Em enfoue sobre a responsabilidade social na empresa para com a sociedade



Partes: 1, 2, 3, 4, 5
  1. Introdução
  2. Uma breve evoluçao histórica da globalizaçao no contexto econômico e social
  3. Medindo a globalização econômica
  4. Processo histórico da evolução da responsabilidade social
  5. Aspectos conceituais da responsabilidade social
  6. Empresa e responsabilidade social
  7. A responsabilidade social no cenário das empresas
  8. A empresa como instrumento de gestão e informaçao para á sociedade
  9. Conclusão
  10. Referéncias bibliográficas

RESUMO

SILVA, Miguel Junior Gomes da, Um Enfoque Sobre a Responsabilidade Social das Empresas para com a Sociedade. Faculdades Integradas de Patos, Monografia para Obtenção do Titulo de Bacharel em Ciências Econômicas.

Este trabalho tem como objetivo de estudo a responsabilidade social e suas dimensões, permitindo uma reflexão através da abordagem conceitual e ferramental, mostrando sua relação com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, relatando a gestão responsável de uma responsabilidade social corporativa, a responsabilidade dos administradores e a função social das empresas frente aos gestores, a racionalização econômica e social neste período pós-industrial rumo a um novo tempo. A responsabilidade social corporativa vem anualmente com a revolução social da humanidade, frente a um processo de globalização avançado, assim como o avanço tecnológico mudando a estrutura da empresa. Reunindo um conjunto de informação sobre as atividades empresariais em promoção das estruturas sociais. A responsabilidade social torna-se constante a ponto de propor um debate acerca da importância da cidadania empresarial como estratégia tem o balanço social um instrumento novo de gestão que mostra a seus usuários de forma transparente e confiável o posicionamento da empresa, de produto e de marca e como um diferencial competitivo face a uma dinâmica de mercado cada vez mais globalizado e produtos, mais competitivo, mais volátil procurando identificar as forças políticas, econômicas e sociais. A pesquisa tem como metodologia um levantamento bibliográfico, cujo resultado corresponde. A preocupação das empresas em vincular a noção de responsabilidade social torna-se constante, criando-se uma nova postura de uma empresa cidadã baseada no resgate de princípios éticos e morais, lutando pela diminuição da pobreza e da injustiça sociais, construída através de uma cidadania empresarial, ou seja um melhor e mais justo desenvolvimento humano, social e ambiental. Assim a construção da alta sustentabilidade requer o desenvolvimento de ações para o presente que favoreçam as futuras gerações. No âmbito econômico e social. Durante este trabalha de pesquisa, procura-se abordar um tema que está crescendo a cada dia no Brasil, a responsabilidade social das empresas, não só por tratar das questões sociais, mas sim pela relevância que este tema tem para a sociedade.

EPÍGRAFE

"Pode o capitalismo tornar-se mais decente e seu instrumento, a empresa, trabalhar de maneira mais clara para o bem de todos em todos os lugares? Pode a riqueza criada ser usada de modo a que todos possam se beneficiar, não apenas alguns poucos felizardos?"

KROETZ, César (1999 : 36).

INTRODUÇÃO

A responsabilidade social surgiu no país na década de 70 e toma força na década de 90, através de debates propostos pela sociedade civil, que preocupada com as relações econômicas e sociais da economia do país, destacaram a importância e o interesse de mudar á atitude da gestão empresarial, na perspectiva de se ter uma melhor qualidade das relações de valores, entre a empresa e a sociedade. Representando, essencialmente o compromisso da administração, para que se estabeleçam diretrizes ao se tomar decisões que mostrem, o seu objetivo em termos de valores sociais, sejam por meio da participação em organizações sociais, ou parcerias com o terceiro setor da economia, ou por incentivo próprio.

Com a globalização muitas são as discussões sobre produtos de qualidade e socialmente produzidos, onde as ferramentas de trabalho devem ser utilizadas de uma forma a não agredir o solo e nem o meio ambiente. São fatores que influência os componentes patrimoniais das empresas. Dada a natureza, seu campo de aplicação torna-se imensurável a busca pelo despertar da consciência coletiva da sociedade.

