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As alternativas para o gerenciamento dos resíduos sólidos em Curitiba - PR, e sua contribuição com a (página 2)

Nilza Aparecida da S. Oliveira

A reciclagem do lixo, embora seja uma das mais vitais iniciativas para a defesa do meio ambiente, exige uma mobilização profunda e envolve a mudança de comportamentos ativos, de amplos setores da sociedade. Diante dessa problemática, os administradores da cidade de Curitiba vêm procurando fazer a sua parte, tornando a iniciativa um exemplo para outras cidades.

Localizando Curitiba - PR, Brasil

O Município de Curitiba foi criado e instalado em 29 de março de 1693, sendo desmembrado de Paranaguá. Sua denominação está ligada à quantidade de pinheiros existentes anteriormente nesta área

A capital do Estado do Paraná, que é Curitiba, tem 313 anos, e está localizada no Sul do Brasil. É uma cidade reconhecida internacionalmente pelo intenso marketing, desenvolvido no planejamento urbano e qualidade de vida. Diante disso ficou conhecida por diferentes slogans como: Cidade de 1º mundo, Cidade Sorriso, capital Ecológica, Capital Social, etc.

Sua localização está entre as coordenadas, 25º24"40 "S, e 49º96"23" W, apresenta altitude média de 934,6 metros, possui uma área de 432,17 Km2.

A maior parte de sua população de 1,6 milhões de habitantes descende de imigrantes italianos, poloneses, alemães, ucranianos, japoneses, sírios, libaneses e portugueses. Curitiba está dividida em vários bairros, perfazendo um total de 75.

Histórico da produção e gerenciamento dos resíduos sólidos em Curitiba - PR

O Município de Curitiba e Região Metropolitana antes da implantação do Aterro Sanitário, não possuíam um local adequado para a disposição de Resíduos Sólidos Urbanos (lixo). A cidade utilizava depósitos de lixo (lixões) da Lamenha Pequena - CIC e de São José dos Pinhais que teve uma vida útil de apenas seis meses. Os lixões foram desativados, sendo que o da Lamenha Pequena e de São José dos Pinhais foram recuperados e hoje estão na condição de aterros controlados.

Em 20 de novembro de 1989, iniciou-se a operação do Aterro Sanitário, localizado ao sul do Município de Curitiba a 23 km do centro, no bairro da Cachimba, localizado entre os municípios de Araucária e Fazenda Rio Grande. A área total do Aterro Sanitário é de 410.000m², sendo que a área destinada à disposição de lixo é de 237.000 m².

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O Aterro Sanitário da Cachimba recebe resíduos de 14 municípios da Região Metropolitana, a saber: Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Mandirituba e Quatro Barras.

Para escolha deste local, a Prefeitura Municipal de Curitiba, fundamentada em estudos preliminares e normas operacionais, certificou-se que a confinação dos resíduos sólidos seria segura em termos de controle de poluição ambiental e proteção ambiental. Foi adotada em projeto uma produção "per capta" média de lixo de 0.55 kg/hab/dia, e uma abrangência variável do sistema de coleta de 75 a 90%, nos anos de 1988 a 2010.

Considerando-se a capacidade aproximada de projeto do aterro de 3.239.500 toneladas, e a projeção populacional para o município de Curitiba, estimou-se uma vida útil aproximada de 11 anos e cinco meses.

Em 20 de novembro de 1989, iniciou-se a operação do Aterro Sanitário da Cachimba. Até maio/96, depositamos a quantidade de 2.173.634.66 toneladas de Resíduos Sólidos (http://www.curitiba.pr.gov.br).

Como se dá o processo da Reciclagem

Há alguns anos atrás, pensava-se que o problema do lixo seria resolvido com a reciclagem. Hoje se sabe que a solução está no Gerenciamento Integrado do Lixo, assim a reciclagem é apenas uma das formas de trabalhar a questão do lixo.

