Partes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8

    1. PROCEDIMENTOS
      1. População e Amostra

No primeiro momento ocorreu contato com a Secretaria Regional de Educação da rede pública de Caxias do Sul, para exposição da intenção do estudo, apresentação do projeto e permissão para execução do mesmo e, levantamento das escolas da rede pública estadual de Caxias do Sul, elencou-se as que faziam parte do perímetro urbano. Após ter-se o levantamento das escolas, fez-se o sorteio dos dez estabelecimentos a serem visitados, com vistas à apresentação do projeto, da pesquisadora, por meio da carta-convite (ANEXO 01) para participar da pesquisa, das crianças matriculadas, bem como apresentação do cronograma de dias e horários mais apropriados para os contatos.

Das dez escolas fez-se o levantamento dos alunos matriculados nas Séries Iniciais, após serem informados sobre estudo/pesquisa que seria feito e os critérios de participação, os respectivos professores fizeram a escolha dos alunos para a participação da pesquisa (ANEXO 02). Os critérios básicos, apresentados para que participassem da pesquisa foram os mesmos utilizados pelos autores do TALE, Toro e Cervera (1990). São eles:

    • não apresentar deficiência mental;
    • não ser repetente;
    • ter idade cronológica referente à série conforme parâmetros nacionais;
    • não apresentar problemas sensório-perceptivos.

A exigência destas qualidades foi apontada pela necessidade de ter uma amostra onde os critérios estabelecidos fossem confiáveis a cerca do rendimento escolar dos participantes para que existisse uma eficácia suficiente no ensino de leitura e escrita e assim ser possível validar o TALE como instrumento normativo.

Diante dos critérios pré-estabelecidos para participar do estudo estariam eliminadas todas aquelas crianças que:

  1. tiveram déficit de rendimento escolar;
  2. foram consideradas sem habilidade tendo ou não confirmações objetivas;
  3. repetiram a série por qualquer razão;
  4. idade não corresponde ao curso.

Só poderia participar da amostra aquelas crianças que durante o 3 trimestre do ano escolar estivessem com idade compreendida em: 7 anos para o nível I; 8 anos para o nível II; 9 anos para o nível III e 10 anos para o nível IV.

      1. Determinação da amostra (população)

A seleção da amostra do tipo intencional, desta pesquisa partiu dos seguintes estimativas:

  • total de alunos matriculados e freqüentes nas 10 escolas públicas estaduais do perímetro urbano de Caxias do Sul RS, do Ensino Fundamental (1 à 4 série);
  • total de 1945 crianças matriculadas no ensino fundamental nos turnos da manhã e tarde, assim distribuídas: 511 4 série; 518 3 série; 474 2 série; 442 1 série.

Deste total a pesquisadora optou em aplicar o teste às crianças estudantes do turno da tarde, que totalizava 600 crianças. Destas 600 crianças distribuídas nas quatro séries do Ensino Fundamental ficou 101 crianças que seriam avaliadas, população alvo da presente pesquisa, assim distribuída: 1 série 27 crianças; 2 série 20 crianças; 3 série 29 crianças; 4 série 25 crianças.

Gráfico 1 Relação das crianças participantes da pesquisa, por série.

      1. Instrumento de pesquisa
      2. Para o presente estudo foi utilizado o teste TALE de Josep Toro e Montserrat Cervera Psicologia Clínica Universidade de Barcelona, 1990.

        O TALE permite obter uma série de dados capazes de identificar características evolutivas do aprendizado da leitura e escrita, nos diferentes níveis do ensino fundamental. Através da aplicação do mesmo, para verificar o perfil é observado entre muitos critérios os de pronúncia, velocidade de leitura, erros, trocas, omissões, tempo de execução, concentração, atenção, interpretação e compreensão do texto, tempo de escrita, ortografia entre outros.

      3. Análise e interpretação dos dados
      4. Para a análise e interpretação dos dados e para a execução do trabalho estatístico foi utilizado o programa Epi-Info versão 6.0 (FERNANDEZ-MERINO, 1996). Esse programa é utilizado para verificação de diferenças existentes entre grupos amostrais nas variáveis quantitativas, e as qualitativas foram feitas em protocolo criado. A análise interpretativa foi feita com base em autores clássicos contemporâneos, com estudos e pesquisas em leitura e escrita e em autores criadores do teste de TALE (TORO; CERVERA, 1990).

        O programa Epi-Info é utilizado, também, para verificação de diferenças existentes entre grupos-amostra nas variáveis quantitativas e qualitativas. Com os dados obtidos com esse programa, descreveram-se os resultados gráficos.

      5. Contexto e realização da pesquisa

O contexto da pesquisa se realizou em Caxias do Sul, cidade que, conforme os últimos dados do IBGE/2004 atingiu a marca de 400 mil habitantes (92,5% área urbana e 7,5% zona rural).

As famílias possuem renda mensal em torno de dois salários-mínimos na sua maioria e mais de 20 salários mínimos na sua minoria.

É uma cidade considerada metrópole onde se destaca a indústria metal-mecânica, com uma renda per-capita (PIB) de R$ 15.067 e Produto Interno Bruto de R$ 5.633,950,791.

Na área da educação, o nível de analfabetos "puros" é mínimo. Desde os anos 80, o analfabetismo tem decrescido significativamente.

A clientela repetente ou evadida que estava fora da idade escolar começou a ser atendida pelo projeto Educação de Jovens e Adultos (Proeja) com parceria das empresas locais, que estabeleceram como exigência para a entrada no mercado de trabalho.

O atendimento à Educação Infantil ainda deixa a desejar pelo município. Já o Ensino Fundamental, na rede municipal, teve um crescimento acelerado tanto no atendimento de alunos como na capacitação e qualificação de professores.