Nos últimos anos as empresas brasileiras vêm passando por um processo de reavaliação de suas relações entre o bem-estar social dos trabalhadores e a condição do meio ambiente em que atuam, esta preocupação mostra um novo conceito e uma nova reestruturação do que vem a ser a responsabilidade social das empresas.

Nesse âmbito a responsabilidade social pode ser entendida como um instrumento ao qual as empresas buscam obter recursos para satisfazer as necessidades da sociedade, podendo variar de acordo com as peculiaridades e determinadas situações econômicas, social e políticas, exigindo por sua vez diversas formas de funcionamentos e vários objetivos a serem alcançados através do balanço social.

A empresa torna-se socialmente responsável à medida que concretiza esse plano, á medida que concretiza essa vontade de participação e mudança. O caminho adotado pelas empresas para registrar essa mudança da responsabilidade social corresponde ao balanço social. O balanço social da empresa é um instrumento novo da contabilidade social brasileira, utilizado pela empresa como fonte de informações conômicas, financeiras e sociais do desempenho das entidades, aos mais diferenciados usuários de informações, dentre eles os trabalhadores.

Com isso, a responsabilidade social vem a medir o desempenho das empresas, através de suas ações sociais praticadas a sociedade, mediante a instituição de um contrato social, que mostre as expectativas econômicas legais, éticas e sociais que a sociedade espera de uma empresa, que atenda as necessidades coletivas e que busquem os valores sociais dos indivíduos, melhorado a relação empregados e empregadores, tal como da comunidade em que atua.

Muito se tem discutido sobre o balanço social e sua participação na sociedade, mas nada permaneceu concreto, por isso, este trabalho tem como objetivo oferecer uma discussão sobre a responsabilidade social das empresas e sua ação ao meio em que atuam.

Enfocar a participação da responsabilidade das entidades seja ela privada ou pública, perante o meio ambiente, torna-se cada dia um objeto de estudo atuante com o intuito de promover um patrimônio sólido onde a célula principal de sua preocupação corresponde ao social.

Por isso se faz necessário um estudo mais especifico acerca da temática abordada, onde a responsabilidade social das empresas, no caso da sua região de atuação,corresponde a uma pequena participação no que se refere à formulação do balanço social por parte das entidades, o que é pequena por estar diretamente ligada às características, adversas da economia do país.

O trabalho monográfico correspondem a uma pesquisa bibliográfica e tem como objetivo analisar a importância da responsabilidade social das empresas brasileiras para com a sociedade.

Neste contexto, de mudança das empresas para com a sociedade, a pesquisa busca responder ao longo do seu desenvolvimento, quais os benefícios da responsabilidade social das empresas para com a sociedade?

Neste âmbito, o trabalho monográfico estar dividido em três capítulo dos quais envolve três segmentos: A globalização na gestão empresarial: ruma á responsabilidade social; A responsabilidade social no cenário das empresas; e A empresa como instrumento de gestão e informação para á sociedade.

O primeiro capítulo, aborda a globalização na gestão empresarial: rumo á responsabilidade social, no qual se discute o conceito de responsabilidade social, a partir de várias instâncias de sua formulação com que se associa o tema, relatando o processo de evolução da responsabilidade social no contexto da globalização, o que é nosso objetivo maior, onde se confrontam diversas opiniões dos mais diferentes autores.

O segundo capítulo, destaca a responsabilidade social no cenário das empresas, compreendendo o período pós-industrial onde a sociedade é mais informativa, em que se relata um conflito entre empregador e empregado, evidenciando os aspectos da relação empresa e sociedade num cenário político e social da gestão empresarial em varias óticas, do ponto de vista da ética moral e do bem-estar social.

No terceiro e última capítulo, se relata a empresa como instrumento de gestão e informação para á sociedade, a partir de conceitos da responsabilidade social corporativa, que se efetua em questionamentos voltados para propostas e para uma reforma social e empresarial através do balanço social, considerando as possibilidades dos custos sócio-econômicos e os mecanismos de reinvestimentos na área social, avaliando a importância da contabilidade social das empresas como instrumento novo de gestão e informação para a sociedade.