A reciclagem trata o lixo como matéria-prima a ser reaproveitada para fazer novos produtos. Através a coleta seletiva é feita à separação dos recicláveis, ainda nos domicílios, pela população. O recolhimento dos materiais separados é feito por caminhões da prefeitura nas próprias residências, ou entregues pela população nos pontos de entrega, que são as (PEV) Ponto de Entrega Voluntária, que possui tambores de várias cores, destinados a determinados tipos de resíduos, como pode ser observado (figura 05), estes são colocados em locais públicos e de fácil acesso.

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Fonte: Cempre (2000).

Figura 2 - Tambores utilizados na coleta seletiva do lixo:

O material recolhido é encaminhado para a central de triagem para separação, classificação e venda. Para o sucesso da coleta seletiva o engajamento da população é essencial, sendo necessário um trabalho muito bem estruturado de Educação Ambiental. A separação dos recicláveis ainda no domicílio tem sido apontada como o modo mais efetivo para manter os materiais mais limpos e menos contaminados por outros tipos de lixo.

A vantagem da coleta seletiva é o desafogamento e o aumento de vida útil dos aterros sanitários, pois o material recolhido retorna ao processo produtivo além de colaborar com a geração de renda que contribui com a qualidade de vida dos catadores. Esse processo envolve a população que se sente também responsável pela resolução dos problemas provocados pelo acúmulo de lixo, o que significa uma conscientização ambiental na sociedade (http://www.curitiba.pr.gov.br).

O programa da coleta seletiva

O programa de coleta seletiva de Curitiba já existe há vários e atinge praticamente 100% da cidade sendo conhecido como "O Lixo que Não é Lixo". A coleta acontece de três formas diferentes: pela prefeitura, com sua frota de caminhões verdes (Figura 03); pelos coletores de material reciclável que integram a Cooperativa dos Coletores de Material Reciclável (Recopere) e ainda a Coleta Especial de Resíduos que cuida do lixo mais perigoso, como pilhas, lâmpadas, embalagens de remédios e de produtos químicos. A face mais criativa do sistema ambiental da cidade é, sem dúvida, a Usina de Valorização de Rejeitos, situada em Campo Magro, município da grande Curitiba, dentro da Fazenda Solidariedade. Ali o lixo é separado e preparado para a reciclagem.

O papel é encaminhado às indústrias papel eiras, o ferro é levado para siderúrgicas, o vidro transparente vai para as cristaleiras, o vidro colorido para as fábricas de garrafas e artefatos deste material, o alumínio para as indústrias de metais não-ferrosos e as garrafas plásticas seguem para diferentes indústrias de reprocessamento. Com este projeto o governo municipal conseguiu vários resultados. Um deles, a geração de empregos, com funcionários em dois turnos tocando a usina 14 horas por dia. Outro aspecto é o da economia de recursos, uma vez que a usina propicia novos produtos do que foi descartado pela sociedade. Há também os dividendos com a venda do material e por fim o aspecto mais importante, a educação ambiental. Quem trabalha na usina e quem visita o local aprende, na prática a preservar o meio ambiente, porque percebe a importância da limpeza, da organização e da reciclagem. E todas as dúvidas são esclarecidas por uma educadora ambiental que recebe e orienta os visitantes.

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Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br (acesso em 20/07/07)

Figura 3 - Caminhão verde que coleta lixo que não é lixo:

A contribuição dos carrinheiros no processo da coleta seletiva

Os responsáveis por evitar um colapso no problema do lixo em Curitiba são pobres, moram geralmente em favelas e raras vezes conseguem ganhar mais do que R$ 10 por dia. Trabalham todos os dias, sem direito a férias, feriados ou Fundo de Garantia. Agora, apoiados pelo Ministério Público do Trabalho, os catadores de papel estão tentando fazer seu serviço ter a devida atenção do poder público.

Querem se organizar para sair da penúria e ter direitos mínimos, como a aposentadoria. Estimativas da Prefeitura de Curitiba mostra que os catadores de papel - ou carneiros (figura 4 5) como são conhecidos em Curitiba - retiram das ruas da cidade cerca de 370 toneladas de lixo reciclável por dia. É mais do que o dobro do que a própria prefeitura consegue fazer e suficiente para movimentar cerca de R$ 780 mil por mês.