Na rede estadual, local onde foi feito o levantamento de dados deste estudo, as condições atuais deixam a desejar, pois faltam muitos recursos para que se desenvolva uma prática docente eficaz.

Enquanto a rede municipal atendeu a demanda do Ensino Fundamental, a rede estadual aumentou sua oferta no Ensino Médio, com a modalidade normal com o ensino diferenciado EJA atendendo assim, aos poucos, às novas determinações legais, onde o município deve dar conta da Educação Infantil e Fundamental e a rede estadual do Ensino Médio em diante.

A rede privada de ensino teve decréscimo acentuado de alunos por conta das condições econômicas do país e do município de Caxias do Sul.

    1. FICHA TÉCNICA
    2. Nome original: TALE Teste de Análise de Lectoescritura

      Autores: Josep Toro e Montserrat Cervera

      Tradução/Adaptação: Francisco Rosa Neto; Salete Santos Anderle; Maria Cristina Schweitzer Veit e Maria Teresa Ugarte.

      Administração: Individual

      Duração: variável, entre 45min e 1h.

      População: alunos matriculados no ensino regular (1 a 4 séries)

      Indicação: crianças que freqüentam as séries iniciais do Ensino Fundamental

      Áreas: leitura, escrita e compreensão de texto, motricidade fina, percepção visual, organização espacial, temporalidade e lateralidade.

      Profissionais: educadores de ensino regular, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos.

      Material: manual do teste, folhas de registro das respostas, lápis, borracha e cronômetro.

    3. ADAPTAÇÃO DO TESTE TALE A REALIDADE BRASILEIRA
    4. Após a aplicação do teste-piloto, já se tinha percebido, através desse primeiro experimento, as mudanças, alterações e adaptações que deveriam ser feitas. Assim, os dados e apontamentos da parte onde se avaliavam os textos para a leitura e os ditados foram reescritos a partir de fatos históricos e culturais do Brasil.

      No item da cópia, foi solicitado que o fizessem do jeito próprio, da melhor forma que conseguissem e com letra usual.

      A coleta de dados das crianças do nível I (alfabetização) foi aplicada duas vezes no início do primeiro trimestre e no final do terceiro trimestre do ano (2004), para que conseguissem atingir os níveis desejados para a série em questão.

      As crianças que não obtiveram êxito já no primeiro nível, não deram seqüência aos demais níveis.

      Iniciaram-se as provas diretamente no nível em que a criança se encontrava. Esses níveis foram estabelecidos pela série: 1 série - Nível I, 2 série - Nível II, 3 série - Nível III e 4 série - Nível IV.

      Foram criadas e adaptadas também as categorias para análise de alguns dos dados quantitativos e criado um protocolo com categorias para que fossem obtidos dados qualitativos, perfil esperado.

      1. Teste-piloto do Tale

Após solicitação de sugestões ao Prof. Dr. Francisco Rosa Neto, de idéias para pesquisas e de estudos que viessem a contribuir socialmente e que preenchessem os requisitos de um curso de Mestrado, surgiu a idéia de traduzir, testar e validar o teste de TALE utilizado na Espanha.

Foram feitos o planejamento e o pré-projeto para a experiência inicial com o teste (Teste Piloto) buscando desenvolver atividades com alunos em um local que tivesse condições de servir de "laboratório". Nessa experiência inicial, a finalidade já tinha sido delineada e objetivava identificar possíveis informações e deficiências marcantes do instrumento que necessitassem de adaptações, para assegurar que o material apresentaria um nível de qualidade que sustentasse uma experiência de campo com eficácia e que, futuramente, pudesse ser usado por profissionais da educação com segurança, ou seja, verificar se todas as instruções do teste foram efetivas e como poderiam ser aperfeiçoadas.

O teste-piloto do TALE, então, aconteceu na Escola Pública Básica Professor Laércio Caldeira de Andrada, localizada no Bairro de Campinas, no município de São José/SC.

O trabalho foi desenvolvido durante um semestre, na disciplina de Psicomotricidade, ministrada pelo Prof. Francisco Rosa Neto, semestre/2002, no curso de Mestrado em Psicopedagogia, de comum acordo com a diretora pedagógica Professora Cleuza Macedo, que organizou local, dias das avaliações (cronograma), bem como a seleção dos 10 alunos participantes do teste. Na ocasião, além do TALE, foi aplicada a bateria de testes psicomotores elaborada por Rosa Neto (2002), divulgada em seu livro Manual de Avaliação Motora.

Com o teste-piloto, surgiu a necessidade de algumas adaptações ao TALE. Entre elas, estavam: adequar os textos de leitura, ditado e compreensão, de acordo com a realidade histórico-cultural do Brasil; separar e aplicar os níveis para cada série e aplicar, no início e no meio do ano, o nível de primeira série para verificar o avanço no processo de alfabetização.

  1. o teste tale

Esta pesquisa, para ser validada requereu a necessidade da utilização de um teste, que é um instrumento científico, padronizado, com o objetivo de medir um aspecto da conduta humana. As pessoas são diferentes quanto às suas características, e os testes são usados para avaliar essas diferenças.

Essa avaliação é feita de forma estatística, permitindo assim uma classificação qualitativa e quantitativa normalmente em percentuais.

O teste TALE foi desenvolvido por Toro e Cervera (1990) para atender aos níveis de idade correspondente aos níveis de Ensino Fundamental. Assim, os textos (leitura de letras, sílabas, palavras e textos, compreensão de textos, ditado e escrita livre) correspondem aos quatro níveis correspondentes às quatro séries iniciais do Ensino Fundamental, que são:

    • 1 série Nível I
    • 2 série Nível II
    • 3 série Nível III
    • 4 série Nível IV

Na primeira série ou nível I, há a leitura de letras (maiúsculas e minúsculas), sílabas, palavras e texto A e B um é apresentado com letra cursiva e o outro em letra bastão.

