O computador como agente modificador político social nas escolas de Maceió – AL

Enviado por Fabrício Barbosa


Trabalho publicado nos Anais do VII Congresso Internacional LOGO e I Congresso de Informática Educativa do Mercosul. Porto Alegre/UFRGS, novembro 1995.

Fonte: Universidade Federal de Alagoas – Centro de Educação – PIBIC/CNPq

Resumo:

O COMPUTADOR COMO AGENTE MODIFICADOR POLÍTICO-SOCIAL NAS ESCOLAS DE 1º E 2º GRAUS DE MACEIÓ - AL, UTILIZANDO O PROGRAMA LOGO.- FABRÍCIO BARBOSA MACIEL (Psicologia, UFAL), LUÍS PAULO LEOPOLDO MERCADO (orientador, TFE/CEDU/UFAL)

A Informática Educativa na cidade de Maceió - AL começa a se desenvolver o seu campo de atuação. Junto ao Sistema Educacional do Município traz promessas de aprimoramento da didática bem como no estímulo à interação do sujeito perante ao conhecimento.O computador sendo usado como meio de ensino não o qualifica como máquina de ensinar, mas abre um questionamento sobre a sua utilidade no ensino-aprendizagem. A partir de referências teóricas e estudos de casos, feitos no desenvolvimento do trabalho, foram definidos o início de uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto nas escolas públicas e particulares que utilizam o programa LOGO.

Entre outras verificações preliminares, verificou-se que o programa possibilita a manipulação do conhecimento, o que causa uma auto-confiança e estimula o surgimento do pensamento crítico, bem como estimula a mudança de atitude do indivíduo frente ao erro, valorizando o sujeito na sua interpretação do real.Os efeitos pessoais estimulados pelo software educativo LOGO trazem a tona mudanças politicas quando estimula a aprender, a criticar e a construir sua realidade, desta forma exigindo seus direitos, refletindo seus deveres, e consequentemente mudando a sociedade.

A informática educativa está se expandindo em Maceió -AL, onde algumas escolas da rede privada e pública de ensino estão investindo em softwares educativos, com promessas de melhoria em alguns tópicos do ensino, bem como seu aprimoramento. O computador vem servindo de ferramenta de aprendizagem, propondo uma interação do sujeito com a máquina, onde oferece uma abrangência dos conteúdos trabalhados no ambito escolar.

Não é objetivo da proposta educacional, de aprendizagem com o computador, a limitação do professor nem a sistematização do aluno. Usando-se softwares educativos, estes por serem mais atrativos, permitem uma melhor aprendizagem e convidam o aluno a desenvolve-los melhor. Infelismente constata-se que certas escolas ainda não conceberam ou compreenderam a proposta educacional, no caso especifico de Maceió, no trabalho com o computador que ainda é tratado como engodo promocional, utilizado como estratégia de concorrência no mercado e comoestigma de uma entrada no "Futuro Tecnologico". As escolas como outras instituições resistem a novas mudanças ou até mesmo quando se vêem sem alternativas adaptam os meios as suas realidades, isto vem ocorrendo com a informatica educativa.

O computador é uma ferramenta que fomenta o ensino, motiva e enriquece a didática.

O uso deste instrumento, que estimula a interação com o real, mesmo que seja através de programas, instiga o sujeito a desenvolver sua habilidade no pensar e no agir, podendo ser trabalhado em redes de informações, que é uma das possibilidades mais recentes em Informática Educativa.

Quando fala-se em rede de informações não quer se dizer que a máquina será condutora da verdade ou do conhecimento mas servirá como banco de dados e simulador do real. Sendo assim o aluno não será mero seguidor de informações fornecidas pelo professor, mas um crítico do conteúdo do ensino, podendo se apropiar das informações contidas no computador para levantar hipóteses e chegar a conclusões percebidas individualmente.

Quando a máquina fornece ao sujeito a compreenção de suas idéias o sujeito constata que de alguma forma não está errado, dando assim uma maior segurança pessoal ao sujeito. Na escola o computador não tira o sentido de conjunto, que muitas vezes nem existe, de turma, mas fornece base para um diálogo mais aberto, isto é, uma maior interdisciplinariedade baseada nas experiências do sujeito, com possibilidades de mudanças não só dentro do corpo da escola como também na vida pessoal do aluno; alunos que participam da construção do saber,mas não só de forma teórica mas também de forma prática.

O erro frente aos programas educativos, especificamente o LOGO, é encarado com um papel construtivo na aquisição do conhecimento, assim o sujeito é valorizado na sua capacidade de de de interpretação do real. Quanto mais se percebe o erro, mais se estimula o desenvolvimento do objeto até que se cheque ao ponto certo, causando asim uma melhor organização interna do raciocinio.

Tais aspectos são algumas hipóteses capazes de confirmação do computador como meio de mudança pessoal, consequentemente possibilitando a mudanças políticas e sociais.

Assim, quando falamos em informática educativa, estamos nos propondo a desenvolver o proceso didatico atravé de mecanismos tecnológicos modernos e não meramente na utilização do computador. A Informatica Educativa é bem mais profunda e consiste em um desenvolvimento da didática e consequentemente do sujeito. Assim como a televisão, o computador não veio desvirtuar os caminhos do ensino na sala de aula, mas ofecer mais um recurso atrativo a criança.


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