Batman vs Coringa. Provocações netzscheanas acerca da moral



Partes: 1, 2, 3

  1. Resumo
  2. Introdução
  3. O morcego e o palhaço
  4. Nietzsche e a análise da moral
  5. Uma força irrefreável e um objeto imóvel
  6. Considerações finais
  7. Referências
  8. Anexos

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You won"t kill me out of some misplaced

Sense of self-righteousness

And I won"t kill you because

You"re just too much fun

I think you and I are destined to do this forever

The Joker (

RESUMO

MACHADO, Vinícius. Batman vs Coringa: provocações nietzscheanas acerca da moral. Faculdade Paulo VI, Mogi das Cruzes, São Paulo. E-mail: vinicius.robin[arroba]gmail.com

Os personagens Batman e Coringa, ao serem dísticos de uma luta moral, serão apresentados dentro de um teor filosófico e levados a extremos de dilema moral, vislumbrando-se as disposições psíquicas de cada um, em acordo com as histórias oferecidas pelo universo dos quadrinhos e do cinema. Com o método genealógico de Nietzsche pretendemos vasculhar as circunstâncias nas quais a moral nasceu, desenvolveu-se e transformou-se. Sem remeter-se a conceitos ou argumentos metafísicos, Nietzsche busca revelar preconceitos morais ignorados por conta de uma busca em terrenos não históricos. Com isso os tipos de valoração moral terão lugar de surgimento, sob condições e influências diversas. Os conceitos "bom e mau" serão contrapostos com "bom e ruim", em tentativa de estabelecer o conhecimento das conseqüências que cada tipo de valoração causará no homem moderno. A psicologia do ressentimento será vasculhada no tocante à suas disposições na história que se apresentarão sob as formas de castigo e pena jurídica donde o "animal-homem" que se encontra encerrado na comunidade, terá que canalizar seus instintos. Tal canalização volta-se contra si impulsionados pela força do prazer em fazer sofrer caracterizando a má consciência. Tais conceitos e análises pormenorizadas por Nietzsche serão associadas aos personagens Batman e Coringa que são apresentados como antagonistas morais da cultura atual, compreendidos como tradução artística do que dela aparece.

Palavras-chave: Moral; Promessa; Memória; Crueldade; Castigo; Penalidade; Cultura; Confronto.

INTRODUÇAO

Sim! A batcaverna será invadida por nós. Prepare pipoca intelectual e muita coca-cola de aporia porque a Filosofia aqui apreciada tentará fazer o trabalho que as escolas há muito estão devendo: retirar os preconceitos com relação aos super heróis. Ah! E os dos vilões também. Não sabemos se as crianças estão preparadas para isso, não se sabe também se elas estão preparadas para os heróis que consomem. Mas e os adultos? O que têm eles percebido até agora nos super heróis que desde a infância talvez os incomode?

Quando em 2005, o diretor Christopher Nolan apresentou um Batman altamente subversivo à polícia e ao Estado, com toda aquela análise psicanalítica do medo e três anos depois rasgou o sorriso de um Coringa que explode um hospital, impõe dilema à sociedade e ainda ri disso tudo sem um pingo de remorso... Isso era apenas a ponta do Iceberg. Justamente porque no fundo dessas duas obras cinematográficas existe um universo de Histórias em Quadrinhos que há muito deixa o cinema no chinelo.

Basta revisitar os filmes anteriores aos de Nolan para perceber a descaracterização das propostas dos quadrinhos. Mesmo assim, ainda falta muito para o cinema ser comparado aos quadrinhos. Se a combinação entre imagens, som e vibração que o cinema possibilita se utilizasse do conteúdo forte que os quadrinhos oferecem, provavelmente as bilheterias de filmes sobre super heróis careceriam do dinheiro de sua maioria pagante: o das crianças.

No presente trabalho, Batman e Coringa serão analisados naquilo que precisamente pouco ou nada se fala deles, naquilo que além de socos, pontapés, explosões, vôos rasantes e gargalhadas, merece um crédito: a moral. Este confronto que traduz as lutas mais internas da alma humana e também os desejos mais escondidos do instinto cerceado. Os roteiristas não serão visitados diretamente. A nossa análise terá como foco a emergência dos personagens, à maneira como são apresentados nas histórias, sejam elas em quadrinhos ou filmes. É como se eles existissem mesmo e estivéssemos fofocando filosoficamente sobre eles, sem que o Batman descubra, é claro. E para isso, Nietzsche, que dispensa apresentações, contribuirá com sua filosofia extemporânea. Como Nietzsche caiu qual luva aqui!

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