A leitura de letras consiste em conhecer 30 letras apresentadas sob a forma maiúscula e minúscula do tipo imprensa. A série de letras está toda incluída no nosso alfabeto.

A série de sílabas inclui 20 sílabas, onde algumas são diretas (consoante e vogal) outras inversas (vogal com consoante e consoantes juntas). Assim, sem dar lugar a um excessivo número de sílabas, permite apresentar o máximo de variáveis em função das respectivas combinações de letras.

Nas palavras, toda a série foi elaborada com o máximo de combinações silábicas possíveis, sem fazer uma lista extensa.

Foram usadas palavras do vocabulário usual, conhecidas, e outras que exigem minuciosa discriminação na sua grafia e no seu significado e outras carentes de significado. Com elas se pretende evitar a fluidez de leitura que se produz ao reconhecer uma palavra familiar.

A série conta com 50 palavras sendo que algumas com uma só sílaba (monossílabas), outras dissílabas, trissílabas e polissílabas.

    1. O TESTE NA PARTE DA ESCRITA
    2. Para Toro e Cervera (1990) a escrita permite distinguir dois aspectos básicos: a ortografia, o grafismo e conteúdos expressivos. No teste da escrita, a criança se situa em três formas distintas, que são: cópia, ditado e escrita espontânea.

      Na cópia ela fará a reprodução de 15 sílabas, 15 palavras e três frases. Nas frases ela terá que copiar, a partir de uma ordem de complexidade crescente, especialmente quanto ao número de palavras e sentido interpretativo.

      No ditado o texto é fixo, pronto, de acordo com o nível. A criança terá que contar com estímulos auditivos e uma atividade mental complexa composta por sensações, percepções e representações evocadas.

      1. A escrita espontânea
      2. A criança vai escrever algo sem a transcrição imediata ou direta de estímulos visuais. Nessa modalidade, além da espontaneidade, ela terá que contar com toda sua estrutura interna, bem como com suas experiências, percepções e com o vocabulário interno e, para tudo isso, sabe-se que a criança precisa, além de seu repertório próprio, uma certa autonomia para eleger o que quer escrever. Ficou decidido que após algumas sugestões do que poderiam produzir, assim seria respeitado o texto espontâneo.

      3. Ordem de aplicação do Tale

A ordem de aplicação do teste Tale, conforme informações fornecidas pelo autor, para a leitura é: 1) letras; 2) sílabas; 3) palavras; 4) texto; 5) ditado; 6) cópia; e, 7) escrita espontânea. Seguem a seguintes normas:

  1. Normas de aplicação do subteste de leitura

O subteste de leitura está dividido em distintos subtestes. A criança não recebe instruções gerais para toda a prova de leitura. Antes de iniciar cada subteste são dadas às instruções correspondentes à criança, somente a ela.

Deverá ser anotado, no parágrafo correspondente do caderninho de "Registro de Leitura", o tempo de duração de cada subteste, medido desde a finalização das instruções do examinador até o momento em que tudo é concluído. Isso significa que deve contar com um cronômetro, que deve ser utilizado com discrição, evitando que seja significativo para a criança, no sentido de ser aversivo ou de provocar distração. No entanto, nunca se deve dizer à criança que leia depressa, inclusive no caso de a mesma perguntar. Nunca deverá ter a impressão de que se está julgando a velocidade. Em caso contrário, seu rendimento poderia ficar notavelmente perturbado.

No "Registro de Leitura" e correspondendo a cada um dos subtestes, existe um parágrafo abaixo da epígrafe - "Observações" - nele deverá ser anotados qualquer incidência, perturbação, imprevisto, etc., que não fique registrado na sistematização próprio do subteste em questão.

Os seguintes tópicos avaliados devem ser analisados da seguinte forma:

    • Leitura de letras

Entrega-se ao aluno a cartolina onde estão impressas as letras maiúsculas. E se lhe diz: "Lê estas letras em voz alta seguindo esta ordem". Ao dizer isso, o examinador aponta as primeiras filas de letras da cartolina no sentido da esquerda para a direita.

Uma vez finalizada essa leitura, entrega-se ao sujeito a cartolina onde estão impressas as letras minúsculas. O examinador diz: "Agora lê estas outras letras".

No "Registro de Leitura" (parágrafo "Leitura letras") o examinador anotará na coluna "Leitura", junto à letra-estímulo, a resposta do sujeito, sempre e quando esta for errônea. São essas respostas que posteriormente serão qualificadas e quantificadas. Tenha-se em conta que se diz à criança para ler as letras e não que as nomeie ou denomine. Conseqüentemente, ante a letra escrita "f", é correto que a criança diga "efe", como quem emite o som "f. f. f...", ou que se apóie sobre uma vogal ("fé" ou "fá").

É preciso anotar, como em todos os subtestes, o tempo de duração do mesmo que é a média de tempo empregado na leitura de letras maiúsculas e a leitura de letras minúsculas.

    • Leitura de sílabas

Entrega-se à criança a cartolina onde está impressa a série de sílabas. Dizendo-lhe: "Lê isto em voz alta seguindo esta ordem". Ao dizer isso, o examinador lhe aponta a primeira coluna de sílabas, em sentido de cima para baixo.

No "Registro de Leitura" (parágrafo "Leitura sílabas") o examinador anotará a resposta da criança, sempre que for errônea junto à sílaba-estímulo na coluna "Leitura".