São cinco Associações de carrinheiros na capital paranaense, que fazem a coleta, separação de material, depois a venda do que recolhem e, partilham os ganhos entre todos. No entanto os catadores não vendem tudo que recolhem, só vendem aquilo que interessa ao comprador, o que não interessa é descartado e acaba indo para o aterro sanitário. Segundo a prefeitura de Curitiba, eles são 5 mil associados. Porém, existe também os catadores informais, que não são filiados a nenhuma associação, segundo as estimativas da Secretaria Municipal do Meio ambiente, existe cerca de 15 mil catadores no total. Eles chegam a caminhar, puxando seus carrinhos, 35 quilômetros todos os dias. O trabalho dos catadores evita que aumente ainda mais o problema de espaço para continuar depositando todo o lixo dos 1,6 milhão de habitantes da capital. Em Curitiba, o problema do destino do lixo é grave, e obrigou o município a prorrogar por um ano a vida útil do aterro sanitário da Cachimba.

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Fonte: http://www.turbulence.org – Acesso em 25/07/07

Figura 4 - Carrinheiro realizando a coleta diária de material reciclado

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Fonte: http://www.perplexida.de/imagens/carrinheiros- Acesso em 25/07/2007

Figura 5 - Carrinheiro realizando a coleta diária de material reciclado

Reciclagem de lixo poupa árvores e contribui para projetos sociais

A Usina de Valorização de Rejeitos (UVR), administrada pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC) em Campo Magro (Figuras 06) processou neste ano 3.581.409 quilos de lixo reciclável, que representa uma economia de 30 dias em área no aterro sanitário. O material obtido com a triagem e a separação do lixo é prensado e vendido, por quilo, a empresas de reciclagem. Com os recursos obtidos, o IPCC faz a compra de produtos como fraudas geriátricas, materiais e uniformes escolares, kits construções, cestas básicas e outros, que são entregues às instituições parceiras do IPCC em programas sociais desenvolvidos no município. "O curitibano tem em sua cultura a separação do lixo.

Esta "ação consciente se reverte em benefícios sociais e de proteção ao meio ambiente", diz a presidente do IPCC, Fernanda Richa. O reaproveitamento de produtos na usina evitou o corte de 74.204 árvores e a utilização de 244.420 quilos de bauxita. Do lixo recebido na usina, são recuperados livros e objetos que permitem atualizar uma biblioteca e um museu que funcionam no local e são abertos à visitação pública. Lá, podem ser encontradas algumas curiosidades, como escafandros, dentaduras, óculos, rádios e móveis de valor histórico, entre outros. O espaço é utilizado como fonte de informações e onde são desenvolvidas atividades de educação ambiental e de sensibilização aos visitantes quanto à importância da reciclagem e preservação dos recursos naturais. A Usina de Valorização de Recicláveis foi criada para triagem e comercialização de parte dos resíduos sólidos reaproveitáveis, coletados pelo do programa "Lixo que não é lixo", da Prefeitura de Curitiba. O programa incentiva a separação de orgânicos, papéis, plásticos, vidros e metais em recipientes diferenciados. A coleta seletiva teve um aumento de 43% em 2006. Para suprir a demanda, o IPCC promove melhorias na infra-estrutura da usina. O trabalho de triagem do lixo é feito por 78 funcionários.

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Fonte: www.curitiba.pr.gov.br - Acesso em 20/07/07

Figura 6 - Usina de valorização de rejeitos de Campo Magro - PR

Programa "Compra do Lixo"

Segundo informações do Instituto de Pesquisas Púlicas de Curitiba IPPUC (2005), a Prefeitura Municipal de Curitiba em 31 de janeiro de 1989, implantou o Programa "Compra do Lixo", em áreas onde havia seríssimos problemas ambientais devido à falta de coleta de lixo. A principal causa desta deficiência era em função das áreas serem desurbanizadas e de difícil acesso aos de encostas de morros, fundos de vale e favelas com ruas muito estreitas.

