudo de Caso através do qual é possível se observar a relação da população de Mariana, MG, e um importante patrimônio cultural do local, o Órgão Arp Schnitger. Desta forma, busca-se compreender como se relacionam os patrimônios, que são os elementos que constroem a memória e a identidade local, com a atividade turística. Finalmente, serão apresentadas possíveis ações que possam otimizar o relacionamento entre bem patrimonial e comunidade local, ao se desejar construir uma relação onde todos possam sair beneficiados.

Patrimônio Cultural: princípios e conceitos

O conceito de patrimônio vem sofrendo reformulações desde as suas concepções de origem, assim como a formulação dos princípios de preservação e conservação. Segundo Barbosa (2001, p. 67) a origem etimológica da palavra "vem do latim patrimoniu, encontrando-se associado à idéia de uma herança paterna ou bens de família". A partir do século XVIII, o patrimônio foi compreendido como sendo os bens protegidos por lei e pela ação de órgãos, nomeando o conjunto de bens culturais de uma nação.

Já no século XIX, passou a ser caracterizado como uma coleção simbólica unificada, que procurava dar base cultural idêntica a todos, através de uma construção social de extrema importância política, buscando ser algo construído para que se representasse o passado histórico e cultural de uma sociedade. Na década de 1970, houve a valorização do patrimônio cultural como fator de memória das cidades, passando a ser considerado como um tipo de conhecimento sobre o passado, testemunhos de experiências vividas coletivas ou individuais.

Na Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1972, o patrimônio cultural, até o momento chamado patrimônio histórico, passou a ser considerado como "o conjunto de edificações separados ou conectados, os quais, por sua arquitetura, homogeneidade ou localização na paisagem, sejam de relevância universal do ponto de vista da história, da arte ou das ciências" (BARBOSA, 2001, p. 70). A partir deste momento, foram classificados não apenas os bens materiais, como também os imateriais.


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