    • Leitura de palavras

Entrega-se à criança a cartolina onde está impressa a série de palavras. Dizendo-lhe: "Lê estas palavras seguindo esta ordem". Ao dizer isso o examinador lhe aponta a primeira coluna de palavras, em sentido de cima para baixo, anotando no "Registro de Leitura" (parágrafo "Leitura palavras"), na coluna "Leitura" e junto à palavra-estímulo, aquelas respostas da criança que forem errôneas.

Algumas das palavras representadas carecem de significado. Se, ao chegar a elas, a criança se detém ou titubeia, convém dizer-lhe: "Continua lendo. Embora não entenda o que quer dizer alguma palavra, não se preocupes".

    • Leitura de textos

Nesse subteste não se conta com uma série única de estímulos, como ocorrem nas letras, sílabas e palavras. Por conseguinte, deve-se eleger o texto que corresponde ao nível que a criança esteja cursando no momento de ser administrada a prova, isto é sempre no terceiro trimestre do ano escolar. Sua idade cronológica e sua idade mental ou coeficiente intelectual não são levados em conta.

Entrega-se à criança a cartolina que contém o correspondente texto impresso, dizendo-lhe: "Lê isto em voz alta o melhor que puder". Ao explorar uma criança de primeiro nível, são notáveis as diferenças de nível leitor, por isso, deve-se eleger o texto IA ou o IB, de diversa complexidade, em função do qual tem havido ou não aprendizado da leitura previamente ao iniciar tal curso.

Se a criança manifesta uma significativa dificuldade na leitura do texto, cabe-lhe orientá-la e passar a outra parte do teste. Ex. cópia.

No "Registro de Leitura" (parágrafo "Leitura texto", e sobre o próprio texto ali reproduzido, devem ser anotados todos os erros da leitura do sujeito). Anota-se o tempo transcorrido desde o início da leitura até o final da mesma.

    • Compreensão da leitura

Elege-se o texto de leitura silenciosa correspondente ao nível que a criança está cursando no momento de ser administrada a prova, isto é, o terceiro trimestre do ano escolar.

Antes de entregar ao aluno o cartaz correspondente, se lhe dirá: "Agora lê em voz baixa (só para você). Fixa bem o que vai ler, porque depois farei algumas perguntas sobre o que foi lido. Lê uma só vez, e quando houver terminado, diga-me. Uma só vez, mas fixando bem! Está compreendido?".

Tem que estar certo de que compreendeu a instrução. Caso contrário, terá que repeti-la.

Tem que anotar o tempo transcorrido desde que lhe entrega o cartaz até finalizar sua leitura.

Durante a leitura silenciosa, é preciso observar e anotar condutas, tais como mover os lábios, sussurrar, recorrer às linhas com o dedo, etc.

Uma vez finalizada a leitura silenciosa, formulam-se as perguntas correspondentes ao texto lido. As respostas são anotadas no "Registro de Leitura" (parágrafo "Leitura silenciosa", compreensão), para que a posterior valorização seja feita com maior objetividade.

Assim, pois, embora ao ouvir a resposta da criança a considere correta, convém transcrevê-la literalmente. No caso de uma resposta ser duvidosa, deve-se repetir a pergunta em questão, e, inclusive, insistir: "Diga algo mais". Mas não se deve ajudar a criança, sugerindo-lhe passagens do texto lido.

  1. Normas de aplicação do subteste de escrita
  2. À parte do TALE dedicada à escrita consta de três subtestes ou parágrafos. Em todos eles, à margem do estabelecido, dar-se-á boa nota a qualquer observação significativa. São eles:

    • Cópia

    Entrega-se ao sujeito o "Registro de Escrita", aberto na página correspondente ao parágrafo "Cópia". Ao mesmo tempo se lhe diz: "Copie tudo isto nas linhas pontilhadas, e que tem a continuação de cada palavra. Escreve com a letra normal. O examinador deve ficar convencido de que a criança entendeu que deve escrever toda a folha com" a sua letra ". Apesar de todos os esforços, a criança somente" copia ", isto é", reproduz exatamente "a letra de fôrma. Então, não se deve insistir mais sobre isso; porém, o fato deverá ser levado em conta ao avaliar".

    Nesse exercício, assim como em todos os da escrita, a criança utilizará um lápis preparado para a situação, de dureza normal (preferencialmente o n 2 habitual no mercado), e não caneta esferográfica, ou outra. Deve ser cronometrada e anotada a duração total desse subteste.

      • Ditado

    Para o ditado, será escolhido o texto correspondente ao nível de ensino fundamental que a criança esteja cursando no momento de ser aplicada a prova, sempre no terceiro trimestre do ano escolar.

    Entrega-se à criança o "Registro de Escrita", aberto na página correspondente ao parágrafo "Ditado", dizendo-lhe: "Agora escreva nesta página o que eu direi".

    Convém que a criança compreenda, e não importa o modo, que deve escrever com a sua velocidade habitual. Algumas crianças crêem que são submetidas a esse subteste para uma prova de velocidade. Nesses casos, aumentam os erros, preferentemente as omissões e as substituições.

    Após as instruções, iniciará o ditado do texto. Não se deve ditar-se palavra por palavra. Se fosse assim, não se daria oportunidade para a produção de "uniões" e "fragmentações". Portanto, sempre devem ser ditadas frases. Se o sujeito solicita que se repita ou volte a ditar uma palavra, deverá ser lida de novo toda a frase implicada. Uma mesma frase não deve ser repetida mais que duas vezes.

    Deve-se controlar e anotar a velocidade da escrita da criança, o tempo transcorrido desde que se inicia o ditado até o final da prova. Isso é suficiente para ter uma idéia.

    Se a transcrição do texto ditado se torna muito difícil e com elevado número de erros, deve-se ditar a continuação do texto correspondente ao nível imediatamente inferior, e assim sucessivamente, até alcançar um nível adequado. No entanto, se a deficiência é constatável e, sobretudo, se o grafismo é realizado com excessivo esforço entre os exercícios de ditado deverá haver pausa. É preciso evitar o cansaço em todas as provas de escrita, introduzindo momentos de descanso.