O Programa Compra do Lixo constitui-se numa forma alternativa, caminhões da coleta por tratar de Coleta domiciliar, destinada a atender as camadas menos favorecidas da população.

Uma equipe de Educação Ambiental da Prefeitura entra em contato com a comunidade, com objetivo de organizá-la. Criada a Associação de Moradores, é firmado um convênio entre Prefeitura e Comunidade, a qual se torna responsável pela distribuição dos sacos plásticos e pelo controle do número de sacos depositados na caçamba por família participante do Programa. A Prefeitura instala uma caçamba estacionária com capacidade de 7m3 em local previamente determinado, e entrega à Associação, quinzenalmente, sacos de lixo com capacidade de 60 litros para captação e acondicionamento dos resíduos.

Para cada saco de lixo contendo de 8 a 10 kg de resíduos depositados na caçamba, o participante recebia um vale-transporte. A partir de julho de 1991, a Prefeitura, visando auxiliar os pequenos produtores da Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, passa a adquirir o excedente de suas safras através do convênio firmado com a FEPAR - Federação Paranaense das Associações dos Produtores Rurais. Naquele momento substituímos o vale-transporte por produtos hortifrutigranjeiros da época.

A Associação de Moradores, pelo trabalho de parceria com a Prefeitura, recebe 10% do valor pago por cada saco de lixo depositado na caçamba. Este dinheiro é depositado em conta corrente bancária em nome da Associação, que utiliza este recurso em obras ou serviços definidos pela própria comunidade.

Benefícios do Programa

  • Limpeza total de áreas a curto prazo, diminuindo sensivelmente a incidência de doenças causadas por vetores; nos locais onde havia depósitos de lixo a céu aberto, as comunidades utilizaram este espaço para execução de hortas comunitárias;

  • possibilitou o manejo correto dos resíduos e seu devido acondicionamento, evitando a exposição do lixo, mesmo durante os intervalos de coleta;

  • maior integração cidadão município na solução dos problemas da comunidade;

  • Auxílio no escoamento da safra dos hortigranjeiros produzidos na região metropolitana de Curitiba e litoral, e

  • Enriquecimento da alimentação das famílias mais carentes de nossa comunidade.

O Programa Câmbio Verde

O Programa Câmbio Verde nasceu de uma derivação do Programa Compra do Lixo e do Programa Lixo que não é Lixo. E consiste na troca de material reciclável por produtos hortigranjeiros de época.

Em junho de 1991, houve uma super safra de produtos hortigranjeiros na Região Metropolitana de Curitiba e face à grande quantidade de produtos, os pequenos produtores encontraram dificuldades para a comercialização de suas safras e muitos estavam transformando sua produção em adubo orgânico e alimento para criações.

Diante daquela realidade o poder público de maneira criativa e de baixo custo, resolveu auxiliar os pequenos produtores no escoamento de suas safras. Para tanto, firmou convênio com a FEPAR - Federação Paranaense das Associações dos Produtores Rurais, e passou adquirir o excedente da produção e repassar estes produtos às famílias com renda salarial entre 0 a 3,5 salários mínimos.

O cambio verde tem como objetivos:

  • Promover o escoamento da safra de produtos hortigranjeiros dos pequenos produtores de Curitiba e da Região Metropolitana;

  • Criar na população o hábito de separar o lixo orgânico do inorgânico;

  • Sensibilizar a comunidade para a correta destinação final dos resíduos;

  • Reforçar a alimentação da camada menos favorecida de nossa sociedade.

A troca de materiais reciclados por alimentos depende da quantidade de reciclados que o indivíduo tiver; funcionando da seguinte forma:

  • Entre 1 e 4 Kg de materiais reciclados, equivalem a uma sacola de alimentos, no valor de 0,53(cinqüenta e três centavos), contendo alimentos de uma única espécie;

  • Com 5 Kg ou mais de materiais reciclados, equivalem a uma sacola de alimentos, com produtos variados, a cada cinco(cinco) Kg, recebe uma sacola equivalendo a 0,53(cinqüenta e três centavos).

