TDAH: Compreensão psicológica ou fortalecimento do discurso médico?



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Método
  4. Procedimentos
  5. Instrumentos
  6. Análise dos dados
  7. Aspectos éticos
  8. Resultados e impactos esperados
  9. Resultados obtidos
  10. Considerações finais
  11. Referências bibliográficas
  12. Anexos

RESUMO

Essa pesquisa apresenta uma investigação sobre a percepção dos envolvidos na educação diante do TDAH, se existe uma tentativa de compreensão ou fortalecimento do discurso médico. O TDAH apresenta-se como um diagnóstico que tenta justificar os problemas na sala de aula, como os "desvios de comportamento". A Medicina fortalece a ideia de transtorno que culmina em medicalização de crianças saudáveis. Essa pesquisa teve como objetivo geral investigar as percepções dos envolvidos na educação quanto TDAH. Nos resultados da pesquisa, observou-se que o TDAH é visto como patologia e é relacionado a uma educação familiar sem limites. Isso nos leva a crer que o aluno com TDAH é o protótipo da "criança problema". Baseado no diagnóstico do médico em relação ao transtorno, os alunos justificam os comportamentos desviante. A conclusão propõe a busca da discussão, cuidado quanto ao diagnóstico médico e a medicação de crianças saudáveis.

Palavras-chave: TDAH; medicalização; psicologia escolar

ABSTRACT

This research presents an investigation into the perceptions of those involved in education on ADHD, if there is an attempt to understand and strengthen the medical discourse. ADHD presents itself as a diagnosis that attempts to justify the problems in the classroom, such as "deviant behavior". Medicine strengthens the idea of ??disorder that culminates in medicalization of healthy children. This research aimed to investigate the perceptions of those involved in education as ADHD. In the search results, it was observed that ADHD is seen as pathology and is related to a family education without boundaries. This leads us to believe that students with ADHD is the prototype of the "problem child". Based on the doctor's diagnosis in relation to the disorder, students justify deviant behavior. It concludes with a discussion of the search, medical care to the diagnosis and medication of healthy children.

Keywords: ADHD; medicalization; therapeutic approach

Introdução

Embora o comportamento hiperativo seja uma característica observada na maioria das crianças, a retomada da supervalorização do TDAH é um pouco mais recente; a medicina tem se apossado cada vez mais dessa particularidade inerente a crianças saudáveis, medicalizando-as, na tentativa de aquietar os pequenos exploradores e curiosos.

Na década de 40 falava-se em Lesão Cerebral Mínima (LCM), a partir de 1962, passou-se a utilizar o termo Disfunção Cerebral Mínima (DCM), reconhecendo-se que as alterações características da patologia relacionavam-se mais a disfunções em vias nervosas do que propriamente a lesões nas mesmas. (PETRY,1999)

O termo "hiperatividade infantil" foi usado por Laufer em 1957, em 1960, Stella Ches separou a hiperatividade de lesão cerebral, dizendo que era um sintoma enraizado na biologia genética. (SILVA, 2009)

Na década de 80, com o surgimento da terceira edição do DSM-III, (Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais), passou-se a utilizar o termo Reação Hipercinética da Infância (RHI), renomeado depois para Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA).

Por meio desta mudança, reconhecia-se o fato de que tanto a desatenção quanto a inquietação estavam presentes no distúrbio. Esse problema foi remediado no DSM-IV.

O subtipo apropriado (para um diagnóstico atual) deve ser indicado com base no padrão predominante de sintomas nos últimos 6 meses conforme indicação no anexo1.

Para DSM-IV (2002), os sintomas pioram em situações que exigem atenção ou esforço mental constante ou que não possuem um apelo ou novidade intrínsecos, diante da necessidade de escutar professores, realizar deveres escolares, ouvir explicações ou ler materiais extensos ou ainda trabalhar em tarefas monótonas e repetitivas. 

Tiba (2002) aponta como características da hiperatividade: agitação, aceleração dos movimentos. Geralmente essas crianças são muito inteligentes e como terminam as atividades antes dos outros, acabam tumultuando a aula e são taxados como bagunceiros ou indisciplinados, impulsivos, inquietos, com muita iniciativa e pouca "acabativa".


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