      • Escrita espontânea

    Entrega-se ao sujeito o "Registro de Escrita, aberto na página correspondente ao parágrafo" Escrita espontânea ". Então será indicado o seguinte:" Agora você fará uma redação. Escreva aqui tudo o que imagina, sobre o que você quiser ". Se a criança vacila convém apontar-lhe alguns possíveis temas".

    "Podes escrever sobre uma excursão que tenhas feito ou sobre um passeio ao campo, à praia ou sobre uma viagem".

    Tem-se comprovado que a maior parte dos sujeitos vacila ao ter que eleger um tema. E, ao indicar algum como os citados, costumam iniciar imediatamente a escrita. Provavelmente, as sugestões de outros temas, por exemplo "A família", "a escola", etc., em algumas crianças pode resultar em textos emocionais devido à atividade solicitada.

    Se a extensão do texto é demasiada reduzida (1 ou 2 linhas a partir do 2 nível), o examinador aportará idéias ou sugestões concretas ao tema em questão. Não deve esquecer-se de que se pretende estudar a "espontaneidade" e "fluidez" da escrita do sujeito. Devem ser observadas e anotadas as características que dizem respeito à magnitude e tipografia das diversas condutas do sujeito, relacionadas com a leitura e a escrita. Algumas dessas observações, situadas no contexto geral da prova, podem ser sumamente valiosas.

        1. Material para a aplicação do teste
        2. O manual do teste contém: folhas com letras (maiúsculas e minúsculas 30 letras cada) para leitura; folhas com sílabas (20 sílabas); folha com palavras (50 palavras); folhas com textos para leituras: 1-A, 1-B, 2, 3, e 4; folhas com textos para a compreensão de leitura (com as perguntas): 1, 2, 3 e 4; e, folhas com os textos para os ditados: 1, 2, 3, e 4.

          Além do manual, o examinador deve ter à disposição da criança um lápis e uma borracha.

          O examinador deve ter em mãos: o manual do teste; folhas de respostas da escrita e da leitura; lápis, caneta e borracha, para seu uso; e, cronômetro para anotar o tempo de execução das atividades (ANEXO 03).

        3. Folhas de resposta

    Esse material apresenta folhas devidamente formatadas para o examinador relatar as respostas das seguintes leituras:

    • folha com a identificação da criança;
    • folha para o examinador anotar as observações sobre a leitura de letras e sílabas;
    • folha para o examinador anotar observações sobre a leitura de texto da criança e das respostas da compreensão do texto;
    • folha de resposta, com as palavras e frases para a criança realizar a cópia;
    • folha de resposta para a criança escrever o ditado;
    • folha em branco para a criança escrever a escrita espontânea.

     

      1. CRITÉRIOS PARA APLICAÇÃO DO TESTE TALE

    Segundo Toro e Cervera (1990) várias foram às razões que os levaram à elaboração e criação do TALE. Embora todo o teste não seja mais que um instrumento de medida, uma situação standard para coleta de dados, as razões ou os motivos podem resumir-se em:

      1. assistência ao campo da saúde escolar, por saber que não se trata somente de condutas acadêmicas/escolares e sim de caráter interpessoal e de condutas sociais;
      2. ensino e investigação em leitura e escrita, fenômeno a ser pesquisado a partir de distintos enfoques e com diferentes finalidades pela complexidade e transcendência social, significado individual;
      3. destinado a determinar os níveis gerais e as características específicas do processo da leitura e escrita de qualquer criança (6/7 há 11 anos) em um dado momento do processo de aquisição de tais condutas.

    Isso supõe a existência de critérios precisos de normalidade, tanto no que diz respeito aos níveis gerais como no que afeta as características específicas.

    Com o estudo e a aplicação do teste, os autores Toro e Cervera (1990) constataram que, mais ou menos aos 10 anos de idade, os mecanismos de conduta de leitura e escrita costumam estar praticamente estabelecido. Ajuriaguerra (1980) em seus estudos também concorda com esse dado.

        1. Teste psicométrico
        2. Todo teste psicométrico tem que passar pelas etapas de aplicação, correção, avaliação, análise e interpretação. A correção consiste em encontrar os pontos que podem ser ou acertos ou erros. A avaliação significa estabelecer um valor quantitativo para os pontos encontrados.

          Neste estudo o teste TALE foi usado sob a forma psicométrica, com o objetivo de obter as aptidões através dos níveis atingidos pelas crianças e, assim, poder quantificar. Para os aspectos qualitativos, foi criado protocolo específico (ANEXO 4) com categorias que servissem a uma avaliação qualitativa e fosse possível traçar o perfil da leitura e da escrita da criança do Ensino Fundamental.

          1. Normas de aplicação
          2. A questão primordial para a aplicação do teste é o estabelecimento de um clima agradável entre o investigador e a criança. A relação de confiança sem cobranças é determinante para o processo de investigação.

            A relação positiva entre o examinador e a criança estabelece garantia de que a criança manifestará ao longo do teste seu repertório já adquirido de condutas de leitura e escrita. Se isso se produz, contará com a imprescindível colaboração da criança. A finalidade está clara: é preciso ter garantias de que a criança manifesta, ao longo do teste, todo seu repertório já adquirido de condutas de leitura ou escrita.

            O material com o qual a criança vai trabalhar e as situações do exame são praticamente iguais aos que têm na sua vida escolar. Isso significa que a generalização das respostas motoras e emocionais, aprendidas na sua experiência cotidiana, será mais prováveis que em outros testes.