Com isso, o trabalho foi motivado pela percepção das profundas transformações que o mundo globalizado vem promovendo ao longo do tempo. Exigindo que não só as empresas, mas também a sociedade tornem-se consciente de seus atos e obrigações. Uma sociedade que esteja dentro dos princípios éticos legais das leis que regem a natureza e o bem-estar social da nação. Contribuindo para a discussão sobre o tema, apresentando uma visão critica da responsabilidade social, esclarecendo conceitos e verificando a sua solidificação, bem como uma definição de uma estratégia de gestão de políticas sustentável.

1.1 UMA BREVE EVOLUÇAO HISTÓRICA DA GLOBALIZAÇAO NO CONTEXTO ECONÔMICO E SOCIAL

A globalização é um processo que remonta aos séculos XV e XVI, com os estados europeus, através da expansão comercial, das conquistas e explorações dos novos territórios, que chegam atingir seu ponto alto na difusão do comércio e dos investimentos. Nos séculos XVIII e XIX, a interdependência econômica prossegue em ritmo crescente até a quebra da bolsa de NOVA YORK, sendo retomado com o ímpeto do bloco capitalista, pós-segunda guerra mundial. Nos anos 80, com o fim da guerra fria, inaugura-se um novo estágio da globalização, a expansão do comércio estimulado pela queda das barreiras comerciais, com o processo de integração dos países, que se intensifica nas últimas décadas do século XX. O eixo central da globalização é a liberalização econômica, decorrente em grande parte das políticas liberalizantes, que foram postas em prática pelos governantes de cada país, graça a revolução tecnocientifica que agilizou o comércio e os fluxos de investimento em todo o país.

As mudanças estruturais, profissionais nos mostram uma nova relação entre tecnologia e ciência, que vem se intensificando mutuamente nas últimas décadas, fruto de um processo de globalização do capital internacional, pós a abertura dos mercados entre os países, formando os chamados grupos e/ou blocos econômicos, que deram origem ao G8, MERCOSUL2 e tantos outros blocos econômicos pelo mundo, que são, fruto de reuniões e debates entre as nações, não só em busca do lucro, mas também sua finalidade é melhorar as relações econômicas e sociais em todo o planeta.

A globalização [...] redimensionou as noções de espaço e tempo. Em segundos, noticias dão a volta ao mundo, capitais entram e saem de um país por transferências eletrônicas, novos produtos são fabricados ao mesmo tempo em muitos países e nenhum deles isoladamente. Fenômenos globais influenciam fatos locais e vise-versa. (VIEIRA et al GUEDES, 2002: 05).

Com a globalização a estrutura produtiva se modificou, o padrão de riqueza se concentrou mais ainda nas mãos dos capitalistas, os investimentos internacionais passaram a romper barreiras, até então nunca imaginadas, gerida por empresas cujo o objetivo era o lucro. Vem então o conflito do Vietnam, onde as questões humanas foram percebidas pela sociedade civil em geral, que passaram a exigir melhores condições de vida. Isso possibilitou o surgimento de uma sociedade civil organizada.

Diante desse fato, as empresas tiveram que se adaptar as novas mudanças da globalização, para a formação de uma nova mentalidade empresarial, reestruturando a economia e os demais setores, que dele compõe. A reestruturação teve como foco a desorganização dos empresários que observava a natureza como fonte de recursos inesgotável e isso deu lugar a um processo inédito e irreversível de mudanças sociais, mecanismo ideológico ao desenvolvimento sustentável e conseqüentemente a responsabilidade social.

No mundo globalizado em que predomina as novas tecnologias da produção, da informação, a responsabilidade social das organizações assume papel de destaque. Os seus compromissos já não se restringem aos definidos pela ordem econômica centrada no mercado, o de minimizar os custos e maximizar os lucros. Numa sociedade onde a riqueza das pessoas e das organizações foi instantaneamente em rede de relações abstratas, além de atender as exigências dos acionistas ou sócios-quotistas, os gestores precisam vislumbrar formas de promover o bem-estar da sociedade como um todo, (Karkotli & Aragão, 2004: 09).

A idéia de responsabilidade social surge junto com a empresa moderna, deste o início da revolução industrial para amenizar os efeitos negativos da globalização sobre o meio ambiente e a sociedade, e aponta para a necessidade de construir uma lógica de produção eficiente que permita aos trabalhadores compartilhar da riqueza gerada pelas empresas.

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