Na figura 7 observa-se o funcionamento da campanha de compra do lixo.

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Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br acesso em 23/02/2007

Figura 7 - Posto de troca de materiais reciclados por alimentos

Como funciona um aterro sanitário

Segundo a sociedade americana dos Engenheiros Civis (ASCE), o Aterro Sanitário é definido como sendo "uma técnica para disposição final dos resíduos sólidos no solo, sem causar nenhum prejuízo ao meio ambiente, e sem causar dano ou perigo à saúde e à segurança pública, técnica esta que utiliza princípios de engenharia para acumular o resíduo sólido na menor área possível, reduzindo seu volume ao mínimo e cobrindo-o com uma camada de terra com a freqüência necessária, pelo menos ao fim da cada dia".

Existe uma grande diferença entre lixão e aterro sanitário. No aterro, o lixo é disposto em trincheiras, abertas no solo, sendo coberto diariamente com terra, após compactação com tratores de esteira. Antes da colocação do lixo, o solo é impermeabilizado com 50 cm de argila compactada e membranas plásticas, para evitar que o chorume contamine os lençóis freáticos. Os gases (metano, CO2, dioxinas, etc., também gerados na composição da matéria orgânica, são drenados e queimados nos próprios drenos coletores de gases. Esses drenos são formados por tubos de concreto com 20 centímetros de diâmetro, cheios ou não de pedra britada, aos quais vão sobrepondo outros tubos à medida que o aterro cresce (Cempre 2000). Observe nas figuras 8 e 9) construção de um aterro sanitário de Curitiba.

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Fonte: www.curitiba.pr.gov.br, acesso em 23/02/2007

Figura 8 - Aterro Sanitário de Curitiba - PR

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Fonte: www.curitiba.pr.gov.br, acesso em 23/02/2007

Figura 9 - Aterro Sanitário de Curitiba - PR

De acordo com as pesquisas existentes o aterro sanitário é a melhor e mais barata forma de gerenciamento de resíduos sólidos, diante disso, o poder público da cidade de Curitiba está investindo maciçamente neste setor.

Considerações Finais

Dentre as técnicas apresentadas para destinação final dos resíduos, e que vem de encontro à Legislação e a realidade da situação sócio-econômica dos municípios paranaenses é a forma de aterro sanitário, que em comparação à outras técnicas de gerenciamento de resíduos, apresenta um baixo custo, estando assim ao alcance dos municípios paranaenses, sendo assim, a técnica mais recomendada atualmente no país.

A administração do lixo é hoje uma das grandes preocupações na organização urbana, e Curitiba está realizando um trabalho bastante significativo para com a população e o meio ambiente.

O lixo brasileiro é considerado um dos mais ricos do mundo, e sua reciclagem é fortemente sustentada pela catação informal.

O planeta atingiu neste ano, a marca de seis bilhões de habitantes, e este enorme contingente populacional terá de procurar sobrevivência em um mundo em que a deterioração do meio ambiente é um fato presente e uma realidade dolorosa. A degradação da condição humana é considerada sobretudo, nas grandes cidades. Estará o homem do terceiro milênio, da era da modernidade, preparado para o desafio de resolver os desequilíbrios ambientais e assegurar uma qualidade mínima de vida? Estará ele capacitado para realizar tarefas aparentemente simples, como a de dar destinação adequada ao lixo produzido por todos os cantos do planeta?

Fica aqui então o nosso questionamento e que cada um faça uma reflexão sobre o seu papel enquanto ser humano dentro do meio.

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Site consultado: http://www.pr.gov.br/sema, Consulta em 18/08/07

 

 

Autor:

Nilza Aparecida da Silva Oliveira

nilollyver[arroba]yahoo.com.br

Profa. de Escola Pública do Estado do Paraná Mestre em Geografia pela UFPR

CAMINHOS DE GEOGRAFIA - revista on line http://www.ig.ufu.br/revista/caminhos.html

Instituto de GeografiaMonografias.comufu ISSN 1678-6343 Programa de Pós-graduação em Geografia



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