            Antes de iniciar a prova, o examinador deve constituir-se em uma fonte de reforço. Deve aprovar, elogiar, gratificar especialmente aquelas condutas da criança presentes nessa situação e que resultem corretas, isto é, que sejam construtivas.

            O investigador deverá falar para a criança que o teste não resultará em uma nota, mas em um instrumento capaz de caracterizar aspectos importantes a respeito da leitura e escrita dessa criança.

            Uma vez iniciada a prova e escolhido o nível adequado das realizações corretas da criança, as aproximações das mesmas devem ser aprovadas, avaliadas positivamente. No examinador não pode existir crítica, valorização do erro: um simples gesto - um movimento de cabeça - pode resultar punitivo para determinado tipo de criança, e reduzir suas possíveis condutas de leitura ou escrita.

            A criança inconstante, facilmente cansada, de atenção dispersa, deve receber reforço sempre que sua conduta assim o exigir. Obviamente, não se deve atender nesses momentos de não leitura ou não escrita. Se o fizer, poderão resultar gratificados esses comportamentos, diminuindo a freqüência de suas condutas desejáveis e perturbando o andamento da prova.

            No entanto, não se deve dar ajudas concretas e consistentes a atos do examinador, que sejam suscetíveis a alterar os resultados do teste. A objetividade deve ser máxima. Não se trata de uma situação facilitadora de aprendizagens de condutas, mas verificadora dos repertórios já existentes.

            A exploração, em princípio, pode iniciar-se tanto pela leitura como pela escrita. Entretanto, recomenda-se começar pela primeira. E, se resulta praticamente inexistente, não é necessário, por razões óbvias, a exploração da escrita.

            A fidelidade dos registros dos resultados (o que a criança lê, suas respostas de interpretação) é um ponto importante para a validade dos mesmos, qualquer alteração poderá induzir a conclusões errôneas quanto à leitura e escrita da criança.

          3. A criança
          4. A criança deverá ir para o local de aplicação do teste sem qualquer tipo de material escolar. O examinador deve conversar cuidadosamente com a criança a respeito da desvinculação do teste com qualquer tipo de nota, para não constranger ou bloquear emocionalmente seu desempenho.

          5. O tempo de aplicação
          6. A aplicação do teste envolve um tempo aproximado entre 45min às 1h e as diferenças de nível determinam a diferença de tempo. Crianças de nível I despendem um tempo maior devido a sua habilidade inicial para ler e escrever.

            Para manter um nível de motivação para a criança realizar todos os testes é importante o examinador estabelecer um clima agradável e lhes prestar todo tipo de atenção durante a realização do teste, não deixando a criança sozinha em uma sala copiando ou escrevendo seu texto espontâneo.

            O teste não deve ser interrompido durante sua realização; dessa forma, recomenda-se que aconteça em uma única sessão. O examinador não poderá pressionar a criança, ela deverá fazer cada item do teste no seu devido tempo.

          7. Preparação do lugar

    Quando o teste for realizado em uma escola, o examinador deve preparar o local anteriormente à sessão, conversando com a equipe pedagógica da escola para que o teste ocorra em um lugar silencioso, bem iluminado e ventilado. Também é importante que o examinador e a criança não sejam interrompidos durante a realização do teste.

      1. NORMAS DE AVALIAÇÃO da leitura
      2. Uma vez feita à prova, proceder-se-á à sua análise e avaliação. Para isso, deve-se ter presentes os critérios de erros, já que geralmente, para efeitos de quantificação, o número de erros é o que mais importa.

        No "Registro de Leitura", devem ser anotadas as respostas errôneas da criança na leitura de letras, sílabas e palavras. As respostas erradas são transcritas nas correspondentes colunas de "Leitura". Ao passar a fase de avaliação, anotar-se-á nas colunas de erros, e junto a cada uma dessas respostas errôneas transcritas, o tipo de erro cometido, de acordo com os critérios indicados.

        1. Categorias para análise

    Os dados a seguir apresentam a definição dos erros e das características da leitura dentro de suas categorias de análise:

