A filosofia da educapáo no mundo das tragédias gregas: urna análise aristotélica



  1. Resumo
  2. Modernidade e educação
  3. Novas perspectivas para a educação
  4. É possível pensar a tragédia como perspectiva de educação na contemporaneidade?
  5. O significado filosófico da tragédia e o seu papel pedagógico
  6. Aspectos conclusivos
  7. Referências bibliográficas

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Resumo:

A perspectiva assumida no presente artigo consiste em delimitar a prática educativa a partir da contribuição do pensamento filosófico, ou ceja, investigar ern que medida o fenômeno estético da tragédia, encontrado na Poética de Aristóteles, pode contribuir para delinear alguns contornos, ainda que urn tanto vagos, no sentido de esboçar uma possíve[1]proposta pedagógica. A discussão filosófica procurará aproximar duas perspectivas situadas em diferentes contextos: a) os questionamentos oriundos da modernidade no Smbito da educação e, b) urna tradição que remonta ao mundo das tragédias gregas.

Palavras-chave: tragédia,pratica de ensino, tradição (filosofia), tradição, modernidade, perspectiva filosófica, proposta pedagógica.

Abstract:

The perspective which is assumed in this article consists in the delimitation of the pedagogical practice frorn the view point of the contribution of the philosophical thought, that is, to investigate how the aesthetic phenomenon of the tragedy, found in the "Poetic" of Aristotle rnay contribute to delineate some contours, which are still vague, with the purpose of designing a possible pedagogical proposition. The philosophical discussion will attempt to bring together two perspectives situated in different contexts: a) the questions coming from the modernity in the educational context and b) a tradition which goes back to the Greek tragedies world.

Key words: tragedy, pedagogic practice, tradition, modemity, philosophical perspective, pedagogic proposal.

O debate sobre educação, tal como ocorre nas polêmicas entre educadores e teóricos do Brasil e especialmente dos países da Europa e dos EUA, tem se desenvolvido, nos últimos tempos, a partir da ótica que opõe a modernidade e a pós-modernidade. Entretanto, ambas as perspectivas de tratamento das questões da educação, apesar de suas diferenças, apresentam em comum dois pontos fundamentais: o primeiro, diz respeito a uma suposta falência da transposição de um determinado modelo econômico-produtivo para a educação, ao passo que o segundo se apresenta enquanto um questionamento acerca do que consiste o educar. Neste sentido, o esclarecimento destes dois pontos poderá servir como base para a formulação de uma agenda de possíveis discussões e propostas sobre esta temática, uma vez que, pelo posicionamento dos educadores e teóricos, transparece uma certa urgência em repensar a atividade pedagógica. Com isto se almeja oferecer uma possibilidade de rediscutir estas questões sob um ponto de vista filosófico.

A pretensão de propor elementos para a elucidação destes problemas a partir de uma perspectiva filosófica deve-se à consciência de que justamente é esta dimensão que tem faltado ao debate até o momento. Por outro lado, é preciso levar em consideração que um estudo com este caráter exige um envolvimento não apenas filosófico, mas também histórico e pedagógico; envolvimento este que será mostrado em dois momentos:

  • 1) apresentação de alguns elementos que constituem a modernidade e suas implicações para a educação;

  • 2) aprofundamento filosófico da discussão sobre a educação através da reconstrução da experiência estética enquanto um momento da atividade pedagógica.

Modernidade e educação

A modernidade surge como reação à concepção medieval e, neste sentido, ela se projeta enquanto um conjunto de instituições e valores que até então se mantinham como inquestionáveis. A emergência da organização estatal e a aprimoração das condições tecnológicas com vistas à produção econômica estão na base da instituição social da modernidade. No entanto, é através da primazia do conhecimento e das maneiras de proceder em relação ao mesmo, ou seja, do método, que se vislumbra os alicerces das concepções que se apresentam enquanto alternativas legitimadoras da composição e funcionabilidade da sociedade moderna. Portanto, a ciência, a tecnologia, a política e também a educação estavam, de certo modo, vinculadas à produção de riquezas e à instituição e manutenção do poder estatal. Cabe ressaltar que elementos como riqueza e poder não são aqui enfocados enquanto responsáveis pela degradação da educação, antes sim, que esta redução e substituição da preocupação dos fins pelo uso dos meios, perdeu de vista, e até esqueceu, outros elementos fundamentais para a constituição de uma sociedade concebida nos moldes do iluminismo.


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