A concepção de educação do campo no cenário das políticas públicas da sociedade brasileira



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Concepção de educação do campo no brasil
  4. Antecedentes históricos da educação do campo na sociedade brasileira
  5. Política de educação: rural versus campo
  6. A educação do campo na amazônia paraense e a multissérie
  7. Considerações preliminares
  8. Referências bibliográfias

A expressão Educação do Campo passou a ser utilizada a partir da I Conferencia Nacional por uma Educação Básica do Campo realizada em 1998 em Luziânia – Go.

Resumo:

Constam no artigo reflexões teórico-conceituais preliminares sobre Educação do Campo no cenário das políticas públicas brasileiras. A referência é o contexto educacional do campo na Amazônia Paraense. O objetivo é refletir e debater a educação, mostrando as nuance conceituais que vem ganhando. A metodologia inicia-se por estudos bibliográficos a fim de problematizar a temática. E na busca de resultados, os estudos demonstraram que a educação do campo, possuí uma trajetória histórica relevante, que precisa ser mais estudada. Mas, já se evidência em alguns pesquisadores, a ausência de políticas públicas especifica para a educação do campo. Palavras-chave: educação do campo; políticas públicas; Amazônia Paraense.

INTRODUÇAO

As pesquisas têm se tornado uma referência relevante entre os estudiosos de diferentes áreas e assuntos. No caso da educação, foram elaboradas variedades de pesquisas que vêem testemunhar diferentes aspectos relacionados aos problemas desta área de atuação. Entretanto, existem lacunas para serem preenchidas diante das temáticas e suas abordagens.

Na educação do campo alguns estudos vêm sendo desenvolvidos por pesquisadores das diversas áreas da ciência e neste contexto trago como referência alguns autores que tem me ajudado a pensar sobre essa situação educacional a partir do panorama histórico da educação do campo na sociedade brasileira e seus reflexos no contexto da Amazônia Paraense, identificando-se que, partir deste cenário, vem se construindo um design panorâmico da educação do campo na Amazônia Paraense.

De forma que, a educação do campo tem se caracterizado como um espaço de precariedade por descasos, especialmente pela ausência de políticas públicas para as populações que lá residem. Essa situação tem repercutido nesta realidade social, na ausência de estradas apropriadas para escoamento da produção; na falta de atendimento adequado à saúde; na falta de assistência técnica; no não acesso à educação básica e superior de qualidade, entre outros.

Quanto aos sujeitos que compõem esta realidade social, nos deparamos com uma infância, adolescência e juventude, desorientada frente aos desafios e incertezas da contemporaneidade, e tem se agravado com o processo de alienação e pelo pensamento provocado pelas experiências vivenciadas pelos que residem em espaços urbanos. Nesse contexto, as famílias têm procurado resistir na terra. Mas, a falta de condições dignas, necessárias à sobrevivência e de escolas tem dificultado a escolha entre permanecer ou não no campo.

O propósito deste texto é apresentar algumas reflexões oriundas da temática Educação do Campo dentro de uma abordagem histórica adentrando nas propostas de políticas públicas governamentais e em algumas discussões traçadas pelos movimentos organizados no cenário brasileiro. Em seguida procuramos exercitar uma conceituação que postasse a diferenciação conceitual entre rural e campo presentes na versão teórica dos pesquisadores estudados. Logo depois trazemos alguns elementos iniciais, inacabados sobre

o campo na Amazônia Paraense, em diálogo com a realidade da multisserição. Por último são emitidas algumas idéias como considerações preliminares cuja perspectiva é provocarnos inquietações, criticas e sugestão em torno do que estamos escrevendo no momento, baseado em referência expressa por pesquisadores da área.

CONCEPÇAO DE EDUCAÇAO DO CAMPO NO BRASIL.

A educação tem se constituído como um instrumento relevante na sociedade brasileira e às vezes tem sido definida por concepções de educação que no processo histórico tem enviesado para caminhos de natureza cartesiana, pragmática, reprodutivista, crítica-reprodutivista, ou simplesmente crítica, libertadora, liberal, neoliberal, pós-moderna, enfim; uma educação que se desenvolveu acompanhando a trajetória histórica e trouxe avanços à sociedade brasileira principalmente na área da pesquisa, responsável pela inovação tecnológica também para a zona rural. No campo inovaram: no maquinário, no aumento da produção de grão, nos agrotóxicos, alteração dos genes das sementes para exportação em larga escala. Mas os que têm usufruído desses avanços são pequenos grupos de latifundiários, empresários, banqueiros e políticos nacionais e internacionais. Enquanto a outros é negado o acesso a terra para sobreviver e garantir o sustento de outros brasileiros.


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