    1. Vacilação e repetição: o sujeito se detém mais tempo do habitual, titubeia ou vacila antes de ler uma letra, sílaba ou palavra, mas caba por fazê-lo. Na repetição: o sujeito volta a ler, repete o já lido. Pode fazê-lo uma ou várias vezes seguidas. Às vezes repete só uma sílaba (por ex: "me-mesa"); outras, em troca, volta a ler toda uma palavra (por ex: "mesa-mesa"). Às vezes, também, pode podem chegar a repetir duas ou mais palavras (por ex: "para os dias para os dias"). Em todos esses casos, somente se contabilizará um só erro, embora tenha havido a repetição de mais de um fonema. Devem ser excluídos os casos de gaguejar ou disfemia.
    2. Não-leitura: o sujeito não emite resposta verbal alguma, não lê ante uma letra, uma sílaba ou uma palavra determinada.
    3. Substituição (letras e/ou palavras): o sujeito substitui uma letra por outra. Esse fenômeno se dá preferencialmente na leitura de consoantes (por ex: "rota sota"). Excluem-se todas aquelas permutas de letras descritas no parágrafo "Rotação". Substituição de palavras: o sujeito substitui uma palavra por outra. Obviamente esse erro não pode ocorrer senão na leitura de palavras e na leitura de texto. Analisando a troca de uma palavra por outra, observar-se-á que, em tal fenômeno, implicam substituições, adições, omissões, etc. Nesse caso não se tem em conta, para efeitos de valorização, nenhum desses erros parciais. Contabilizar-se-á um erro em cada palavra substituída, embora seja o caso da leitura de duas ou mais palavras seguidas. Normalmente a palavra substituída guarda uma certa semelhança gráfica e fonética com aquela que a substitui (por ex: "pirâmide" "primavera" "balcão" "branco").
    4. Omissão: o sujeito omite uma letra na leitura de sílabas, palavras ou texto (por ex: "Leitura Letura"). Omissão de palavras: na leitura do texto, o sujeito omite uma palavra completa. Essas palavras omitidas costumam ser advérbios, artigos, pronomes, preposições ou conjunções e em geral monossílabas.
    5. Adição: o sujeito acrescenta o som correspondente a uma letra ao ler sílabas ou palavras (soltas ou formando parte de um texto); (por ex: "pla" "pala"; "batata" "batatas"). Adição de palavras: na leitura de texto, o sujeito emite uma palavra completa que não aparece escrita. Essas palavras costumam ser advérbios, preposições ou conjunções.
    6. Erros graves: incluem-se os que supõem ausência total de um entendimento adequado, manifestando-se por meio da ausência de respostas (substituições, não-leitura ou emissão definitiva de uma resposta errônea, rotações, adições, omissões e inversões).
    7. Pontuação e leitura silabada: o sujeito não lê respeitando as pausas nem as modificações, na emissão de voz, que deveriam ficar controladas pelos distintos sinais de pontuação: vírgula, pontos, interrogações, etc. Também pode introduzir pausas ou aquelas modificações em ausência dos sinais de pontuação pertinentes. Na leitura silabada e fonetizada, o sujeito decompõe as palavras em suas sílabas. A leitura se faz intermitente. Nos erros de fonética, o sujeito pronuncia incorretamente algum fonema (letras, sílabas), (por ex.: "II-y"). Logicamente, nesses casos costuma tratar-se de anomalias da fala do sujeito mais do que da sua leitura.
    8. Leitura correta: o sujeito demonstra fluência, rapidez, ótima pronúncia, entonação.
    9. Retificação: o sujeito lê equivocadamente uma letra, sílaba ou palavra, percebe seu erro, e procede de imediato a uma leitura correta (por ex: "cape café").
        1. Compreensão da leitura
        2. A avaliação desse subteste adota um critério distinto. Aqui não se trata de verificar erros, mas o número de respostas correta, a fim de compará-las com a média de respostas corretas de cada nível (ANEXO 5).

          Algumas das perguntas formuladas têm apenas uma única resposta válida e, portanto, qualquer outra resposta deve ser desconsiderada.

          Porém, em outras perguntas ainda, dando uma resposta adequada, podem ser aceitas como válidas certas respostas menos elaboradas do que se esperava. Abaixo há uma relação de possíveis respostas consideradas como absolutamente satisfatórias, e que, portanto, merecerão 1 ponto, e outras respostas válidas, mas incompletas, às quais se concederá meio ponto. Na avaliação da compreensão da leitura, o examinador deverá anotar a resposta dada pela criança nesse momento; não cabe, pois, verificar os erros, apenas anotas as respostas.

          Após a realização do teste, o examinador deverá comparar as respostas da criança com as respostas corretas dos respectivos textos.

        3. Pontuação para os distintos textos de leitura compreensiva

    Para a pontuação dos distintos textos de leitura compreensiva (ANEXO 6) utiliza-se os valores pontuados para os níveis, de acordo com os padrões do teste TALE.

    Nível I

    Pergunta n 1: 1 ponto: Pablo

    Pergunta n 2: 1 ponto: seis

    Pergunta n 3: 1 ponto negro

    Pergunta n 4: 1 ponto: Dic

    Pergunta n 5: 1 ponto: muito comprido; comprido. meio ponto: muito grande.

    Pergunta n 6: 1 ponto: quando está contente.

    Pergunta n 7: 1 ponto: no jardim. meio ponto: no pátio.

    Pergunta n 8: 1 ponto: para não sujar a casa. Para não sujar.

    Pergunta n 9: 1 ponto: com uma bola.

    Pergunta n 10: 1 ponto: vermelho.

    Nível II

    Pergunta n 1: 1 ponto: é motorista de ônibus: é motorista: no ônibus: condutor n: 1 ponto: loiro.

    Pergunta n 3: 1 ponto: azuis como o céu; azuis: meio ponto: como o céu.

    Pergunta n 4: 1 ponto: sempre sujas; sujas; manchadas.

    Pergunta n 5: 1 ponto: porque se mancha com graxa do automóvel "" porque a graxa do automóvel; porque as suja no automóvel.

    Pergunta n 6: 1 ponto: com álcool.

    Pergunta n 7: 1 ponto: com gorro e uniforme, com um uniforme; meio ponto: com uma boina; com um macacão azul; com um traje azul.

    Pergunta n 8: 1 ponto: para não sujar o traje; para não se sujar.

    Pergunta n 9: 1 ponto: não; nunca.

    Pergunta n 10: 1 ponto: em um povo muito pequeno; em um povo pequeno em um povo de 20 casas; meio ponto: em um povo.

    Nível III

    Pergunta n 1: 1 ponto: um moço alegre; um menino alegre; o filho do lenhador; um menino: meio ponto: um jovem; um menino que vive no bosque.

    Pergunta n 2: 1 ponto: no meio de um vale; perto de um riacho; perto de um rio. Meio ponto: perto do bosque; no campo; na montanha.

    Pergunta n 3: 1 ponto: um riacho de águas limpas; um riacho; um rio. Meio ponto: o bosque.

    Pergunta n 4: 1 ponto: lenhador; cortador de lenha; cortador de árvores. Meio ponto: cortador de madeira.

    Pergunta n 5: 1 ponto: ao nascer do sol. Meio ponto: muito de manhã; logo; muito cedo.

    Pergunta n 6: 1 ponto: ao bosque. Meio ponto: à montanha.

    Pergunta n 7: 1 ponto: abeto, pinos e carvalho: também se dá 1 ponto se nomeia duas dessas árvores. Meio ponto: nomeia-se uma só classe dessas árvores: árvores velhas.

    Pergunta n 8: 1 ponto: "com uma serra elétrica". Meio ponto: com uma serra.

    Pergunta n 9: 1 ponto: "num caminhão".

    Pergunta n 10: 1 ponto: "à cidade".

    Nível IV

    Pergunta n 1: 1 ponto: as paredes de madeira e o teto de galhos; de madeira. Meio ponto: o teto de ramos ""; de troncos.

    Pergunta n 2: 1 ponto: palmeiras.

    Pergunta n 3: 1 ponto: a espuma branca e a vela de algum barco; a espuma das ondas e alguma vela. Meio ponto: (só uma das duas idéias) a espuma branca; a espuma das ondas; à vela de um barco.

    Pergunta n 4: 1 ponto: na praia; na margem. Meio ponto: no porto.

    Pergunta n 5: 1 ponto: uma bolsa e uma faca. Meio ponto: (só um dos dois objetos) uma bolsa; uma faca.

    Pergunta n 6: 1 ponto: para colocar as esponjas; para colocar as pérolas. Meio ponto: para colocar as ostras.

    Pergunta n 7: 1 ponto: ao anoitecer, ao chegar a noite. Meio ponto: "pela noite".

    Pergunta n 8: 1 ponto: para vendê-las; para ganhar dinheiro.

    Pergunta n 9: 1 ponto: na cidade.

    Pergunta n 10: 1 ponto: porque tinham que baixar as profundidades; pela profundidade.

    Uma vez concretizada a pontuação total obtida, este resultado deve ser anotado no caderninho de resultados, na página 4, item "compreensão da leitura"; na linha de pontos correspondente ao nível em questão. Nesse mesmo item aparece à média da pontuação normal.

    .

     

        1. NORMAS DE AVALIAÇÃO DA ESCRITA

      Grafismo

      Tudo que se refere ao grafismo vai ser estudado, observado e analisado nos subtestes do ditado, da cópia e escrita espontânea.

      Cópia

      1. Grafismo irregular letras: escrita muita tremida de forma irregular.

      2. Superposição letra sobreposta à outra.

      3. Curvas arcos e ângulos muito acentuados.

      4. Traços verticais com trocas de direção.

      5. Substituições substitui letras, palavras.

      6. Rotações b/d q/d v/b

      7. Omissões omite letras ou palavras.

      8. Adições acresce letras ou palavras.

      9. Cópia correta.

      Ditado

      1. Grafismo irregular letras

      2. Acentuação

      3. Omissão

      4. Junção de palavras

      5. Fragmentação divide palavras

      6. Pontuação omite ou acresce indevidamente um sinal de pontuação

      7. Erros ortográficos

      8. Erros ortográficos graves

      9. Adição

      Escrita espontânea

      1. Escrita adequada com erros ortográficos leves.

      2. Gênero e número uso incorreto do masculino e feminino.

      3. Omissão de palavras e/ou acrescenta.

      4. Troca de tempo dos verbos conjugação verbal

      5. Estilo telegráfico sem nexo por falta de elementos de ligações como preposições e conjunções.

      6. Incoerência no texto.

      7. Enumeração de palavras.

      8. Número reduzido de orações.

      9. Linhas anormais linhas com disposições irregulares.

      1. RESULTADO DA ANÁLISE QUALITATIVA
      2. Para análise qualitativa fez-se o uso das tabelas (protocolo criado) conforme apresentaremos na seqüência por meio da TAB.1, 2, 3, 4, 5 e 6.

        Tabela 1 Leitura de letras, sílabas e palavras.

         

        SITUAÇÃO

        PERCENTUAL DE ACERTOS

        01

        Ótimo

        90 a 100% acertos

        02

        Satisfatório

        70 a 89% acertos

        03

        Dificuldades

        50 a 69% acertos

        04

        Não realiza

        < 50% de acertos ou não leitura

        Tabela 2 Leitura de texto

         

        SITUAÇÃO

        ACERTOS

        01

        Ótimo

        Leitura correta

        02

        Satisfatório

        Leitura com vacilações, substituições, erros leves.

        03

        Dificuldades

        Leitura silabada com erros graves

        04

        Não realiza

        Não realiza leitura

        Tabela 3 Compreensão de leitura

         

        SITUAÇÃO

        PERCENTUAL DE ACERTOS

        01

        Ótimo

        90 a 100 % acertos

        02

        Satisfatório

        70 a 89 % acertos

        03

        Dificuldades

        50 a 69 % acertos

        04

        Não realiza

        < 50% - não leitura

        Tabela 4 - Cópia

         

        SITUAÇÃO

        ACERTOS

        01

        Ótimo

        Cópia correta

        02

        Satisfatório

        Grafismo irregular

        03

        Dificuldades

        Substitui, omite ou acresce.

        04

        Não realiza

        Cópia não legível ou não cópia

        Tabela 5 - Ditado

         

        SITUAÇÃO

        ACERTOS

        01

        Ótimo

        Escrita correta

        02

        Satisfatório

        Grafismo irregular

        03

        Dificuldades

        Erros ortográficos graves

        04

        Não realiza

        Não realiza escrita

        Tabela 6 Escrita espontânea

         

        SITUAÇÃO

        ACERTOS

        01

        Ótimo

        Escrita correta

        02

        Satisfatório

        Erros ortográficos leves

        03

        Dificuldades

        Erros ortográficos graves

        04

        Não realiza

        Não realiza escrita

        A coleta dos dados foi feita com a aplicação dos testes, com manuais e protocolos próprios para o teste de TALE e de forma individual pela pesquisadora (ANEXO 7).

     

Partes: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8
 
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